{"id":2379,"date":"2022-07-04T08:00:08","date_gmt":"2022-07-04T08:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2379"},"modified":"2023-09-01T10:59:50","modified_gmt":"2023-09-01T10:59:50","slug":"as-relacoes-entre-os-andrades-e-o-impacto-na-heranca-modernista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2379","title":{"rendered":"Os tr\u00eas Andrades"},"content":{"rendered":"<p>Sob um certo improviso, a Semana de Arte Moderna de 1922 aconteceu paralelamente a outro centen\u00e1rio: a Independ\u00eancia do Brasil. O grupo que j\u00e1 se reunia em encontros na capital paulista, tinha em comum um tom de questionamento enviesado \u00e0s vanguardas europeias. O projeto recebe patroc\u00ednio da elite para acontecer, o que contribuiu para um foco cultural. O nacionalismo ganha for\u00e7a ao mesmo tempo que outras est\u00e9ticas passam a ser exploradas, vozes e narrativas \u201csa\u00edam da bolha\u201d. Bolha at\u00e9 ent\u00e3o permeada por um tradicionalismo e arte rigorosa, onde as formas deveriam ser perfeitas e dentro de padr\u00f5es academicistas, convencionais. Vamos modernizar?<\/p>\n<p>Nem\u00a0 mesmo eles saberiam a propor\u00e7\u00e3o que tomaria este evento. \u201cA Semana de Arte Moderna foi um momento em que a luta pela renova\u00e7\u00e3o est\u00e9tica e intelectual ganhava sentido como parte de transforma\u00e7\u00f5es mais amplas, na cultura e na sociedade brasileiras\u201d, explica Andr\u00e9 Botelho, professor do Departamento de Sociologia e do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-2383\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-2-edicao-reportagem-As-relac\u0327o\u0303es-entre-os-Andrades-figura1.jpg\" alt=\"\" width=\"412\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-2-edicao-reportagem-As-relac\u0327o\u0303es-entre-os-Andrades-figura1.jpg 1145w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-2-edicao-reportagem-As-relac\u0327o\u0303es-entre-os-Andrades-figura1-247x300.jpg 247w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-2-edicao-reportagem-As-relac\u0327o\u0303es-entre-os-Andrades-figura1-844x1024.jpg 844w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-2-edicao-reportagem-As-relac\u0327o\u0303es-entre-os-Andrades-figura1-768x932.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-2-edicao-reportagem-As-relac\u0327o\u0303es-entre-os-Andrades-figura1-10x12.jpg 10w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-2-edicao-reportagem-As-relac\u0327o\u0303es-entre-os-Andrades-figura1-800x970.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 412px) 100vw, 412px\" \/><\/p>\n<h6 id=\"figura-1-oswald-de-andrade-foi-o-autor-do-principal-manifesto-modernista-o-manifesto-antropofagoretrato-de-oswald-de-andrade-tarsila-do-amaral-1922-reproducao\"><strong>Figura 1. Oswald de Andrade foi o autor do principal manifesto modernista, o \u201cManifesto Antrop\u00f3fago\u201d<br \/>\n<\/strong>(\u201cRetrato de Oswald de Andrade. Tarsila do Amaral. 1922. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O recebimento do evento foi p\u00e9ssimo. Tanto vindo do p\u00fablico com vaias e xingamentos, quanto da imprensa noticiando com tom de deboche e desvalorizando \u00e0queles considerados futuristas e \u201cfora da curva\u201d. Como diria Oswald de Andrade nas p\u00e1ginas de seu \u201cDi\u00e1rio Confessional\u201d: <em>\u201cresiste, cora\u00e7\u00e3o de bronze!&#8221;. <\/em>Resistiram reunidos. Seria poss\u00edvel medir at\u00e9 onde o idealismo desses jovens os levaria, mesmo ap\u00f3s cem anos? \u201cO evento \u00e9 considerado pelos estudiosos como um divisor de \u00e1guas no panorama cultural do Brasil, mesmo por cr\u00edticos ou historiadores que muito o relativizam. A Semana de Arte Moderna de 22 pode ser tomada como o ponto de luz que, lan\u00e7ado regressivamente, ilumina e coloca em di\u00e1logo eventos anteriores\u201d, declara Maria Zilda Cury, professora de Literatura Brasileira da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/ufmg.br\/\">Universidade Federal de Minas Gerais<\/a><\/span> (UFMG).<\/p>\n<h3 id=\"ser-moderno\"><strong>Ser moderno<\/strong><\/h3>\n<p>Per\u00edodos de grande produtividade, principalmente de M\u00e1rio e Oswald, foram fundamentais para alavancar a cidade paulista ao moderno e a uma nova era. O pr\u00f3prio M\u00e1rio fala que<em> \u201cse a Semana n\u00e3o tivesse acontecido minha obra teria sido igual\u201d<\/em>. Sem d\u00favida, visto que a genialidade do poeta que se autodeclarava ser \u201c<em>trezentos, trezentos e cinquenta\u201d<\/em> n\u00e3o deixaria de ocorrer. Por\u00e9m, \u00e9 ineg\u00e1vel n\u00e3o associar a ocorr\u00eancia da Semana e todo seu estopim se n\u00e3o fossem as cr\u00edticas e as narrativas nacionalistas do poeta. M\u00e1rio em sua curta vida personificou ideias, indo de encontro a frustra\u00e7\u00f5es e ang\u00fastias. \u201cEclodiu o sentimento de ressignifica\u00e7\u00e3o da maneira de se fazer arte. \u00c9 como se naquela Semana tivesse aberto uma pequena cerca para que um elefante pudesse passar. Da\u00ed a import\u00e2ncia da primeira gera\u00e7\u00e3o: esse elefante se machucou, mas abriu caminho para muitos outros\u201d, afirma Daniela Cremasco, professora de L\u00edngua Portuguesa e suas Literaturas e Coordenadora Pedag\u00f3gica da \u00c1rea de Ci\u00eancias Humanas do Col\u00e9gio Doctus.<\/p>\n<p>Assim, a valoriza\u00e7\u00e3o do Movimento Modernista foi constru\u00edda mediante a muitos fatores de resist\u00eancias e rela\u00e7\u00f5es. \u201cSem o trabalho \u00e1rduo, a estrutura de oportunidades, a a\u00e7\u00e3o coletiva, a formula\u00e7\u00e3o de obras e novos paradigmas e, sobretudo, a socializa\u00e7\u00e3o das novas gera\u00e7\u00f5es posteriores, a Semana da Arte Moderna n\u00e3o teria esse lugar simb\u00f3lico t\u00e3o proeminente na hist\u00f3ria da cultura moderna brasileira\u201d, lembra Botelho.<\/p>\n<h3 id=\"sequestros\"><strong>Sequestros<\/strong><\/h3>\n<p>As ang\u00fastias eram uma constante na obra e na vida de M\u00e1rio de Andrade. Ang\u00fastias essas reveladas por completo somente cinquenta anos depois da morte do autor em uma de suas cartas endere\u00e7adas ao grande amigo Manuel Bandeira, onde fala sem rodeios sobre sua homossexualidade: \u201c<em>Os sequestros num caso como este, onde o f\u00edsico que \u00e9 burro e nunca se esconde entra em linha de conta como argumento decisivo, os sequestros s\u00e3o imposs\u00edveis\u201d (<\/em><span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/epoca.oglobo.globo.com\/vida\/noticia\/2015\/06\/exclusivo-carta-em-que-mario-de-andrade-fala-de-sua-homossexualidade.html\"><em>trecho da carta de M\u00e1rio de Andrade<\/em><\/a><\/span><em>)\u00b9. <\/em>Tais cartas foram entregues pela vi\u00fava de Bandeira ao acervo Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro e apenas em 2015 houve a libera\u00e7\u00e3o do documento original mediante a Lei de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"mario-e-oswald-foram-fundamentais-para-alavancar-a-cidade-paulista-ao-moderno-e-a-uma-nova-era\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\">\u201cM\u00e1rio e Oswald foram fundamentais para alavancar a cidade paulista ao moderno e a uma nova era.\u201d<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A homossexualidade de M\u00e1rio n\u00e3o era novidade aos estudiosos, simpatizantes de sua obra e muito menos por seus colegas. Dizem at\u00e9 ser este o motivo da ruptura entre M\u00e1rio e Oswald, quando em uma determinada situa\u00e7\u00e3o Oswald faz coment\u00e1rios e insinua\u00e7\u00f5es a respeito de M\u00e1rio. \u201cQuando estudamos nos livros, imaginamos que eram todos amigos e que n\u00e3o tinham problemas, mas, na verdade, a amizade deles era permeada por diversos desentendimentos e conflitos. As cartas trocadas por M\u00e1rio retratam essas farpas que de certa forma nos ajudam a ter um olhar cr\u00edtico do que foi o movimento\u201d, comenta Cremasco. A amizade n\u00e3o retomaria, mesmo Oswald declarando em outros momentos que sentira saudade do amigo. Hoje, ironicamente ou n\u00e3o, compartilham do cemit\u00e9rio da Consola\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Em seu \u201cDi\u00e1rio Confessional\u201d, obra lan\u00e7ada neste ano de centen\u00e1rio, Oswald mostra um lado mais vulner\u00e1vel e humano. Sem perder o lado pol\u00eamico, faz declara\u00e7\u00f5es sobre colegas da Semana e conta envergonhado como as dificuldades financeiras implicaram em suas rela\u00e7\u00f5es. A Antropofagia n\u00e3o poderia nascer de outra pessoa: a devora\u00e7\u00e3o simbolizada por uma vontade de sentir, reaver, chocar, engolir, inovar. Oswald de Andrade teve exist\u00eancia e personalidade t\u00e3o marcantes quanto suas obras. Complexo e intenso, o jornalista, cronista, poeta e dramaturgo trazia cr\u00edticas e um nacionalismo intr\u00ednseco ao mesmo tempo que as camadas socialistas adentravam o pa\u00eds.<\/p>\n<h3 id=\"aproximacoes-e-distanciamentos\"><strong>Aproxima\u00e7\u00f5es e distanciamentos<\/strong><\/h3>\n<p>Embora seja incontest\u00e1vel o protagonismo dos paulistanos no pontap\u00e9 inicial ao movimento modernista, foram de rela\u00e7\u00f5es ampliadas que o modernismo ganha novas vertentes, for\u00e7a e membros. \u201cEntre eles, aqueles formados pelos jovens modernistas de Belo Horizonte que estreitaram la\u00e7os intelectuais, sobretudo com M\u00e1rio de Andrade por meio de correspond\u00eancia e encontros variados\u201d, afirma Cury.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-2384\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-2-edicao-reportagem-As-relac\u0327o\u0303es-entre-os-Andrades-figura2.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"334\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-2-edicao-reportagem-As-relac\u0327o\u0303es-entre-os-Andrades-figura2.jpg 1691w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-2-edicao-reportagem-As-relac\u0327o\u0303es-entre-os-Andrades-figura2-300x200.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-2-edicao-reportagem-As-relac\u0327o\u0303es-entre-os-Andrades-figura2-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-2-edicao-reportagem-As-relac\u0327o\u0303es-entre-os-Andrades-figura2-768x513.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-2-edicao-reportagem-As-relac\u0327o\u0303es-entre-os-Andrades-figura2-1536x1026.jpg 1536w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-2-edicao-reportagem-As-relac\u0327o\u0303es-entre-os-Andrades-figura2-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-2-edicao-reportagem-As-relac\u0327o\u0303es-entre-os-Andrades-figura2-800x534.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-2-edicao-reportagem-As-relac\u0327o\u0303es-entre-os-Andrades-figura2-1160x774.jpg 1160w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<h6 id=\"figura-2-carlos-drummond-de-andrade-e-considerado-o-herdeiro-do-modernismo-de-mario-de-andradeestatua-de-carlos-drummond-de-andrade-na-praia-de-copacabana-rio-de-janeiro-rj-reproducao\"><strong>Figura 2. Carlos Drummond de Andrade \u00e9 considerado o herdeiro do modernismo de M\u00e1rio de Andrade<br \/>\n<\/strong>(Est\u00e1tua de Carlos Drummond de Andrade na praia de Copacabana, Rio de Janeiro &#8211; RJ. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cartas essas que aproximam e fazem de Carlos Drummond de Andrade herdeiro do modernismo de M\u00e1rio. \u201cEssa rela\u00e7\u00e3o mudou, sem exagero, o destino do Movimento. O papel de M\u00e1rio de Andrade foi mesmo central. Ele teve muito \u00eaxito em \u2018converter\u2019 Drummond e outros da sua gera\u00e7\u00e3o, at\u00e9 ent\u00e3o muito influenciados pela cultura francesa dominante \u2014 como acontecia com a intelectualidade brasileira e latino-americana em geral, a causa maior do abrasileiramento do Brasil\u201d, afirma Botelho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"com-expressividade-drummond-permeou-por-temas-do-cotidiano-recriando-uma-forma-propria-e-nao-deixando-o-moderno-do-modernismo-morrer\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\">\u201cCom expressividade, Drummond permeou por temas do cotidiano recriando uma forma pr\u00f3pria e n\u00e3o deixando o moderno do modernismo morrer.\u201d<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com expressividade, Drummond permeou por temas do cotidiano recriando uma forma pr\u00f3pria e n\u00e3o deixando o moderno do modernismo morrer. A liga\u00e7\u00e3o dessas gera\u00e7\u00f5es \u00e9 imprescind\u00edvel para continuidade e uma rica heran\u00e7a do que se tem hoje sobre o Movimento. Atrav\u00e9s de uma mentoria base de M\u00e1rio, Drummond tomou rumos pr\u00f3prios e tornou-se um dos principais poetas da atualidade. \u201cO chamado foi atendido e os destinos de Drummond, M\u00e1rio de Andrade, do Modernismo como movimento cultural e do projeto de democratiza\u00e7\u00e3o da cultura brasileira se decidem\u201d, destaca Botelho.<\/p>\n<h3 id=\"forca-do-tempo\"><strong>For\u00e7a do tempo<\/strong><\/h3>\n<p>O que torna o Modernismo moderno? A a\u00e7\u00e3o do tempo inclusive \u2018brinca\u2019 com o que \u00e9 considerado moderno no Modernismo: obras que causaram furor e hoje fazem parte de temas de vestibulares e livros de escolas, hoje s\u00e3o sim consideradas uma heran\u00e7a, mas n\u00e3o perderam o seu desejo de ruptura que foram h\u00e1 100. \u201cDatas s\u00e3o balizas, marcos para revis\u00f5es e reflex\u00f5es sobre eventos passados. Simultaneamente, por\u00e9m, o estudo do passado n\u00e3o se esgota em si mesmo, sendo uma oportunidade para que com ele se ilumine o tempo presente\u201d, lembra Cury. As ideias, cr\u00edticas e questionamentos ainda atuais, comp\u00f5em a busca por uma identifica\u00e7\u00e3o e liberdade de arte brasileira. \u201cNa verdade, \u00e9 a for\u00e7a do tempo presente, de suas contradi\u00e7\u00f5es e lacunas, que justifica a urg\u00eancia de recupera\u00e7\u00e3o do passado\u201d, completa. O que nos define? Talvez daqui h\u00e1 cem anos continuemos questionando.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-mario-de-andrade-e-um-dos-principais-nomes-do-movimento-modernista-brasileiroretrato-de-mario-de-andrade-de-anita-malfatti-1922-colecao-de-artes-visuais-do-instituto-de-est\"><strong>Capa. M\u00e1rio de Andrade \u00e9 um dos principais nomes do movimento modernista brasileiro<br \/>\n<\/strong>(\u201cRetrato de M\u00e1rio de Andrade\u201d, de Anita Malfatti.1922. Cole\u00e7\u00e3o de Artes Visuais do Instituto de Estudos Brasileiros \u2013 USP. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<hr \/>\n<h5 id=\"nota\"><strong>Nota<\/strong><\/h5>\n<p><span style=\"color: #808080;\">\u00b9A carta em que M\u00e1rio de Andrade fala de sua homossexualidade, Marcelo Bortoloti, Revista \u00c9poca, 18\/06\/2015<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h6 id=\"almeida-priscylla-as-relacoes-entre-os-andrades-e-o-impacto-na-heranca-modernista-por-meio-de-um-vies-politico-e-influencias-europeias-o-movimento-modernista-nasce-de-encontros-e-da-vontade-d\"><span style=\"color: #808080;\"><em>ALMEIDA, Priscylla.<span class=\"article-title\">\u00a0As rela\u00e7\u00f5es entre os Andrades e o impacto na heran\u00e7a modernista. Por meio de um vi\u00e9s pol\u00edtico e influ\u00eancias europeias, o Movimento Modernista nasce de encontros e da vontade de movimentar a cena brasileira, j\u00e1 considerada antiga e ultrapassada.<\/span>\u00a0Cienc. Cult.\u00a0[online]. 2022, vol.74, n.2 [citado\u00a0 2023-09-01], pp.1-4. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/cienciaecultura.bvs.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252022000200020&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. ISSN 0009-6725.\u00a0 http:\/\/dx.doi.org\/10.5935\/2317-6660.20220032.<\/em><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Sob um certo improviso, a Semana de Arte Moderna de 1922 aconteceu&hellip;\n","protected":false},"author":42,"featured_media":2386,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2379"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/42"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2379"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2379\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4671,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2379\/revisions\/4671"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2386"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2379"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2379"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2379"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}