{"id":2228,"date":"2022-05-30T07:59:45","date_gmt":"2022-05-30T07:59:45","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2228"},"modified":"2023-09-01T10:56:33","modified_gmt":"2023-09-01T10:56:33","slug":"presenca-feminina-na-semana-de-22-nomes-ganham-destaque-com-as-celebracoes-do-movimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2228","title":{"rendered":"Presen\u00e7a feminina na Semana de 22"},"content":{"rendered":"<p>A cada comemora\u00e7\u00e3o da Semana de Arte Moderna de 1922, a visibilidade das mulheres que participaram direta ou indiretamente desse movimento aumenta. Al\u00e9m de um destaque ainda maior para as duas figuras mais conhecidas, Tarsila do Amaral e Anita Malfatti, \u00e9 poss\u00edvel conhecer e obter mais detalhes da trajet\u00f3ria e trabalho art\u00edstico de outras mulheres que marcaram esse per\u00edodo.<\/p>\n<p>\u201cPara um contingente de mais de 20 homens na Semana de 22, tamb\u00e9m tivemos algumas mulheres. Nas artes pl\u00e1sticas: Anita Malfatti, Zina Aita e ainda n\u00e3o h\u00e1 comprova\u00e7\u00e3o de Regina Gomide Graz. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s musicistas, as pianistas Guiomar Novaes e Luc\u00edlia Villa-Lobos (primeira esposa de Villa-Lobos) e a violinista Paulina D\u2019Ambr\u00f3sio. Mas o principal nome foi Anita Malfatti, incentivada por Mario de Andrade e Oswald de Andrade, homens al\u00e9m de seu tempo, que viram a import\u00e2ncia da ousada artista\u201d, destaca Maria de Lourdes Eleut\u00e9rio, professora da Faculdade de Artes Pl\u00e1sticas da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.faap.br\/\">Funda\u00e7\u00e3o Armando \u00c1lvares Penteado (Faap)<\/a><\/span>.<\/p>\n<p>Anita Malfatti teve bastante destaque, com mais de 20 obras expostas, segundo Ana Paula Cavalcanti Simioni, professora do Instituto de Estudos Brasileiros da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www5.usp.br\/\">Universidade de S\u00e3o Paulo (USP)<\/a><\/span> e autora do livro \u201cMulheres Modernistas\u201d (Edusp). \u201cNo campo da m\u00fasica, a int\u00e9rprete Guiomar Novaes foi importante para atrair o p\u00fablico, j\u00e1 que era um nome internacionalmente reconhecido. Zina Aita e Regina Graz ficaram mais nas sombras. No caso de Zina Aita, em fun\u00e7\u00e3o de sua mudan\u00e7a para a It\u00e1lia em 1925, ela, de certo modo, deixa o circuito brasileiro, voltando a expor aqui esporadicamente\u201d, comenta.<\/p>\n<h4 id=\"\"><\/h4>\n<h4 id=\"foi-nessa-zona-ambigua-que-diversas-mulheres-podiam-ler-escrever-pintar-esculpir-desenhar-todavia-elas-nao-podiam-se-profissionalizar-demais-pois-essa-conduta-podia-ser-vista-como-ameaca\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\">&#8220;Foi nessa zona amb\u00edgua que diversas mulheres podiam ler, escrever, pintar, esculpir, desenhar. Todavia, elas n\u00e3o podiam se profissionalizar demais, pois essa conduta podia ser vista como amea\u00e7adora.&#8221;<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 o caso de Regina Graz \u00e9 mais complexo. \u201cH\u00e1 mem\u00f3rias de que ela participou da Semana, com textos publicados na imprensa da \u00e9poca e desenho de Yan de Almeida Prado (citado no livro de Aracy Amaral). No entanto, em entrevista \u00e0 Amaral, anos\u00a0mais tarde, ela disse que n\u00e3o participou do evento, o que aponta o quanto ainda h\u00e1 de aspectos em aberto em nossa hist\u00f3ria da arte, em particular sobre as artistas mulheres em se tratando da Semana de 22\u201d, diz Simioni.<\/p>\n<h3 id=\"tarsila-do-amaral\"><strong>Tarsila do Amaral<\/strong><\/h3>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como falar de mulheres no Modernismo sem citar Tarsila do Amaral, tida como uma das mais aclamadas do movimento, mesmo sem ter estado na Semana de 1922. \u201cSua trajet\u00f3ria, nos anos 20, ao lado de Oswald de Andrade, evidencia a reciprocidade de influ\u00eancias que torna a obra de ambos, arrojada e densa, haja vista a tela Abaporu e seu duplo Manifesto Antrop\u00f3fago\u201d, explica Eleut\u00e9rio, que acrescenta que Tarsila exerceu grande magnetismo entre seus pares.<\/p>\n<p>E, \u00e9 claro, temos que citar tamb\u00e9m Pagu que aos 19 anos, integrava o c\u00edrculo de sociabilidade mais radical de 22: a vertente antropof\u00e1gica, em 1929. \u201cEla participa da revista de Antropofagia com desenhos e \u00e9 presen\u00e7a constante na casa de Tarsila e Oswald. \u00c0 sua uni\u00e3o com Oswald, tornada p\u00fablica em fins de 1929, acrescenta-se a ades\u00e3o do casal ao comunismo e a publica\u00e7\u00e3o do impresso \u2018O homem do povo\u2019, em que Pagu era respons\u00e1vel pela sess\u00e3o \u2018A mulher do povo\u2019. De milit\u00e2ncia muito radical, ao publicar o romance prolet\u00e1rio \u2018Parque Industrial\u2019, em 1933, Pagu o faz sob pseud\u00f4nimo Mara Lobo, uma exig\u00eancia do Partido\u201d, detalha Eleut\u00e9rio.<\/p>\n<h3 id=\"ser-artista-no-brasil-nos-anos-20\"><strong>Ser artista no Brasil nos anos 20<\/strong><\/h3>\n<p>Nessa \u00e9poca, as mulheres, assim como os n\u00e3o alfabetizados, n\u00e3o tinham direito ao voto. \u201cO c\u00f3digo civil obrigava as mulheres casadas ou solteiras a terem anu\u00eancia de seus pais, maridos ou respons\u00e1veis legais para estudar ou trabalhar. Ao mesmo tempo, acreditava-se que elas deveriam ter acesso a algum tipo de educa\u00e7\u00e3o para melhor educar seus filhos, o que fazia com que algumas profiss\u00f5es fossem vistas como positivas: professoras, enfermeiras e parteiras\u201d, destaca Simioni.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-2357\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/CC-2-edicao-reportagem-presenca-feminina-figura1.jpg\" alt=\"\" width=\"368\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/CC-2-edicao-reportagem-presenca-feminina-figura1.jpg 353w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/CC-2-edicao-reportagem-presenca-feminina-figura1-221x300.jpg 221w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/CC-2-edicao-reportagem-presenca-feminina-figura1-9x12.jpg 9w\" sizes=\"(max-width: 368px) 100vw, 368px\" \/><\/p>\n<h6 id=\"figura-1-zina-aita-e-considerada-a-precursora-do-modernismo-em-minas-geraisjardineiro-mulato-de-zina-aita-reproducao\"><strong>Figura 1. Zina Aita \u00e9 considerada a precursora do modernismo em Minas Gerais<br \/>\n<\/strong>(\u201cJardineiro [Mulato]\u201d, de Zina Aita. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As artes tamb\u00e9m eram toleradas desde que n\u00e3o colocassem \u201cem perigo\u201d as voca\u00e7\u00f5es \u201cnaturais\u2019 naturais\u201d das mulheres: casamento e maternidade. Foi nessa zona amb\u00edgua que diversas mulheres podiam ler, escrever, pintar, esculpir, desenhar. Todavia, elas n\u00e3o podiam se profissionalizar demais, pois essa conduta podia ser vista como amea\u00e7adora. \u201cLogo, cr\u00edticos na \u00e9poca enfatizaram os \u2018casais de artistas\u2019 para propagar a ideia de que era poss\u00edvel ser artista sem amea\u00e7ar o lar, o casamento e a maternidade\u201d. Alguns exemplos: Georgina e Lucilio de Albuquerque; Haydea e Manoel Lopes Santiago, Yvone e Eliseu Visconti\u201d, enumera Simioni.<\/p>\n<p>Tarsila e Oswald se encaixam nessa ideia de parceria: \u201cmas de um modo bastante sim\u00e9trico e calcado numa ousadia formal e de estilo de vida, diferentemente dos outros. E Anita Malfatti \u00e9 uma mulher artista no singular, sem parceiros, sustentando-se sozinha e de sua pintura. Algo que hoje podemos ver como bastante ousado\u201d, completa a pesquisadora.<\/p>\n<h3 id=\"mulheres-no-modernismo-e-feminismo-no-brasil\"><strong>Mulheres no Modernismo e Feminismo no Brasil<\/strong><\/h3>\n<p>A quest\u00e3o do movimento feminista \u00e9 posterior ao modernismo dos anos 1920, ou seja, n\u00e3o era uma pauta dos modernistas, aponta Regina Teixeira de Barros, Doutora em Est\u00e9tica e Hist\u00f3ria da Arte pela USP. \u201cAcho que a import\u00e2ncia da participa\u00e7\u00e3o feminina no modernismo cresce \u00e0 medida que o tempo passa. Assim, quando olhamos para a hist\u00f3ria do modernismo, a participa\u00e7\u00e3o feminina se torna importante. Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Regina Gomide Graz, entre outras, s\u00e3o hoje uma inspira\u00e7\u00e3o para as lutas feministas\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>Simioni concorda que n\u00e3o exista uma liga\u00e7\u00e3o direta entre as artistas e o movimento feminista daquele per\u00edodo. Segundo a pesquisadora, \u00e0 medida que mais mulheres galgavam reconhecimento nas letras, nas artes, na imprensa e na vida profissional, os argumentos utilizados para lhes negar a cidadania e os direitos plenos se enfraqueciam. \u201cN\u00e3o por acaso, monta-se uma rede de apoio, entre feministas, escritoras e artistas, que redunda numa exposi\u00e7\u00e3o em 1944, organizada pela Uni\u00e3o Universit\u00e1ria Feminina, em que todas estavam reunidas. Mas, mais importante que o evento \u00e9 o processo, o modo com que tantas a\u00e7\u00f5es foram se encadeando para permitir o voto \u00e0s mulheres, entre outros direitos, ainda que pautados sempre\u00a0 pelas assimetrias de classe, ra\u00e7a, etc.\u201d, afirma.<\/p>\n<h3 id=\"valor-ao-longo-do-tempo\"><strong>Valor ao longo do tempo<\/strong><\/h3>\n<p>Desde os anos de 1970, Anita Malfatti e Tarsila do Amaral t\u00eam tido bastante visibilidade devido a uma s\u00e9rie de quest\u00f5es, como interesse do Estado, mercado e do campo intelectual. \u201cVale frisar o papel dos estudos de Aracy Amaral, Annateresa Fabris e Marta Rosseti Batista, fundamentais sobre a Semana, Tarsila e Anita. Zina Aita vem sendo pontualmente estudada, sobretudo por sua atua\u00e7\u00e3o em Minas Gerais, mas ainda carecemos de uma pesquisa de f\u00f4lego. Em Pernambuco, temos pesquisa da Madalena Zaccara sobre artistas modernistas do estado\u201d, aponta Simioni.<\/p>\n<h4 id=\"-2\"><\/h4>\n<h4 id=\"a-medida-que-mais-mulheres-galgavam-reconhecimento-nas-letras-nas-artes-na-imprensa-e-na-vida-profissional-os-argumentos-utilizados-para-lhes-negar-a-cidadania-e-os-direitos-plenos-se-enfraq\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\">&#8220;\u00c0 medida que mais mulheres galgavam reconhecimento nas letras, nas artes, na imprensa e na vida profissional, os argumentos utilizados para lhes negar a cidadania e os direitos plenos se enfraqueciam.&#8221;<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A sociedade foi dando valor ao movimento ao longo de sua celebra\u00e7\u00e3o, a cada 10 anos, com pesquisas acad\u00eamicas, publica\u00e7\u00f5es e reedi\u00e7\u00f5es das obras e das exposi\u00e7\u00f5es que tomam o modernismo como um eixo central para pensar a cultura brasileira.<\/p>\n<p>\u201cMas, a meu ver, falta muito ainda, principalmente porque n\u00e3o s\u00f3 as mulheres que participaram da Semana de 22 t\u00eam relev\u00e2ncia. H\u00e1 artistas que est\u00e3o no entorno do movimento e precisam ser estudadas, como a cantora e compositora Elsie Houston e a cantora Vera Janacopolos, que muito difundiram nossa m\u00fasica no exterior. Tem ainda Eug\u00eania \u00c1lvaro Moreyra, jornalista, atriz, diretora de teatro e tradutora, que teve papel relevante como feminista. Oswald de Andrade afirmou sobre Eug\u00eania que o que se deve a ela ser\u00e1 calculado um dia. Portanto, h\u00e1 muito por pesquisar\u201d, conclui Eleut\u00e9rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-anita-malfatti-provocou-violenta-reacao-a-sua-exposicao-causando-grande-impacto-para-os-padroes-da-arte-da-epocachinesa-1921-22-de-anita-malfatti-oleo-sobre-tela-reproducao\"><strong>Capa. <\/strong><strong>Anita Malfatti provocou violenta rea\u00e7\u00e3o \u00e0 sua exposi\u00e7\u00e3o, causando grande impacto para os padr\u00f5es da arte da \u00e9poca<br \/>\n<\/strong>(&#8220;Chinesa&#8221;, 1921\/22, de Anita Malfatti. \u00d3leo sobre tela. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<hr \/>\n<h5 id=\"leia-mais\"><strong>Leia mais:<\/strong><\/h5>\n<p><span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.edusp.com.br\/loja\/produto\/1583\/mulheres-modernistas--estrategias-de-consagracao-na-arte-brasileira\"><strong>Mulheres modernistas: Estrat\u00e9gias de Consagra\u00e7\u00e3o na Arte Brasileira<\/strong><\/a><\/span><br \/>\nAna Paula Cavalcanti Siminoni, Editora Edusp<\/p>\n<hr \/>\n<h6 id=\"piacentini-patricia-presenca-feminina-na-semana-de-22-nomes-ganham-destaque-com-as-celebracoes-do-movimento-mulheres-que-marcaram-o-periodo-e-tem-influencia-na-arte-e-cultura-brasileira-aos\"><span style=\"color: #808080;\"><em>PIACENTINI, Patricia.<span class=\"article-title\">\u00a0Presen\u00e7a feminina na Semana de 22: nomes ganham destaque com as celebra\u00e7\u00f5es do movimento. Mulheres que marcaram o per\u00edodo e t\u00eam influ\u00eancia na arte e cultura brasileira, aos poucos, ganham destaque e reconhecimento.<\/span>\u00a0Cienc. Cult.\u00a0[online]. 2022, vol.74, n.2 [citado\u00a0 2023-09-01], pp.1-4. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/cienciaecultura.bvs.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252022000200016&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. ISSN 0009-6725.\u00a0 http:\/\/dx.doi.org\/10.5935\/2317-6660.20220035.<\/em><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A cada comemora\u00e7\u00e3o da Semana de Arte Moderna de 1922, a visibilidade&hellip;\n","protected":false},"author":35,"featured_media":2355,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2228"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/35"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2228"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2228\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4667,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2228\/revisions\/4667"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2355"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2228"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2228"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2228"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}