{"id":10182,"date":"2026-06-01T08:00:44","date_gmt":"2026-06-01T08:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=10182"},"modified":"2026-06-01T10:20:12","modified_gmt":"2026-06-01T10:20:12","slug":"ensino-de-ciencias-e-ludicidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=10182","title":{"rendered":"Ensino de ci\u00eancias e ludicidade"},"content":{"rendered":"<p>Brincar de aprender ou aprender brincando pode ser um caminho promissor para a educa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes nas ci\u00eancias e nas tecnologias. Crian\u00e7as, adolescentes e adultos interagem com o mundo inicialmente pela percep\u00e7\u00e3o daquilo que se interp\u00f5e nos cen\u00e1rios em que vivem, em ambientes f\u00edsicos e virtuais. De forma corriqueira ou estimulante, fen\u00f4menos e fatos ocorrem ao nosso alcance, s\u00e3o lidos, noticiados ou visualizados em v\u00eddeos e, dependendo do interesse e de uma percep\u00e7\u00e3o mais ou menos agu\u00e7ada, quest\u00f5es podem emergir e se configurar como propulsoras na aprendizagem. A aten\u00e7\u00e3o dedicada aos questionamentos que surgem leva a uma intera\u00e7\u00e3o produtiva com a realidade e \u00e0 significa\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias, criando oportunidades de aprendizagem, principalmente quando crian\u00e7as e adolescentes est\u00e3o envolvidos no ensino e aprendizagem de ci\u00eancias. A percep\u00e7\u00e3o sobre as coisas pode ser l\u00fadica, instigar a curiosidade, despertar a imagina\u00e7\u00e3o e impulsionar a busca por conhecer, o desejo por saber, compreender e explicar aquilo que faz parte da nossa vida e do mundo em que vivemos.<\/p>\n<p>Imaginemos uma cena comum. Clara observa atentamente o caminho percorrido pela min\u00fascula formiga que carrega uma folha vinte vezes maior do que o corpo dela e, juntamente com muitas outras formigas, se dirige para um grande formigueiro. Diego est\u00e1 sentado ao lado de Clara, no banco do p\u00e1tio, muito envolvido no enredo e nas imagens de um jogo desafiador, em que dever\u00e1 solucionar um problema de distribui\u00e7\u00e3o de alimentos na cidade imagin\u00e1ria projetada por ele. Outras crian\u00e7as correm e brincam com alegria e leveza. Toca a sineta, acabou o recreio e todos voltam para suas aulas. O que torna diferentes as experi\u00eancias vivenciadas no recreio, das atividades desenvolvidas nos espa\u00e7os e tempos de estudo? Como ser\u00e3o as aulas de ci\u00eancias frequentadas por Clara e Diego? O que ir\u00e3o observar, imaginar, criar e aprender? Essa cena foi representada, com ideias sistematizadas, na <strong>Figura 1<\/strong>.<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-a-percepcao-das-coisas-pode-nos-levar-a-imaginar-criar-e-aprender-fonte-imagem-criada-por-notebooklm-ia-e-editada-pela-autora\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-10184\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/CC-2E26-opiniao-Ensino-de-ciencias-e-ludicidade-figura1-300x154.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"359\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/CC-2E26-opiniao-Ensino-de-ciencias-e-ludicidade-figura1-300x154.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/CC-2E26-opiniao-Ensino-de-ciencias-e-ludicidade-figura1-18x9.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/CC-2E26-opiniao-Ensino-de-ciencias-e-ludicidade-figura1.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. A percep\u00e7\u00e3o das coisas pode nos levar a imaginar, criar e aprender.<br \/>\n<\/strong>(Fonte: Imagem criada por NotebookLM\u00ae (IA) e editada pela autora.)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Crian\u00e7as e jovens, no lazer do p\u00e1tio escolar, entram em contato com uma infinidade de pequenas coisas que podem se tornar objetos da sua aten\u00e7\u00e3o e curiosidade \u2014 luz, sol, vento, lua, escuro, sombra e luz, pessoas, bichos e plantas se mostram como elementos que desafiam o entendimento e a compreens\u00e3o de um mundo que parece gigante para uns, indiferente para alguns e misterioso para outros. Nas redes virtuais, um jovem navega por meio de incont\u00e1veis conex\u00f5es e visita lugares, v\u00ea imagens, explora fen\u00f4menos e se depara com realidades que conhece, desconhece ou cria. O que essas crian\u00e7as e adolescentes observam com aten\u00e7\u00e3o? Como s\u00e3o ativadas a percep\u00e7\u00e3o, a aten\u00e7\u00e3o, a imagina\u00e7\u00e3o e a curiosidade nas suas experi\u00eancias f\u00edsicas e virtuais?<\/p>\n<p>Um repert\u00f3rio de significativas descobertas l\u00fadicas, de quest\u00f5es espont\u00e2neas ou provocadas pelas viv\u00eancias cotidianas, em geral, \u00e9 pouco explorado em aulas de ci\u00eancias, principalmente na transi\u00e7\u00e3o entre etapas de escolaridade, quando jovens s\u00e3o introduzidos ao ensino de disciplinas espec\u00edficas. Qu\u00edmica, F\u00edsica, Biologia, Geoci\u00eancias, Matem\u00e1tica e outras ci\u00eancias naturais exigem abstra\u00e7\u00e3o para a compreens\u00e3o de modelos, teorias e representa\u00e7\u00f5es, com o uso de linguagens simb\u00f3licas e espec\u00edficas e, muitas vezes, perdem-se as conex\u00f5es com experi\u00eancias e viv\u00eancias sociais. As perguntas, que desde a tenra idade est\u00e3o vinculadas a uma curiosidade natural, parecem se dissipar nas demandas exclusivas de aprendizagem mec\u00e2nica, orientada por \u00edndices de desempenho homogeneizantes e globais. E a curiosidade ing\u00eanua n\u00e3o se constitui em curiosidade epistemol\u00f3gica a partir de atitudes questionadoras. <sup>[1, 2]<\/sup> Alguns conte\u00fados parecem se distanciar do mundo, criar vida pr\u00f3pria, perdem o sentido e o aprender carece do brilho l\u00fadico da descoberta criativa e do conhecer significativo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"um-repertorio-de-significativas-descobertas-ludicas-de-questoes-espontaneas-ou-provocadas-pelas-vivencias-cotidianas-em-geral-e-pouco-explorado-em-aulas-de-ciencias\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cUm repert\u00f3rio de significativas descobertas l\u00fadicas, de quest\u00f5es espont\u00e2neas ou provocadas pelas viv\u00eancias cotidianas, em geral, \u00e9 pouco explorado em aulas de ci\u00eancias.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como manter um interesse l\u00fadico no ensinar e aprender ci\u00eancias? E que import\u00e2ncia isso tem para a educa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica? Aprender ci\u00eancias pode ser palpitante e divertido \u2014 as diferentes percep\u00e7\u00f5es podem se tornar instigantes e provocar questionamentos que empolgam crian\u00e7as, jovens e mesmo adultos na jornada pela ci\u00eancia e pela educa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Ensinar e aprender se entrela\u00e7am em uma \u00fanica aventura em que todos participam, com pap\u00e9is definidos, na busca por significar experi\u00eancias, conhecer, projetar modelos explicativos e produzir criativamente formas de ver, pensar e interagir com aquilo que nos rodeia e importa. Ensinar e aprender, aprender e ensinar, sem que a ordem defina os processos, \u00e9 estar em di\u00e1logo com o mundo, \u00e9 um convite a desenvolver a consci\u00eancia cr\u00edtica, transformadora e criativa na constru\u00e7\u00e3o do tecido social. <sup>[3]<\/sup> \u00c9 estar emancipado, livre para sonhar e protagonizar a constru\u00e7\u00e3o de novos modelos de sociedade e de mundo humanizado, igualit\u00e1rio e justo. Que bom seria introduzir nossas crian\u00e7as, adolescentes e jovens nessa aventura que pode e deve ser divertida e produtiva.<\/p>\n<p>A ludicidade promove uma aprendizagem divertida quando o indiv\u00edduo brinca, joga, imagina, cria, interage e se alegra por meio de atividades motivadoras com objetivos pedag\u00f3gicos.<sup>[4]<\/sup> Atividades l\u00fadicas s\u00e3o desenvolvidas a partir de recursos did\u00e1ticos que potencializam as experi\u00eancias, a imagina\u00e7\u00e3o, a curiosidade e as intera\u00e7\u00f5es em um ambiente que favorece a aprendizagem. Uma ideia de cultura l\u00fadica foi cunhada por Broug\u00e8re (1998) <sup>[5, 6]<\/sup> para abordar a apropria\u00e7\u00e3o construtiva das experi\u00eancias vividas por crian\u00e7as e adolescentes a partir da elabora\u00e7\u00e3o e do desenvolvimento de esquemas e brincadeiras, com ou sem regras espec\u00edficas, compreendidos como atividades l\u00fadicas. Costa e Soares (2023) <sup>[7]<\/sup> apresentaram um estudo com periodiza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rico-acad\u00eamica da ludicidade, considerando a sua import\u00e2ncia para o desenvolvimento das pessoas desde tempos remotos. Segundo os autores, a palavra \u201cl\u00fadico\u201d deriva do latim <em>ludus<\/em> (jogo, brincadeira, divertimento, exerc\u00edcio), tem grande amplitude sem\u00e2ntica e implica\u00e7\u00f5es na cultura humana, o que nos leva a elaborar e conhecer simbolismos e regras, atribuir significados e desenvolver habilidades a partir do engajamento de indiv\u00edduos em atividades de natureza l\u00fadica. A ludicidade \u00e9 constitu\u00edda naturalmente na viv\u00eancia humana e apresenta-se diversa e variada em tempos e contextos sociais espec\u00edficos, desde a Pr\u00e9-hist\u00f3ria at\u00e9 a contemporaneidade, contribuindo na tessitura e organiza\u00e7\u00e3o de grupos sociais. Indo al\u00e9m desse resgate hist\u00f3rico-cultural do papel social de jogos e brincadeiras, pesquisas apontam que recursos l\u00fadicos com finalidades pedag\u00f3gicas contribuem para enriquecer processos educacionais. (<strong>Figura 2<\/strong>)<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-jogos-ludicos-ajudam-a-ensinar-cienciafoto-freepik-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-10185\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/CC-2E26-opiniao-Ensino-de-ciencias-e-ludicidade-figura2-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"281\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/CC-2E26-opiniao-Ensino-de-ciencias-e-ludicidade-figura2-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/CC-2E26-opiniao-Ensino-de-ciencias-e-ludicidade-figura2-18x10.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/CC-2E26-opiniao-Ensino-de-ciencias-e-ludicidade-figura2.jpg 454w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2. Jogos l\u00fadicos ajudam a ensinar ci\u00eancia<br \/>\n<\/strong>(Foto: Freepik. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre as dificuldades e os desafios encontrados para o processo de ensino e aprendizagem de ci\u00eancias est\u00e3o a necessidade de motivar e provocar o interesse dos estudantes, e h\u00e1 um esfor\u00e7o reconhecido das comunidades acad\u00eamica e escolar na tarefa de propor alternativas metodol\u00f3gicas para superar essas dificuldades. Entre outras propostas, despontam aquelas que defendem a utiliza\u00e7\u00e3o de atividades l\u00fadicas para o ensino, ainda que parte da comunidade escolar demonstre desconfian\u00e7a principalmente no que se refere \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o efetiva dessas atividades para a aprendizagem conceitual.<sup>[8]<\/sup> Para os autores, parece haver a naturaliza\u00e7\u00e3o de um sentimento de obrigatoriedade e pesar associado aos estudos de ci\u00eancias, e uma resist\u00eancia em aceitar a premissa de que aprender tem uma dimens\u00e3o l\u00fadica e pode envolver divertimento, prazer e alegria, embora essa tarefa n\u00e3o seja trivial e exija dedica\u00e7\u00e3o e preparo docente. No \u00e2mbito da pesquisa e do ensino, Nogueira e Cavalcanti (2024) <sup>[9]<\/sup> apontam uma crescente inser\u00e7\u00e3o de atividades l\u00fadicas, principalmente jogos, na educa\u00e7\u00e3o em ci\u00eancias. Com base nos trabalhos de Broug\u00e8re (2002),<sup>[6]<\/sup> os autores ressaltam que o jogo, com objetivo did\u00e1tico, pode gerar experi\u00eancias educativas prazerosas que encerram uma dimens\u00e3o cultural e, dessa forma, promovem o di\u00e1logo com a realidade e criam possibilidades de aprendizagem.<\/p>\n<p>As atividades l\u00fadicas aplicadas ao ensino geralmente evocam o exerc\u00edcio da imagina\u00e7\u00e3o e da criatividade, dois elementos importantes para a aprendizagem. Para Murphy (2022),<sup>[10]<\/sup> h\u00e1 conex\u00f5es estreitas entre imagina\u00e7\u00e3o e criatividade, e ambas podem ser associadas \u00e0 compreens\u00e3o de fen\u00f4menos e fatos, conquistas e descobertas cient\u00edficas. Segundo a autora, ideias exploradas de forma imaginativa (e criativa) podem contribuir para desenvolver, selecionar e testar teorias explicativas e suas implica\u00e7\u00f5es, ou ainda, a imagina\u00e7\u00e3o pode ajudar a criar conex\u00f5es entre estruturas te\u00f3ricas e conhecimentos existentes, habilidades ou experi\u00eancias (ver Breitenbach, 2020; Stuart, 2017, 2016a, 2018, citados por Murphy, 2022).<sup>[8]<\/sup> A autora explora outras rela\u00e7\u00f5es, como o ver\/observar e imaginar; aceitar e apreender nuances de modelos aplicados a situa\u00e7\u00f5es diversas que passam pela imagina\u00e7\u00e3o e pela criatividade; ainda ressalta que os aspectos afetivos inerentes \u00e0s pessoas incluem sentimentos epist\u00eamico-est\u00e9ticos e considera que a discuss\u00e3o sobre imagina\u00e7\u00e3o n\u00e3o se limita a aspectos visuais ou mentais, mas envolve movimentos do corpo e o trabalho com artefatos materiais. Assim, a abordagem feita pela autora nos leva \u00e0 compreens\u00e3o de que as atividades l\u00fadicas, quando aplicadas ao processo de ensino e aprendizagem, por evocarem a imagina\u00e7\u00e3o e a criatividade em movimentos do corpo, da mente e dos afetos, podem promover uma aprendizagem conceitual e vivencial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"aprender-ciencias-pode-ser-palpitante-e-divertido-as-diferentes-percepcoes-podem-se-tornar-instigantes-e-provocar-questionamentos\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cAprender ci\u00eancias pode ser palpitante e divertido \u2014 as diferentes percep\u00e7\u00f5es podem se tornar instigantes e provocar questionamentos.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No mundo contempor\u00e2neo, crian\u00e7as e adolescentes est\u00e3o inseridas em um contexto de amplo acesso a informa\u00e7\u00f5es, veiculadas nos mais diversos formatos que a tecnologia pode oferecer, e h\u00e1 uma aparente facilidade de comunica\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o, predominantemente por meios virtuais. Mesmo diante de um cen\u00e1rio que preconiza mudan\u00e7as significativas nas formas de ver e de viver no mundo, brincar, jogar e se divertir ainda s\u00e3o atividades que motivam e envolvem as pessoas, seja virtualmente ou fisicamente. Assim, torna-se relevante a reflex\u00e3o sobre como brincam essas crian\u00e7as, adolescentes e jovens nos dias atuais \u2014 o que consideram motivador e envolvente? Diante de in\u00fameras possibilidades, o que lhes chama a aten\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Se queremos promover uma aprendizagem l\u00fadica de ci\u00eancias, precisamos conhecer os sujeitos aprendizes e discutir sobre como a ci\u00eancia pode ajud\u00e1-los a compreender e se situar no mundo. Podemos tamb\u00e9m refletir sobre como a ci\u00eancia \u00e9 apresentada por n\u00f3s a esse p\u00fablico, se estamos promovendo as diferentes conex\u00f5es entre a cultura cient\u00edfica e a cultura l\u00fadica, entre mundo, sociedade e realidade, explorando de forma l\u00fadica, prazerosa e produtiva articula\u00e7\u00f5es entre ci\u00eancia e o mundo f\u00edsico, ci\u00eancia e arte, ci\u00eancia e cultura, ci\u00eancia e hist\u00f3ria, ci\u00eancia e geopol\u00edtica, ci\u00eancia e ambiente, ci\u00eancia e desenvolvimento, ci\u00eancia e qualidade de vida, entre outras. Finalmente, cabe a n\u00f3s buscar estrat\u00e9gias e desenhar para o ensino e aprendizagem atividades criativas e l\u00fadicas que motivem crian\u00e7as, adolescentes e jovens a se engajarem na aventura de observar, imaginar, criar e aprender ativa e criticamente sobre o mundo, a partir de uma vis\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"se-queremos-promover-uma-aprendizagem-ludica-de-ciencias-precisamos-conhecer-os-sujeitos-aprendizes-e-discutir-sobre-como-a-ciencia-pode-ajuda-los-a-compreender-e-se-situar-no-mundo\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cSe queremos promover uma aprendizagem l\u00fadica de ci\u00eancias, precisamos conhecer os sujeitos aprendizes e discutir sobre como a ci\u00eancia pode ajud\u00e1-los a compreender e se situar no mundo.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-jogos-e-brincadeiras-sao-fundamentais-para-o-ensino-de-ciencias-foto-escola-goncalves-dias-reproducao\"><strong>Capa. Jogos e brincadeiras s\u00e3o fundamentais para o ensino de ci\u00eancias.<\/strong><br \/>\n(Foto: Escola Gon\u00e7alves Dias. Reprodu\u00e7\u00e3o.)<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Brincar de aprender ou aprender brincando pode ser um caminho promissor para&hellip;\n","protected":false},"author":357,"featured_media":10183,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[21],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10182"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/357"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10182"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10182\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10222,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10182\/revisions\/10222"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10183"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10182"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10182"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10182"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}