{"id":2302,"date":"2022-05-30T11:00:47","date_gmt":"2022-05-30T11:00:47","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2302"},"modified":"2022-05-30T15:23:55","modified_gmt":"2022-05-30T15:23:55","slug":"publico-da-74a-reuniao-anual-da-sbpc-podera-passear-por-instalacoes-de-artes-espalhadas-pelo-campus-da-unb-darcy-ribeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2302","title":{"rendered":"P\u00fablico da 74\u00aa Reuni\u00e3o Anual da SBPC poder\u00e1 passear por instala\u00e7\u00f5es de artes espalhadas pelo campus da UnB Darcy Ribeiro"},"content":{"rendered":"<p>O retorno \u00e0s atividades presenciais na Universidade de Bras\u00edlia, no dia 6 de junho, trar\u00e1 a oportunidade de um reencontro n\u00e3o apenas entre a comunidade acad\u00eamica, mas tamb\u00e9m com interven\u00e7\u00f5es art\u00edsticas memor\u00e1veis espalhadas pelos diferentes espa\u00e7os da institui\u00e7\u00e3o. No campus Darcy Ribeiro, uma breve caminhada desde a L3 Norte at\u00e9 as \u00e1reas verdes e os pr\u00e9dios das unidades acad\u00eamicas e administrativas pode revelar este variado acervo de arte. O Mudeu a c\u00e9u aberto ser\u00e1 tamb\u00e9m uma das atra\u00e7\u00f5es para o p\u00fablico que participar\u00e1 da\u00a0<a href=\"https:\/\/ra.sbpcnet.org.br\/74RA\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">74\u00aa Reuni\u00e3o Anual da SBPC<\/a>, que acontece de 24 a 30 de julho pelos quatro campi da Universidade.<\/p>\n<p>Entre as obras, uma chama bastante aten\u00e7\u00e3o: trata-se de um grande meteoro, suspenso do solo por cabos de a\u00e7o fixos a dois postes de alta tens\u00e3o, levemente inclinados.<\/p>\n<p>Intitulada Sob campo de tens\u00e3o, a arte, encontrada em frente \u00e0 Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o, acaba de ser reinstalada pela estudante de Artes Visuais do Instituto de Artes (IdA) da UnB e autora, Marilu Cerqueira (53), ap\u00f3s ter se desprendido dos cabos de a\u00e7o. A instala\u00e7\u00e3o ganhou notoriedade em 2018, quando foi exibida pela primeira vez no trecho que margeia a via L3 Norte. \u201cA gente est\u00e1 vivendo em um mundo t\u00e3o louco que as pessoas acreditaram realmente que caiu um meteoro de verdade aqui no campus\u201d, lembra a artista, que se diverte com os coment\u00e1rios sobre a obra e as diferentes impress\u00f5es que ela causa em quem passa pelo local.<\/p>\n<p>Marilu conta que um document\u00e1rio sobre a instala\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo produzido com previs\u00e3o de lan\u00e7amento ainda este semestre. Al\u00e9m de mostrar o processo de cria\u00e7\u00e3o, o filme trar\u00e1 depoimentos de pessoas que tiveram contato com a instala\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 um caso de site specific art, em que o lugar faz parte da elabora\u00e7\u00e3o da obra\u201d, explica. Neste caso, um espa\u00e7o amplo da Universidade, sem interfer\u00eancia de pr\u00e9dios ou casas, que pode ser acessado a p\u00e9, de bicicleta ou carro, localizado pr\u00f3ximo a uma barreira eletr\u00f4nica de controle de velocidade.<\/p>\n<p>Com aproximadamente 2 m de di\u00e2metro e 150 kg, o meteoro \u00e9 feito de espuma de poliuretano misturada com pedras e, em seu interior, est\u00e1 contido todo o lixo produzido pela pr\u00f3pria artista durante a execu\u00e7\u00e3o da obra, como peda\u00e7os de pinc\u00e9is velhos e restos de jornais. Os postes de alta tens\u00e3o foram doados pela antiga Companhia Energ\u00e9tica de Bras\u00edlia (CEB), que ajudou a instal\u00e1-los em 2018. \u201cEram postes que estavam no dep\u00f3sito e n\u00e3o podiam ser aproveitados\u201d, destaca.<\/p>\n<p>Agora a obra ganhou refor\u00e7o na base, nova pintura e foi reerguida com a ajuda da Prefeitura da UnB. \u201cN\u00e3o sei se, por causa do vento, a pedra virou e acabou encostando no ch\u00e3o com o desgaste natural dos cabos de a\u00e7o\u201d, conta Marilu. \u201c\u00c9 um trabalho bastante pesado manter a instala\u00e7\u00e3o, mas acredito que ela ainda tem uma mensagem a passar, j\u00e1 que vivemos um momento pol\u00edtico de muita tens\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n<p>Primeira instala\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea com essas dimens\u00f5es a ser montada no campus Darcy Ribeiro, Sob campo de tens\u00e3o foi criada na disciplina Escultura 2, ministrada pelo professor Miguel Sim\u00e3o. A arte est\u00e1 na lista de obras a serem avaliadas por uma comiss\u00e3o especializada para compor o cat\u00e1logo do acervo art\u00edstico da UnB. A obra acaba de completar quatro anos no campus, sem data para ser desmontada.<\/p>\n<p>Marilu Cerqueira \u00e9 formada em Comunica\u00e7\u00e3o Social, com mestrado em Artes e Design pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (PUC Rio). Ingressou no Instituto de Artes (IdA) em 2014, como portadora de diploma de curso superior. \u201cCheguei a Bras\u00edlia e senti a necessidade de interagir com a cidade. Al\u00e9m de conhecer gente nova, o curso de Artes Visuais na UnB me permitiu explorar outras linguagens art\u00edsticas para al\u00e9m da minha \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a fotografia\u201d, conta. Parte de seu trabalho como fot\u00f3grafa foi exibido, em 2016, no Museu Nacional da Rep\u00fablica, em Bras\u00edlia, na mostra Murmuro B\u00e8 Afrik, que traz registros seus na Rep\u00fablica Centro-Africana.<\/p>\n<p>Para Marilu, a arte tem a import\u00e2ncia de estimular a imagina\u00e7\u00e3o, provocar, tocar as pessoas de alguma forma, especialmente pessoas comuns, que n\u00e3o s\u00e3o especialistas e est\u00e3o fora do circuito das artes. \u201cSe a arte consegue tirar uma pessoa da rotina, causar espanto, mudar o humor, estimular a imagina\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o, ou transformar as ideias de algu\u00e9m, nem que seja por alguns segundos, ela j\u00e1 est\u00e1 cumprindo o seu papel\u201d, acredita a artista.<\/p>\n<h3 id=\"museu-a-ceu-aberto\"><strong>Museu a c\u00e9u aberto<\/strong><\/h3>\n<p>Aqueles que se dispuserem a caminhar pelo campus Darcy Ribeiro poder\u00e3o se deparar com outras obras de arte, a maioria delas doadas \u00e0 Universidade de Bras\u00edlia pelos pr\u00f3prios artistas. Parte das pe\u00e7as est\u00e3o em \u00e1reas externas, nos gramados e jardins, e integradas \u00e0 arquitetura, caso de esculturas e azulejarias.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/noticias.unb.br\/images\/Noticias\/2022\/05-Mai\/03052022_MapaArtesDarcy_SecomUnB_1.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Confira imagem com um panorama das obras<\/a><\/p>\n<p>Entre elas, est\u00e3o esculturas de Bruno Giorgi, Victor Brecheret e Alfredo Ceschiatti, artistas emblem\u00e1ticos do modernismo brasileiro. No IdA, no pr\u00e9dio Oficinas Especiais, o caminhante estar\u00e1 diante do painel de azulejos de Athos Bulc\u00e3o, outro \u00edcone do modernismo.<\/p>\n<p>Obras contempor\u00e2neas tamb\u00e9m est\u00e3o espalhadas pelo campus. Feita de bronze em tamanho natural, a est\u00e1tua de John Lennon (1984) pode ser vista ao lado do Restaurante Universit\u00e1rio. A obra foi doada em 1995 \u00e0 Universidade de Bras\u00edlia pela artista Ivna Duvivier, por sugest\u00e3o do urbanista L\u00facio Costa. Em frente ao RU, h\u00e1 ainda um mosaico em homenagem \u00e0 mem\u00f3ria do estudante Honestino Guimar\u00e3es, desaparecido durante a ditadura militar.<\/p>\n<p>Na Reitoria, o visitante ir\u00e1 se deparar com a obra em madeira Olho o verde vejo o azul (1997), de Jayme Golubov. O artista \u00e9 tamb\u00e9m o autor do mural de azulejos instalado, em 1998, no Posto Ecol\u00f3gico da UnB. Jayme Golubov foi professor de Arquitetura na UnB.<\/p>\n<p>Em frente \u00e0 Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o, est\u00e1 a obra em ferro Monumento \u00e0 cultura (1965), de Bruno Giorgi. Ainda na FE, pode-se apreciar a \u00cdndia Bartira (1952), de Victor Brecheret, escultura em bronze sobre pedestal de granito que foi adquirida por Darcy Ribeiro, em 1962, para compor o conjunto cultural da faculdade.<\/p>\n<p>Parte do acervo da Biblioteca Central (BCE) da UnB, a est\u00e1tua Minerva (1963), de Alfredo Ceschiatti, pode ser vista no sagu\u00e3o do pr\u00e9dio. Ao lado da BCE, repousa o busto de Sim\u00f3n Bol\u00edvar, o libertador das Am\u00e9ricas. J\u00e1 na Faculdade de Direito, est\u00e3o os bustos dos juristas Aureliano C\u00e2ndido Tavares Bastos, Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda e Carlos \u00c1lvares da Silva Campos.<\/p>\n<p>O primeiro esfor\u00e7o de cataloga\u00e7\u00e3o das obras de arte do campus aconteceu em 1997. Quase dez anos depois, houve uma segunda iniciativa com a cria\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o de Preserva\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio Art\u00edstico da UnB. A atividade deu in\u00edcio a um trabalho de sistematiza\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o dos bens art\u00edsticos da Universidade e resultou na publica\u00e7\u00e3o do livro Acervo de arte, em 2014, pela Editora UnB. O exemplar traz uma sele\u00e7\u00e3o de obras representativas do acervo.<\/p>\n<p><em>Com informa\u00e7\u00f5es de <a href=\"https:\/\/noticias.unb.br\/124-esporte-e-cultura\/5750-obras-de-arte-em-diferentes-formatos-podem-ser-conferidas-no-campus-darcy-ribeiro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UnB Not\u00edcias<\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"imagem-de-capa-universidade-de-brasilia\">Imagem de capa. <a href=\"https:\/\/unb.br\/\">Universidade de Bras\u00edlia<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O retorno \u00e0s atividades presenciais na Universidade de Bras\u00edlia, no dia 6&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":2303,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2302"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2302"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2302\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2304,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2302\/revisions\/2304"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2303"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2302"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2302"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2302"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}