{"id":10012,"date":"2026-04-23T07:30:07","date_gmt":"2026-04-23T07:30:07","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=10012"},"modified":"2026-04-01T19:14:06","modified_gmt":"2026-04-01T19:14:06","slug":"no-meio-ambiente-tudo-esta-interligado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=10012","title":{"rendered":"\u201cNo meio ambiente, tudo est\u00e1 interligado.\u201d"},"content":{"rendered":"<p><em>A f\u00edsica da atmosfera pode parecer abstrata, mas seus efeitos s\u00e3o profundamente concretos \u2014 e, muitas vezes, devastadores. \u00c9 nesse campo, onde fen\u00f4menos invis\u00edveis determinam a qualidade do ar e o equil\u00edbrio clim\u00e1tico, que atua a f\u00edsica Luciana Varanda Rizzo. Docente do <\/em><span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/www.if.usp.br\/\"><strong><em>Instituto de F\u00edsica da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP)<\/em><\/strong><\/a><\/span><em> e integrante do <\/em><span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/lfa.if.usp.br\/p%C3%A1gina-inicial\"><strong><em>Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Atmosf\u00e9rica (LFA)<\/em><\/strong><\/a><\/span><em>, ela construiu uma trajet\u00f3ria marcada pela investiga\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o do ar em grandes centros urbanos e das complexas intera\u00e7\u00f5es entre biosfera e atmosfera na Amaz\u00f4nia. Com gradua\u00e7\u00e3o, mestrado e doutorado pela USP, al\u00e9m de experi\u00eancia como pesquisadora no <\/em><span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/ncar.ucar.edu\/\"><strong><em>National Center for Atmospheric Research (NCAR)<\/em><\/strong><\/a><\/span><em>, nos Estados Unidos, Rizzo re\u00fane uma forma\u00e7\u00e3o s\u00f3lida e internacional. Ao longo da carreira, participou de importantes experimentos cient\u00edficos na Amaz\u00f4nia e consolidou uma linha de pesquisa voltada \u00e0 compreens\u00e3o dos impactos das emiss\u00f5es urbanas e das queimadas sobre o clima e a sa\u00fade humana. Ao abordar a dificuldade de tornar vis\u00edvel aquilo que n\u00e3o se v\u00ea, Luciana Rizzo chama aten\u00e7\u00e3o para a rela\u00e7\u00e3o cotidiana e inevit\u00e1vel com o ar. \u201cO ar \u00e9 impalp\u00e1vel e ningu\u00e9m v\u00ea, mas todos inspiram ar o tempo todo, em uma rela\u00e7\u00e3o visceral.\u201d Para ela, a invisibilidade dos poluentes contribui para a naturaliza\u00e7\u00e3o de um problema grave, j\u00e1 que a atmosfera tem sido tratada como um reposit\u00f3rio infinito de res\u00edduos. Essa percep\u00e7\u00e3o, no entanto, n\u00e3o corresponde \u00e0 realidade f\u00edsica. \u201cOs gases e as part\u00edculas contidas na fuma\u00e7a podem permanecer na atmosfera por horas, dias, meses, anos, s\u00e9culos.\u201d A perman\u00eancia desses compostos no ar explica por que seus efeitos se acumulam e se manifestam tanto em problemas imediatos de sa\u00fade quanto em mudan\u00e7as clim\u00e1ticas de longo prazo. A entrevista tamb\u00e9m aborda os desafios enfrentados por mulheres na ci\u00eancia, especialmente em ambientes altamente competitivos e ainda marcados por desigualdades de g\u00eanero. \u201cPara alcan\u00e7ar o mesmo reconhecimento, cientistas mulheres precisam provar muito mais o seu valor do que cientistas homens.\u201d Na entrevista a seguir, a pesquisadora discute os desafios de comunicar a urg\u00eancia de processos atmosf\u00e9ricos invis\u00edveis, as conex\u00f5es entre floresta e cidade, as desigualdades associadas \u00e0 polui\u00e7\u00e3o e as barreiras de g\u00eanero ainda presentes na ci\u00eancia. Confira!<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ci\u00eancia &amp; Cultura &#8211; Seu trabalho revela como processos f\u00edsicos invis\u00edveis \u2014 como a forma\u00e7\u00e3o de oz\u00f4nio ou o transporte de aeross\u00f3is \u2014 afetam diretamente a sa\u00fade e o clima. Como comunicar a urg\u00eancia desses fen\u00f4menos a uma sociedade que s\u00f3 percebe a polui\u00e7\u00e3o quando ela se torna vis\u00edvel?<\/strong><br \/>\n<strong>Luciana Varanda Rizzo<\/strong> &#8211; Pois \u00e9, meu objeto de pesquisa \u00e9 et\u00e9reo. O ar \u00e9 impalp\u00e1vel e ningu\u00e9m v\u00ea, mas todos inspiram\u00a0ar o tempo todo, em uma rela\u00e7\u00e3o visceral. Nem todos se d\u00e3o conta de que a humanidade tem usado a atmosfera como se fosse uma lata de lixo infinita. A fuma\u00e7a que sai dos carros, das ind\u00fastrias, dos inc\u00eandios, se dispersa no ar, como se desaparecesse. Mas n\u00e3o desaparece. Os gases e as part\u00edculas contidas na fuma\u00e7a podem permanecer na atmosfera por horas, dias, meses, anos, s\u00e9culos. A presen\u00e7a desses poluentes na atmosfera resulta em s\u00e9rios problemas socioambientais. Poluentes de vida curta, como o oz\u00f4nio e as pequenas part\u00edculas suspensas no ar (conhecidas como aeross\u00f3is), impactam diretamente a sa\u00fade das pessoas, agravando doen\u00e7as cardiorespirat\u00f3rias e, abrindo m\u00e3o de eufemismos, causando mortes. Poluentes de vida longa, como o di\u00f3xido de carbono, permanecem s\u00e9culos na atmosfera, perturbando o equil\u00edbrio t\u00e9rmico do planeta e causando as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que enfrentamos hoje. Como comunicar a urg\u00eancia desses fen\u00f4menos? Infelizmente, chegamos a um ponto em que os impactos da polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica falam por si s\u00f3.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-poluicao-do-ar-e-o-aquecimento-global-afetam-a-todos-mas-de-maneira-profundamente-desigual\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cA polui\u00e7\u00e3o do ar e o aquecimento global afetam a todos, mas de maneira profundamente desigual.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; Ao pesquisar tanto a Amaz\u00f4nia quanto a Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo, voc\u00ea transita entre dois territ\u00f3rios simb\u00f3licos centrais do debate clim\u00e1tico. Que conex\u00f5es cient\u00edficas entre floresta e cidade ainda s\u00e3o pouco compreendidas \u2014 ou pouco consideradas nas pol\u00edticas p\u00fablicas?<br \/>\nLVR &#8211;<\/strong> No meio ambiente, tudo est\u00e1 interligado. Os ventos que passam sobre a Amaz\u00f4nia transportam vapor d\u2019\u00e1gua, transpirado pelas \u00e1rvores da floresta, para o centro-oeste e sudeste do Brasil, contribuindo para as chuvas nessas regi\u00f5es. Este \u00e9 um servi\u00e7o ambiental importante, proporcionado pela evapotranspira\u00e7\u00e3o de \u00e1reas vegetadas na Amaz\u00f4nia e no Cerrado. Os mesmos ventos tamb\u00e9m transportam fuma\u00e7a de queimadas da Amaz\u00f4nia, Pantanal e Cerrado. Em algumas situa\u00e7\u00f5es, a fuma\u00e7a que vem de longe contribui para piorar a polui\u00e7\u00e3o do ar na metr\u00f3pole de S\u00e3o Paulo. Nos \u00faltimos anos, presenciamos cidades da regi\u00e3o norte, como Porto Velho e Manaus, tomadas pela fuma\u00e7a, expondo a popula\u00e7\u00e3o a graves riscos de sa\u00fade. A combina\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es urbanas (ve\u00edculos e ind\u00fastrias) com emiss\u00f5es de queimadas potencializa a forma\u00e7\u00e3o de poluentes secund\u00e1rios e os impactos \u00e0 sa\u00fade. Assim, existem fortes conex\u00f5es entre a devasta\u00e7\u00e3o de \u00e1reas naturais e a polui\u00e7\u00e3o do ar em \u00e1reas urbanas.<\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; A f\u00edsica \u00e9 frequentemente percebida como uma \u00e1rea neutra e objetiva, mas suas pesquisas lidam com problemas profundamente sociais, como polui\u00e7\u00e3o e desigualdade urbana. Em que momentos essa tens\u00e3o entre ci\u00eancia \u201cdura\u201d e impacto social se torna mais evidente no seu trabalho?<br \/>\nLVR &#8211;<\/strong> Problemas ambientais s\u00e3o intrinsecamente associados com problemas sociais. A polui\u00e7\u00e3o do ar e o aquecimento global afetam a todos, mas de maneira profundamente desigual. Por exemplo, uma pessoa que vive em um bairro perif\u00e9rico, que passa 4 horas por dia no trajeto entre casa e trabalho, est\u00e1 extremamente exposta \u00e0 polui\u00e7\u00e3o do ar. Quem anda de carro polui mais do que quem anda de transporte coletivo. Esse tipo de injusti\u00e7a ocorre n\u00e3o s\u00f3 na escala municipal; na escala global vemos quest\u00f5es semelhantes. Os maiores poluidores n\u00e3o s\u00e3o os mais afetados pelos problemas ambientais. Tenho convic\u00e7\u00e3o de que a solu\u00e7\u00e3o para os problemas ambientais passa pelo combate \u00e0s desigualdades e ao racismo. Nesse ponto, as chamadas ci\u00eancias \u201cduras\u201d precisam trabalhar junto com a sociologia e a economia. Na \u00e1rea ambiental, n\u00e3o existe preval\u00eancia de uma ci\u00eancia sobre outra. Solu\u00e7\u00f5es puramente t\u00e9cnicas n\u00e3o s\u00e3o neutras, \u00e9 preciso avaliar as implica\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas antes de implement\u00e1-las.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"tenho-conviccao-de-que-a-solucao-para-os-problemas-ambientais-passa-pelo-combate-as-desigualdades-e-ao-racismo\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cTenho convic\u00e7\u00e3o de que a solu\u00e7\u00e3o para os problemas ambientais passa pelo combate \u00e0s desigualdades e ao racismo.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p><em><br \/>\n<\/em><br \/>\n<strong>C&amp;C &#8211; Experimentos de grande escala, como os realizados na Amaz\u00f4nia, envolvem log\u00edstica complexa, colabora\u00e7\u00e3o internacional e ambientes adversos. Como \u00e9 ocupar esses espa\u00e7os como mulher cientista \u2014 e que desafios espec\u00edficos ainda persistem nesses contextos?<br \/>\nLVR &#8211;<\/strong> Acho que avan\u00e7amos bastante nas \u00faltimas d\u00e9cadas na conscientiza\u00e7\u00e3o sobre as desigualdades de g\u00eanero. Homens e mulheres est\u00e3o mais conscientes, e as a\u00e7\u00f5es afirmativas contribu\u00edram para diminuir a desigualdade de g\u00eanero na ci\u00eancia, aumentando a representatividade das mulheres. Antes, eu nem percebia quando era a \u00fanica mulher presente em uma reuni\u00e3o. Hoje, eu percebo, me incomodo, questiono, e pratico sororidade.<\/p>\n<p>Apesar dos avan\u00e7os, muitos desafios estruturais e culturais persistem. Eu percebo que, para serem ouvidas, cientistas mulheres precisam ser mais incisivas do que cientistas homens. Mulheres s\u00e3o interrompidas com mais frequ\u00eancia em reuni\u00f5es de trabalho. Isso exige das mulheres um esfor\u00e7o a mais. N\u00e3o basta fazer bem o seu trabalho, \u00e9 preciso se impor para n\u00e3o ser engolida, para fazer suas ideias prosperarem.<\/p>\n<p>Para alcan\u00e7ar o mesmo reconhecimento, cientistas mulheres precisam provar muito mais o seu valor do que cientistas homens. Em geral, a cobran\u00e7a \u00e9 maior para as cientistas mulheres, que precisam trabalhar mais e produzir mais em compara\u00e7\u00e3o com homens no mesmo est\u00e1gio da carreira, para serem reconhecidas e valorizadas na comunidade cient\u00edfica. Por exemplo, eu me preparo muito antes de me posicionar sobre um determinado assunto em uma reuni\u00e3o de trabalho. Pode ser apenas um tra\u00e7o de personalidade, mas acho que certamente h\u00e1 uma camada de g\u00eanero atuando nessa quest\u00e3o. Um cientista homem pode falar uma bobagem com convic\u00e7\u00e3o e passar despercebido. Uma cientista mulher ser\u00e1 julgada com mais rigor.<\/p>\n<p>Eu acho que os homens est\u00e3o mais conscientes sobre a desigualdade de g\u00eanero na ci\u00eancia, mas a cultura do patriarcado ainda \u00e9 muito forte. O apoio de cientistas homens muitas vezes se transforma em uma esp\u00e9cie de tutela, que tenta direcionar o trabalho de cientistas mulheres. \u00c9 comum que o protagonismo de cientistas homens avance sobre as pesquisas de cientistas mulheres colaboradoras, tomando a frente e a lideran\u00e7a. Isso pode acontecer de modo inconsciente, \u00e9 a cultura do patriarcado que se imp\u00f5e e que molda o comportamento de homens e de mulheres.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"para-alcancar-o-mesmo-reconhecimento-cientistas-mulheres-precisam-provar-muito-mais-o-seu-valor-do-que-cientistas-homens\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cPara alcan\u00e7ar o mesmo reconhecimento, cientistas mulheres precisam provar muito mais o seu valor do que cientistas homens.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; Ao longo da sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica, do p\u00f3s-doutorado no exterior \u00e0 atua\u00e7\u00e3o em diferentes universidades brasileiras, que barreiras de g\u00eanero voc\u00ea identificou na f\u00edsica atmosf\u00e9rica \u2014 e de que forma elas se manifestam hoje, talvez de forma mais sutil?<br \/>\nLVR &#8211;<\/strong> Devo dizer que falo de um lugar privilegiado. Sou uma mulher branca, de classe m\u00e9dia, tive acesso a uma boa educa\u00e7\u00e3o, nada me faltou. Mesmo tendo sido m\u00e3e cedo, aos 20 anos, tive todo o suporte familiar para seguir a carreira acad\u00eamica. Pude fazer mestrado e doutorado vivendo apenas da bolsa de estudos. Nem todas t\u00eam a mesma sorte que eu.\u00a0\u00a0Olho em volta, e vejo poucas mulheres atuando na \u00e1rea de F\u00edsica. Mulheres negras s\u00e3o rar\u00edssimas. A ci\u00eancia perde com isso, pois a diversidade enriquece a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea de F\u00edsica, assim como em outras carreiras da \u00e1rea de exatas, as mulheres s\u00e3o minoria. Durante a minha gradua\u00e7\u00e3o, a raz\u00e3o entre homens e mulheres era de 10 para 1. As meninas s\u00e3o t\u00e3o capazes quanto os meninos, em todas as \u00e1reas do conhecimento. Ent\u00e3o por que poucas meninas escolhem a F\u00edsica como profiss\u00e3o? Temos a\u00ed uma primeira barreira de g\u00eanero, uma constru\u00e7\u00e3o cultural, que acaba empurrando as mulheres para carreiras mais identificadas com \u201cpapeis sociais\u201d femininos.<br \/>\nAcho que houve progressos ap\u00f3s a crescente ado\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es afirmativas, que visam equilibrar as desigualdades de g\u00eanero na ci\u00eancia. Hoje somos mais conscientes. Outra conquista importante \u00e9 a concess\u00e3o de licen\u00e7a maternidade para mulheres bolsistas. E a possibilidade de sinalizar no curr\u00edculo o ano de nascimento dos filhos, justificando eventuais mudan\u00e7as na produtividade.<\/p>\n<h6 id=\"\"><\/h6>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A f\u00edsica da atmosfera pode parecer abstrata, mas seus efeitos s\u00e3o profundamente&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":10013,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2,864],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10012"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10012"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10012\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10014,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10012\/revisions\/10014"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10013"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10012"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10012"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10012"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}