{"id":10035,"date":"2026-04-09T07:30:59","date_gmt":"2026-04-09T07:30:59","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=10035"},"modified":"2026-04-01T19:14:20","modified_gmt":"2026-04-01T19:14:20","slug":"entre-mares-e-abstracoes-o-olhar-sensivel-de-thomas-lewinsohn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=10035","title":{"rendered":"Entre mar\u00e9s e abstra\u00e7\u00f5es: o olhar sens\u00edvel de Thomas Lewinsohn"},"content":{"rendered":"<p>O fotolivro de Thomas Lewinsohn, \u201c\u00c1gua-Forte &#8211; Imagens do mundo flutuante\u201d, foi lan\u00e7ado no 15\u00ba Festival de Fotografia (de 11 a 15 de mar\u00e7o), em Tiradentes, Minas Gerais. Fot\u00f3grafo, bi\u00f3logo e m\u00fasico, professor em\u00e9rito do Instituto de Biologia da Unicamp, ainda em atividade como pesquisador colaborador e Pesquisador S\u00eanior do CNPq, com v\u00e1rios projetos de pesquisa em andamento, Thomas voltou a fotografar nos \u00faltimos vinte anos, dedicando-se a explorar, sem pressa, a sutileza de formas, cores e texturas\u00a0 no litoral brasileiro e em outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Lan\u00e7ado pela Editora Lovely House, de S\u00e3o Paulo, o livro de Thomas Lewinsohn foi coeditado com Eder Ribeiro e Luciana Molisani, que tamb\u00e9m assina o projeto gr\u00e1fico. O livro inclui 85 fotos produzidas pela observa\u00e7\u00e3o atenta de cen\u00e1rios aparentemente corriqueiros, seja em recortes de fal\u00e9sias que evocam pinturas rupestres, seja buscando formas e desenhos modelados por fragmentos de conchas, pedras, algas ou rastros minerais na areia, criados pelo movimento das mar\u00e9s, que a cada hora fazem e desfazem outras imagens. Um olhar de bi\u00f3logo, que capta formas sutis em uma realidade densa de cores, texturas e formas.<\/p>\n<p>Como escreve Lewinsohn no livro, \u201cmuitas das fotografias bordejam o abstrato, brincam com seus limites. A abstra\u00e7\u00e3o est\u00e1 ao alcance da vista, mas pede tempo para se revelar. Para isso, a praia \u00e9 perfeita: lugar para flanar sem itiner\u00e1rio, sem plano, sem hor\u00e1rio\u201d. E conclui: \u201ca abstra\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica \u00e9 um puro construto do meu imagin\u00e1rio? Penso que n\u00e3o. As imagens emergem do encontro entre o olhar e o mundo. O olho revela, reconfigura o mundo\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-10038\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lewinsohn-A\u0301gua-Forte-2026-capa-3D-300x256.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"427\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lewinsohn-A\u0301gua-Forte-2026-capa-3D-300x256.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lewinsohn-A\u0301gua-Forte-2026-capa-3D-768x656.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lewinsohn-A\u0301gua-Forte-2026-capa-3D-14x12.jpg 14w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lewinsohn-A\u0301gua-Forte-2026-capa-3D-800x683.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lewinsohn-A\u0301gua-Forte-2026-capa-3D.jpg 1000w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<h6 id=\"foto-thomas-lewinsohn-agua-forte-imagens-do-mundo-flutuante-divulgacao\" style=\"text-align: center;\">Foto: Thomas Lewinsohn, \u201c\u00c1gua-Forte &#8211; Imagens do mundo flutuante\u201d. Divulga\u00e7\u00e3o<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"entre-as-artes-e-a-ciencia\">Entre as artes e a ci\u00eancia<\/h4>\n<p>As artes e a ci\u00eancia sempre estiveram entremeadas na sua vida. Desde\u00a0 muito jovem, ocupou-se com ci\u00eancia, literatura, m\u00fasica, e outras artes. Foi fot\u00f3grafo profissional entre 1969 e 1975, em paralelo ao curso de Biologia na UFRJ, que chegou a interromper, com a inten\u00e7\u00e3o de estudar artes visuais nos Estados Unidos. Mas retornou \u00e0 Biologia e, ap\u00f3s se formar em 1975, integrou a primeira turma de Mestrado em Ecologia da Unicamp, onde tamb\u00e9m obteve o Doutorado em Ci\u00eancias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"muitas-das-fotografias-bordejam-o-abstrato-brincam-com-seus-limites\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\">\u201cMuitas das fotografias bordejam o abstrato, brincam com seus limites.\u201d<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Docente da Unicamp desde 1980, tornou-se Professor Titular em 2006 e recebeu o t\u00edtulo de Professor Em\u00e9rito em Ecologia em 2024. Em sua carreira, pesquisou a organiza\u00e7\u00e3o de intera\u00e7\u00f5es entre insetos e plantas e tornou-se um dos primeiros especialistas brasileiros em biodiversidade, tanto na pesquisa b\u00e1sica como na cria\u00e7\u00e3o de programas de pesquisa e coordena\u00e7\u00f5es na Fapesp e no CNPq.<\/p>\n<p>Teve intensa atividade internacional como pesquisador e professor visitante em importantes centros na Inglaterra, Estados Unidos, It\u00e1lia, Alemanha e Argentina. Em 2018-2019, foi pesquisador do Wissenschaftskolleg (Instituto de Estudos Avan\u00e7ados) de Berlim, sendo o \u00fanico brasileiro a receber bolsa da Federa\u00e7\u00e3o Europeia\u00a0 de Institutos Avan\u00e7ados. Ao mesmo tempo, foi consultor e membro de comiss\u00f5es no Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, no Fundo Ambiental Global do Banco Mundial e na Funda\u00e7\u00e3o Europeia de Ci\u00eancias, entre outros.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-10039\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lewinsohn-Agua-Forte-2026-Lagoa-da-Coca-RN-300x218.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"363\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lewinsohn-Agua-Forte-2026-Lagoa-da-Coca-RN-300x218.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lewinsohn-Agua-Forte-2026-Lagoa-da-Coca-RN-1024x742.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lewinsohn-Agua-Forte-2026-Lagoa-da-Coca-RN-768x557.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lewinsohn-Agua-Forte-2026-Lagoa-da-Coca-RN-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lewinsohn-Agua-Forte-2026-Lagoa-da-Coca-RN-800x580.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lewinsohn-Agua-Forte-2026-Lagoa-da-Coca-RN-1160x841.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lewinsohn-Agua-Forte-2026-Lagoa-da-Coca-RN.jpg 1473w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<h6 id=\"foto-thomas-lewinsohn-agua-forte-imagens-do-mundo-flutuante-divulgacao-2\" style=\"text-align: center;\">Foto: Thomas Lewinsohn, \u201c\u00c1gua-Forte &#8211; Imagens do mundo flutuante\u201d. Divulga\u00e7\u00e3o<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"uma-paixao-retomada\">Uma paix\u00e3o retomada<\/h4>\n<p>O olhar fotogr\u00e1fico de Thomas Lewinsohn foi marcado, desde jovem, pela conviv\u00eancia com duas artistas visuais destacadas, Fayga Ostrower e Anna Bella Geiger, \u00e0s quais o livro \u00e9 dedicado. Igualmente marcante foi um breve est\u00e1gio nos arquivos de fotografia do Museu de Arte Moderna de Nova York, em 1971, que lhe deu oportunidade de estudar os originais de grandes mestres.<\/p>\n<p>Embora nunca tenha deixado a fotografia, a partir de 2005 ela voltou gradualmente a tomar sua aten\u00e7\u00e3o. O projeto do fotolivro \u201c\u00c1gua-Forte\u201d foi iniciado em workshops e leituras de portf\u00f3lio nos Encontros de Fotografia de Arles, na Fran\u00e7a, em 2023. Tamb\u00e9m foi estimulado por pessoas que comentaram seu trabalho, incluindo o artista visual Nuno Ramos e o fot\u00f3grafo Walter Firmo, para quem Thomas Lewinsohn \u00e9 \u201co sonhador das imagens\u201d.<\/p>\n<p>Em setembro de 2024,\u00a0 fez sua primeira exposi\u00e7\u00e3o, \u201cEntre Mar\u00e9s\u201d, no Instituto Pav\u00e3o Cultural, em Campinas, SP, com um conjunto de fotografias praieiras de 2008 a 2028, ponto de partida para o novo livro.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-10040\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lewinsohn-Agua-Forte-2026-Playa-Ancon-Cuba-2025-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lewinsohn-Agua-Forte-2026-Playa-Ancon-Cuba-2025-300x200.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lewinsohn-Agua-Forte-2026-Playa-Ancon-Cuba-2025-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lewinsohn-Agua-Forte-2026-Playa-Ancon-Cuba-2025-768x512.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lewinsohn-Agua-Forte-2026-Playa-Ancon-Cuba-2025-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lewinsohn-Agua-Forte-2026-Playa-Ancon-Cuba-2025-800x533.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lewinsohn-Agua-Forte-2026-Playa-Ancon-Cuba-2025-1160x773.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Lewinsohn-Agua-Forte-2026-Playa-Ancon-Cuba-2025.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<h6 id=\"foto-thomas-lewinsohn-agua-forte-imagens-do-mundo-flutuante-divulgacao-3\" style=\"text-align: center;\">Foto: Thomas Lewinsohn, \u201c\u00c1gua-Forte &#8211; Imagens do mundo flutuante\u201d. Divulga\u00e7\u00e3o<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"percepcoes\">Percep\u00e7\u00f5es<\/h4>\n<p>De acordo com Anna Bella, que assina um dos textos do fotolivro, \u201cThomas Lewinsohn \u00e9 um cientista e um artista da fotografia. Em sua obra fotogr\u00e1fica atual, ele por vezes se aproxima da Geologia, como algu\u00e9m que encontra na natureza da crosta terrestre, o seu <em>leitmotiv, <\/em>revelando aspectos da Terra<em>, <\/em>de suas camadas. S\u00e3o todas de uma beleza fina e naturalista\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO quase sil\u00eancio das imagens\u201d \u00e9 o t\u00edtulo do texto de Fernando de Tacca, antrop\u00f3logo e ex-professor de fotografia do Instituto de Artes da Unicamp. Segundo Tacca, quando as viu pela primeira vez foi tomado pelas imagens, em que \u201cn\u00e3o havia a imediatez de uma materialidade vis\u00edvel da natureza. Havia um mergulho para algo do inconsciente incontrol\u00e1veis; as imagens me habitaram em sensa\u00e7\u00f5es s\u00fabitas de sentimentos, afetos, medos, estranheza, surpresas e incompreens\u00e3o&#8230; Havia somente navegar em mar aberto, sem b\u00fassola\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"as-imagens-emergem-do-encontro-entre-o-olhar-e-o-mundo-o-olho-revela-reconfigura-o-mundo\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\">\u201cAs imagens emergem do encontro entre o olhar e o mundo. O olho revela, reconfigura o mundo\u201d.<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Eder Ribeiro, curador e coeditor do livro, em vez de uma abordagem cartogr\u00e1fica da paisagem, \u201c\u00e9 o olhar atento sobre os pequenos detalhes desta paisagem do tempo, que estruturam sua pesquisa visual. \u00c9 no campo do sens\u00edvel que as imagens repousam, e n\u00e3o do descrit\u00edvel. O olhar de Thomas, ap\u00f3s perscrutar, pacientemente, esse territ\u00f3rio, promove a constru\u00e7\u00e3o de novas paisagens visuais, nas quais a abstra\u00e7\u00e3o e a fric\u00e7\u00e3o est\u00e3o em permanente fric\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"novas-exposicoes\">Novas exposi\u00e7\u00f5es<\/h4>\n<p>Em breve, o livro ser\u00e1 apresentado em lan\u00e7amentos em Campinas e, ao longo de 2026, em outras cidades brasileiras, acompanhando exposi\u00e7\u00f5es das fotografias originais. Ser\u00e1 tamb\u00e9m submetido a mostras de fotolivros e eventos fotogr\u00e1ficos em outros pa\u00edses, como Argentina e Fran\u00e7a.<\/p>\n<h6 id=\"\"><\/h6>\n<h6 id=\"capa-thomas-lewinsohn-agua-forte-imagens-do-mundo-flutuante-divulgacao\" style=\"text-align: center;\">Capa: Thomas Lewinsohn, \u201c\u00c1gua-Forte &#8211; Imagens do mundo flutuante\u201d. Divulga\u00e7\u00e3o<\/h6>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O fotolivro de Thomas Lewinsohn, \u201c\u00c1gua-Forte &#8211; Imagens do mundo flutuante\u201d, foi&hellip;\n","protected":false},"author":353,"featured_media":10041,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2,865],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10035"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/353"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10035"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10035\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10037,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10035\/revisions\/10037"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10041"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10035"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10035"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10035"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}