{"id":1750,"date":"2022-03-18T14:37:05","date_gmt":"2022-03-18T14:37:05","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=1750"},"modified":"2022-03-18T14:38:03","modified_gmt":"2022-03-18T14:38:03","slug":"estereotipo-ou-empoderamento-os-desafios-da-publicidade-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=1750","title":{"rendered":"Estere\u00f3tipo ou empoderamento? Os desafios da publicidade brasileira"},"content":{"rendered":"<p>A dona de casa d\u00f3cil que atende o marido e os filhos. A beldade curvil\u00ednea vendendo cerveja. O empres\u00e1rio bem-sucedido dirigindo um carro de luxo. Essas imagens tendem a se tornar cada vez mais raras na publicidade brasileira. Isso \u00e9 o que mostra a\u00a0d\u00e9cima onda da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.onumulheres.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/UA_TODXS10_Final-PORT.pdf\">Pesquisa TODXS<\/a>,\u00a0realizada <a href=\"https:\/\/www.onumulheres.org.br\/category\/alianca-sem-estereotipo\/\">pela Alian\u00e7a sem Estere\u00f3tipos<\/a>, da <a href=\"https:\/\/www.onumulheres.org.br\/\">ONU Mulheres<\/a>.<\/p>\n<p>O estudo mapeou a representatividade na m\u00eddia brasileira\u00a0em 2021. No total, foram analisados 1.657 posts no Facebook e 5.467 comerciais de TV, abrangendo 425 anunciantes cinco emissoras (Rede Globo, SBT, Record, Megapix e Discovery Kids).\u00a0Os resultados mostraram que a publicidade brasileira tem avan\u00e7ado com hist\u00f3rias de empoderamento. No entanto, ainda inova muito pouco quando se trata de abordagem de g\u00eanero e ra\u00e7a.<\/p>\n<h3 id=\"na-raca\"><strong>Na ra\u00e7a<\/strong><\/h3>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 diversidade racial, a pesquisa aponta que houve um crescimento de 22% para 27% de representa\u00e7\u00e3o das mulheres negras protagonistas na TV em rela\u00e7\u00e3o a 2020. No caso dos homens negros, esse aumento foi ainda mais significativo: o n\u00famero passou de 7% a 20%. Por\u00e9m, quando comparado a presen\u00e7a de homens e mulheres brancos, essa representatividade permanece baixa: as mulheres e os homens brancos mant\u00eam 62% e 74% do protagonismo na publicidade, respectivamente.<\/p>\n<h3 id=\"uma-questao-de-genero\"><strong>Uma quest\u00e3o de g\u00eanero<\/strong><\/h3>\n<p>Segundo a pesquisa, a publicidade brasileira ainda relaciona as mulheres com maternidade e tarefas do lar e homens com poder e autoridade. Al\u00e9m disso, mulheres e meninas ainda seguem sendo objetificadas sexualmente.\u00a0Por outro lado, o estudo tamb\u00e9m aponta que houve avan\u00e7os no sentido que aumentaram as hist\u00f3rias de empoderamento, ou seja, mais narrativas que rompem estere\u00f3tipos atrav\u00e9s de hist\u00f3rias onde mulheres e homens assumem novos pap\u00e9is. No entanto, \u00e9 significativo que a maioria das marcas ainda n\u00e3o se posiciona: cerca de 37% das pe\u00e7as publicit\u00e1rias s\u00e3o classificadas como \u201cneutras\u201d, apontando para a falta de posicionamento de muitos anunciantes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 representatividade e \u00e0 diversidade.<\/p>\n<p>Outro fato marcante \u2014 e assustador \u2014 \u00e9 o percentual de 0% de pe\u00e7as publicit\u00e1rias com participa\u00e7\u00e3o de pessoas LGBTQIAP+. Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), o Brasil segue sendo o pa\u00eds que mais mata pessoas trans no mundo, por isso a presen\u00e7a dessa comunidade \u00e9 urgente.\u00a0Outro n\u00famero inexpressivo \u00e9 o n\u00famero de pe\u00e7as publicit\u00e1rias com pessoas com defici\u00eancia: 1,2%.<\/p>\n<p>Em sua conclus\u00e3o, a pesquisa aponta que o \u201cp\u00fablico LGBTQIAP+, pessoas com defici\u00eancia, mulheres negras maduras existem, trabalham, consomem, se apaixonam, tem sonhos, desejos e deveriam ter sua exist\u00eancia naturalizada na publicidade\u201d.<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.onumulheres.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/UA_TODXS10_Final-PORT.pdf\">Acesse a pesquisa clicando aqui.<\/a><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Blog Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A dona de casa d\u00f3cil que atende o marido e os filhos.&hellip;\n","protected":false},"author":11,"featured_media":1751,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1750"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1750"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1750\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1753,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1750\/revisions\/1753"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1751"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1750"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1750"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1750"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}