{"id":1637,"date":"2022-03-15T11:29:24","date_gmt":"2022-03-15T11:29:24","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=1637"},"modified":"2022-03-21T15:04:27","modified_gmt":"2022-03-21T15:04:27","slug":"o-mundo-precisa-de-mais-mulheres-nas-carreiras-stem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=1637","title":{"rendered":"O mundo precisa de mais mulheres nas carreiras STEM"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 preciso aumentar a presen\u00e7a de mulheres nas ci\u00eancias exatas. Essa foi a conclus\u00e3o un\u00e2nime da mesa-redonda\u00a0<strong>\u201c<\/strong><strong>Mulheres na ci\u00eancia STEM \u2014 Ci\u00eancia, Tecnologia, Engenharias e Matem\u00e1tica\u201d, realizada na \u00faltima ter\u00e7a-feira (08).<\/strong>\u00a0O evento fez parte da Jornada do Dia Internacional das Mulheres, realizado de forma online pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC).<\/p>\n<p>O objetivo do evento foi discutir as v\u00e1rias dimens\u00f5es da mulher no contexto atual, dar maior visibilidade e, ao mesmo tempo, incentivar a fazer parte da carreira acad\u00eamica. Com modera\u00e7\u00e3o de Vanderlan Bolzani, professora\u00a0 do Instituto de Qu\u00edmica (IQAr) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), membro do Conselho da SBPC e presidente da Academia de Ci\u00eancias do Estado de S\u00e3o Paulo (Aciesp), o debate contou com a participa\u00e7\u00e3o de Jaqueline Godoy Mesquita, professora do Departamento de Matem\u00e1tica da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), membro da Academia Brasileira de Ci\u00eancias (ABC) e secret\u00e1ria regional da Sociedade Brasileira de Matem\u00e1tica (SBM), Tatiana Roque,\u00a0professora do Instituto de Matem\u00e1tica e\u00a0coordenadora do F\u00f3rum de Ci\u00eancia e Cultura\u00a0da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),\u00a0e\u00a0D\u00e9bora Menezes, professora do Departamento de F\u00edsica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e presidente da Sociedade Brasileira de F\u00edsica (SBF).<\/p>\n<p>Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), as mulheres representam apenas 35% dos estudantes matriculados em STEM (ci\u00eancia, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica, em ingl\u00eas), nas universidades. O porcentual \u00e9 ainda menor nas engenharias de produ\u00e7\u00e3o, civil e industrial, e em tecnologia, n\u00e3o chegando a 28% do total. No mundo corporativo, este n\u00famero \u00e9 ainda mais baixo. O cen\u00e1rio \u00e9 preocupante porque essas \u00e1reas representam excelentes oportunidades de trabalho e desenvolvimento para as brasileiras, al\u00e9m de serem campos promissores para inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cQuando eu estava no curso de Matem\u00e1tica, foi um choque. Basicamente n\u00e3o havia mulheres na minha turma. E tamb\u00e9m eu quase n\u00e3o tive professoras mulheres. Isso, para mim, foi algo muito complicado. Eu tive uma sensa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o pertencimento durante minha gradua\u00e7\u00e3o\u201d, contou Mesquita.<\/p>\n<p>Para Roque, \u00e9 essencial discutir a quest\u00e3o de representatividade nessas \u00e1reas da ci\u00eancia. Por\u00e9m, existe tamb\u00e9m uma dimens\u00e3o epistemol\u00f3gica que n\u00e3o deve ser ignorada. \u201cMuitas vezes n\u00f3s vemos algumas habilidades como sendo intrinsecamente dos homens e que, portanto as mulheres n\u00e3o poderiam seguir determinada carreira porque demandam, por exemplo, habilidades como capacidade de abstra\u00e7\u00e3o, que muitas vezes s\u00e3o associadas \u00e0 habilidade matem\u00e1tica e n\u00e3o s\u00e3o associadas \u00e0s mulheres. E isso acaba se tornando uma barreira para que as mulheres sigam carreira nessas \u00e1reas\u201d.<\/p>\n<p><strong>Diversidade produtiva<\/strong><\/p>\n<p>A diversidade tem se consagrado como uma das estrat\u00e9gias para alcan\u00e7ar melhores resultados. V\u00e1rios estudos v\u00eam comprovando que ambientes mais diversificados, onde as colabora\u00e7\u00f5es entre lideran\u00e7as masculinas e femininas s\u00e3o robustas, \u00e9 percept\u00edvel aumento de produtividade.\u00a0Isso porque proporcionam um ambiente prop\u00edcio para a inova\u00e7\u00e3o e o engajamento. \u201cA ci\u00eancia precisa de mais diversidade, da mesma forma que as ind\u00fastrias, o setor produtivo, o setor banc\u00e1rio. Quanto mais diverso, mais eficiente, mais produtivo\u201d, afirmou Menezes.<\/p>\n<p>Para a pesquisadora, \u00e9 necess\u00e1rio pensar em mecanismos para atrair e tamb\u00e9m para manter as meninas e as mulheres na vida acad\u00eamica, alinhadas \u00e0s \u00e1reas STEM. Mesquita concorda: \u201cN\u00f3s precisamos de mais representatividade, de mais balan\u00e7o de g\u00eanero. O mundo precisa de ci\u00eancia e a ci\u00eancia precisa de mulheres\u201d.<\/p>\n<p>Para Bolzani, j\u00e1 foram feitos grandes avan\u00e7os, mas ainda h\u00e1 muito a ser feito: \u00e9 preciso a\u00e7\u00f5es efetivas de todos os seguimentos sociais para n\u00e3o apenas incentivarem, mas darem oportunidades para as meninas seguirem carreiras nestas \u00e1reas, tradicionalmente dominadas por homens. Modelos de mulheres l\u00edderes que as representem s\u00e3o exemplos e incentivos concretos e mostram que a igualdade de g\u00eanero \u00e9 salutar em todos os campos do conhecimento, especialmente nas ditas \u201cci\u00eancias duras\u201d. Homens e mulheres trabalhando juntos, em sintonia, poder\u00e3o tornar o mundo um lugar melhor. \u201cEspero que possamos continuar cada dia mais incentivando nossas meninas e mostrando que elas podem fazer o que elas quiserem\u201d, disse. \u201cA \u00fanica forma que temos de mudar o cen\u00e1rio que estamos vivendo \u00e9 atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o\u201d, finalizou.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/mail.google.com\/mail\/u\/3\/#inbox\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Assista aqui ao evento na \u00edntegra<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.jornaldaciencia.org.br\/\"><em>Jornal da Ci\u00eancia<\/em><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u00c9 preciso aumentar a presen\u00e7a de mulheres nas ci\u00eancias exatas. 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