{"id":2223,"date":"2022-05-30T08:00:38","date_gmt":"2022-05-30T08:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2223"},"modified":"2023-09-01T10:52:32","modified_gmt":"2023-09-01T10:52:32","slug":"modernismo-passadismo-e-tradicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2223","title":{"rendered":"Modernismo, passadismo e tradi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Ensina-se nas enciclop\u00e9dias e nos manuais escolares que a Semana de Arte Moderna se insurgiu contra o <em>passadismo<\/em>. Esse termo, raramente definido, \u00e9 vinculado frequentemente a outro conceito impreciso: <em>academismo<\/em>. Acontece que a Academia Brasileira de Letras nunca foi monol\u00edtica. Em 1922, ao lado de Coelho Netto e Ruy Barbosa, tidos pelos escritores jovens como representantes do mofo liter\u00e1rio, havia espa\u00e7o para autores ent\u00e3o em voga como Gra\u00e7a Aranha, Humberto de Campos e Olavo Bilac. Isso, sem nem falar de Jo\u00e3o do Rio, cuja vaga na ABL continuava aberta desde seu falecimento no ano anterior. A men\u00e7\u00e3o a Bilac evoca um terceiro <em>-ismo<\/em> pejorativo, <em>parnasianismo<\/em>, supostamente varrido da paisagem liter\u00e1ria pelos ares modernistas. Essa interpreta\u00e7\u00e3o ignora estrategicamente que, entre as d\u00e9cadas de 1890 e 1910, o estilo parnasiano j\u00e1 cedera espa\u00e7o para o simbolismo. Resumir a poesia brasileira em 1922 ao parnasianismo \u00e9 apagar da hist\u00f3ria Alphonsus de Guimaraens, Augusto dos Anjos, Cruz e Souza.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito das artes pl\u00e1sticas, a situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m era emaranhada. A Escola Nacional de Belas Artes (ENBA) \u2014 que perdera, d\u00e9cadas antes, a designa\u00e7\u00e3o <em>Academia<\/em> \u2014 era ainda menos homog\u00eanea em sua composi\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o do que a ABL. Varada por disputas pol\u00edticas e est\u00e9ticas entre as d\u00e9cadas de 1900 e 1920, a ENBA viveu um raro per\u00edodo de fervilhamento em que despontou uma gera\u00e7\u00e3o de artistas inovadores \u2014 dentre os quais Arthur Timotheo da Costa, Helios Seelinger, M\u00e1rio Navarro da Costa \u2014 todos esmagados pelo rolo compressor do que veio depois.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-acusacao-de-passadismo-lancada-pelos-modernistas-de-1922-revela-menos-sobre-uma-cena-cultural-em-plena-ebulicao-e-mais-sobre-as-estrategias-de-consagracao-forjadas-pelos-proprios\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\">\u201cA acusa\u00e7\u00e3o de passadismo lan\u00e7ada pelos modernistas de 1922 revela menos sobre uma cena cultural em plena ebuli\u00e7\u00e3o e mais sobre as estrat\u00e9gias de consagra\u00e7\u00e3o forjadas pelos pr\u00f3prios.\u201d<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 no campo da m\u00fasica que a caracteriza\u00e7\u00e3o do meio cultural brasileiro como <em>passadista<\/em> chega \u00e0s raias do absurdo. A Semana aconteceu no exato momento em que os Oito Batutas estrearam em Paris, marcando a afirma\u00e7\u00e3o internacional da cena musical urbana protagonizada por Pixinguinha, Donga, Sinh\u00f4, entre tantos outros expoentes do samba moderno. Nos anos anteriores, Alberto Nepomuceno e Ernesto Nazareth j\u00e1 haviam modernizado a parte erudita do meio musical [1]. A influ\u00eancia direta de ambos sobre Darius Milhaud, entre 1917 e 1919, constitui a primeira inst\u00e2ncia de invers\u00e3o das trocas culturais com os meios parisienses de vanguarda (Figura 1).<\/p>\n<p>A acusa\u00e7\u00e3o de <em>passadismo<\/em> lan\u00e7ada pelos modernistas de 1922 revela menos sobre uma cena cultural em plena ebuli\u00e7\u00e3o e mais sobre as estrat\u00e9gias de consagra\u00e7\u00e3o forjadas pelos pr\u00f3prios. Sinaliza tamb\u00e9m um qu\u00ea de ignor\u00e2ncia, da parte dos jovens literatos que constitu\u00edam o n\u00facleo do grupo paulista, a respeito do que se passava no resto do Brasil. Os agitadores da pauliceia desvairada parecem ter estado mais <em>au courant<\/em> dos debates em Paris do que daquilo que acontecia, de fato, na capital federal. De outras regi\u00f5es do pa\u00eds, ent\u00e3o, o desconhecimento deles era completo. O prop\u00f3sito de \u2018descobrir o Brasil\u2019, ao qual se lan\u00e7aram por meio da chamada caravana modernista que viajou para Minas Gerais em 1924, denota uma postura etnogr\u00e1fica e quase colonialista. Presumir que o Brasil pudesse ser descoberto a partir de S\u00e3o Paulo trai o pertencimento social desses novos<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-2224\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/CC-2-edicao-opiniao-Modernismo-passadismo-e-tradic\u0327a\u0303o-figura1.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"364\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/CC-2-edicao-opiniao-Modernismo-passadismo-e-tradic\u0327a\u0303o-figura1.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/CC-2-edicao-opiniao-Modernismo-passadismo-e-tradic\u0327a\u0303o-figura1-300x218.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/CC-2-edicao-opiniao-Modernismo-passadismo-e-tradic\u0327a\u0303o-figura1-768x559.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/CC-2-edicao-opiniao-Modernismo-passadismo-e-tradic\u0327a\u0303o-figura1-16x12.jpg 16w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<h6 id=\"figura-1-os-oito-batutas-estrearam-em-paris-no-mesmo-momento-em-que-acontecia-a-semana-de-arte-moderna-em-sao-paulo-marcando-a-afirmacao-internacional-da-cena-musical-urbana-protagonizada-por-pixing\"><strong>Figura 1. Os Oito Batutas estrearam em Paris no mesmo momento em que acontecia a Semana de Arte Moderna em S\u00e3o Paulo, marcando a afirma\u00e7\u00e3o internacional da cena musical urbana protagonizada por Pixinguinha, Donga, Sinh\u00f4 e outros expoentes do samba moderno.<br \/>\n<\/strong>(\u201cOitos Batutas\u201d. Acervo Dedoc-Nova Cultural. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O anseio de repensar o pa\u00eds n\u00e3o era exclusividade dos modernistas de 1922. Com as grandes levas de imigra\u00e7\u00e3o entre as d\u00e9cadas de 1890 e 1920, a composi\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica do pa\u00eds foi alterada, gerando um anseio de que o car\u00e1ter nacional se dilu\u00edsse. No livro \u201cO problema nacional brasileiro\u201d, publicado em 1914, Alberto Torres sentenciou: \u201c<em>O povo brasileiro precisa, como os estrangeiros que aqui aportam, antes mesmo destes, ser \u2018imigrado\u2019 \u00e0 posse da sua terra e ao gozo de seus bens<\/em>\u201d [2]. Escrevendo na \u201cRevista do Brasil\u201d, em 1916, Alceu Amoroso Lima ecoou o sentimento: \u201c<em>A miss\u00e3o suprema do brasileiro de hoje \u00e9 reunir os materiais para preparar um esp\u00edrito nacional, em todas as manifesta\u00e7\u00f5es de sua atividade [&#8230;] Hoje, o esp\u00edrito brasileiro est\u00e1 inteiramente obliterado por estranhas influ\u00eancias<\/em>\u201d [3].<\/p>\n<p>Com a eclos\u00e3o da Primeira Guerra Mundial e a aproxima\u00e7\u00e3o do centen\u00e1rio da Independ\u00eancia do Brasil, exaltaram-se ainda mais os \u00e2nimos nacionalistas. A campanha pela Liga da Defesa Nacional \u00e9 o exemplo mais not\u00f3rio, mas a pr\u00f3pria \u201cRevista do Brasil\u201d \u00e9 prova da import\u00e2ncia atribu\u00edda \u00e0 chamada quest\u00e3o nacional. Surgida em 1916, sob a batuta de J\u00falio de Mesquita e protagonizada por Monteiro Lobato, que a adquiriu em 1918, a revista se propunha a \u201c<em>ser um reflexo da alma nacional<\/em>\u201d [4]. Centralizar em S\u00e3o Paulo o projeto de pensar a Na\u00e7\u00e3o, com N mai\u00fasculo, era semear contradi\u00e7\u00f5es que seriam colhidas d\u00e9cadas depois. O elogio da supremacia paulista pressupunha diverg\u00eancias, inclusive de ordem \u00e9tnica, que vieram \u00e0 tona na guerra civil de 1932 [5].<\/p>\n<p>Vale atentar para a conflu\u00eancia de sentimentos nacionalizantes por volta da Primeira Guerra Mundial. Monteiro Lobato \u00e9 tido geralmente como inimigo dos modernistas de 1922. No quesito nacionalismo, por\u00e9m, eles eram unidos em pensamento. Um dos primeiros artigos publicados por Oswald de Andrade em \u201cO Pirralho\u201d, em 1915, trazia como t\u00edtulo \u201cEm prol de uma pintura nacional\u201d e ralhava contra as influ\u00eancias parisienses na arte, antecipando-se \u00e0 cr\u00edtica que Lobato dirigiu, em 1919, a quem \u201cmacaqueia\u201d as \u201ccoisas de Paris\u201d [6]. Pouco depois, em 1920, M\u00e1rio de Andrade estreou como ensa\u00edsta \u2014 n\u00e3o por acaso, na \u201cRevista do Brasil\u201d \u2014 conclamando um \u201cmovimento nacionalista na arte\u201d. Longe de se alinhar ao cubismo ou ao futurismo, ent\u00e3o considerados por ele como movimentos ex\u00f3ticos, o \u201cnovo estilo\u201d propagado pelo jovem cr\u00edtico devia se assentar na tradi\u00e7\u00e3o. \u201c<em>O tradicionalismo agita-se em nossa terra,<\/em>\u201d asseverou [7].<\/p>\n<h4 id=\"\"><\/h4>\n<h4 id=\"presumir-que-o-brasil-pudesse-ser-descoberto-a-partir-de-sao-paulo-trai-o-pertencimento-social-desses-novos-bandeirantes-alinhados-com-a-visao-de-mundo-da-alta-burguesia-cafeicultora\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\">\u201cPresumir que o Brasil pudesse ser descoberto a partir de S\u00e3o Paulo trai o pertencimento social desses novos bandeirantes, alinhados com a vis\u00e3o de mundo da alta burguesia cafeicultora.\u201d<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>H\u00e1 um nome oculto nesses apelos \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o. Nos textos citados acima, ambos Alceu e M\u00e1rio fizeram men\u00e7\u00e3o expl\u00edcita a Ricardo Severo, engenheiro portugu\u00eas radicado em S\u00e3o Paulo, arque\u00f3logo e etn\u00f3grafo amador, s\u00f3cio do arquiteto Ramos de Azevedo, membro do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico de S\u00e3o Paulo e presidente da sociedade an\u00f4nima propriet\u00e1ria da \u201cRevista do Brasil\u201d. A confer\u00eancia \u201cA arte tradicional no Brasil: a casa e o templo\u201d, pronunciada por ele na Sociedade de Cultura Art\u00edstica de S\u00e3o Paulo, em 20 de julho de 1914, e publicada em seguida no jornal \u201cO Estado de S. Paulo\u201d, \u00e9 tida como mote iniciador do movimento de resgate das tradi\u00e7\u00f5es arquitet\u00f4nicas que passaria a ser nomeado de <em>neocolonial<\/em> na d\u00e9cada de 1920 [8].<\/p>\n<p>N\u00e3o deve ser subestimada a influ\u00eancia das ideias propagadas por Severo, em especial sobre o jovem M\u00e1rio de Andrade, que louvou \u201co glorioso estilo neocolonial\u201d em 1921 [9]. No ano seguinte, o neocolonial marcou presen\u00e7a na Semana de Arte Moderna por meio da participa\u00e7\u00e3o do arquiteto Georg Przyrembel [10]. Na contram\u00e3o do Estilo Internacional, ent\u00e3o em plena forma\u00e7\u00e3o, o primeiro impulso dos modernistas paulistas na arquitetura foi de abra\u00e7ar a tradi\u00e7\u00e3o. O encanto pelo passado remoto e pelo etnogr\u00e1fico continuaria a marcar a obra de M\u00e1rio, mesmo ap\u00f3s sua repudia\u00e7\u00e3o definitiva do neocolonial em 1930 [9].<\/p>\n<p>Em vez de desaparecer do ide\u00e1rio modernista, como erro de percurso, tornou-se paradigm\u00e1tica no Brasil a no\u00e7\u00e3o paradoxal de que a arquitetura moderna se assentava sobre a tradi\u00e7\u00e3o colonial \u2014 em especial, o estilo barroco. Esse constructo ideol\u00f3gico foi gestado no Servi\u00e7o do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional, em seus primeiros anos, por L\u00facio Costa e Rodrigo Melo Franco de Andrade \u2014 com base nas contribui\u00e7\u00f5es intelectuais de Hanna Levy, Robert C. Smith, Roger Bastide, entre outros estrangeiros \u2014 e posteriormente codificado para a hist\u00f3ria da arte por Lourival Gomes Machado [11]. Posta sua inten\u00e7\u00e3o nacionalista, de afirmar o car\u00e1ter genuinamente brasileiro das obras modernas, \u00e9 curioso constatar o quanto essa ideia deve a uma s\u00e9rie de imigrantes \u2014 Ricardo Severo \u00e0 frente.<\/p>\n<p>Ao examinar os textos fundadores, das d\u00e9cadas de 1910 e 1920, salta aos olhos tamb\u00e9m que a vis\u00e3o de Brasil colonial preconizada por Severo, Alceu e M\u00e1rio era centrada na dita \u201cepopeia bandeirante\u201d. Foi na \u201cconquista do Sert\u00e3o\u201d \u2014 no dizer de Alceu, que entendia por isso o assentamento dos paulistas em Minas no s\u00e9culo 17 \u2014 que nasceram as primeiras ideias de Brasil [12]. Voltaram assim as costas para o litoral. Bel\u00e9m, Olinda, Rio, Salvador, S\u00e3o Lu\u00eds, Vila Velha foram esquecidas. \u201c<em>S\u00e3o Paulo ser\u00e1 a fonte dum estilo brasileiro,<\/em>\u201d escreveu M\u00e1rio na revista \u201cIlustra\u00e7\u00e3o Brasileira\u201d, em fevereiro de 1921 [13]. Exatamente um ano depois, partiu a Bandeira, rumo \u00e0 brasilidade modernista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-precursores-do-modernismo-no-brasil-fora-do-sudeste-acabaram-esquecidos-pela-semana-de-arte-moderna-e-pelos-acontecimentos-que-se-seguiramestudo-das-cabecas-de-arthur-timoth\"><strong>Capa. Precursores do modernismo no Brasil fora do Sudeste acabaram esquecidos pela Semana de Arte Moderna e pelos acontecimentos que se seguiram<br \/>\n<\/strong>(\u201cEstudo das Cabe\u00e7as\u201d, de Arthur Timotheo da Costa. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 id=\"referencias\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/span><\/h6>\n<ol>\n<li><span style=\"color: #808080;\">PEREIRA, A. R. <em>M\u00fasica, sociedade e pol\u00edtica: Alberto Nepomuceno e a Rep\u00fablica musical<\/em>. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2007, p. 283-286.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #808080;\">TORRES, A. <em>O problema nacional brasileiro<\/em>. S\u00e3o Paulo: Companhia Editora Nacional, 1978, p. 65.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #808080;\">LIMA, A. A. \u201cPelo passado nacional\u201d. <em>Revista do Brasil<\/em>, 1916, v. 3-9, p. 14-15.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #808080;\">LUCA, T. R. <em>A Revista do Brasil: um diagn\u00f3stico para a (n)a\u00e7\u00e3o<\/em>. S\u00e3o Paulo: Editora Unesp, 1999, p. 67.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #808080;\">WEINSTEIN, B. <em>The Color of Modernity: S\u00e3o Paulo and the Making of Race and Nation in Brazil. <\/em>Durham: Duke University Press, 2015, p. 27-68.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #808080;\">ANDRADE, O. <em>Est\u00e9tica e pol\u00edtica<\/em>. S\u00e3o Paulo: Globo, 1992, p. 141-143; LOBATO, M. <em>Ideias de Jeca Tatu<\/em>. S\u00e3o Paulo: Globo, 2008, p. 23.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #808080;\">ANDRADE, M. <em>A arte religiosa no Brasil: Cr\u00f4nicas publicadas na Revista do Brasil em 1920<\/em>. S\u00e3o Paulo: Experimento\/Giordano, 1993, p. 92-96.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #808080;\">KESSEL, C. Vanguarda ef\u00eamera: arquitetura neocolonial na Semana de Arte Moderna de 1922. <em>Estudos Hist\u00f3ricos<\/em>, 2022, v. 30, p. 111-120; LUCA, T. R. <em>A Revista do Brasil<\/em>, 46. Ver tamb\u00e9m PINHEIRO, M. L. B. Ricardo Severo e o neocolonial: tradi\u00e7\u00e3o e modernidade no debate cultural dos anos 1920 no Brasil. <em>Intellectus<\/em>, 2011, v. 1, p. 10.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #808080;\">PINHEIRO, M. L. B. M\u00e1rio de Andrade e o neocolonial. <em>Des\u00edgnio<\/em>, 2005, v. 4, p. 101.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #808080;\">KESSEL, C. Vanguarda ef\u00eamera: arquitetura neocolonial na Semana de Arte Moderna de 1922. <em>Estudos Hist\u00f3ricos<\/em>, 2022, v. 30, p. 121-123; PINHEIRO, M. L. B. Ricardo Severo e o neocolonial: tradi\u00e7\u00e3o e modernidade no debate cultural dos anos 1920 no Brasil. <em>Intellectus<\/em>, 2011, v. 1, p. 18.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #808080;\">CARDOSO, R. A reinven\u00e7\u00e3o da Semana e o mito da descoberta do Brasil. <em>Estudos Avan\u00e7ados<\/em>, 2022, v. 104, n. 36, p. 28-31.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #808080;\">LIMA, A. A. Pelo passado nacional. <em>Revista do Brasil<\/em>, 1916, v. 3, p. 1.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #808080;\">PINHEIRO, M. L. B. M\u00e1rio de Andrade e o neocolonial. <em style=\"font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, 'Helvetica Neue', Arial, 'Noto Sans', sans-serif, 'Apple Color Emoji', 'Segoe UI Emoji', 'Segoe UI Symbol', 'Noto Color Emoji';\">Des\u00edgnio<\/em><span style=\"font-family: -apple-system, BlinkMacSystemFont, 'Segoe UI', Roboto, 'Helvetica Neue', Arial, 'Noto Sans', sans-serif, 'Apple Color Emoji', 'Segoe UI Emoji', 'Segoe UI Symbol', 'Noto Color Emoji';\">, 2005, v. 4, p. 101.<\/span><\/span><\/li>\n<\/ol>\n<hr \/>\n<h6 id=\"cardoso-rafael-modernismo-passadismo-e-tradicao-modernistas-anseiam-por-descobrir-o-brasil-ao-mesmo-tempo-em-que-ignoram-producao-artistica-em-muitas-regioes-do-pais-cienc-cult\"><span style=\"color: #808080;\"><em>CARDOSO, Rafael.<span class=\"article-title\">\u00a0Modernismo, passadismo e tradi\u00e7\u00e3o. Modernistas anseiam por descobrir o Brasil, ao mesmo tempo em que ignoram produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica em muitas regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/span>\u00a0Cienc. Cult.\u00a0[online]. 2022, vol.74, n.2 [citado\u00a0 2023-09-01], pp.1-4. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/cienciaecultura.bvs.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252022000200012&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. ISSN 0009-6725.\u00a0 http:\/\/dx.doi.org\/10.5935\/2317-6660.20220030.<\/em><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ensina-se nas enciclop\u00e9dias e nos manuais escolares que a Semana de Arte&hellip;\n","protected":false},"author":34,"featured_media":2225,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[21],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2223"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2223"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2223\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4663,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2223\/revisions\/4663"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2225"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2223"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2223"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2223"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}