{"id":1825,"date":"2022-03-31T07:35:22","date_gmt":"2022-03-31T07:35:22","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=1825"},"modified":"2022-03-31T13:53:47","modified_gmt":"2022-03-31T13:53:47","slug":"o-teto-de-vidro-da-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=1825","title":{"rendered":"O teto de vidro da ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Um teto de vidro impedindo a ascens\u00e3o a posi\u00e7\u00f5es de poder ou cargos mais altos. \u00c9 assim que milhares de mulheres ao redor do mundo se sentem quando s\u00e3o impedidas de avan\u00e7ar em suas carreiras simplesmente porque s\u00e3o mulheres. E isso n\u00e3o \u00e9 diferente na ci\u00eancia: apesar da representatividade feminina estar aumentando cada vez mais, ainda persistem estere\u00f3tipos de g\u00eanero e barreiras discriminat\u00f3rias.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 o que aponta o estudo recentemente publicado na revista <a href=\"https:\/\/www.science.org\/journal\/sciadv\">Science Advances<\/a>, com base nos resultados do <a href=\"https:\/\/www.oecd.org\/pisa\/\">International Student Assessment (PISA)<\/a> de 2018, que envolveu 500.000 estudantes de 72 pa\u00edses ao redor do mundo. O PISA \u00e9 uma rede mundial de avalia\u00e7\u00e3o de desempenho escolar coordenada pela <a href=\"https:\/\/www.oecd.org\/latin-america\/paises\/brasil-portugues\/\">Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE)<\/a>.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, mesmo em regi\u00f5es onde h\u00e1 grande avan\u00e7o nas pol\u00edticas de g\u00eanero, persistem estere\u00f3tipos que retratam os homens como mais brilhantes e talentosos do que as mulheres, levando meninos e meninas a desenvolverem determinadas atitudes e prefer\u00eancias. A pesquisa ainda revela que os estere\u00f3tipos s\u00e3o mais fortes entre estudantes de alto desempenho e em pa\u00edses mais desenvolvidos ou com igualdade de g\u00eanero.<\/p>\n<h3 id=\"estereotipos-na-ciencia\"><strong>Estere\u00f3tipos na ci\u00eancia<\/strong><\/h3>\n<p>Embora na Am\u00e9rica Latina e no Caribe as mulheres representem 45% de todos os pesquisadores, elas continuam sendo minoria nas disciplinas acad\u00eamicas de ci\u00eancia, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica. Al\u00e9m disso, as posi\u00e7\u00f5es hier\u00e1rquicas s\u00e3o majoritariamente ocupadas por homens e isso se deve em parte ao tipo de evolu\u00e7\u00e3o dos sistemas cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos de cada pa\u00eds.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, v\u00e1rias pesquisas indicam que as mulheres muitas vezes sentem que \u201cn\u00e3o pertencem\u201d \u00e0s ci\u00eancias, o que pode encoraj\u00e1-las a migrar para outras \u00e1reas. Segundo dados da ONU, as mulheres geralmente recebem bolsas de pesquisa menores do que seus colegas homens e, embora representem 33,3% de todos os pesquisadores no mundo, apenas 12% dos membros das academias nacionais de ci\u00eancias s\u00e3o mulheres.<\/p>\n<p>O estudo concluiu que esses estere\u00f3tipos devem ser considerados como uma poss\u00edvel explica\u00e7\u00e3o para o teto de vidro e que para banir o mito do &#8220;brilho masculino&#8221; \u00e9 preciso transmitir a ideia de que o talento se constr\u00f3i por meio do aprendizado e que ele n\u00e3o \u00e9 inato ou imut\u00e1vel.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/sciadv.abm3689\"><em>Acesse ao estudo na revista Science Advances<\/em><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"imagem-por-freepik-com\"><a href=\"https:\/\/br.freepik.com\/fotos-gratis\/pesquisador-biologo-trabalhando-no-desenvolvimento-de-vacinas-contra-virus_18374038.htm#query=women%20research&amp;position=30&amp;from_view=search\">Imagem por Freepik.com<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um teto de vidro impedindo a ascens\u00e3o a posi\u00e7\u00f5es de poder ou&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":1827,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1825"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1825"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1825\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1829,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1825\/revisions\/1829"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1827"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1825"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1825"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1825"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}