{"id":10256,"date":"2026-06-24T07:30:32","date_gmt":"2026-06-24T07:30:32","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=10256"},"modified":"2026-06-08T19:25:02","modified_gmt":"2026-06-08T19:25:02","slug":"sonia-guimaraes-a-fisica-que-abriu-caminhos-para-geracoes-de-cientistas-negras-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=10256","title":{"rendered":"S\u00f4nia Guimar\u00e3es: a f\u00edsica que abriu caminhos para gera\u00e7\u00f5es de cientistas negras no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Em um pa\u00eds onde a ci\u00eancia ainda reflete profundas desigualdades de g\u00eanero e ra\u00e7a, a trajet\u00f3ria de S\u00f4nia Guimar\u00e3es desafia estat\u00edsticas, rompe barreiras hist\u00f3ricas e redefine o significado de pioneirismo. Primeira mulher negra brasileira a obter um doutorado em F\u00edsica e primeira professora negra do <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/www.ita.br\/\">Instituto Tecnol\u00f3gico de Aeron\u00e1utica (ITA)<\/a><\/strong><\/span>, ela transformou obst\u00e1culos em oportunidades e se tornou uma das vozes mais importantes na defesa da inclus\u00e3o e da diversidade nas ci\u00eancias exatas.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"uma-infancia-marcada-pelo-estudo-e-pela-perseveranca\">Uma inf\u00e2ncia marcada pelo estudo e pela perseveran\u00e7a<\/h4>\n<p>Nascida em S\u00e3o Paulo, em 1957, S\u00f4nia Guimar\u00e3es cresceu em uma fam\u00edlia de origem humilde. Filha de um tapeceiro e de uma comerciante, estudou sempre em escolas p\u00fablicas e desde cedo demonstrou facilidade para a matem\u00e1tica. O caminho at\u00e9 a universidade, por\u00e9m, esteve longe de ser simples. Na adolesc\u00eancia, trabalhou para ajudar a pagar o cursinho preparat\u00f3rio para o vestibular, contando tamb\u00e9m com o apoio da m\u00e3e quando os recursos financeiros n\u00e3o eram suficientes.<\/p>\n<p>Mesmo sendo uma aluna dedicada, enfrentou preconceitos que tentavam limitar suas ambi\u00e7\u00f5es. Ela relembra que, ainda na escola, ouviu de uma professora que jamais conseguiria aprender F\u00edsica. A resposta veio por meio de seu desempenho acad\u00eamico. \u201cNo ensino fundamental, me disseram que eu nunca aprenderia f\u00edsica. Eu terminei aquele ano como a segunda turma do col\u00e9gio inteiro na disciplina. Na universidade, a hist\u00f3ria foi parecida. Infelizmente, \u00e9 um fato em todas as \u00e1reas que, pela cor da pele, voc\u00ea tem de \u2018matar dois le\u00f5es por dia\u2019 \u2014 e juntando com o fato do g\u00eanero, s\u00e3o \u2018quatro le\u00f5es por dia\u2019\u201d.<\/p>\n<h4 id=\"\"><\/h4>\n<h4 id=\"a-construcao-de-uma-carreira-cientifica-pioneira\">A constru\u00e7\u00e3o de uma carreira cient\u00edfica pioneira<\/h4>\n<p>Ao ingressar no curso de <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.df.ufscar.br\/\">F\u00edsica da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar)<\/a><\/strong><\/span>, S\u00f4nia Guimar\u00e3es tornou-se a primeira pessoa de sua fam\u00edlia a entrar no ensino superior. Em uma turma composta por cerca de 50 estudantes, apenas cinco eram mulheres. Inicialmente interessada em Engenharia, acabou se encantando pelo estudo dos materiais s\u00f3lidos e decidiu permanecer na F\u00edsica, \u00e1rea em que construiria uma carreira de destaque internacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"ate-1996-mulheres-eram-impedidas-ate-mesmo-de-prestar-vestibular-para-o-ita\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\">\u201cAt\u00e9 1996, mulheres eram impedidas at\u00e9 mesmo de prestar vestibular para o ITA.\u201d<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s concluir a gradua\u00e7\u00e3o, realizou mestrado em F\u00edsica Aplicada e aprofundou seus estudos em materiais eletr\u00f4nicos. Sua forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica a levou para a Europa, onde passou por centros de pesquisa na It\u00e1lia e posteriormente ingressou no doutorado em Materiais Eletr\u00f4nicos na <span style=\"color: #800000;\"><strong><em><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/instituicao-exterior\/79\/university-of-manchester-institute-of-science-and-technology-umist\/\">University of Manchester Institute of Science and Technology<\/a><\/em><\/strong><\/span>, na Inglaterra. Em 1989, tornou-se a primeira mulher negra brasileira a concluir um doutorado em F\u00edsica.<\/p>\n<p>Sua especializa\u00e7\u00e3o concentra-se na \u00e1rea de semicondutores, materiais fundamentais para a eletr\u00f4nica moderna. Presentes em smartphones, computadores, autom\u00f3veis e sistemas de comunica\u00e7\u00e3o, os semicondutores s\u00e3o a base tecnol\u00f3gica da sociedade contempor\u00e2nea. Ao longo da carreira, S\u00f4nia tamb\u00e9m participou do desenvolvimento de pesquisas envolvendo sensores infravermelhos e tecnologias aplicadas \u00e0 ind\u00fastria de alta precis\u00e3o, incluindo projetos voltados para a \u00e1rea de defesa.<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-divulgacao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-10258\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/CB-Sonia-Guimaraes-fig1-220x300.jpg\" alt=\"\" width=\"367\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/CB-Sonia-Guimaraes-fig1-220x300.jpg 220w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/CB-Sonia-Guimaraes-fig1-9x12.jpg 9w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/CB-Sonia-Guimaraes-fig1.jpg 330w\" sizes=\"(max-width: 367px) 100vw, 367px\" \/><br \/>\nFigura 1. Divulga\u00e7\u00e3o.<\/h6>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"a-primeira-professora-negra-do-ita\">A primeira professora negra do ITA<\/h4>\n<p>Em 1993, S\u00f4nia Guimar\u00e3es alcan\u00e7ou outro marco hist\u00f3rico ao ingressar como docente do Instituto Tecnol\u00f3gico de Aeron\u00e1utica (ITA), uma das institui\u00e7\u00f5es de ensino mais prestigiadas do pa\u00eds. Sua chegada teve um significado ainda maior porque ocorreu em um contexto em que a presen\u00e7a feminina era extremamente reduzida. As mulheres s\u00f3 passaram a ser admitidas como alunas da institui\u00e7\u00e3o na d\u00e9cada de 1990.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria pesquisadora costuma lembrar esse cen\u00e1rio para destacar as transforma\u00e7\u00f5es ocorridas nas \u00faltimas d\u00e9cadas. \u201cAt\u00e9 1996, mulheres eram impedidas at\u00e9 mesmo de prestar vestibular para o ITA. Hoje, as melhores notas do vestibular s\u00e3o de mulheres\u201d. Sua presen\u00e7a no corpo docente representou n\u00e3o apenas uma conquista individual, mas tamb\u00e9m um passo importante para ampliar a diversidade em um ambiente historicamente masculino e branco.<\/p>\n<p>Apesar dos avan\u00e7os, S\u00f4nia reconhece que os desafios permanecem. Em diferentes entrevistas, ela descreveu o ITA como uma institui\u00e7\u00e3o tradicional, marcada por d\u00e9cadas de exclus\u00e3o de grupos historicamente marginalizados. Ainda assim, acredita que mudan\u00e7as graduais v\u00eam ocorrendo e que a amplia\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a feminina e negra nos espa\u00e7os cient\u00edficos \u00e9 um processo irrevers\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"ciencia-racismo-e-representatividade\">Ci\u00eancia, racismo e representatividade<\/h4>\n<p>Ao longo da carreira, S\u00f4nia enfrentou epis\u00f3dios de discrimina\u00e7\u00e3o racial e de g\u00eanero. Ainda durante a gradua\u00e7\u00e3o, teve uma bolsa de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica negada por uma professora que acreditava que ela jamais utilizaria a F\u00edsica profissionalmente. Situa\u00e7\u00f5es semelhantes se repetiram em diferentes momentos de sua trajet\u00f3ria, refor\u00e7ando barreiras que frequentemente afetam mulheres negras no ambiente acad\u00eamico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"eu-sei-dos-numeros-que-eu-represento-e-quero-que-outras-mulheres-olhem-para-mim-e-vejam-que-e-possivel\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\">\u201cEu sei dos n\u00fameros que eu represento e quero que outras mulheres olhem para mim e vejam que \u00e9 poss\u00edvel.\u201d<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essas experi\u00eancias ajudaram a moldar seu compromisso com a promo\u00e7\u00e3o da igualdade racial. Para a pesquisadora, o racismo estrutural continua sendo um dos principais obst\u00e1culos para a democratiza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia brasileira. Por isso, ela defende a\u00e7\u00f5es afirmativas, amplia\u00e7\u00e3o do acesso ao ensino superior e fortalecimento de redes de apoio para estudantes negros.<\/p>\n<p>Sua atua\u00e7\u00e3o extrapola os laborat\u00f3rios e as salas de aula. S\u00f4nia \u00a0Guimar\u00e3es integra iniciativas voltadas \u00e0 inclus\u00e3o social e participa do <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.sjc.sp.gov.br\/servicos\/governanca\/portal-da-transparencia\/conselhos\/igualdade-racial\/apresentacao\/\">Conselho Municipal para a Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (SP)<\/a><\/strong><\/span>. Tamb\u00e9m atua como mentora de estudantes e colabora com projetos que incentivam a presen\u00e7a de mulheres e pessoas negras nas carreiras cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"uma-inspiracao-para-as-proximas-geracoes\">Uma inspira\u00e7\u00e3o para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es<\/h4>\n<p>Al\u00e9m da excel\u00eancia acad\u00eamica, S\u00f4nia Guimar\u00e3es tornou-se uma refer\u00eancia para milhares de jovens que sonham seguir carreira na ci\u00eancia. Em 2023, ao completar tr\u00eas d\u00e9cadas de atua\u00e7\u00e3o no ITA, recebeu a Medalha Santos Dumont de Honra ao M\u00e9rito. No mesmo ano, foi reconhecida entre as 100 pessoas mais inovadoras da Am\u00e9rica Latina, evidenciando o alcance de sua contribui\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e social.<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-divulgacao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-10259\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/CB-Sonia-Guimaraes-fig2-300x199.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"332\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/CB-Sonia-Guimaraes-fig2-300x199.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/CB-Sonia-Guimaraes-fig2-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/CB-Sonia-Guimaraes-fig2.jpg 390w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\nFigura 2. Divulga\u00e7\u00e3o.<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sua trajet\u00f3ria demonstra que a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento cient\u00edfico est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 diversidade de experi\u00eancias e perspectivas. Ao ocupar espa\u00e7os historicamente negados \u00e0s mulheres negras, a pesquisadora abriu portas para novas gera\u00e7\u00f5es de pesquisadoras e pesquisadores. Como ela pr\u00f3pria afirma: \u201cEu sei dos n\u00fameros que eu represento e quero que outras mulheres olhem para mim e vejam que \u00e9 poss\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>Mais do que uma pioneira, S\u00f4nia Guimar\u00e3es tornou-se s\u00edmbolo de resist\u00eancia, excel\u00eancia e transforma\u00e7\u00e3o. Sua hist\u00f3ria mostra que ampliar a diversidade na ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de justi\u00e7a social, mas tamb\u00e9m uma condi\u00e7\u00e3o fundamental para que o conhecimento cient\u00edfico reflita a pluralidade da sociedade brasileira e seja capaz de enfrentar, de forma mais criativa e inclusiva, os desafios do futuro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-geledes-reproducao\">Capa. Geled\u00e9s. Reprodu\u00e7\u00e3o.<\/h6>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em um pa\u00eds onde a ci\u00eancia ainda reflete profundas desigualdades de g\u00eanero&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":10257,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10256"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10256"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10256\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10281,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10256\/revisions\/10281"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10257"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10256"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10256"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10256"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}