{"id":10441,"date":"2026-07-15T07:30:56","date_gmt":"2026-07-15T07:30:56","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=10441"},"modified":"2026-07-01T13:05:42","modified_gmt":"2026-07-01T13:05:42","slug":"o-brasil-que-pesquisa-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=10441","title":{"rendered":"O Brasil que pesquisa o Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Do alto dos sat\u00e9lites que monitoram a Amaz\u00f4nia \u00e0s entrevistas realizadas em comunidades rurais, aldeias ind\u00edgenas, periferias urbanas e unidades de sa\u00fade, existe um vasto esfor\u00e7o cient\u00edfico dedicado a compreender o pr\u00f3prio Brasil. Em laborat\u00f3rios, centros de pesquisa, observat\u00f3rios e expedi\u00e7\u00f5es de campo, milhares de pesquisadores trabalham diariamente para responder perguntas fundamentais sobre os ecossistemas, as cidades, a cultura, a sa\u00fade e as desigualdades que moldam a vida no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Muito do conhecimento produzido sobre o Brasil nasce dentro das universidades p\u00fablicas e dos institutos nacionais de pesquisa. Essas institui\u00e7\u00f5es respondem pela maior parte da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica brasileira e desempenham papel estrat\u00e9gico na gera\u00e7\u00e3o de dados, forma\u00e7\u00e3o de especialistas e elabora\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3sticos que orientam pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio da ideia de uma ci\u00eancia distante da sociedade, grande parte dessas pesquisas \u00e9 realizada em contato direto com os territ\u00f3rios. Pesquisadores acompanham comunidades tradicionais, monitoram mudan\u00e7as ambientais, analisam indicadores sociais, estudam doen\u00e7as e documentam manifesta\u00e7\u00f5es culturais que ajudam a compreender a complexidade do pa\u00eds. Essa produ\u00e7\u00e3o de conhecimento conecta ci\u00eancia, ensino e extens\u00e3o universit\u00e1ria. O resultado \u00e9 uma rede que investiga desafios concretos e produz evid\u00eancias capazes de orientar decis\u00f5es governamentais e a\u00e7\u00f5es da sociedade civil.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"a-amazonia-observada-por-quem-vive-nela\">A Amaz\u00f4nia observada por quem vive nela<\/h4>\n<p>Poucos exemplos ilustram melhor esse processo do que a pesquisa sobre a Amaz\u00f4nia. Hoje, os cientistas brasileiros s\u00e3o os que mais publicam estudos sobre a regi\u00e3o, um cen\u00e1rio muito diferente daquele observado h\u00e1 poucas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Em 2024, quase metade dos artigos cient\u00edficos produzidos sobre a Amaz\u00f4nia teve autoria brasileira. Esse protagonismo \u00e9 resultado de d\u00e9cadas de investimento na forma\u00e7\u00e3o de pesquisadores e na expans\u00e3o da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o na Regi\u00e3o Norte, fortalecendo a capacidade local de investigar os pr\u00f3prios desafios amaz\u00f4nicos.<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-wwf-brasil-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-10444\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/CB-O-Brasil-que-pesquisa-o-Brasil-fig1-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/CB-O-Brasil-que-pesquisa-o-Brasil-fig1-300x200.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/CB-O-Brasil-que-pesquisa-o-Brasil-fig1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/CB-O-Brasil-que-pesquisa-o-Brasil-fig1-768x512.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/CB-O-Brasil-que-pesquisa-o-Brasil-fig1-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/CB-O-Brasil-que-pesquisa-o-Brasil-fig1-800x533.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/CB-O-Brasil-que-pesquisa-o-Brasil-fig1-1160x773.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/CB-O-Brasil-que-pesquisa-o-Brasil-fig1.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\nFigura 1. WWF Brasil. Reprodu\u00e7\u00e3o<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Institui\u00e7\u00f5es como o <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/inpa\/pt-br\">Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (INPA)<\/a><\/strong><\/span>, a <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/ufpa.br\/\">Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA)<\/a><\/strong><\/span> e a <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.ufam.edu.br\/\">Universidade Federal do Amazonas (UFAM)<\/a><\/strong><\/span> lideram estudos sobre biodiversidade, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, bioeconomia, conserva\u00e7\u00e3o ambiental e desenvolvimento sustent\u00e1vel. O trabalho combina observa\u00e7\u00f5es de campo, intelig\u00eancia artificial, imagens de sat\u00e9lite e colabora\u00e7\u00e3o com popula\u00e7\u00f5es tradicionais.<\/p>\n<p>Mais do que produzir artigos cient\u00edficos, essas pesquisas ajudam a construir soberania cient\u00edfica. Ao ampliar a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores que vivem e atuam na regi\u00e3o, a Amaz\u00f4nia deixa de ser apenas objeto de investiga\u00e7\u00e3o internacional e passa a ser estudada por quem conhece suas din\u00e2micas sociais, ambientais e culturais.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"os-biomas-brasileiros-sob-a-lente-da-ciencia\">Os biomas brasileiros sob a lente da ci\u00eancia<\/h4>\n<p>O mesmo movimento ocorre nos demais biomas do pa\u00eds. Cerrado, Pantanal, Mata Atl\u00e2ntica, Caatinga e Pampa s\u00e3o monitorados por uma ampla rede de universidades, institutos federais e centros nacionais de pesquisa.<\/p>\n<p>O <strong><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/inpe\/pt-br\"><span style=\"color: #800000;\">Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)<\/span><\/a><\/strong> desempenha papel fundamental nesse esfor\u00e7o. Por meio de sistemas como o Prodes e o Deter, a institui\u00e7\u00e3o acompanha desmatamentos, queimadas e altera\u00e7\u00f5es na cobertura vegetal, produzindo dados essenciais para a gest\u00e3o ambiental e para o enfrentamento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>A <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/\">Embrapa<\/a><\/strong><\/span>, por sua vez, desenvolve tecnologias voltadas ao uso sustent\u00e1vel dos recursos naturais, enquanto iniciativas como o Instituto Nacional do Cerrado articulam pesquisadores de diversas universidades em projetos voltados \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e ao desenvolvimento regional.<\/p>\n<p>Essas institui\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m colaboram com grandes plataformas de monitoramento ambiental, como o <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/\">MapBiomas<\/a><\/strong><\/span>, respons\u00e1vel por gerar informa\u00e7\u00f5es que orientam pol\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o e planejamento territorial em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"entendendo-as-cidades-brasileiras\">Entendendo as cidades brasileiras<\/h4>\n<p>O Brasil tamb\u00e9m pesquisa intensamente seus espa\u00e7os urbanos. Em um pa\u00eds onde mais de 80% da popula\u00e7\u00e3o vive em cidades, compreender quest\u00f5es como mobilidade, habita\u00e7\u00e3o, saneamento e desigualdade tornou-se uma prioridade cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Universidades como <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www5.usp.br\/\">USP<\/a><\/strong>, <strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/ufrj.br\/\">UFRJ<\/a><\/strong>, <strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.ufmg.br\/\">UFMG<\/a><\/strong>, <strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/ufsc.br\/\">UFSC<\/a><\/strong><\/span> e <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/portal.unifesp.br\/\">Unifesp<\/a><\/strong><\/span> mant\u00eam centros especializados em estudos urbanos. Entre eles, destacam-se o <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/ippur.ufrj.br\/\">Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da UFRJ (IPPUR<\/a><\/strong>)<\/span> e o <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.observatoriodasmetropoles.net.br\/\">Observat\u00f3rio das Metr\u00f3poles<\/a><\/strong><\/span>, uma das maiores redes de pesquisa urbana da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"ao-contrario-da-ideia-de-uma-ciencia-distante-da-sociedade-grande-parte-dessas-pesquisas-e-realizada-em-contato-direto-com-os-territorios\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u00a0\u201cAo contr\u00e1rio da ideia de uma ci\u00eancia distante da sociedade, grande parte dessas pesquisas \u00e9 realizada em contato direto com os territ\u00f3rios.\u201d <\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os estudos produzidos por esses grupos ajudam a compreender a segrega\u00e7\u00e3o socioespacial, os impactos da expans\u00e3o urbana e os desafios da adapta\u00e7\u00e3o das cidades \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Muitas das propostas debatidas atualmente sobre mobilidade sustent\u00e1vel, habita\u00e7\u00e3o popular e planejamento territorial t\u00eam origem em pesquisas desenvolvidas nessas institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"ciencia-contra-as-desigualdades\">Ci\u00eancia contra as desigualdades<\/h4>\n<p>Outro campo em que a pesquisa brasileira se destaca \u00e9 o estudo das desigualdades sociais. Universidades e institutos p\u00fablicos produzem an\u00e1lises que ajudam a compreender como renda, ra\u00e7a, g\u00eanero e territ\u00f3rio influenciam o acesso a oportunidades.<\/p>\n<p>Institui\u00e7\u00f5es como o <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.ibge.gov.br\/\">Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE)<\/a><\/strong><\/span> e o <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.ipea.gov.br\/\">Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (IPEA)<\/a><\/strong><\/span> fornecem dados fundamentais para o acompanhamento das condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o. Esses indicadores servem de base para programas sociais, a\u00e7\u00f5es afirmativas e pol\u00edticas p\u00fablicas em diversas \u00e1reas.<\/p>\n<p>Ao lado desses \u00f3rg\u00e3os, centros acad\u00eamicos da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www5.usp.br\/\">USP<\/a><\/strong>, <strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/\">Unicamp<\/a><\/strong>, <strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/ufrj.br\/\">UFRJ<\/a><\/strong>, <strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.ufmg.br\/\">UFMG<\/a> <\/strong><\/span>e <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.uff.br\/\">UFF<\/a><\/strong><\/span> investigam as causas hist\u00f3ricas e estruturais das desigualdades brasileiras. O objetivo n\u00e3o \u00e9 apenas medir disparidades, mas compreender seus mecanismos e apontar caminhos para sua redu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"a-saude-como-prioridade-nacional\">A sa\u00fade como prioridade nacional<\/h4>\n<p>Na \u00e1rea da sa\u00fade, a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica brasileira est\u00e1 fortemente concentrada em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. A <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/fiocruz.br\/\">Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz)<\/a><\/strong><\/span>, o <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/butantan.gov.br\/\">Instituto Butantan<\/a><\/strong><\/span>, o <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/inca\/pt-br\">Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA)<\/a><\/strong><\/span> e diversas universidades federais e estaduais lideram pesquisas que impactam diretamente a vida da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-fiocruz-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-10443\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/CB-O-Brasil-que-pesquisa-o-Brasil-fig2-300x180.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"299\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/CB-O-Brasil-que-pesquisa-o-Brasil-fig2-300x180.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/CB-O-Brasil-que-pesquisa-o-Brasil-fig2-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/CB-O-Brasil-que-pesquisa-o-Brasil-fig2.jpg 533w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\nFigura 2. Fiocruz. Reprodu\u00e7\u00e3o.<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esses estudos abrangem desde o desenvolvimento de vacinas e medicamentos at\u00e9 investiga\u00e7\u00f5es sobre doen\u00e7as infecciosas, sa\u00fade coletiva e funcionamento do <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/sus\">Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS)<\/a><\/strong><\/span>. Durante a pandemia de Covid-19, por exemplo, a import\u00e2ncia dessa infraestrutura cient\u00edfica tornou-se vis\u00edvel para toda a sociedade.<\/p>\n<p>Ao analisar a distribui\u00e7\u00e3o de profissionais de sa\u00fade, a incid\u00eancia de doen\u00e7as e as desigualdades no acesso ao atendimento, essas institui\u00e7\u00f5es produzem conhecimento essencial para fortalecer o sistema p\u00fablico de sa\u00fade e ampliar a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"cultura-identidade-e-memoria\">Cultura, identidade e mem\u00f3ria<\/h4>\n<p>A pesquisa sobre o Brasil n\u00e3o se limita aos aspectos ambientais, econ\u00f4micos ou sanit\u00e1rios. As universidades tamb\u00e9m desempenham papel decisivo na preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e da diversidade cultural do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"compreender-o-brasil-torna-se-uma-condicao-indispensavel-para-transforma-lo\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u00a0\u201cCompreender o Brasil torna-se uma condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para transform\u00e1-lo.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em antropologia, sociologia, hist\u00f3ria e lingu\u00edstica investigam manifesta\u00e7\u00f5es populares, culturas afro-brasileiras, l\u00ednguas ind\u00edgenas, patrim\u00f4nios materiais e imateriais, al\u00e9m dos processos que formaram a identidade nacional.<\/p>\n<p>Institui\u00e7\u00f5es como o <strong><a href=\"https:\/\/www.ieb.usp.br\/\"><span style=\"color: #800000;\">Instituto de Estudos Brasileiros da USP<\/span><\/a><\/strong>, al\u00e9m de centros de pesquisa espalhados por todo o pa\u00eds, ajudam a documentar saberes, tradi\u00e7\u00f5es e modos de vida que muitas vezes correm risco de desaparecer. Ao fazer isso, preservam n\u00e3o apenas informa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas, mas tamb\u00e9m formas de compreender o mundo.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"conhecer-para-transformar\">Conhecer para transformar<\/h4>\n<p>Quando universidades p\u00fablicas e institutos nacionais estudam a Amaz\u00f4nia, os biomas, as cidades, a sa\u00fade, a cultura e as desigualdades, est\u00e3o fazendo muito mais do que produzir artigos cient\u00edficos. Est\u00e3o construindo um retrato detalhado do pa\u00eds e oferecendo ferramentas para enfrentar seus desafios.<\/p>\n<p>Num momento em que quest\u00f5es ambientais, sociais e sanit\u00e1rias se tornam cada vez mais complexas, compreender o Brasil torna-se uma condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para transform\u00e1-lo. E \u00e9 justamente essa a miss\u00e3o de grande parte da ci\u00eancia produzida no pa\u00eds: investigar a realidade brasileira para ampliar as possibilidades de seu futuro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-beatriz-ortiz-unicamp-reproducao\">Capa. Beatriz Ortiz\/ Unicamp. Reprodu\u00e7\u00e3o.<\/h6>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Do alto dos sat\u00e9lites que monitoram a Amaz\u00f4nia \u00e0s entrevistas realizadas em&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":10442,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10441"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10441"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10441\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10477,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10441\/revisions\/10477"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10442"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10441"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10441"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10441"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}