{"id":10409,"date":"2026-07-13T08:00:19","date_gmt":"2026-07-13T08:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=10409"},"modified":"2026-07-13T18:15:10","modified_gmt":"2026-07-13T18:15:10","slug":"uso-de-aplicativos-e-plataformas-digitais-na-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=10409","title":{"rendered":"Uso de aplicativos e plataformas digitais na educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Aplicativos e plataformas digitais t\u00eam transformado a forma como estudantes acessam informa\u00e7\u00f5es e interagem com o conhecimento, oferecendo recursos que tornam o aprendizado mais din\u00e2mico, personalizado e interativo. Simula\u00e7\u00f5es, anima\u00e7\u00f5es, jogos educativos e ferramentas para organiza\u00e7\u00e3o de dados ampliam as possibilidades de ensino, especialmente em \u00e1reas como as Ci\u00eancias, nas quais muitos fen\u00f4menos s\u00e3o dif\u00edceis de visualizar apenas com textos e imagens est\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Para Moacir Fernando Viegas, professor do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), essas tecnologias representam avan\u00e7os importantes, mas precisam ser compreendidas como instrumentos pedag\u00f3gicos, e n\u00e3o como substitutas da media\u00e7\u00e3o docente. &#8220;Toda a tecnologia que vem para a educa\u00e7\u00e3o traz novas possibilidades. Os aplicativos podem organizar a aprendizagem de modo bastante \u00e1gil e exigindo menos esfor\u00e7o para alcan\u00e7ar os objetivos da aprendizagem&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de favorecer a visualiza\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos, as plataformas tamb\u00e9m podem aproximar os estudantes das pr\u00e1ticas de investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Ferramentas digitais permitem registrar observa\u00e7\u00f5es, organizar dados automaticamente, gerar tabelas e gr\u00e1ficos e reunir informa\u00e7\u00f5es produzidas coletivamente por toda a turma. Recursos como feedback imediato e estrat\u00e9gias de gamifica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m contribuem para manter o interesse dos estudantes durante as atividades. No entanto, segundo Moacir Viegas, essas vantagens t\u00eam limites importantes. &#8220;Os aplicativos s\u00e3o bons para mostrar o que \u00e9 e como funciona a fotoss\u00edntese, mas n\u00e3o para ensinar como se conhece uma coisa. Ou seja, como o conhecimento \u00e9 constru\u00eddo.&#8221; Para o pesquisador, compreender a ci\u00eancia exige discutir hip\u00f3teses, controv\u00e9rsias, erros, interpreta\u00e7\u00f5es e os caminhos percorridos pelos cientistas at\u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de determinado conhecimento \u2014 aspectos que dificilmente s\u00e3o contemplados por aplicativos, que costumam apresentar percursos previamente programados.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, o papel do professor torna-se ainda mais relevante. Embora os estudantes aprendam cada vez mais de forma aut\u00f4noma em ambientes digitais, a aprendizagem continua sendo um processo essencialmente social, baseado no di\u00e1logo, na reflex\u00e3o e na media\u00e7\u00e3o humana. &#8220;O papel do professor continua sendo o de mediar a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento ensinando o estudante a pensar&#8221;, ressalta Moacir Viegas. Para ele, o maior risco das plataformas \u00e9 induzir os estudantes a seguir sequ\u00eancias de comandos previamente definidas, criando a sensa\u00e7\u00e3o de autonomia quando, na pr\u00e1tica, eles apenas percorrem caminhos estabelecidos pela pr\u00f3pria tecnologia. A media\u00e7\u00e3o docente \u00e9 justamente o que permite questionar resultados, explorar hip\u00f3teses alternativas, discutir a hist\u00f3ria da constru\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico e estimular a criatividade e o pensamento cr\u00edtico.<\/p>\n<p>Outro desafio diz respeito \u00e0s desigualdades de acesso \u00e0s tecnologias. Diferen\u00e7as entre escolas p\u00fablicas e privadas, centros urbanos e periferias, bem como desigualdades de g\u00eanero, ra\u00e7a e forma\u00e7\u00e3o docente, limitam o potencial transformador das plataformas digitais. Para Moacir Viegas, democratizar a educa\u00e7\u00e3o digital n\u00e3o significa apenas fornecer computadores, internet ou aplicativos, mas criar condi\u00e7\u00f5es para que estudantes e professores tamb\u00e9m aprendam a pesquisar, desenvolver e produzir tecnologias. &#8220;N\u00e3o basta ter acesso \u00e0s tecnologias. Os estudantes t\u00eam que aprender a fazer pesquisa e produzir tecnologia, porque sen\u00e3o v\u00e3o ficar ref\u00e9ns de tecnologias existentes que n\u00e3o foram pensadas para eles.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Ou\u00e7a ao epis\u00f3dio completo:<\/strong><\/p>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: Uso de aplicativos e plataformas digitais na educa\u00e7\u00e3o\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/44zsBuqJVObzimDeRGKs0T?si=de53ba8dd0fa4284&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Aplicativos e plataformas digitais t\u00eam transformado a forma como estudantes acessam informa\u00e7\u00f5es&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":10410,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10409"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10409"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10409\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10526,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10409\/revisions\/10526"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10410"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10409"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10409"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10409"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}