{"id":10403,"date":"2026-07-02T07:30:20","date_gmt":"2026-07-02T07:30:20","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=10403"},"modified":"2026-07-01T13:07:05","modified_gmt":"2026-07-01T13:07:05","slug":"quem-foram-as-mulheres-que-levaram-o-homem-ao-espaco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=10403","title":{"rendered":"Quem foram as mulheres que levaram o homem ao espa\u00e7o?"},"content":{"rendered":"<p>Se pensarmos nas viagens espaciais, um dos termos mais pesquisados no Google \u00e9: \u201cquando o homem foi \u00e0 Lua?\u201d. Em um olhar cr\u00edtico, essa mera curiosidade n\u00e3o deixa de ser excludente. Porque para ele, o homem, o astronauta, ir \u00e0 Lua, centenas de pessoas estiveram envolvidas e n\u00e3o ganharam a mesma gl\u00f3ria ou a mesma curiosidade do p\u00fablico. \u00c9 o que o filme &#8220;Estrelas al\u00e9m do tempo&#8221; busca reparar: contar que para um homem conquistar o espa\u00e7o, tr\u00eas mulheres negras tiveram que conquistar reconhecimento.<\/p>\n<p>O filme, lan\u00e7ado originalmente em 2016, fala da corrida espacial que antecedeu a viagem \u00e0 Lua. A obra se passa no contexto da Guerra Fria, na d\u00e9cada de 1960, na qual os Estados Unidos e a R\u00fassia estavam disputando quem colocaria o primeiro homem no espa\u00e7o. Ali, tr\u00eas mulheres cientistas negras lutavam por valoriza\u00e7\u00e3o interna na ag\u00eancia espacial americana, a <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/\">NASA<\/a><\/strong><\/span> (<em>National Aeronautics and Space Administration<\/em>; da livre tradu\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas, \u2018Administra\u00e7\u00e3o Nacional da Aeron\u00e1utica e do Espa\u00e7o\u2019). S\u00e3o elas: a matem\u00e1tica Katherine Johnson (tamb\u00e9m conhecida como Katherine Goble no in\u00edcio de sua carreira), interpretada pela atriz Taraji P. Henson; a programadora de computadores Dorothy Vaughan, interpretada por Octavia Spencer; e a engenheira espacial Mary Jackson, vivida pela atriz Janelle Mon\u00e1e.<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-cena-do-filme-estrelas-alem-do-tempofoto-divulgacao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-10406\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/RES-Quem-foram-as-mulheres-que-levaram-o-homem-ao-espaco-fig-1-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/RES-Quem-foram-as-mulheres-que-levaram-o-homem-ao-espaco-fig-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/RES-Quem-foram-as-mulheres-que-levaram-o-homem-ao-espaco-fig-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/RES-Quem-foram-as-mulheres-que-levaram-o-homem-ao-espaco-fig-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/RES-Quem-foram-as-mulheres-que-levaram-o-homem-ao-espaco-fig-1-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/RES-Quem-foram-as-mulheres-que-levaram-o-homem-ao-espaco-fig-1-800x533.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/RES-Quem-foram-as-mulheres-que-levaram-o-homem-ao-espaco-fig-1-1160x773.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/RES-Quem-foram-as-mulheres-que-levaram-o-homem-ao-espaco-fig-1.jpg 1350w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. Cena do filme \u201cEstrelas al\u00e9m do tempo\u201d<br \/>\n<\/strong>(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Antes de trazer a hist\u00f3ria, \u00e9 importante contextualizar o panorama dos Estados Unidos na \u00e9poca \u2013 principalmente o estado onde as protagonistas viviam, Virg\u00ednia. Por mais que a escravid\u00e3o tivesse acabado h\u00e1 alguns anos, o pa\u00eds ainda reproduzia uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es segregadoras. Negros n\u00e3o podiam ocupar todos os estabelecimentos e, os que podiam, eram sempre por meio de portas e espa\u00e7os espec\u00edficos para eles, normalmente localizados ao fundo (como os assentos finais dos \u00f4nibus). Na pr\u00f3pria NASA havia s\u00f3 um banheiro espec\u00edfico para mulheres negras, que n\u00e3o podiam ocupar o mesmo espa\u00e7o que as mulheres brancas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"direitos-civis\">Direitos civis<\/h4>\n<p>\u201cOs direitos civis nem sempre s\u00e3o civis\u201d, disse uma personagem \u00e0s protagonistas, numa mensagem trazida expl\u00edcita e implicitamente durante toda a hist\u00f3ria. Mesmo com curr\u00edculos excelentes, as tr\u00eas n\u00e3o eram olhadas como profissionais, iniciando a trama em fun\u00e7\u00f5es aqu\u00e9m de seus conhecimentos.<\/p>\n<p>Dorothy Vaughan queria ser reconhecida como supervisora, j\u00e1 que exercia a fun\u00e7\u00e3o de gerenciar todas as mulheres negras que trabalhavam na NASA \u00e0 \u00e9poca e n\u00e3o tinha nem autoridade e remunera\u00e7\u00e3o adequada; Katherine Johnson, que atuava como computador humano, queria integrar a for\u00e7a-tarefa que estava competindo com a R\u00fassia para colocar o homem na atmosfera terrestre e Mary Jackson queria auxiliar na constru\u00e7\u00e3o dos foguetes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"mesmo-com-curriculos-excelentes-as-tres-nao-eram-olhadas-como-profissionais\"><span style=\"color: #800000;\"><em>&#8220;Mesmo com curr\u00edculos excelentes, as tr\u00eas n\u00e3o eram olhadas como profissionais.&#8221;<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A primeira a ser reconhecida por seu talento \u00e9 Johnson, que \u00e9 convidada a participar do grupo especial de trabalho, sendo a primeira negra de uma equipe de dezenas de homens. L\u00e1, come\u00e7a a ser sabotada. Entregam-lhe relat\u00f3rios com dados ocultos, para que ela n\u00e3o consiga calcular e fazer proje\u00e7\u00f5es, e at\u00e9 se recusam a dividir a mesma cafeteira com a especialista. Para usar o banheiro destinado \u00e0s negras, Coleman tinha que andar 40 minutos por toda a NASA, levando os relat\u00f3rios consigo para n\u00e3o perder tempo nas an\u00e1lises. Quando questionada sobre suas sa\u00eddas, a cientista explode, o que fez com que a NASA acabasse com as pol\u00edticas excludentes de banheiro.<\/p>\n<p>Outra que precisou mudar o sistema foi Mary Jackson. Ao se candidatar a uma vaga interna de engenheira, Jackson \u00e9 sabotada por sua supervisora, que alega que ela n\u00e3o tinha p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e n\u00e3o poderia se candidatar. A cientista explica que negros eram proibidos de frequentar a \u00fanica institui\u00e7\u00e3o em Virg\u00ednia que oferecia cursos de p\u00f3s. Como nem a NASA olhava para isso, ela entrou na justi\u00e7a contra o Estado de Virg\u00ednia, para que pudesse pisar na universidade.<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-as-verdadeiras-estrelas-alem-do-tempofoto-divulgacao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-10405\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/RES-Quem-foram-as-mulheres-que-levaram-o-homem-ao-espaco-fig-2-300x159.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"265\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/RES-Quem-foram-as-mulheres-que-levaram-o-homem-ao-espaco-fig-2-300x160.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/RES-Quem-foram-as-mulheres-que-levaram-o-homem-ao-espaco-fig-2-768x407.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/RES-Quem-foram-as-mulheres-que-levaram-o-homem-ao-espaco-fig-2-18x10.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/RES-Quem-foram-as-mulheres-que-levaram-o-homem-ao-espaco-fig-2-380x200.jpg 380w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/RES-Quem-foram-as-mulheres-que-levaram-o-homem-ao-espaco-fig-2-800x424.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/RES-Quem-foram-as-mulheres-que-levaram-o-homem-ao-espaco-fig-2.jpg 966w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2. As verdadeiras estrelas al\u00e9m do tempo<br \/>\n<\/strong>(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201c- A quest\u00e3o, Excel\u00eancia, \u00e9 que nenhuma negra do Estado de Virg\u00ednia estudou em um col\u00e9gio de brancos. E antes de Alan Shepard ser colocado em um foguete, nenhum outro americano havia ido para o espa\u00e7o. Agora, ele ser\u00e1 lembrado como o primeiro homem da Marinha, de New Hampshire, a viajar pelo espa\u00e7o. E eu, senhor, pretendo ser uma engenheira da NASA, mas n\u00e3o posso ser uma sem ter que passar por um col\u00e9gio de brancos. Eu n\u00e3o posso mudar a cor de minha pele, ent\u00e3o, minha \u00fanica escolha \u00e9 tamb\u00e9m ser a primeira\u201d, diz Jackson, no julgamento que solicitou. A cientista consegue autoriza\u00e7\u00e3o para estudos, mas somente para frequentar as aulas do per\u00edodo noturno.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"qualidade-estelar\">Qualidade estelar<\/h4>\n<p>Um ponto importante \u00e9 a qualidade do roteiro de \u201cEstrelas al\u00e9m do tempo\u201d. Claro, entende-se que muitas cenas t\u00eam textos marcantes de prop\u00f3sito, uma liberdade de dramaturgia, mas nada soa com exageros. O filme, inclusive, \u00e9 muito cuidadoso para n\u00e3o repetir estere\u00f3tipos comuns da representa\u00e7\u00e3o de cientistas. Ningu\u00e9m \u00e9 somente genial ou inteligente, todos os personagens t\u00eam camadas de emo\u00e7\u00e3o bem enraizadas.<\/p>\n<p>Outro ponto \u00e9 a for\u00e7a das atrizes protagonistas. Henson, Spencer e Mon\u00e1e. Al\u00e9m de estarem muito boas em seus pap\u00e9is, e nas cenas entre elas, as int\u00e9rpretes s\u00e3o extremamente carism\u00e1ticas e se apropriam de todas as nuances do roteiro, oferecendo desde cenas dram\u00e1ticas a um <em>timing <\/em>de humor apropriado. Talvez, o principal desafio foi de Henson e sua Katherine Johnson, que se comunicava melhor com n\u00fameros do que com falas. Em diferentes momentos, o sil\u00eancio e a mera presen\u00e7a da atriz deram a for\u00e7a dramat\u00fargica necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"o-filme-e-muito-cuidadoso-para-nao-repetir-estereotipos-comuns-da-representacao-de-cientistas\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\">&#8220;O filme \u00e9 muito cuidadoso para n\u00e3o repetir estere\u00f3tipos comuns da representa\u00e7\u00e3o de cientistas.&#8221;<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Olhar para essa obra dez anos depois de sua idealiza\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m ver como quest\u00f5es que o roteiro j\u00e1 apontava h\u00e1 tempos infelizmente se intensificaram. Em uma das primeiras cenas, as tr\u00eas protagonistas est\u00e3o indo para a NASA de carro quando o ve\u00edculo quebra na estrada. Um policial as encontra e, duvidando de onde elas trabalhavam, come\u00e7a a soltar uma s\u00e9rie de desinforma\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, como \u201cA R\u00fassia est\u00e1 nos observando\u201d e \u201ctemos que acabar com o comunismo\u201d \u2013 discursos muito presentes nos dias de hoje.<\/p>\n<p>Como aspecto negativo, \u00e9 importante destacar a tradu\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas brasileiro do t\u00edtulo do filme. Inspirada em um livro hom\u00f4nimo, a obra possui como nome original \u201cHidden figures\u201d, que em livre tradu\u00e7\u00e3o seria \u201cFiguras escondidas\u201d, o que explica a mensagem que a hist\u00f3ria quer passar. Por mais que \u201cEstrelas al\u00e9m do tempo\u201d seja um t\u00edtulo elogioso, ele n\u00e3o deixa claro onde o filme quer chegar e nem o que ele conta. Talvez um caminho fosse utilizar um t\u00edtulo parecido com o usado em Portugal, \u201cElementos Secretos\u201d, que tem um apelo misterioso para despertar o interesse do p\u00fablico. Numa sociedade em que minorias sociais ainda seguem invisibilizadas, o t\u00edtulo em portugu\u00eas do Brasil acabou inviabilizando a pr\u00f3pria obra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5 id=\"estrelas-alem-do-tempo-esta-disponivel-nas-plataformas-de-streaming-disney-e-apple-tv\"><span style=\"color: #808080;\">\u201cEstrelas al\u00e9m do tempo\u201d est\u00e1 dispon\u00edvel nas plataformas de streaming <a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/www.disneyplus.com\/pt-br\/browse\/entity-bd9d3f07-aefe-4e45-b421-ad2a745c3bb0\">Disney+<\/a> e <a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/tv.apple.com\/br\/movie\/estrelas-alem-do-tempo\/umc.cmc.4io2m0zk1cs9g1olb2hduzu6z\">Apple TV<\/a>.<\/span><\/h5>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<h6 id=\"capa-divulgacao\"><strong>Capa: Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h6>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Se pensarmos nas viagens espaciais, um dos termos mais pesquisados no Google&hellip;\n","protected":false},"author":12,"featured_media":10404,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2,865],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10403"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10403"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10403\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10480,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10403\/revisions\/10480"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10404"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10403"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10403"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10403"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}