{"id":10898,"date":"2026-09-21T07:55:46","date_gmt":"2026-09-21T07:55:46","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=10898"},"modified":"2026-09-16T12:09:12","modified_gmt":"2026-09-16T12:09:12","slug":"memoria-em-codigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=10898","title":{"rendered":"Mem\u00f3ria em c\u00f3digo"},"content":{"rendered":"<p>A intelig\u00eancia artificial est\u00e1 sendo usada para restaurar documentos, traduzir l\u00ednguas antigas, identificar artefatos e reconstruir monumentos. Hist\u00f3rias, sotaques, m\u00fasicas, mem\u00f3rias e tradi\u00e7\u00f5es ganham novos registros por meio de plataformas digitais. Mas at\u00e9 onde essa tecnologia pode ir e onde ela precisa parar?<\/p>\n<p>Para Solange Rezende, professora do <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.icmc.usp.br\/\">Instituto de Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas e de Computa\u00e7\u00e3o da USP (ICMC\/USP)<\/a><\/strong><\/span>, a IA \u00e9 uma aliada capaz de ampliar o alcance da mem\u00f3ria cultural. J\u00e1 Cristina Meneguello, professora do <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.ifch.unicamp.br\/dep-historia\">Departamento de Hist\u00f3ria da Unicamp (IFCH\/Unicamp)<\/a><\/strong><\/span>, observa o mesmo cen\u00e1rio com mais reserva: para ela, a tecnologia \u00e9 apenas uma ferramenta, e o entusiasmo em torno dela pode esconder riscos s\u00e9rios para aquilo que se pretende preservar.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"novas-tecnologias\">Novas tecnologias<\/h4>\n<p>Solange Rezende explica que existem dois grupos distintos de patrim\u00f4nio a serem preservados: material e imaterial (al\u00e9m do natural). \u201cNo caso do patrim\u00f4nio material, temos a digitaliza\u00e7\u00e3o de documentos e objetos, fotografia de alta resolu\u00e7\u00e3o, escaneamento 3D, fotogrametria, sensores, realidade virtual e aumentada e sistemas de informa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica. J\u00e1 as tecnologias do patrim\u00f4nio imaterial: grava\u00e7\u00e3o e processamento de \u00e1udio e v\u00eddeo, reconhecimento de fala, processamento de linguagem natural e minera\u00e7\u00e3o de textos em grandes bases de dados multimodais\u201d, explica. Segundo ela, a mudan\u00e7a mais significativa dos \u00faltimos anos n\u00e3o est\u00e1 em uma tecnologia isolada, mas na integra\u00e7\u00e3o entre elas: hoje \u00e9 poss\u00edvel combinar texto, imagem, \u00e1udio, v\u00eddeo e informa\u00e7\u00f5es de contexto em um s\u00f3 registro de mem\u00f3ria cultural.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-10902\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/CC-3E26-reportagem-Memoria-em-codigo-figura-1-1-300x160.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/CC-3E26-reportagem-Memoria-em-codigo-figura-1-1-300x160.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/CC-3E26-reportagem-Memoria-em-codigo-figura-1-1-18x10.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/CC-3E26-reportagem-Memoria-em-codigo-figura-1-1.jpg 650w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<h6 id=\"figura-1-ouro-preto-mg-e-patrimonio-material-do-brasilfoto-pcmarques-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><strong>Figura 1. Ouro Preto (MG) \u00e9 patrim\u00f4nio material do Brasil<br \/>\n<\/strong>(Foto: pcmarques. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 nesse conjunto que a IA j\u00e1 opera de forma concreta. A pesquisadora cita o reconhecimento de caracteres e a vis\u00e3o computacional aplicados \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o e transcri\u00e7\u00e3o de documentos hist\u00f3ricos, inclusive os degradados ou de caligrafia dif\u00edcil. Modelos de linguagem auxiliam na tradu\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise de l\u00ednguas antigas ou pouco documentadas; algoritmos de vis\u00e3o computacional ajudam a comparar e classificar artefatos; e h\u00e1 aplica\u00e7\u00f5es crescentes na reconstru\u00e7\u00e3o digital de objetos e monumentos, combinando imagens hist\u00f3ricas com modelos tridimensionais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-ia-permite-criar-memorias-digitais-multimodais-nas-quais-uma-fotografia-antiga-pode-ser-relacionada-automaticamente-a-documentos-depoimentos-mapas-e-musicas-do-mesmo-pe\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cA IA permite criar \u2018mem\u00f3rias digitais multimodais\u2019, nas quais uma fotografia antiga pode ser relacionada automaticamente a documentos, depoimentos, mapas e m\u00fasicas do mesmo per\u00edodo.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cristina Meneguello reconhece usos semelhantes. \u201cA IA consegue comparar grandes volumes de dados para sugerir o formato faltante de um objeto quebrado, decifrar palavras de uma l\u00edngua extinta, acelerar transcri\u00e7\u00f5es e apoiar a cataloga\u00e7\u00e3o de acervos de museus\u201d, destaca. Por\u00e9m, ela faz um alerta: n\u00e3o \u00e9 sempre que a IA ter\u00e1 as respostas; logo, ela ir\u00e1 simplesmente &#8220;inventar&#8221;, o que torna sua contribui\u00e7\u00e3o question\u00e1vel em certos contextos. Por isso defende que \u00e9 sempre necess\u00e1rio um especialista humano para dar a palavra final em qualquer reconstru\u00e7\u00e3o. Nisso as duas convergem: a IA amplia a capacidade de an\u00e1lise de historiadores, arque\u00f3logos, linguistas e restauradores, mas n\u00e3o os substitui.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"plataformas-para-preservacao\">Plataformas para preserva\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Uma m\u00fasica, um sotaque ou uma l\u00edngua n\u00e3o se preservam apenas com texto escrito; \u00e9 preciso registrar tamb\u00e9m a voz, a entona\u00e7\u00e3o e o contexto cultural em que aquela express\u00e3o existe. Solange Rezende considera esta uma das \u00e1reas mais promissoras de aplica\u00e7\u00e3o da IA: plataformas digitais permitem reunir \u00e1udios, v\u00eddeos, transcri\u00e7\u00f5es e tradu\u00e7\u00f5es em bases pesquis\u00e1veis, transformando acervos dispersos em fontes de conhecimento acess\u00edveis a pesquisadores e \u00e0s pr\u00f3prias comunidades de origem.<\/p>\n<p>O ICMC\/USP mant\u00e9m trabalhos nessa linha, coordenados pela professora Sandra Aluisio, voltados a tecnologias de reconhecimento e s\u00edntese de voz. Segundo Solange Rezende, se uma l\u00edngua est\u00e1 amea\u00e7ada de desaparecer, registrar as falas de seus \u00faltimos falantes \u00e9 fundamental que haja o reconhecimento autom\u00e1tico de fala pode ajudar a transcrever e organizar esse material, enquanto modelos de IA auxiliam na constru\u00e7\u00e3o de dicion\u00e1rios, corpora e sistemas de tradu\u00e7\u00e3o. No futuro, a s\u00edntese de voz pode at\u00e9 permitir preservar digitalmente caracter\u00edsticas espec\u00edficas de pron\u00fancia e express\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas ela mesma introduz um limite importante: n\u00e3o se pode confundir preserva\u00e7\u00e3o digital com apropria\u00e7\u00e3o cultural. A pesquisadora explica que, como o conhecimento e os dados pertencem a pessoas e comunidades, \u00e9 fundamental definir com clareza quem autoriza a coleta, quem pode utilizar os dados e para quais finalidades, explica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"preservar-exige-que-alguem-organize-o-material-e-crie-metadados-para-que-permaneca-acessivel-no-futuro\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cPreservar exige que algu\u00e9m organize o material e crie metadados para que permane\u00e7a acess\u00edvel no futuro.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cristina Meneguello, refor\u00e7a ainda que tais plataformas tecnol\u00f3gicas ajudam a ampliar o acesso aos bens materiais e imateriais, tais como faziam as fotografias, filmes e grava\u00e7\u00f5es anteriormente. \u201cMas \u00e9 importante ponderar que esse acesso nunca ser\u00e1 universal: direitos de imagem e de privacidade das pessoas envolvidas n\u00e3o podem ser deixados de lado em nome da amplia\u00e7\u00e3o do alcance digital\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-ia-e-a-preservacao-cultural\">A IA e a preserva\u00e7\u00e3o cultural<\/h4>\n<p>Solange Rezende enxerga um potencial real de inova\u00e7\u00e3o: \u201ca IA permite criar \u2018mem\u00f3rias digitais multimodais\u2019, nas quais uma fotografia antiga pode ser relacionada automaticamente a documentos, depoimentos, mapas e m\u00fasicas do mesmo per\u00edodo, e at\u00e9 viabiliza interfaces conversacionais que permitem explorar um acervo cultural em linguagem natural\u201d, defende. Ainda assim, ela tra\u00e7a uma distin\u00e7\u00e3o que considera essencial: a IA pode ajudar a registrar, organizar, relacionar e tornar acess\u00edvel a mem\u00f3ria, por\u00e9m n\u00e3o deve ser usada para fabricar uma mem\u00f3ria que n\u00e3o existiu.<\/p>\n<p>Cristina Meneguello discorda da pr\u00f3pria premissa. Para ela, a IA n\u00e3o cria novas formas de preserva\u00e7\u00e3o, porque a escolha do que preservar, tombar ou divulgar \u00e9 uma decis\u00e3o humana, seja ela pol\u00edtica, hist\u00f3rica ou est\u00e9tica, e \u00e9 feita por pessoas reais, e n\u00e3o algo que caiba a um algoritmo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-10901\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/CC-3E26-reportagem-Memoria-em-codigo-figura-2-300x199.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"332\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/CC-3E26-reportagem-Memoria-em-codigo-figura-2-300x199.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/CC-3E26-reportagem-Memoria-em-codigo-figura-2-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/CC-3E26-reportagem-Memoria-em-codigo-figura-2.jpg 650w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<h6 id=\"figura-2-carimbo-e-patrimonio-cultural-imaterial-brasileirofonte-agencia-senado-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><strong>Figura 2. Carimb\u00f3 \u00e9 patrim\u00f4nio cultural imaterial brasileiro<br \/>\n<\/strong>(Fonte: Ag\u00eancia Senado. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quanto aos riscos, Solange Rezende pontua quatro grandes desafios \u00e9ticos: a autenticidade, isto \u00e9, a necessidade de deixar claro o que \u00e9 documenta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e o que \u00e9 reconstru\u00e7\u00e3o feita por algoritmo; o vi\u00e9s dos dados, j\u00e1 que registros que representam melhor certos grupos sociais podem levar a IA a reproduzir e at\u00e9 ampliar desigualdades; a propriedade e o controle dos dados, sobre quem tem o direito de armazenar e disponibilizar o registro de uma comunidade; e a privacidade e o consentimento, especialmente diante de tecnologias de reconhecimento facial, de voz e de IA generativa.<\/p>\n<p>Cristina Meneguello vai al\u00e9m na desconfian\u00e7a. Ela v\u00ea uma &#8220;grande ingenuidade&#8221; em supor que digitalizar e armazenar documentos basta para garantir sua preserva\u00e7\u00e3o: as pr\u00f3prias tecnologias de armazenamento se tornam obsoletas rapidamente. \u201cHoje \u00e9 praticamente imposs\u00edvel abrir um disquete ou um CD-ROM, e preservar exige que algu\u00e9m organize o material e crie metadados para que permane\u00e7a acess\u00edvel no futuro, inclusive respeitando prazos legais de guarda de documentos\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O maior risco, para ela, \u00e9 confiar demais na digitaliza\u00e7\u00e3o como solu\u00e7\u00e3o para os problemas de espa\u00e7o e armazenamento; uma confian\u00e7a que pode colocar em risco justamente aquilo que se pretendia proteger. Sua avalia\u00e7\u00e3o sobre os pr\u00f3ximos anos \u00e9 de preocupa\u00e7\u00e3o: que a tecnologia sirva de pretexto para o descarte de documentos originais, substitu\u00eddos por sua imagem digital, quando, para um historiador, um documento n\u00e3o \u00e9 uma imagem, mas um objeto com realidade f\u00edsica, um suporte que se transforma com o tempo, conclui.<\/p>\n<p>Com isso, Solange Rezende conclui expondo um cen\u00e1rio futuro de expans\u00e3o t\u00e9cnica bem-sucedida: mais integra\u00e7\u00e3o multimodal (texto, \u00e1udio, imagem, v\u00eddeo, contexto num s\u00f3 sistema), interfaces conversacionais para explorar acervos, e l\u00ednguas amea\u00e7adas ganhando registros de voz cada vez mais completos. Pode-se dizer que \u00e9 um futuro de mais acesso e mais conex\u00e3o entre fragmentos de mem\u00f3ria que hoje est\u00e3o dispersos.<\/p>\n<p>Por outro lado, Cristina Meneguello reconhece a capacidade t\u00e9cnica das IAs, mas refor\u00e7a o <em>uso social<\/em> dela: documentos originais descartados ap\u00f3s o processo de digitaliza\u00e7\u00e3o, perda da dimens\u00e3o f\u00edsica do patrim\u00f4nio, confian\u00e7a cega em armazenamento que se torna obsoleto, como, por exemplo, os as fitas cassetes, os DVDs e os disquetes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"proximos-passos\">Pr\u00f3ximos passos<\/h4>\n<p>No in\u00edcio desta reportagem, lembramos que a fotografia, ao surgir no s\u00e9culo 19, tamb\u00e9m foi usada para registrar edif\u00edcios e obras de arte antes de restaur\u00e1-los, uma tecnologia nova posta a servi\u00e7o de uma tarefa antiga. A Intelig\u00eancia Artificial repete essa hist\u00f3ria, mas em outra escala: \u00e9 mais r\u00e1pida, mais abrangente e, por isso mesmo, mais arriscada quando usada sem crit\u00e9rio. Assim como a fotografia n\u00e3o decidia sozinha o que merecia ser fotografado, a IA n\u00e3o decide sozinha o que merece ser preservado. Logo, entre o entusiasmo com o potencial de democratizar o acesso \u00e0 mem\u00f3ria cultural e a desconfian\u00e7a sobre os riscos de sua fragilidade digital, resta um consenso: a Intelig\u00eancia Artificial \u00e9 uma ferramenta poderosa, mas a responsabilidade sobre a mem\u00f3ria coletiva (o que guardar, como guardar e para quem guardar) continua sendo humana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-conjunto-arquitetonico-da-pampulha-mgfoto-divulgacao\"><strong>Capa. Conjunto arquitet\u00f4nico da Pampulha\/MG<br \/>\n<\/strong>(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A intelig\u00eancia artificial est\u00e1 sendo usada para restaurar documentos, traduzir l\u00ednguas antigas,&hellip;\n","protected":false},"author":311,"featured_media":10899,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10898"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/311"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10898"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10898\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10906,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10898\/revisions\/10906"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10899"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10898"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10898"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10898"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}