{"id":10338,"date":"2026-07-13T07:55:17","date_gmt":"2026-07-13T07:55:17","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=10338"},"modified":"2026-06-23T11:03:53","modified_gmt":"2026-06-23T11:03:53","slug":"experimentar-para-aprender","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=10338","title":{"rendered":"Experimentar para aprender"},"content":{"rendered":"<p>Em muitas escolas, o ensino de Ci\u00eancias ainda permanece associado \u00e0 memoriza\u00e7\u00e3o de f\u00f3rmulas, defini\u00e7\u00f5es e conceitos abstratos. No entanto, especialistas em educa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica apontam que aprender ci\u00eancia envolve muito mais do que reproduzir conte\u00fados: exige investigar, levantar hip\u00f3teses, testar possibilidades e interpretar evid\u00eancias. Nesse contexto, a experimenta\u00e7\u00e3o did\u00e1tica \u2014 presente em laborat\u00f3rios, feiras de Ci\u00eancias e projetos investigativos \u2014 continua sendo uma estrat\u00e9gia fundamental para o desenvolvimento do pensamento cient\u00edfico.<\/p>\n<p>Para Ivana Camejo, professora do Instituto de Biologia da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/\"><strong>Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)<\/strong><\/a><\/span>, a experimenta\u00e7\u00e3o tem papel central porque aproxima os estudantes da ci\u00eancia como pr\u00e1tica investigativa, rompendo com a ideia de conhecimento como algo pronto e definitivo. Segundo a pesquisadora, atividades experimentais podem favorecer a autonomia dos estudantes ao estimularem a elabora\u00e7\u00e3o de hip\u00f3teses, a produ\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise de dados e a constru\u00e7\u00e3o coletiva do conhecimento.<\/p>\n<p>Maria Teresa Pedrosa, professora do Departamento de Ci\u00eancia dos Alimentos e Nutri\u00e7\u00e3o da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, refor\u00e7a essa vis\u00e3o ao destacar que experimentar faz parte da pr\u00f3pria curiosidade humana. Para ela, a busca por respostas est\u00e1 na ess\u00eancia do processo cient\u00edfico e permite transformar conceitos te\u00f3ricos em experi\u00eancias concretas e acess\u00edveis. \u201cCom o tempo, essas experi\u00eancias deixam de ser apenas execu\u00e7\u00e3o de protocolos e passam a estimular questionamentos, hip\u00f3teses e novas ideias. \u00c9 nesse momento que come\u00e7a a se desenvolver o pensamento cient\u00edfico, quando o aluno deixa de apenas \u2018fazer\u2019 o experimento e passa a refletir sobre porque ele funciona, como poderia ser modificado e quais novas perguntas podem surgir a partir dos resultados obtidos\u201d, destaca.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"pensar-cientificamente-envolve-questionar-levantar-hipoteses-tomar-decisoes-lidar-com-incertezas-interpretar-evidencias-e-construir-explicacoes\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cPensar cientificamente envolve questionar, levantar hip\u00f3teses, tomar decis\u00f5es, lidar com incertezas, interpretar evid\u00eancias e construir explica\u00e7\u00f5es.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A pesquisadora afirma ainda que fen\u00f4menos simples do cotidiano podem desempenhar esse papel, e cita o exemplo da eletricidade est\u00e1tica gerada ao passar um pente pl\u00e1stico nos cabelos secos e aproxim\u00e1-lo de pequenos peda\u00e7os de papel. Situa\u00e7\u00f5es como essa ajudam a demonstrar conceitos cient\u00edficos de maneira visual e despertam a curiosidade dos estudantes, al\u00e9m de incentivarem novas perguntas e observa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"muito-alem-de-seguir-procedimentos\">Muito al\u00e9m de seguir procedimentos<\/h4>\n<p>Apesar da import\u00e2ncia atribu\u00edda \u00e0s atividades pr\u00e1ticas, pesquisadores da \u00e1rea de ensino de Ci\u00eancias alertam para um problema recorrente: a realiza\u00e7\u00e3o de experimentos nem sempre significa desenvolvimento do pensamento cient\u00edfico. Em muitos contextos escolares, estudantes ainda executam procedimentos previamente definidos sem compreender o racioc\u00ednio envolvido no processo. Nesses casos, o experimento pode se limitar \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o de etapas e \u00e0 obten\u00e7\u00e3o de um resultado esperado.<\/p>\n<p>Para Ivana Camejo um \u201cmodelo\u201d de experimenta\u00e7\u00e3o baseado em reproduzir etapas elimina a problematiza\u00e7\u00e3o, a an\u00e1lise, a interpreta\u00e7\u00e3o coletiva dos dados e os processos metacognitivos implicados na aprendizagem, etapas fundamentais para a forma\u00e7\u00e3o dos estudantes. \u201cPensar cientificamente, por outro lado, envolve questionar, levantar hip\u00f3teses, tomar decis\u00f5es, lidar com incertezas, interpretar evid\u00eancias e construir explica\u00e7\u00f5es. Isso s\u00f3 se desenvolve quando a experimenta\u00e7\u00e3o did\u00e1tica \u00e9 orientada por abordagens construtivistas, investigativas e problematizadoras, nas quais o estudante participa ativamente da constru\u00e7\u00e3o do conhecimento\u201d, explica.<\/p>\n<p>Maria Teresa Pedrosa complementa essa discuss\u00e3o ao explicar que existe uma diferen\u00e7a entre realizar uma atividade pr\u00e1tica e desenvolver efetivamente o pensamento cient\u00edfico. Inicialmente, o estudante pode apenas seguir instru\u00e7\u00f5es organizadas pelo professor. \u201cCom o tempo, por\u00e9m, a experi\u00eancia pr\u00e1tica pode estimular questionamentos mais complexos: por que determinado resultado ocorreu? O que mudaria se outra vari\u00e1vel fosse alterada? Que novas perguntas podem surgir a partir daquele experimento? \u00c9 nesse movimento que ocorre a transi\u00e7\u00e3o entre executar protocolos e construir conhecimento de forma mais aut\u00f4noma e investigativa\u201d, exemplifica.<\/p>\n<p>Para a pesquisadora, o processo de elaborar um experimento original para uma feira de ci\u00eancias, por exemplo, exige muito mais do que executar etapas prontas; \u00e9 necess\u00e1rio planejar, observar resultados, corrigir falhas, interpretar evid\u00eancias e lidar com imprevistos. Muitas vezes, esse processo leva meses e exige persist\u00eancia, criatividade e capacidade de investiga\u00e7\u00e3o, conclui.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"o-erro-tambem-ensina\">O erro tamb\u00e9m ensina<\/h4>\n<p>Uma das contribui\u00e7\u00f5es mais relevantes das atividades experimentais est\u00e1 na possibilidade de transformar o erro em parte do processo de aprendizagem. Enquanto modelos tradicionais de avalia\u00e7\u00e3o frequentemente associam erros ao fracasso, pr\u00e1ticas investigativas permitem que resultados inesperados sejam incorporados ao percurso de constru\u00e7\u00e3o do conhecimento.<\/p>\n<p>Ivana Camejo destaca que experi\u00eancias planejadas a partir de abordagens investigativas criam oportunidades para que os estudantes formulem hip\u00f3teses, revisem interpreta\u00e7\u00f5es e participem de processos reflexivos mais amplos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-experiencia-pratica-pode-estimular-questionamentos-mais-complexo\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cA experi\u00eancia pr\u00e1tica pode estimular questionamentos mais complexo.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Maria Teresa Pedrosa observa que a pr\u00f3pria hist\u00f3ria da ci\u00eancia foi constru\u00edda a partir de tentativas, falhas e reformula\u00e7\u00f5es. Segundo ela, muitos estudantes ainda associam erros \u00e0 incapacidade de acertar, quando, na realidade, resultados inesperados frequentemente impulsionam descobertas importantes.<\/p>\n<p>Situa\u00e7\u00f5es como a falha de um experimento durante uma feira de Ci\u00eancias, por exemplo, podem se transformar em oportunidades de aprendizagem. Nesses momentos, estudantes precisam interpretar o que ocorreu, levantar novas possibilidades e encontrar solu\u00e7\u00f5es para problemas imprevistos, compet\u00eancias pr\u00f3ximas da pr\u00f3pria pr\u00e1tica cient\u00edfica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"feiras-de-ciencias-permanecem-atuais\">Feiras de Ci\u00eancias permanecem atuais<\/h4>\n<p>Mesmo em um contexto marcado pelo avan\u00e7o das tecnologias digitais, as duas especialistas avaliam que as feiras de Ci\u00eancias continuam desempenhando um papel importante na forma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Para Ivana, esses eventos devem ser vistos como espa\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica escolar capazes de envolver estudantes, professores e a comunidade em processos coletivos de aprendizagem.<\/p>\n<p>Maria Teresa Pedrosa destaca ainda que as feiras representam muito mais do que a exposi\u00e7\u00e3o de trabalhos finalizados. Por tr\u00e1s dos projetos apresentados, existe um processo que envolve planejamento, pesquisa, criatividade e dedica\u00e7\u00e3o. \u201cAl\u00e9m de estimular a curiosidade e o protagonismo estudantil, esses espa\u00e7os favorecem o desenvolvimento de habilidades como comunica\u00e7\u00e3o, argumenta\u00e7\u00e3o e trabalho em equipe\u201d, conclui. (<strong>Figura 1<\/strong>)<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-a-experimentacao-transforma-conceitos-abstratos-em-experiencias-concretas-tornando-o-aprendizado-de-ciencias-mais-significativo-e-duradouro-foto-unicamp-de-portas-abertas-upa\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-10341\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/CC-2E26-reportagem-Experimentar-para-aprender-figura1-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/CC-2E26-reportagem-Experimentar-para-aprender-figura1-300x225.jpeg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/CC-2E26-reportagem-Experimentar-para-aprender-figura1-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/CC-2E26-reportagem-Experimentar-para-aprender-figura1-768x576.jpeg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/CC-2E26-reportagem-Experimentar-para-aprender-figura1-16x12.jpeg 16w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/CC-2E26-reportagem-Experimentar-para-aprender-figura1-800x600.jpeg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/CC-2E26-reportagem-Experimentar-para-aprender-figura1.jpeg 1032w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. A experimenta\u00e7\u00e3o transforma conceitos abstratos em experi\u00eancias concretas, tornando o aprendizado de ci\u00eancias mais significativo e duradouro.<br \/>\n<\/strong>(Foto: Unicamp de Portas Abertas \u2013 UPA. Divulga\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vale destacar ainda que as feiras tamb\u00e9m assumem relev\u00e2ncia em um contexto em que conte\u00fados sobre experi\u00eancias cient\u00edficas circulam diariamente nas redes sociais. Muitos desses materiais apresentam fen\u00f4menos sem contextualiza\u00e7\u00e3o adequada ou informa\u00e7\u00f5es incorretas. Nesse cen\u00e1rio, desenvolver pensamento cr\u00edtico torna-se essencial para avaliar evid\u00eancias e diferenciar conhecimento cient\u00edfico de conte\u00fados enganosos.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"democratizacao-da-cultura-cientifica\">Democratiza\u00e7\u00e3o da cultura cient\u00edfica<\/h4>\n<p>As pesquisadoras destacam o papel das universidades, centros de pesquisa e programas de extens\u00e3o: estes t\u00eam papel estrat\u00e9gico na aproxima\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia e educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Segundo elas, al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o de conhecimento, podem atuar na forma\u00e7\u00e3o de professores, no desenvolvimento de materiais did\u00e1ticos e na constru\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias investigativas mais acess\u00edveis.<\/p>\n<p>Outro aspecto destacado pelas especialistas \u00e9 o potencial do car\u00e1ter l\u00fadico presente nas atividades de experimenta\u00e7\u00e3o. Jogos, experimentos, desafios e pr\u00e1ticas de explora\u00e7\u00e3o despertam o interesse dos estudantes ao associarem a aprendizagem ao prazer da descoberta. Nesse contexto, o l\u00fadico n\u00e3o \u00e9 entendido apenas como entretenimento, mas como uma estrat\u00e9gia capaz de promover engajamento, criatividade e participa\u00e7\u00e3o ativa. Ao explorar fen\u00f4menos, formular hip\u00f3teses e buscar explica\u00e7\u00f5es para situa\u00e7\u00f5es do cotidiano, os alunos desenvolvem uma rela\u00e7\u00e3o mais significativa com o conhecimento cient\u00edfico, transformando a sala de aula em um espa\u00e7o de investiga\u00e7\u00e3o e encantamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"ao-ampliar-o-acesso-a-experiencias-experimentais-reais-e-de-qualidade-essas-iniciativas-contribuem-potencialmente-e-de-forma-diretamente-para-a-democratizacao-da-cultura-cientifica\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cAo ampliar o acesso a experi\u00eancias experimentais reais e de qualidade, essas iniciativas contribuem potencialmente e de forma diretamente para a democratiza\u00e7\u00e3o da cultura cient\u00edfica.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um bom exemplo \u00e9 o do <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.lte.ib.unicamp.br\/portal\/\"><strong>Laborat\u00f3rio de Tecnologia Educacional da Unicamp<\/strong><\/a><\/span>, do qual a professora Ivana Camejo participa, pesquisadores desenvolvem estruturas de experimenta\u00e7\u00e3o remota que permitem a realiza\u00e7\u00e3o de atividades em \u00e1reas como Biologia e Qu\u00edmica, mesmo em contextos com poucos recursos materiais. Este movimento se articula com a rede PERCEB, Portal de Experimentos Remotamente Controlados para a Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, por meio da qual amplia-se o acesso a diversos experimentos. \u201cEntendemos que ao ampliar o acesso a experi\u00eancias experimentais reais e de qualidade, essas iniciativas contribuem potencialmente e de forma diretamente para a democratiza\u00e7\u00e3o da cultura cient\u00edfica, ao permitir que mais estudantes tenham a oportunidade de vivenciar a ci\u00eancia como pr\u00e1tica, linguagem e forma de compreender o mundo\u201d, pontua Ivana Camejo.<\/p>\n<p>Maria Teresa Pedrosa tamb\u00e9m destaca a import\u00e2ncia de a\u00e7\u00f5es como as feiras abertas ao p\u00fablico e programas de aproxima\u00e7\u00e3o entre universidades e escolas. Segundo a pesquisadora, iniciativas desse tipo ajudam a tornar a ci\u00eancia mais acess\u00edvel e aproximam estudantes da realidade acad\u00eamica. Ela defende ainda a cria\u00e7\u00e3o de parcerias permanentes entre institui\u00e7\u00f5es de ensino superior e escolas da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, possibilitando que estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o participem de atividades de mentoria em projetos investigativos. \u201cO ideal seria que cada universidade, p\u00fablica ou privada, estabelecesse parcerias permanentes com escolas de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica para o desenvolvimento conjunto de atividades cient\u00edficas. Estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o poderiam atuar como mentores em projetos investigativos, aproximando crian\u00e7as e adolescentes da vida universit\u00e1ria e estimulando sonhos e perspectivas profissionais. Essa conviv\u00eancia pode ser decisiva para muitos jovens, especialmente aqueles que ser\u00e3o os primeiros da fam\u00edlia a ingressar no ensino superior\u201d, detalha. (<strong>Figura 2<\/strong>)<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-ao-explorar-fenomenos-na-pratica-os-alunos-desenvolvem-curiosidade-pensamento-critico-e-maior-compreensao-dos-conteudos-cientificos-foto-jardel-rodrigues-sbpc-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-10340\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/CC-2E26-reportagem-Experimentar-para-aprender-figura2-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/CC-2E26-reportagem-Experimentar-para-aprender-figura2-300x200.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/CC-2E26-reportagem-Experimentar-para-aprender-figura2-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/CC-2E26-reportagem-Experimentar-para-aprender-figura2.jpg 620w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2. Ao explorar fen\u00f4menos na pr\u00e1tica, os alunos desenvolvem curiosidade, pensamento cr\u00edtico e maior compreens\u00e3o dos conte\u00fados cient\u00edficos.<br \/>\n<\/strong>(Foto: Jardel Rodrigues\/ SBPC. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao final, as duas especialistas convergem em uma ideia central: a experimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o depende necessariamente de laborat\u00f3rios sofisticados ou equipamentos complexos, s\u00e3o atividades simples, orientadas para estimular a curiosidade, a criatividade e o pensamento cr\u00edtico. Mais do que reproduzir procedimentos, experimentar significa aprender a investigar, interpretar fen\u00f4menos e construir novos caminhos para compreender o mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-observar-testar-errar-e-tentar-novamente-a-pratica-experimental-aproxima-os-estudantes-do-modo-como-a-ciencia-produz-conhecimento-foto-unsplash-reproducao\"><strong>Capa. Observar, testar, errar e tentar novamente: a pr\u00e1tica experimental aproxima os estudantes do modo como a ci\u00eancia produz conhecimento.<br \/>\n<\/strong>(Foto: Unsplash. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<hr \/>\n<h5 id=\"referencias\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/span><\/h5>\n<h5 id=\"bevilacqua-gabriela-dias-coutinho-silva-robson-o-ensino-de-ciencias-na-5a-serie-atraves-da-experimentacao-ciencias-cognicao-v-10-p-84-92-2007\"><span style=\"color: #808080;\">BEVILACQUA, Gabriela Dias; COUTINHO-SILVA, Robson. <em>O ensino de Ci\u00eancias na 5\u00aa s\u00e9rie atrav\u00e9s da experimenta\u00e7\u00e3o<\/em>. Ci\u00eancias &amp; Cogni\u00e7\u00e3o, v. 10, p. 84-92, 2007.<\/span><\/h5>\n<h5 id=\"brasil-conselho-nacional-de-desenvolvimento-cientifico-e-tecnologico-cnpq-feiras-de-ciencias-e-mostras-cientificas-disponivel-em-https-www-gov-br-cnpq-pt-br-assuntos-popularizacao-da-ciencia-f\"><span style=\"color: #808080;\">BRASIL. Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq). <em>Feiras de Ci\u00eancias e Mostras Cient\u00edficas<\/em>. Dispon\u00edvel em: <a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/cnpq\/pt-br\/assuntos\/popularizacao-da-ciencia\/feiras-e-mostras-de-ciencias\">https:\/\/www.gov.br\/cnpq\/pt-br\/assuntos\/popularizacao-da-ciencia\/feiras-e-mostras-de-ciencias<\/a>. Acesso em: 18 maio 2026.<\/span><\/h5>\n<h5 id=\"fernandes-joel-et-al-mostra-cientifica-e-praticas-experimentais-no-ensino-basico-como-mediacao-do-processo-de-ensino-aprendizagem-revista-cientifica-da-unimais-2023\"><span style=\"color: #808080;\">FERNANDES, Joel et al. <em>Mostra cient\u00edfica e pr\u00e1ticas experimentais no ensino b\u00e1sico como media\u00e7\u00e3o do processo de ensino aprendizagem<\/em>. Revista Cient\u00edfica da UniMais, 2023.<\/span><\/h5>\n<h5 id=\"nogueira-juliana-mendes-gebara-maria-jose-fontana-da-internet-a-sala-de-aula-um-estudo-exploratorio-de-laboratorios-brasileiros-de-experimentacao-controlados-remotamente-para-aprendizagem-de-fisi\"><span style=\"color: #808080;\">NOGUEIRA, Juliana Mendes; GEBARA, Maria Jos\u00e9 Fontana. <em>Da internet \u00e0 sala de aula: um estudo explorat\u00f3rio de laborat\u00f3rios brasileiros de experimenta\u00e7\u00e3o controlados remotamente para aprendizagem de f\u00edsica<\/em>. Revista Internacional de Pesquisa em Did\u00e1tica das Ci\u00eancias e Matem\u00e1tica, 2025.<\/span><\/h5>\n<h5 id=\"pires-cristiano-rodeski-mostra-de-ciencias-como-uma-forma-de-aprendizagem-a-partir-da-experimentacao-revista-insignare-scientia-v-2-n-3-p-64-70-2019\"><span style=\"color: #808080;\">PIRES, Cristiano Rodeski. <em>Mostra de Ci\u00eancias como uma forma de aprendizagem a partir da experimenta\u00e7\u00e3o<\/em>. Revista Insignare Scientia, v. 2, n. 3, p. 64-70, 2019.<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em muitas escolas, o ensino de Ci\u00eancias ainda permanece associado \u00e0 memoriza\u00e7\u00e3o&hellip;\n","protected":false},"author":311,"featured_media":10339,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10338"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/311"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10338"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10338\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10376,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10338\/revisions\/10376"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10339"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10338"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10338"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10338"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}