{"id":1838,"date":"2022-04-05T11:39:53","date_gmt":"2022-04-05T11:39:53","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=1838"},"modified":"2022-04-05T11:39:53","modified_gmt":"2022-04-05T11:39:53","slug":"sbpc-leva-ao-congresso-nacional-exposicao-fritz-muller-200-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=1838","title":{"rendered":"SBPC leva ao Congresso Nacional exposi\u00e7\u00e3o \u201cFritz M\u00fcller 200 anos\u201d"},"content":{"rendered":"<p>A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC), em parceria com o Grupo Desterro Fritz M\u00fcller \u2013 Charles Darwin 200 anos, leva ao Congresso Nacional, em Bras\u00edlia, a exposi\u00e7\u00e3o \u201cFritz M\u00fcller 200 anos\u201d.\u00a0 A mostra ficar\u00e1 em exibi\u00e7\u00e3o de 4 de abril a 2 de maio no Espa\u00e7o Cultural Ivandro Cunha Lima, localizado no corredor do Anexo I do Congresso Nacional.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o contar\u00e1 a hist\u00f3ria de Johann Friedrich Theodor M\u00fcller, que nasceu na Alemanha, no dia 31 de mar\u00e7o de 1822. Atuou na revolu\u00e7\u00e3o alem\u00e3 de 1848, tanto que se inscreveu no Partido Democr\u00e1tico, tornando-se um militante. Em 1852, imigra para o Brasil, juntamente com uma leva de descontentes com a Revolu\u00e7\u00e3o de 1848.<\/p>\n<p>Colono e lavrador no Vale do Itaja\u00ed (atual Blumenau), Fritz M\u00fcller foi um grande naturalista e, tamb\u00e9m, professor de matem\u00e1tica e ci\u00eancias naturais na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Em 1864, publicou o livro \u201cF\u00fcr Darwin\u201d, na Alemanha, cinco anos ap\u00f3s o brit\u00e2nico publicar \u201cA origem das esp\u00e9cies\u201d. O livro impressionou tanto Darwin, que ele mesmo pagou a tradu\u00e7\u00e3o do alem\u00e3o e a publica\u00e7\u00e3o da obra em ingl\u00eas sob o t\u00edtulo \u201cFacts and Arguments for Darwin\u201d. Os dois mantiveram uma intensa correspond\u00eancia e amizade at\u00e9 a morte de Darwin, em 1882. Fritz M\u00fcller \u00e9 o terceiro cientista mais citado em \u201cA origem das esp\u00e9cies\u201d e publicou cerca de tr\u00eas centenas de artigos cient\u00edficos, grande parte deles em peri\u00f3dicos internacionais, como a Nature.<\/p>\n<p>M\u00e1rio Steindel, professor do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da Universidade Federal de Santa Catarina\u00a0(UFSC), afirma que a mostra \u00e9 uma \u00f3tima oportunidade para conhecer esse grande naturalista teuto-brasileiro. \u201cEle fez contribui\u00e7\u00f5es importantes para comprovar a teoria de Darwin\u201d, comenta Steindel, que tamb\u00e9m \u00e9 coordenador cient\u00edfico do Grupo Desterro Fritz M\u00fcller \u2013 Charles Darwin 200 anos.<\/p>\n<p>Steindel lembra que Fritz M\u00fcller imigrou da Alemanha para Santa Catarina (Blumenau) em 1852, aos 30 anos de idade e viveu entre Blumenau e Nossa Senhora do Desterro (atual Florian\u00f3polis), at\u00e9 sua morte em 1897, sem jamais ter retornado \u00e0 Alemanha. \u201cEm Desterro foi professor de Matem\u00e1tica e Ci\u00eancias do ensino secund\u00e1rio no Liceu Provincial. Sua paix\u00e3o sempre foi a Hist\u00f3ria Natural a qual permaneceu fiel por toda a vida. Seu legado \u00e9 imenso, iniciando-se pelo embasamento emp\u00edrico da Teoria da Evolu\u00e7\u00e3o por meio da Sele\u00e7\u00e3o Natural de Charles Darwin, fornecendo evid\u00eancias decisivas em favor dessa Teoria, a partir de seu livro\u00a0F\u00fcr Darwin\u00a0(Para Darwin) redigido em Desterro e publicado em 1864 na Alemanha. Ele foi um dos primeiros apoiadores expl\u00edcitos da Teoria da Evolu\u00e7\u00e3o, prestando in\u00fameras evid\u00eancias observacionais e experimentais no campo da zoologia e da bot\u00e2nica em favor da nova Teoria\u201d, explica.<\/p>\n<p>O coordenador cient\u00edfico do Grupo Desterro Fritz M\u00fcller \u2013 Charles Darwin 200 anos cita ainda que Fritz M\u00fcller deixou 264 escritos cient\u00edficos em diferentes l\u00ednguas (ingl\u00eas, alem\u00e3o e portugu\u00eas), projetando o nome de Santa Catarina e do Brasil para toda a Europa. \u201cSua reconhecida grandeza reflete-se na distin\u00e7\u00e3o a ele conferida por Charles Darwin que o tratava por \u2018Pr\u00edncipe dos Observadores\u2019\u201d, comenta.<\/p>\n<p>Renato Janine Ribeiro, presidente da SBPC, tamb\u00e9m concorda que a exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma maneira de fazer Fritz M\u00fcller ser conhecido por ele ter tido uma vida extraordin\u00e1ria e ter tido contribu\u00eddo pela educa\u00e7\u00e3o e pela ci\u00eancia brasileira. \u201cEle era contra o estado absolutista, contra o poder ditatorial. Em Santa Catarina foi professor, fez pesquisa cient\u00edfica, equipou laborat\u00f3rios e foi perseguido por parte de comerciantes e pol\u00edticos locais que eram contra um col\u00e9gio laico. Ele foi um homem importante para a educa\u00e7\u00e3o e a ci\u00eancia no Brasil. Por isso, recordar os 200 anos de seu nascimento \u00e9 uma maneira de reviver seu legado\u201d.<\/p>\n<p>Cl\u00e1udia Linhares Sales, secret\u00e1ria-geral da SBPC, afirma que o percurso cient\u00edfico da exposi\u00e7\u00e3o sobre Fritz M\u00fcller no Brasil est\u00e1 totalmente compreendido na hist\u00f3ria da ci\u00eancia brasileira dos \u00faltimos 200 anos, trazendo acontecimentos entre os mais memor\u00e1veis do per\u00edodo. \u201cPor isso, a SBPC, que aproveita a efem\u00e9ride do Bicenten\u00e1rio da Independ\u00eancia para apresentar a hist\u00f3ria da ci\u00eancia brasileira nesse per\u00edodo, tem dado todo o apoio \u00e0s comemora\u00e7\u00f5es dos 200 anos de nascimento de Fritz M\u00fcller, com destaque para a sua pesquisa feita em solo nacional\u201d, explica.<\/p>\n<p>Linhares Sales explica ainda que a exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das a\u00e7\u00f5es planejadas pela SBPC em homenagem a Fritz M\u00fcller, j\u00e1 que a entidade realizou na ter\u00e7a-feira (29) um lan\u00e7amento virtual de um E-book sobre o naturalista, al\u00e9m de levar a mostra como parte das atividades da 74\u00aa Reuni\u00e3o Anual da SBPC, que ser\u00e1 realizada em julho na Universidade de Bras\u00edlia (UnB).<\/p>\n<p>Todas essas atividades foram financiadas com emendas parlamentares do or\u00e7amento da Uni\u00e3o propostas\u00a0pelo senador Esperidi\u00e3o Amin (PP\/SC), pela deputada federal Angela Amin (PP\/SC) e pelo deputado federal Rodrigo Coelho (PODE\/SC). A exposi\u00e7\u00e3o tem projeto expogr\u00e1fico e execu\u00e7\u00e3o da Entrequadra Novas M\u00eddias e projeto art\u00edstico de Luiz Bernardes.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Exposi\u00e7\u00e3o \u201cFritz M\u00fcller 200 Anos\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>Local:\u00a0<\/strong>Espa\u00e7o Cultural Ivandro Cunha Lima \u2013 Corredor do Anexo I do Congresso Nacional<\/p>\n<p><strong>Data:<\/strong>\u00a0de 4 de abril a 2 de maio de 2022<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.jornaldaciencia.org.br\/\"><em>Jornal da Ci\u00eancia<\/em><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC), em parceria com&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":1839,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1838"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1838"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1838\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1840,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1838\/revisions\/1840"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1839"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1838"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1838"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1838"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}