{"id":1443,"date":"2022-03-01T11:55:04","date_gmt":"2022-03-01T11:55:04","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=1443"},"modified":"2023-09-07T19:18:11","modified_gmt":"2023-09-07T19:18:11","slug":"tudo-em-aberto-e-em-disputa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=1443","title":{"rendered":"Tudo em aberto e em disputa"},"content":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 de San Mart\u00edn, l\u00edder dos movimentos de independ\u00eancia da Argentina, do Chile e do Peru, defendendo a monarquia? Espanh\u00f3is a favor da emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica? Ind\u00edgenas no sul do Chile a favor da Espanha? Estranho, n\u00e3o \u00e9? Sim, mas a hist\u00f3ria, especialmente essa das independ\u00eancias latino-americanas, \u00e9 feita de fatos aparentemente inusitados que s\u00e3o explicados por ela.<\/p>\n<p>\u201cAs batalhas pela independ\u00eancia na Am\u00e9rica Latina assumiram din\u00e2micas muito variadas, a depender da regi\u00e3o e do per\u00edodo\u201d, afirmam Gabriela Pellegrino Soares, professora de Hist\u00f3ria da Am\u00e9rica Independente, e Rafael Dias Scarelli, doutorando em Hist\u00f3ria Social, ambos da<span style=\"color: #800000;\"> <a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www5.usp.br\/\">Universidade de S\u00e3o Paulo<\/a> <\/span>(USP) e organizadores do recente<span style=\"color: #800000;\"> <a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/revistausp\/revista-usp-130-independencias-latino-americanas\/\">dossi\u00ea Independ\u00eancias Latino-Americanas da Revista da USP<\/a>.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"as-batalhas-pela-independencia-na-america-latina-assumiram-dinamicas-muito-variadas\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\">&#8220;As batalhas pela independ\u00eancia na Am\u00e9rica Latina assumiram din\u00e2micas muito variadas.&#8221;<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tudo estava em aberto: as fronteiras dos novos Estados, o regime pol\u00edtico a se adotar, a manuten\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o do escravismo&#8230; E tudo estava em movimento: cada grupo defendia suas aspira\u00e7\u00f5es, mas suas posi\u00e7\u00f5es n\u00e3o eram estanques.<\/p>\n<h3 id=\"diferencas-e-semelhancas\"><strong>Diferen\u00e7as e semelhan\u00e7as<\/strong><\/h3>\n<p>No in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, movimenta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas na Europa abrem caminho \u00e0s independ\u00eancias latino-americanas. Os ex\u00e9rcitos napole\u00f4nicos invadem Portugal, obrigando a fuga da corte real para o Brasil. Napole\u00e3o invade tamb\u00e9m a Espanha: o rei Fernando VII \u00e9 deposto e Jos\u00e9 Bonaparte, irm\u00e3o de Napole\u00e3o, \u00e9 colocado em seu lugar. Assim, as invas\u00f5es promovidas pela Fran\u00e7a, que tem como consequ\u00eancia a fragiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de Portugal e Espanha, auxiliam as independ\u00eancias na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Segundo Soares e Scarelli, assim como a escravid\u00e3o no Brasil que demorou 66 anos para ser abolida (1888) ap\u00f3s a Proclama\u00e7\u00e3o da Independ\u00eancia (1822), algumas institui\u00e7\u00f5es herdadas do per\u00edodo colonial tamb\u00e9m demoraram a ter fim na Am\u00e9rica espanhola. \u201cAinda que as guerras de independ\u00eancia tenham sido decisivas para a aboli\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o naqueles pa\u00edses, diante da necessidade de mobilizar os escravizados para a luta e da impossibilidade de faz\u00ea-lo sem a promessa de alforria, em muitas na\u00e7\u00f5es a aboli\u00e7\u00e3o s\u00f3 foi consumada em meados do s\u00e9culo XIX\u201d, contam.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao regime de governo, embora a monarquia tenha se estabelecido como regime pol\u00edtico est\u00e1vel apenas no Brasil, ela tamb\u00e9m foi cogitada em outros pa\u00edses do continente.\u00a0 Lideran\u00e7as como os argentinos San Mart\u00edn e Bernardo Monteagudo, que participaram dos processos independentistas do Chile e do Peru, a defendiam. A monarquia chegou mesmo a entrar em vigor no M\u00e9xico. \u201cTanto para o Brasil quanto para os outros pa\u00edses da regi\u00e3o estava dado o desafio de construir uma nova ordem, mas essa constru\u00e7\u00e3o n\u00e3o se dava no vazio\u201d, afirmam Soares e Scarelli.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-1277 size-full\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/americas-1.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"325\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/americas-1.jpg 500w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/americas-1-300x195.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/americas-1-18x12.jpg 18w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<h6 id=\"figura-1-enquanto-no-brasil-a-independencia-foi-idealizada-por-um-monarca-portugues-em-outros-paises-da-regiao-ela-se-deu-por-lutas-revolucionariasa-revolucao-de-maio-de-francis\"><strong>Figura 1.<\/strong> <strong>Enquanto no Brasil a independ\u00eancia foi idealizada por um monarca portugu\u00eas, em outros pa\u00edses da regi\u00e3o ela se deu por lutas revolucion\u00e1rias<br \/>\n<\/strong>(\u201cA Revolu\u00e7\u00e3o de Maio\u201d, de Francisco Fortuny. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 id=\"grupos-em-disputa\"><strong>Grupos em disputa<\/strong><\/h3>\n<p>Um dos motivos que permitiram as independ\u00eancias foi o ressentimento experimentado pelos descendentes de espanh\u00f3is nascidos no continente. Isso porque as posi\u00e7\u00f5es mais altas na burocracia colonial e na hierarquia eclesi\u00e1stica eram dadas aos espanh\u00f3is nascidos na Europa. J\u00e1 os \u201ccriollos\u201d, como eram chamados os descendentes de espanh\u00f3is nascidos na Am\u00e9rica, ficavam sempre com as piores coloca\u00e7\u00f5es. Com o tempo, a divis\u00e3o foi se aprofundando.<\/p>\n<p>L\u00edderes \u201ccriollos\u201d, como Sim\u00f3n Bol\u00edvar, membro de uma rica fam\u00edlia de fazendeiros de cacau venezuelanos, tiveram destaque na forma\u00e7\u00e3o e condu\u00e7\u00e3o de ex\u00e9rcitos para lutar militarmente contra a metr\u00f3pole. Mas na Argentina, por exemplo, assumiram uma posi\u00e7\u00e3o \u201cd\u00fabia\u201d. Em Buenos Aires, a princ\u00edpio, juravam fidelidade ao rei, que estava prisioneiro dos franceses. Por\u00e9m, aproveitaram a oportunidade para formar a \u201cPrimera Junta\u201d na cidade, processo conhecido como Revolu\u00e7\u00e3o de Maio, de 1810, que expulsou o vice-rei espanhol e formou um novo governo.<\/p>\n<p>Os \u201ccriollos\u201d n\u00e3o foram os \u00fanicos a assumir protagonismo nesse processo, explicam Soares e Scarelli: \u201cem diversas por\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica Latina, a mobiliza\u00e7\u00e3o popular foi um elemento fundamental para o desenrolar e desfecho das lutas emancipacionistas\u201d. Os historiadores apontam que alian\u00e7as com outros grupos foram decisivas, a exemplo das Rebeli\u00f5es de Cusco (Peru), em 1814, lideradas pelos irm\u00e3os Angulo e pelo cacique Mateo Pumacahua.<\/p>\n<h3 id=\"uma-diversidade-em-acao\"><strong>Uma diversidade em a\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>Nem sempre os criollos foram emancipacionistas. Na verdade, nenhum grupo tinha uma posi\u00e7\u00e3o homog\u00eanea: \u201cCriollos, ind\u00edgenas e mesti\u00e7os, afro-americanos e nem mesmo os espanh\u00f3is peninsulares tomaram posi\u00e7\u00f5es un\u00edvocas nas guerras de independ\u00eancia, em todas as por\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica espanhola\u201d, atestam os pesquisadores.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-1278 size-full\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/americas-2.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"330\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/americas-2.jpg 500w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/americas-2-300x198.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/americas-2-18x12.jpg 18w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<h6 id=\"figura-2-as-guerras-de-independencia-se-arrastaram-por-um-longo-periodo-na-america-espanholaproclamacao-e-juramento-da-independencia-do-chile-de-pedro-subercaseaux-reproducao\"><strong>Figura 2. As guerras de independ\u00eancia se arrastaram por um longo per\u00edodo na Am\u00e9rica espanhola<br \/>\n<\/strong>(\u201cProclama\u00e7\u00e3o e juramento da Independ\u00eancia do Chile&#8221;, de Pedro Subercaseaux. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>Em Lima (Peru), por exemplo, houve uma grande ades\u00e3o \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o dos la\u00e7os com a metr\u00f3pole por parte dos \u201ccriollos\u201d que ainda estavam sob o impacto da revolta ind\u00edgena de T\u00fapac Amaru II, ocorrida em fins do s\u00e9culo XVIII. Al\u00e9m disso, havia o sentimento de nostalgia de uma \u00e9poca em que o vice-reino peruano abarcava toda a Am\u00e9rica do Sul de coloniza\u00e7\u00e3o espanhola.<\/p>\n<p>Os ind\u00edgenas \u2014 que entraram em cena n\u00e3o s\u00f3 como combatentes, mas tamb\u00e9m como lideran\u00e7as \u2014\u00a0aderiram militarmente \u00e0 causa realista na regi\u00e3o conhecida como \u201cAraucan\u00eda\u201d, no centro-sul do Chile. Segundo a historiadora norte-americana Florencia Mallon, desde fins do s\u00e9culo XVII, os mapuches, gra\u00e7as ao seu poder militar, conseguiram obter da Coroa espanhola o reconhecimento de sua fronteira, o que os fazia aderir ao \u201cstatus quo\u201d de ent\u00e3o.<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a> \u201cPor outro lado, camponeses ind\u00edgenas e mesti\u00e7os formaram o grosso das fileiras insurgentes que atenderam ao chamado do padre Miguel Hidalgo, no M\u00e9xico, e foram ao campo de batalha sob o estandarte da Virgem de Guadalupe\u201d, ou seja, lutaram pela independ\u00eancia.<\/p>\n<p>Se os grupos mudavam de posi\u00e7\u00e3o conforme a regi\u00e3o ou o per\u00edodo hist\u00f3rico, as \u201cideologias\u201d tamb\u00e9m mudavam no decorrer da vida de cada um. Bernardo Monteagudo, pol\u00edtico tucumano que participou nos processos independentistas no Rio da Prata, Chile e Peru, apresenta posi\u00e7\u00f5es radicais na juventude, mas torna-se apoiador da monarquia e da exclus\u00e3o ind\u00edgena do universo pol\u00edtico em uma fase posterior, conforme aponta a historiadora Maria Ligia Coelho Prado em seu artigo \u201c<span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/his\/a\/x3bHvP5Lgs4NYBDsSPpy7Sh\/abstract\/?lang=pt\">Esperan\u00e7a radical e desencanto conservador na independ\u00eancia da Am\u00e9rica Espanhola<\/a><\/span>\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"nao-houve-uma-unidade-tampouco-um-consenso-que-permeasse-as-independencias-aqui-na-america\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\">&#8220;N\u00e3o houve uma unidade tampouco um consenso que permeasse as independ\u00eancias aqui na Am\u00e9rica.&#8221;<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o houve uma unidade tampouco um consenso que permeasse as independ\u00eancias aqui na Am\u00e9rica\u201d, concorda Anderson Prado, doutor em hist\u00f3ria latino-americana pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).\u201cClaro que n\u00e3o quer dizer que os atos independentistas ocorreram sem organiza\u00e7\u00e3o. Pelo contr\u00e1rio, foi preciso arregimentar a massa em maior ou menor participa\u00e7\u00e3o para que se obtivesse sucesso nesses processos\u201d, continua.<\/p>\n<h3 id=\"batalhas-e-herois\"><strong>Batalhas e her\u00f3is <\/strong><\/h3>\n<p>Na Am\u00e9rica espanhola, as guerras de independ\u00eancia se arrastaram por um longo per\u00edodo, que superou uma d\u00e9cada em algumas regi\u00f5es, como no M\u00e9xico. Os conflitos eram muitos. Os desafios, gigantes: longas viagens, com \u201capenas\u201d a Cordilheira dos Andes para vencer.<\/p>\n<p>Soares e Scarelli contam o exemplo do motim realizado pelos soldados rio-platenses por falta de pagamento na Fortaleza Real Felipe de Callao, no Peru, em 1824: \u201cAqueles homens haviam partido da atual Argentina, liderado por Jos\u00e9 de San Mart\u00edn, cruzado a cordilheira dos Andes e lutado contra as for\u00e7as realistas no Chile, at\u00e9 finalmente alcan\u00e7arem o territ\u00f3rio do vice-reino do Peru, onde permaneceram mesmo ap\u00f3s a sa\u00edda de San Mart\u00edn\u201d, destacam. \u201cDos dois lados do conflito, muitas das for\u00e7as mobilizadas naquele contexto n\u00e3o se constitu\u00edam em ex\u00e9rcitos regulares, mas sim mil\u00edcias, que obtinham seus recursos atrav\u00e9s de saques e butins promovidos em suas incurs\u00f5es em povoa\u00e7\u00f5es e fazendas no territ\u00f3rio inimigo\u201d.<\/p>\n<p>Os efeitos das independ\u00eancias n\u00e3o se restringiram a essas batalhas contra o exterior, mas resultaram em outras diverg\u00eancias internas aos pa\u00edses. As disputas da narrativa hist\u00f3rica por meio da cria\u00e7\u00e3o de um pante\u00e3o de her\u00f3is da independ\u00eancia, em cada um desses novos territ\u00f3rios latino-americanos, ilustra isso: \u201cUma vez que cada novo regime pol\u00edtico buscou amparar-se em her\u00f3is afinados com suas demandas e bandeiras, esses pante\u00f5es sofreram constantes revis\u00f5es\u201d, apontam Soares e Scarelli.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"imagem-de-capa-no-brasil-o-processo-de-independencia-se-diferenciou-do-restante-da-america-latinaaclamacao-de-d-pedro-i-primeiro-imperador-do-brasil-de-jean-baptiste-debret-repr\"><strong>Imagem de capa. No Brasil, o processo de independ\u00eancia se diferenciou do restante da Am\u00e9rica Latina<br \/>\n<\/strong>(\u201cAclama\u00e7\u00e3o de D. Pedro I, primeiro imperador do Brasil&#8221; de Jean Baptiste Debret. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 id=\"alves-mariana-garcia-de-castro-tudo-em-aberto-e-em-disputa-sobre-o-longo-processo-das-independencias-latino-americanas-com-batalhas-impulsionadas-por-ressentimentos-e-mudancas-de-posicoes-qu\"><span style=\"color: #999999;\">ALVES, Mariana Garcia de Castro.<span class=\"article-title\">\u00a0Tudo em aberto e em disputa. Sobre o longo processo das independ\u00eancias latino-americanas, com batalhas impulsionadas por ressentimentos e mudan\u00e7as de posi\u00e7\u00f5es, qualquer generaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 arriscada.<\/span><i>\u00a0Cienc. Cult.<\/i>\u00a0[online]. 2022, vol.74, n.1 [citado\u00a0 2023-09-07], pp.1-4. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/cienciaecultura.bvs.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252022000100014&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. ISSN 0009-6725.\u00a0 http:\/\/dx.doi.org\/10.5935\/2317-6660.20220014.<\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Jos\u00e9 de San Mart\u00edn, l\u00edder dos movimentos de independ\u00eancia da Argentina, do&hellip;\n","protected":false},"author":10,"featured_media":1444,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1443"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1443"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1443\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4699,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1443\/revisions\/4699"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1444"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1443"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1443"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1443"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}