{"id":11117,"date":"2026-11-05T07:30:26","date_gmt":"2026-11-05T07:30:26","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=11117"},"modified":"2026-10-28T13:04:37","modified_gmt":"2026-10-28T13:04:37","slug":"o-conhecimento-e-a-ferramenta-mais-potente-de-transformacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=11117","title":{"rendered":"\u201cO conhecimento \u00e9 a ferramenta mais potente de transforma\u00e7\u00e3o\u201d"},"content":{"rendered":"<p><em>Produzir ci\u00eancia de ponta fora dos grandes centros de pesquisa tamb\u00e9m significa ampliar perspectivas, valorizar a biodiversidade e enfrentar desigualdades hist\u00f3ricas. \u00c9 nesse contexto que atua Aline Cavalcanti de Queiroz, professora da <\/em><span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/ufal.br\/\"><strong><em>Universidade Federal de Alagoas (UFAL)<\/em><\/strong><\/a><\/span><em> e membro afiliada da <\/em><span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/\"><strong><em>Academia Brasileira de Ci\u00eancias (ABC)<\/em><\/strong><\/a><\/span><em>. Farmac\u00eautica e pesquisadora, ela desenvolve estudos voltados \u00e0 busca de novos candidatos a medicamentos, especialmente para o tratamento da leishmaniose e do glioblastoma, um tipo agressivo de c\u00e2ncer cerebral. \u201cUma descoberta cient\u00edfica que \u2018finalmente funciona\u2019 \u00e9 apenas a ponta de um iceberg sustentado por uma rede imensa de coopera\u00e7\u00e3o, mentoria e, acima de tudo, pela escolha di\u00e1ria de n\u00e3o desistir diante das dificuldades\u201d, pontua.<\/em><\/p>\n<p><em>Com uma trajet\u00f3ria constru\u00edda na universidade p\u00fablica e marcada pela colabora\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, Aline Queiroz tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o para os desafios de pesquisar doen\u00e7as negligenciadas e ampliar a participa\u00e7\u00e3o das mulheres na ci\u00eancia: \u201cQuando a ci\u00eancia decide debru\u00e7ar-se sobre as doen\u00e7as negligenciadas, ela faz um movimento pol\u00edtico e \u00e9tico: o de colocar o rigor cient\u00edfico e o investimento p\u00fablico onde a necessidade humana \u00e9 maior, e n\u00e3o onde o lucro \u00e9 garantido\u201d. Nesta entrevista \u00e0 Ci\u00eancia &amp; Cultura, ela fala sobre os caminhos da pesquisa farmacol\u00f3gica, a import\u00e2ncia de fortalecer a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica no Nordeste, os obst\u00e1culos enfrentados por quem faz ci\u00eancia e o papel da educa\u00e7\u00e3o na transforma\u00e7\u00e3o de vidas.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>Ci\u00eancia &amp; Cultura \u2014 Voc\u00ea trabalha na busca por novos medicamentos para doen\u00e7as como leishmaniose e c\u00e2ncer. O que te atrai em problemas cient\u00edficos t\u00e3o complexos e que ainda est\u00e3o longe de ter respostas definitivas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Aline Cavalcanti de Queiroz \u2014<\/strong> O que me move no trabalho com doen\u00e7as t\u00e3o complexas quanto a leishmaniose e o glioblastoma \u00e9 a oportunidade de buscar respostas onde o conhecimento atual ainda encontra limites. Na ci\u00eancia, lidamos diariamente com a incerteza, com a hip\u00f3tese que n\u00e3o se confirma de primeira e com a necessidade de persistir.<\/p>\n<p>Tanto a leishmaniose \u2014 uma parasitose grave que afeta milh\u00f5es de pessoas e recebe pouca aten\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria farmac\u00eautica \u2014 quanto o glioblastoma \u2014 um c\u00e2ncer cerebral extremamente agressivo e sem cura \u2014 exigem abordagens cient\u00edficas rigorosas, que combinem biotecnologia, farmacologia e busca por produtos naturais e sint\u00e9ticos mais eficazes e menos t\u00f3xicos. O fasc\u00ednio n\u00e3o est\u00e1 apenas na complexidade do problema biol\u00f3gico, mas na certeza de que cada avan\u00e7o <em>in vitro<\/em>, cada mol\u00e9cula testada no laborat\u00f3rio ou cada novo resultado nos aproxima de uma solu\u00e7\u00e3o real para quem precisa. \u00c9 a ci\u00eancia a servi\u00e7o da vida, mostrando que o conhecimento \u00e9 a ferramenta mais potente de transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"produzir-ciencia-de-ponta-no-nordeste-descentraliza-o-saber-fixa-talentos-na-regiao-e-mostra-que-a-excelencia-nao-depende-do-local-em-que-voce-esta-mas-da-paixao-do-investimento-e-da-oport\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cProduzir ci\u00eancia de ponta no Nordeste descentraliza o saber, fixa talentos na regi\u00e3o e mostra que a excel\u00eancia n\u00e3o depende do local em que voc\u00ea est\u00e1, mas da paix\u00e3o, do investimento e da oportunidade.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C \u2014 A leishmaniose afeta principalmente popula\u00e7\u00f5es vulnerabilizadas e ainda recebe menos aten\u00e7\u00e3o do que outras doen\u00e7as. O que a pesquisa sobre novos tratamentos pode revelar sobre as desigualdades que tamb\u00e9m existem na ci\u00eancia e na sa\u00fade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>ACQ \u2014<\/strong> A leishmaniose \u00e9 um retrato evidente de como a neglig\u00eancia econ\u00f4mica e social se reflete na sa\u00fade p\u00fablica. Presente em quase uma centena de pa\u00edses, inclusive no Brasil, ela atinge prioritariamente popula\u00e7\u00f5es de menor renda, o que reduz o interesse comercial da grande ind\u00fastria farmac\u00eautica no desenvolvimento de novos f\u00e1rmacos. Costumo dizer que \u00e9 uma doen\u00e7a extremamente negligenciada pela ind\u00fastria farmac\u00eautica. Existem pouqu\u00edssimos medicamentos usados contra a doen\u00e7a, e eles apresentam elevada toxicidade.<\/p>\n<p>Quando a ci\u00eancia decide debru\u00e7ar-se sobre as doen\u00e7as negligenciadas, ela faz um movimento pol\u00edtico e \u00e9tico: o de colocar o rigor cient\u00edfico e o investimento p\u00fablico onde a necessidade humana \u00e9 maior, e n\u00e3o onde o lucro \u00e9 garantido.<\/p>\n<p>Essa assimetria tamb\u00e9m se reflete no fazer cient\u00edfico. Pesquisar doen\u00e7as negligenciadas exige que sejamos altamente criativos e colaborativos, estabelecendo redes fortes de pesquisa. Pesquisar tratamentos para a leishmaniose revela que a equidade na sa\u00fade depende, antes de tudo, de equidade na ci\u00eancia. O conhecimento produzido na academia n\u00e3o pode ficar restrito a muros ou artigos; ele precisa servir como farol para pol\u00edticas p\u00fablicas sustent\u00e1veis e para a garantia da sa\u00fade como um direito b\u00e1sico de todas as pessoas, independentemente de sua condi\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>C&amp;C \u2014 Fazer pesquisa de ponta em Alagoas ainda significa, de certa forma, desafiar a ideia de que os grandes centros de ci\u00eancia est\u00e3o concentrados no eixo Sul-Sudeste. O que muda quando o conhecimento \u00e9 produzido a partir de outras realidades?<\/strong><\/p>\n<p><strong>ACQ \u2014<\/strong> Fazer pesquisa em Alagoas \u2014 e, especificamente, no interior do estado \u2014 \u00e9 demonstrar diariamente a for\u00e7a, a riqueza e a excel\u00eancia que existem fora dos eixos tradicionais de financiamento. Toda a minha forma\u00e7\u00e3o, da gradua\u00e7\u00e3o ao doutorado, foi constru\u00edda na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), e tenho um orgulho imenso dessa trajet\u00f3ria. Atuei por oito anos no Campus Arapiraca e hoje fa\u00e7o parte do Campus de Engenharias e Ci\u00eancias Agr\u00e1rias (CECA), vivenciando de perto a capacidade de trabalho extraordin\u00e1ria de pesquisadores e estudantes do interior alagoano.<\/p>\n<p>Quando o conhecimento \u00e9 produzido a partir de outras realidades, a ci\u00eancia ganha pluralidade e um olhar regionalizado. Na Caatinga, por exemplo, encontramos uma biodiversidade fitoqu\u00edmica \u00fanica, que se torna fonte prim\u00e1ria para a bioprospec\u00e7\u00e3o de novos medicamentos. Produzir ci\u00eancia de ponta no Nordeste descentraliza o saber, fixa talentos na regi\u00e3o e mostra que a excel\u00eancia n\u00e3o depende do local em que voc\u00ea est\u00e1, mas da paix\u00e3o, do investimento e da oportunidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-maternidade-e-a-sobrecarga-do-trabalho-de-cuidado-ainda-penalizam-a-produtividade-feminina-em-momentos-decisivos-da-carreira\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cA maternidade e a sobrecarga do trabalho de cuidado ainda penalizam a produtividade feminina em momentos decisivos da carreira.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>C&amp;C \u2014 Voc\u00ea est\u00e1 construindo sua carreira em uma \u00e1rea que exige tempo, persist\u00eancia e muita experimenta\u00e7\u00e3o. O que ningu\u00e9m v\u00ea por tr\u00e1s de uma descoberta ou de um resultado que finalmente funciona?<\/strong><\/p>\n<p><strong>ACQ \u2014<\/strong> Por tr\u00e1s de um artigo publicado em uma revista de alto impacto ou de uma patente concedida pelo <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/inpi\/pt-br\"><strong><span style=\"color: #800000;\">Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI)<\/span><\/strong><\/a>, existem anos de trabalho silencioso, feito de rotinas exaustivas e muitos testes. Ningu\u00e9m v\u00ea o cuidado na prepara\u00e7\u00e3o minuciosa dos ensaios, os projetos submetidos a editais que nem sempre s\u00e3o aprovados nem a busca constante por recursos para manter os laborat\u00f3rios funcionando.<\/p>\n<p>Minha hist\u00f3ria com a pesquisa come\u00e7ou logo no primeiro ano da faculdade, e a qu\u00edmica desafiadora sempre exigiu de mim muita resili\u00eancia. H\u00e1 tamb\u00e9m um lado humano invis\u00edvel: a concilia\u00e7\u00e3o da vida acad\u00eamica com as rotinas pessoais, bem como o compromisso \u00e9tico de formar e orientar novos alunos. Uma descoberta cient\u00edfica que \u201cfinalmente funciona\u201d \u00e9 apenas a ponta de um iceberg sustentado por uma rede imensa de coopera\u00e7\u00e3o, mentoria e, acima de tudo, pela escolha di\u00e1ria de n\u00e3o desistir diante das dificuldades.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>C&amp;C \u2014 Voc\u00ea faz parte de uma gera\u00e7\u00e3o que entrou na ci\u00eancia em um cen\u00e1rio diferente daquele vivido pelas pesquisadoras que vieram antes. O que ainda precisa mudar para que meninas e jovens mulheres consigam n\u00e3o apenas entrar na ci\u00eancia, mas tamb\u00e9m construir uma carreira e permanecer nela?<\/strong><\/p>\n<p><strong>ACQ \u2014<\/strong> Avan\u00e7amos muito gra\u00e7as ao caminho aberto por mulheres corajosas. Dou muito valor ao que foi conquistado por elas! Minha av\u00f3 materna adorava estudar, mas infelizmente n\u00e3o p\u00f4de concluir o ensino fundamental, por quest\u00f5es de infraestrutura educacional na cidade onde morava, no interior de Pernambuco, e pelo simples fato de ser mulher, porque, naquela \u00e9poca, as mulheres eram educadas para casar. Por\u00e9m, ela sabia da import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o e lutou para que todos os filhos estudassem, incluindo as mulheres.<\/p>\n<p>Minha m\u00e3e tamb\u00e9m enfrentou preconceitos por ser mulher e querer fazer o ensino m\u00e9dio. Gra\u00e7as ao apoio de minha av\u00f3, ela concluiu n\u00e3o s\u00f3 o ensino m\u00e9dio, mas tamb\u00e9m se tornou a primeira bacharel em Direito de sua cidade natal. Eu n\u00e3o enfrentei essas dificuldades: essas duas mulheres incr\u00edveis abriram o caminho para que eu me tornasse a cientista que sou hoje. A hist\u00f3ria da minha fam\u00edlia mostra, por\u00e9m, que as mulheres sofreram um atraso hist\u00f3rico no acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de igualdade com os homens. Herdei delas essa paix\u00e3o pelo estudo e encontrei mentoras incr\u00edveis, como a professora Magna Suzana Alexandre Moreira (UFAL), que me guiou desde a inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e hoje \u00e9 minha parceira de pesquisa.<\/p>\n<p>Para que as jovens mulheres permane\u00e7am na ci\u00eancia e alcancem cargos de lideran\u00e7a, ainda precisamos superar barreiras estruturais severas. A maternidade e a sobrecarga do trabalho de cuidado ainda penalizam a produtividade feminina em momentos decisivos da carreira. Al\u00e9m disso, as \u00e1reas STEM \u2014 ci\u00eancia, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica \u2014 ainda t\u00eam predomin\u00e2ncia masculina nos espa\u00e7os de tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n<p>Tive a oportunidade de integrar uma parceria institucional da UFAL com a <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.wlv.ac.uk\/\"><strong><em>University of Wolverhampton<\/em><\/strong><\/a>,<\/span> financiada pelo <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.britishcouncil.org.br\/en\"><strong><em>British Council<\/em><\/strong><\/a><\/span>, voltada justamente para pol\u00edticas de equidade de g\u00eanero na ci\u00eancia. Precisamos de institui\u00e7\u00f5es com pol\u00edticas ativas de acolhimento, editais com crit\u00e9rios sens\u00edveis \u00e0 parentalidade, equidade no financiamento de projetos e incentivo cont\u00ednuo \u00e0s meninas desde a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Se eu pudesse deixar uma mensagem para todas as jovens que sonham com a pesquisa, seria simplesmente: estudem! O conhecimento \u00e9 libertador, \u00e9 o motor mais potente de transforma\u00e7\u00e3o e ningu\u00e9m pode tir\u00e1-lo de voc\u00eas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"o-conhecimento-e-libertador-e-o-motor-mais-potente-de-transformacao-e-ninguem-pode-tira-lo-de-voces\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cO conhecimento \u00e9 libertador, \u00e9 o motor mais potente de transforma\u00e7\u00e3o e ningu\u00e9m pode tir\u00e1-lo de voc\u00eas.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Produzir ci\u00eancia de ponta fora dos grandes centros de pesquisa tamb\u00e9m significa&hellip;\n","protected":false},"author":11,"featured_media":11118,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[2,1,864],"tags":[],"coauthors":[31],"class_list":["post-11117","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-blog-2","category-blog","category-entrevistas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11117","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=11117"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11117\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11161,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11117\/revisions\/11161"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/11118"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=11117"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=11117"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=11117"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcoauthors&post=11117"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}