{"id":10156,"date":"2026-06-01T08:00:23","date_gmt":"2026-06-01T08:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=10156"},"modified":"2026-06-01T15:14:03","modified_gmt":"2026-06-01T15:14:03","slug":"brinquedos-para-aprender-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=10156","title":{"rendered":"Brinquedos para aprender ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Muito antes de serem reconhecidos como ferramentas pedag\u00f3gicas, brinquedos populares j\u00e1 ensinavam ci\u00eancia de forma espont\u00e2nea. Pi\u00e3o, ioi\u00f4, pipa e tantos outros objetos presentes na inf\u00e2ncia carregam conceitos ligados ao movimento, equil\u00edbrio, for\u00e7a, energia e aerodin\u00e2mica. Em salas de aula, esses brinquedos v\u00eam sendo utilizados para aproximar o conhecimento cient\u00edfico do cotidiano das crian\u00e7as, despertando curiosidade, criatividade e vontade de aprender.<\/p>\n<p>Para Paulo Henrique Dias Menezes, professor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o e pesquisador do N\u00facleo de Educa\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia, Matem\u00e1tica e Tecnologia da Universidade Federal de Juiz de Fora, os brinquedos carregam muito mais do que entretenimento. \u201cFalar de brinquedo \u00e9 falar um pouco da nossa vida, das nossas inf\u00e2ncias, da crian\u00e7a que fomos, das crian\u00e7as que acompanhamos ao longo da vida\u201d, afirma. Segundo ele, o grande potencial desses objetos est\u00e1 justamente na capacidade de envolver emocionalmente as crian\u00e7as e despertar interesse genu\u00edno pelo conhecimento.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, o pesquisador alerta para o desafio de transformar a brincadeira em atividade educativa sem retirar dela o encanto. \u201cQuando eu tento didatizar demais esse jogo, pode acontecer de ele perder encanto, deixar de ser brincadeira e passar a ser apenas ferramenta\u201d, explica. O equil\u00edbrio, segundo Menezes, est\u00e1 em criar experi\u00eancias em que a divers\u00e3o continue sendo parte central do processo de aprendizagem. Nesse contexto, brincar n\u00e3o \u00e9 apenas passatempo: \u00e9 tamb\u00e9m uma maneira de experimentar hip\u00f3teses, compreender regras, desenvolver coopera\u00e7\u00e3o e construir novas formas de pensar.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da dimens\u00e3o l\u00fadica, os brinquedos populares tamb\u00e9m carregam aspectos culturais e sociais importantes. Produzidos muitas vezes de forma artesanal, eles estimulam a imagina\u00e7\u00e3o infantil e ajudam as crian\u00e7as a interpretar o mundo ao redor. Ao manipular objetos, criar estrat\u00e9gias em jogos ou construir seus pr\u00f3prios brinquedos, elas desenvolvem habilidades cognitivas e sociais de maneira natural. A brincadeira se torna, assim, uma ponte entre o desejo de brincar e a vontade de descobrir.<\/p>\n<p>Nas atividades desenvolvidas com seus alunos, Paulo Menezes prop\u00f5e justamente essa aproxima\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia e cotidiano. \u201cUm pe\u00e3o, uma pipa, podem se tornar brinquedos cient\u00edficos dependendo da maneira como eu vou explorar esse brinquedo e a brincadeira que ele proporciona\u201d, diz. O professor tamb\u00e9m incentiva a constru\u00e7\u00e3o de brinquedos simples e acess\u00edveis, valorizando n\u00e3o apenas o aprendizado individual, mas tamb\u00e9m a troca entre as crian\u00e7as. \u201cUma coisa que eu prezo muito \u00e9 o fato de a crian\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 construir o seu brinquedo, mas ela poder partilhar isso tamb\u00e9m\u201d, conclui.<\/p>\n<p><strong>Ou\u00e7a ao epis\u00f3dio completo:<\/strong><\/p>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: Brinquedos para aprender ci\u00eancia\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/0GWrumpGCfQ2r5TpzKdqTs?si=2ac22a6072244439&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Muito antes de serem reconhecidos como ferramentas pedag\u00f3gicas, brinquedos populares j\u00e1 ensinavam&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":10158,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10156"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10156"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10156\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10223,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10156\/revisions\/10223"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10158"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10156"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10156"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10156"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}