{"id":10950,"date":"2026-09-28T08:00:23","date_gmt":"2026-09-28T08:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=10950"},"modified":"2026-09-24T11:25:32","modified_gmt":"2026-09-24T11:25:32","slug":"patrimonio-memoria-e-pertencimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=10950","title":{"rendered":"Patrim\u00f4nio, mem\u00f3ria e pertencimento"},"content":{"rendered":"<p>Patrim\u00f4nio cultural n\u00e3o \u00e9 apenas aquilo que uma sociedade escolhe preservar. \u00c9 tamb\u00e9m resultado de processos sociais que atribuem valor a determinados objetos, pr\u00e1ticas e manifesta\u00e7\u00f5es e, por meio deles, constroem narrativas sobre hist\u00f3ria, identidade e pertencimento. Essa compreens\u00e3o ampliou o campo de estudos sobre patrim\u00f4nio no Brasil, inicialmente muito associado \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica, incorporando tamb\u00e9m dimens\u00f5es sociais, culturais e simb\u00f3licas.<\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria de pesquisa da soci\u00f3loga Mariza Veloso acompanha essa transforma\u00e7\u00e3o. Em sua tese, a pesquisadora investigou a forma\u00e7\u00e3o do campo do patrim\u00f4nio no Brasil e sua rela\u00e7\u00e3o com o modernismo e a valoriza\u00e7\u00e3o do per\u00edodo colonial e do barroco. Para ela, o patrim\u00f4nio deve ser entendido como um valor capaz de mobilizar outros valores sociais. \u201cE eu acho que introduzi, depois contribu\u00ed, porque depois muitos outros intelectuais, muitos outros soci\u00f3logos e antrop\u00f3logos tamb\u00e9m fizeram tese nesse sentido, e mostrar como o patrim\u00f4nio era um valor que agenciava outros valores, como a de na\u00e7\u00e3o, a de hist\u00f3ria, a de pertencimento, a de mem\u00f3ria. Ent\u00e3o, isso me deu tamb\u00e9m uma abertura grande e isso incentivou muitas outras pesquisas a ir nessa dire\u00e7\u00e3o\u201d, explica a professora do Instituto Rio Branco e do Departamento de Sociologia da Universidade de Bras\u00edlia (UnB).<\/p>\n<p>Essa perspectiva permite compreender o patrim\u00f4nio como parte ativa da vida social: ao definir o que deve ser reconhecido e preservado, tamb\u00e9m se constroem formas de narrar o passado e de estabelecer v\u00ednculos coletivos no presente. \u201cEu vejo o patrim\u00f4nio como um discurso social, como um discurso social que prop\u00f5e valores, que prop\u00f5e a\u00e7\u00f5es sociais, no caso, a\u00e7\u00f5es culturais, que n\u00e3o s\u00f3 dizem respeito \u00e0 quest\u00e3o do patrim\u00f4nio em si, dos objetos que est\u00e3o sendo nomeados como patrim\u00f4nio, mas como tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ideia de pertencimento social\u201d, conclui Mariza Veloso.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ou\u00e7a ao epis\u00f3dio completo:<\/strong><\/p>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: Patrim\u00f4nio, mem\u00f3ria e pertencimento\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/0YuQQAwy2Hudp2PTMuoQ67?si=3397a2139dc6464f&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Patrim\u00f4nio cultural n\u00e3o \u00e9 apenas aquilo que uma sociedade escolhe preservar. \u00c9&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":10951,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10950"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10950"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10950\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10953,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10950\/revisions\/10953"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10951"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10950"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10950"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10950"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}