{"id":1905,"date":"2022-04-18T09:32:23","date_gmt":"2022-04-18T09:32:23","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=1905"},"modified":"2022-04-19T11:36:13","modified_gmt":"2022-04-19T11:36:13","slug":"museu-do-ipiranga-pronto-para-o-bicentenario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=1905","title":{"rendered":"Museu do Ipiranga: pronto para o Bicenten\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>Com o dobro da \u00e1rea constru\u00edda, 12 exposi\u00e7\u00f5es e seu acervo inteiramente restaurado, o Museu do Ipiranga est\u00e1 pronto para a comemora\u00e7\u00e3o do Bicenten\u00e1rio da Independ\u00eancia. Foram dois anos de muito trabalho para recuperar o edif\u00edcio-monumento fundado em 1895.<\/p>\n<p>As reformas come\u00e7aram em outubro de 2019 e agora caminham para a conclus\u00e3o de sua \u00faltima etapa: a de amplia\u00e7\u00e3o. Constru\u00eddo no fim do s\u00e9culo XIX pelo engenheiro e arquiteto Tommaso Gaudenzio Bezzi, o Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga, est\u00e1 fechado para o p\u00fablico desde 2013 devido a p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e estruturais. A previs\u00e3o \u00e9 que o museu seja reaberto em setembro para as comemora\u00e7\u00f5es do Bicenten\u00e1rio da Independ\u00eancia. As obras de restauro, amplia\u00e7\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o do museu s\u00e3o financiadas via Lei de Incentivo \u00e0 Cultura e seu custo total \u00e9 estimado em R$ 211 milh\u00f5es.<\/p>\n<h3 id=\"um-trabalho-grandioso-como-o-museu\"><strong>Um trabalho grandioso como o museu<\/strong><\/h3>\n<p>O pr\u00e9dio passou por uma reforma total, com reparos em todos os detalhes da arquitetura. A restaura\u00e7\u00e3o incluiu os 7.600 metros quadrados das fachadas, que, pela primeira vez passaram por limpeza, decapagem, recupera\u00e7\u00e3o dos ornamentos, aplica\u00e7\u00e3o de argamassa, tratamento de trincas e pintura. Para a pintura, foi utilizada uma tinta mineral desenvolvida especialmente para o museu, que permite a troca de umidade entre o pr\u00e9dio de cal e o ambiente.<\/p>\n<p>Tetos e paredes do interior receberam tratamento similar. Os elementos de marcenaria, como as 450 portas e janelas, foram catalogados, retirados e restaurados em oficinas no canteiro de obras, e recolocados no mesmo lugar, bem como os 1.900 metros quadrados de assoalho que revestem o piso da edifica\u00e7\u00e3o e as cerca de 1.300 pe\u00e7as de ladrilho hidr\u00e1ulico franco-alem\u00e3o do piso. Todo o processo contou com o trabalho de 54 profissionais, entre restauradores, pedreiros, pintores e estucadores.<\/p>\n<h3 id=\"ampliacao\"><strong>Amplia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>Al\u00e9m de reformado, o museu tamb\u00e9m est\u00e1 sendo ampliado. A obra inclui a constru\u00e7\u00e3o de mais 6.845 metros quadrados de \u00e1reas destinadas \u00e0 visita\u00e7\u00e3o, o que dobrar\u00e1 a capacidade de seu espa\u00e7o. O pr\u00e9dio contar\u00e1 com uma nova entrada, bilheteria, audit\u00f3rio para 200 pessoas, espa\u00e7o educativo, caf\u00e9, loja e sala de exposi\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria. Na esplanada, o assentamento do piso em mosaico portugu\u00eas da \u00e1rea central foi aumentado. Em frente ao museu, ser\u00e1 constru\u00eddo um Jardim Franc\u00eas, uma \u00e1rea de paisagismo que prev\u00ea a instala\u00e7\u00e3o de um restaurante, cria\u00e7\u00e3o de infraestrutura para\u00a0<em>food bikes<\/em>, restauro e moderniza\u00e7\u00e3o da ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, requalifica\u00e7\u00e3o das vias de acesso e a reativa\u00e7\u00e3o da fonte central.<\/p>\n<h3 id=\"acervo\"><strong>Acervo<\/strong><\/h3>\n<p>Al\u00e9m da restaura\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio, tamb\u00e9m foi realizado trabalhos de conserva\u00e7\u00e3o dos itens que estar\u00e3o expostos na reabertura. S\u00e3o mais de tr\u00eas mil objetos do acervo que est\u00e3o passando ou j\u00e1 passaram por restaura\u00e7\u00e3o. Entre eles, encontram-se 122 pinturas e duas maquetes de grande porte \u2014 incluindo o quadro mais conhecido do acervo do museu, a tela\u00a0\u201cIndepend\u00eancia ou Morte\u201d, de Pedro Am\u00e9rico.<\/p>\n<p>Na inaugura\u00e7\u00e3o do Novo Museu do Ipiranga, o p\u00fablico ter\u00e1 a oportunidade de visitar 12 exposi\u00e7\u00f5es \u2014 11 de longa dura\u00e7\u00e3o e uma tempor\u00e1ria. As de longa dura\u00e7\u00e3o s\u00e3o divididas em dois eixos tem\u00e1ticos:\u00a0\u201cPara entender a sociedade\u201d\u00a0e\u00a0\u201cPara entender o museu\u201d. A exposi\u00e7\u00e3o de curta dura\u00e7\u00e3o, denominada\u00a0\u201cMem\u00f3rias da Independ\u00eancia\u201d, estar\u00e1 aberta por quatro meses e trar\u00e1 acervos de outras institui\u00e7\u00f5es brasileiras, especialmente do Rio de Janeiro e da Bahia. No total, ser\u00e3o expostos 3.058 itens pertencentes ao acervo do museu, 509 itens de outras cole\u00e7\u00f5es e 76 reprodu\u00e7\u00f5es e fac-s\u00edmiles.<\/p>\n<p><em>*Com informa\u00e7\u00f5es do Jornal da USP<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"imagem-divulgacao\">Imagem: Divulga\u00e7\u00e3o<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com o dobro da \u00e1rea constru\u00edda, 12 exposi\u00e7\u00f5es e seu acervo inteiramente&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":1906,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1905"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1905"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1905\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1907,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1905\/revisions\/1907"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1906"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1905"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1905"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1905"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}