{"id":10114,"date":"2026-05-27T07:30:18","date_gmt":"2026-05-27T07:30:18","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=10114"},"modified":"2026-05-11T18:53:13","modified_gmt":"2026-05-11T18:53:13","slug":"fiocruz-ciencia-que-salva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=10114","title":{"rendered":"Fiocruz, ci\u00eancia que salva"},"content":{"rendered":"<p>Em meio ao ritmo acelerado do Rio de Janeiro, ergue-se um castelo de inspira\u00e7\u00e3o mourisca cercado por laborat\u00f3rios, hospitais, bibliotecas e centros tecnol\u00f3gicos. Ali, onde arquitetura hist\u00f3rica e ci\u00eancia de ponta convivem lado a lado, pulsa uma das institui\u00e7\u00f5es mais estrat\u00e9gicas do pa\u00eds: a <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/fiocruz.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz)<\/strong><\/a><\/span>. H\u00e1 mais de um s\u00e9culo, a Fiocruz transforma conhecimento em vacinas, rem\u00e9dios, pesquisas e pol\u00edticas p\u00fablicas que impactam diariamente a vida de milh\u00f5es de brasileiros.<\/p>\n<p>Reconhecida como a maior institui\u00e7\u00e3o de pesquisa biom\u00e9dica da Am\u00e9rica Latina, a Fiocruz est\u00e1 vinculada ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e atua em \u00e1reas que v\u00e3o da microbiologia \u00e0 sa\u00fade coletiva, da inova\u00e7\u00e3o farmac\u00eautica \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de profissionais do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). Sua trajet\u00f3ria acompanha a pr\u00f3pria hist\u00f3ria da sa\u00fade p\u00fablica brasileira.<\/p>\n<p>Criada em 25 de maio de 1900, com o nome de Instituto Soroter\u00e1pico Federal, a institui\u00e7\u00e3o nasceu na antiga Fazenda de Manguinhos, na Zona Norte do Rio. A miss\u00e3o inicial era fabricar soros e vacinas contra a peste bub\u00f4nica, ent\u00e3o uma amea\u00e7a sanit\u00e1ria global. O que come\u00e7ou como resposta emergencial se tornaria um dos pilares cient\u00edficos do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"das-epidemias-do-passado-a-ciencia-moderna\">Das epidemias do passado \u00e0 ci\u00eancia moderna<\/h4>\n<p>Sob lideran\u00e7a do m\u00e9dico sanitarista Oswaldo Cruz, o instituto ganhou proje\u00e7\u00e3o nacional ao conduzir campanhas decisivas contra a peste bub\u00f4nica, a febre amarela e a var\u00edola. Em um Brasil ainda marcado por precariedade urbana e surtos frequentes, essas a\u00e7\u00f5es redefiniram o papel do Estado na prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade coletiva.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-oswaldo-cruz-divulgacao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-10115\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/CB-Fiocruz-fig1-251x300.jpg\" alt=\"\" width=\"418\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/CB-Fiocruz-fig1-251x300.jpg 251w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/CB-Fiocruz-fig1-10x12.jpg 10w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/CB-Fiocruz-fig1.jpg 330w\" sizes=\"(max-width: 418px) 100vw, 418px\" \/><br \/>\nFigura 1. Oswaldo Cruz. Divulga\u00e7\u00e3o.<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A institui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ultrapassou os limites da ent\u00e3o capital federal. Expedi\u00e7\u00f5es cient\u00edficas percorreram o interior do pa\u00eds para investigar doen\u00e7as tropicais, condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias e realidades sociais ignoradas pelos centros urbanos. Essa produ\u00e7\u00e3o ajudou a construir um retrato mais amplo do Brasil profundo.<\/p>\n<p>Em 1908, o instituto passou a se chamar Instituto Oswaldo Cruz. D\u00e9cadas depois, em 1970, foi transformado em funda\u00e7\u00e3o p\u00fablica, adotando gradualmente o nome Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz. A nova estrutura ampliou suas fun\u00e7\u00f5es em pesquisa, ensino e produ\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"resistencia-e-reconstrucao\">Resist\u00eancia e reconstru\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Como outras institui\u00e7\u00f5es brasileiras, a Fiocruz atravessou per\u00edodos turbulentos. Durante a ditadura militar, sofreu interven\u00e7\u00f5es e persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. O epis\u00f3dio mais conhecido, em 1970, ficou marcado como o Massacre de Manguinhos, quando cientistas tiveram direitos cassados e carreiras interrompidas.<\/p>\n<p>Nos anos 1980, com a redemocratiza\u00e7\u00e3o, a institui\u00e7\u00e3o iniciou forte processo de reconstru\u00e7\u00e3o. Sob a gest\u00e3o do sanitarista Sergio Arouca, recuperou estruturas, fortaleceu a participa\u00e7\u00e3o interna e consolidou uma vis\u00e3o moderna de ci\u00eancia comprometida com cidadania e justi\u00e7a social.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-fiocruz-transforma-conhecimento-em-vacinas-remedios-pesquisas-e-politicas-publicas-que-impactam-diariamente-a-vida-de-milhoes-de-brasileiros\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cA Fiocruz transforma conhecimento em vacinas, rem\u00e9dios, pesquisas e pol\u00edticas p\u00fablicas que impactam diariamente a vida de milh\u00f5es de brasileiros.\u201d <\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foi tamb\u00e9m nesse per\u00edodo que a Fiocruz ampliou sua atua\u00e7\u00e3o em sa\u00fade coletiva, campo decisivo para a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas. Muitos debates t\u00e9cnicos e conceituais ligados \u00e0 cria\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o do SUS passaram por seus corredores e escolas.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"vacinas-medicamentos-e-soberania-sanitaria\">Vacinas, medicamentos e soberania sanit\u00e1ria<\/h4>\n<p>Hoje, dois bra\u00e7os produtivos simbolizam a capacidade tecnol\u00f3gica da Funda\u00e7\u00e3o: <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/fiocruz.br\/instituto-de-tecnologia-em-imunobiologicos-bio-manguinhos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Bio-Manguinhos<\/strong><\/a><\/span> e <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.far.fiocruz.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Farmanguinhos<\/strong><\/a><\/span>. O primeiro \u00e9 refer\u00eancia continental na produ\u00e7\u00e3o de vacinas, kits diagn\u00f3sticos e imunobiol\u00f3gicos. O segundo \u00e9 o maior laborat\u00f3rio farmac\u00eautico oficial vinculado ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-desenvolvimento-de-vacinas-fiocruz-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-10116\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/CB-Fiocruz-fig2-300x180.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"299\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/CB-Fiocruz-fig2-300x180.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/CB-Fiocruz-fig2-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/CB-Fiocruz-fig2.jpg 533w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\nFigura 2. Desenvolvimento de vacinas. Fiocruz. Reprodu\u00e7\u00e3o.<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por meio dessas unidades, a Fiocruz fabrica medicamentos para tuberculose, mal\u00e1ria, HIV, hepatites virais, doen\u00e7as cardiovasculares e outras condi\u00e7\u00f5es priorit\u00e1rias para a sa\u00fade p\u00fablica. Tamb\u00e9m participa da produ\u00e7\u00e3o de vacinas que integram o calend\u00e1rio nacional de imuniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa estrutura reduz depend\u00eancia externa e fortalece a soberania sanit\u00e1ria brasileira. Em tempos de crises globais, gargalos log\u00edsticos ou disputas internacionais por insumos, ter capacidade nacional de produ\u00e7\u00e3o se torna quest\u00e3o estrat\u00e9gica.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"o-papel-decisivo-na-pandemia\">O papel decisivo na pandemia<\/h4>\n<p>Durante a pandemia de Covid-19, a Fiocruz assumiu protagonismo hist\u00f3rico. Firmou acordo tecnol\u00f3gico com a Universidade de Oxford e a farmac\u00eautica AstraZeneca para produzir no Brasil uma das principais vacinas contra o coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>Milh\u00f5es de doses foram entregues ao Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es, contribuindo diretamente para ampliar a cobertura vacinal e reduzir hospitaliza\u00e7\u00f5es e mortes. Al\u00e9m disso, a institui\u00e7\u00e3o atuou em vigil\u00e2ncia gen\u00f4mica, monitoramento epidemiol\u00f3gico, estudos cl\u00ednicos e combate \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Pesquisadores da Funda\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m investigaram impacto social da pandemia, qualidade de m\u00e1scaras, condi\u00e7\u00f5es de trabalho de profissionais da sa\u00fade e desigualdades agravadas pela crise sanit\u00e1ria. A resposta foi cient\u00edfica, tecnol\u00f3gica e social ao mesmo tempo.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"muito-alem-dos-laboratorios\">Muito al\u00e9m dos laborat\u00f3rios<\/h4>\n<p>A Fiocruz n\u00e3o produz apenas insumos. Produz pessoas. A institui\u00e7\u00e3o mant\u00e9m cursos t\u00e9cnicos, especializa\u00e7\u00f5es, mestrados e doutorados, formando gera\u00e7\u00f5es de pesquisadores, gestores e trabalhadores da sa\u00fade que atuam em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Sua presen\u00e7a tamb\u00e9m se expandiu nacionalmente. Al\u00e9m das diversas unidades no Rio de Janeiro, possui centros e escrit\u00f3rios em estados como Amazonas, Bahia, Cear\u00e1, Minas Gerais, Pernambuco, Paran\u00e1, Rond\u00f4nia e Distrito Federal, al\u00e9m de coopera\u00e7\u00f5es internacionais, incluindo Mo\u00e7ambique.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"mais-de-125-anos-apos-sua-origem-a-fiocruz-permanece-essencial-porque-une-algo-raro-excelencia-cientifica-e-compromisso-social\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cMais de 125 anos ap\u00f3s sua origem, a Fiocruz permanece essencial porque une algo raro: excel\u00eancia cient\u00edfica e compromisso social.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em \u00e1reas como biodiversidade, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, sa\u00fade ind\u00edgena, comunica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e inova\u00e7\u00e3o digital, a Funda\u00e7\u00e3o continua ampliando fronteiras. Trata-se de uma institui\u00e7\u00e3o que pensa o presente sem perder de vista o futuro.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"um-patrimonio-cientifico-brasileiro\">Um patrim\u00f4nio cient\u00edfico brasileiro<\/h4>\n<p>S\u00edmbolo dessa trajet\u00f3ria, o Castelo Mourisco, sede hist\u00f3rica em Manguinhos, tornou-se \u00edcone da ci\u00eancia nacional. Tombado pelo patrim\u00f4nio hist\u00f3rico, ele abriga mem\u00f3ria, pesquisa e visita\u00e7\u00e3o p\u00fablica por meio do Museu da Vida.<\/p>\n<p>Mais de 125 anos ap\u00f3s sua origem, a Fiocruz permanece essencial porque une algo raro: excel\u00eancia cient\u00edfica e compromisso social. Em um pa\u00eds marcado por desigualdades, essa combina\u00e7\u00e3o vale tanto quanto qualquer descoberta laboratorial.<\/p>\n<p>Quando uma vacina chega ao posto de sa\u00fade, quando um medicamento \u00e9 distribu\u00eddo gratuitamente ou quando uma epidemia come\u00e7a a ser compreendida, h\u00e1 grandes chances de existir trabalho da Fiocruz por tr\u00e1s. E isso ajuda a explicar por que ela se tornou uma das institui\u00e7\u00f5es mais valiosas do Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-fiocruz-reproducao\">Capa. Fiocruz. Reprodu\u00e7\u00e3o<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em meio ao ritmo acelerado do Rio de Janeiro, ergue-se um castelo&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":10117,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10114"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10114"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10114\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10119,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10114\/revisions\/10119"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10117"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10114"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10114"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10114"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}