{"id":2491,"date":"2022-06-22T11:11:04","date_gmt":"2022-06-22T11:11:04","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2491"},"modified":"2022-06-22T13:06:51","modified_gmt":"2022-06-22T13:06:51","slug":"as-celebracoes-da-independencia-o-que-comemorar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2491","title":{"rendered":"As celebra\u00e7\u00f5es da Independ\u00eancia: o que comemorar?"},"content":{"rendered":"<p>Em 2022, cerca de um m\u00eas antes do primeiro turno da vota\u00e7\u00e3o para Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, o Brasil completar\u00e1 200 anos de independ\u00eancia. As muitas crises que enfrentamos atualmente \u2014 econ\u00f4mica, social, ambiental, de sa\u00fade, da educa\u00e7\u00e3o, de valores humanos \u2014 polarizam as discuss\u00f5es e deixam-nos a impress\u00e3o de que n\u00e3o temos muito o que comemorar. O Brasil parece seguir aos trancos e barrancos,[1] como diria Darcy Ribeiro, com concentra\u00e7\u00e3o elevada de renda, muita pobreza e volta da infla\u00e7\u00e3o de dois d\u00edgitos.<\/p>\n<p>Ainda assim, como aponta Valdei Lopes de Ara\u00fajo, temos v\u00e1rias conquistas da sociedade que precisam ser celebradas, defendidas e ampliadas nesses 200 anos de independ\u00eancia. Professor da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/ufop.br\/\">Universidade Federal de Ouro Preto<\/a><\/span> (UFOP), Ara\u00fajo explica que nossa hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 perfeita, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 completamente formada por erros: \u201cUma abordagem cr\u00edtica de nossa hist\u00f3ria enquanto estado independente n\u00e3o significa desconhecer todos os avan\u00e7os sociais constru\u00eddos nesses 200 anos. Cada \u00e9poca tem suas limita\u00e7\u00f5es, por vezes gigantescas, como no Imp\u00e9rio que foi escravista praticamente durante toda a sua exist\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Yna\u00ea Lopes dos Santos, professora no Instituto de Hist\u00f3ria da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.uff.br\/\">Universidade Federal Fluminense<\/a><\/span> (UFF), destaca que \u00e9 fundamental compreender o car\u00e1ter das lutas populares em favor da Independ\u00eancia: \u201cexistiram homens e mulheres escravizados, outros livres e libertos de diferentes regi\u00f5es da col\u00f4nia que se transformava em na\u00e7\u00e3o soberana, que lutaram para efetivar a Independ\u00eancia\u201d. Pesquisadora na a\u00e9rea de Hist\u00f3ria da Am\u00e9rica, com \u00eanfase em Escravid\u00e3o Moderna e Rela\u00e7\u00f5es \u00c9tnico-Raciais nas Am\u00e9ricas, Santos ressalta que a independ\u00eancia do Brasil foi uma aposta de uma oligarquia para manter a escravid\u00e3o \u2014 aposta que organizou a sociedade brasileira pelo menos at\u00e9 1870, quando se come\u00e7ou a compreender que a escravid\u00e3o enquanto institui\u00e7\u00e3o estava chegando ao fim.<\/p>\n<p>O Grito do Ipiranga, que marca a nossa independ\u00eancia, foi dado em S\u00e3o Paulo, mas h\u00e1 quem aponte que a independ\u00eancia do Brasil come\u00e7ou e terminou na Bahia.[2]O processo se iniciou em 28 de janeiro, seis dias depois da chegada da corte portuguesa no Porto da Barra, em Salvador, quando o pr\u00edncipe-regente Dom Jo\u00e3o de Bragan\u00e7a determinou a abertura dos portos brasileiros para as na\u00e7\u00f5es amigas de Portugal, pondo fim ao monop\u00f3lio comercial portugu\u00eas com o Brasil. As batalhas contra os portugueses na Bahia duraram mais de um ano e somente em 2 de julho de 1823 se deu a consolida\u00e7\u00e3o da Independ\u00eancia, quando os oficiais portugueses retiraram todas as suas tropas de Salvador. \u201cPortanto, \u00e9 fundamental que se analise o processo de Independ\u00eancia em suas v\u00e1rias dimens\u00f5es e complexidades para desmontar a ideia tradicional e oficiosa de um Grito do Ipiranga que resolveu nossa independ\u00eancia com meia d\u00fazia de pessoas\u201d, enfatiza Santos.<\/p>\n<h3 id=\"1922-arte-revoltas-e-estado-de-sitio\"><strong>1922: Arte, revoltas e estado de s\u00edtio<\/strong><\/h3>\n<p>O ano do primeiro centen\u00e1rio foi o \u00faltimo no governo de Epit\u00e1cio Pessoa, marcado por muitas revoltas no Rio de Janeiro (da Vila Militar, dos cadetes da Escola Militar de Realengo e dos oficiais do Forte de Copacabana). Come\u00e7ou com a Semana de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo, transcorrida em fevereiro, marca da virada das artes brasileiras do academicismo para o modernismo. E terminou com o Brasil em estado de s\u00edtio, decretado inicialmente por Epit\u00e1cio Pessoa pelo prazo de trinta dias, e mantido por praticamente todo o mandato de Artur Bernardes, eleito em mar\u00e7o de 1922.<\/p>\n<p>Ainda assim, o Centen\u00e1rio da Independ\u00eancia foi comemorado com v\u00e1rias festividades e com uma grande exposi\u00e7\u00e3o internacional, aberta ao p\u00fablico de 7 de setembro de 1922 a 24 de julho de 1923. Realizada no Rio de Janeiro, a Exposi\u00e7\u00e3o do Centen\u00e1rio foi instalada em parte da \u00e1rea surgida com o desmonte do morro do Castelo iniciado em 1921 e tido como um obst\u00e1culo para a expans\u00e3o urbana e para o combate \u00e0s epidemias. O Brasil ocupou oito pavilh\u00f5es e contou com exposi\u00e7\u00f5es de treze pa\u00edses.[3] Na abertura, Epit\u00e1cio Pessoa discursou pelo r\u00e1dio, inaugurando a radiotransmiss\u00e3o oficial do pa\u00eds. Mas somente em abril de 1923, por um movimento de cientistas e intelectuais da rec\u00e9m-criada <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/www.abc.org.br\">Academia Brasileira de Ci\u00eancias<\/a> <\/span>(ABC) e com forte apoio do antrop\u00f3logo Edgard Roquette-Pinto, nasceu a R\u00e1dio Sociedade do Rio de Janeiro, primeira no Brasil com objetivo de educar e divulgar ci\u00eancia e cultura.<\/p>\n<h3 id=\"1972-festas-na-ditadura\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>1972: Festas na ditadura<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>O Sesquicenten\u00e1rio da Independ\u00eancia foi comemorado no terceiro ano do governo do General Em\u00edlio Garrastazu M\u00e9dici, per\u00edodo de grande popularidade do regime militar \u2014 e tamb\u00e9m o de maior viol\u00eancia. O Brasil havia conquistado o tricampeonato de futebol na Copa do Mundo de 1970, a rodovia Transamaz\u00f4nica, ainda inacabada, foi inaugurada em 27 de agosto de 1972 e a Ponte Presidente Costa e Silva, popularmente conhecida como Ponte Rio-Niter\u00f3i, estava em constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-2492\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/celebracao1.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"357\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/celebracao1.jpg 1377w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/celebracao1-300x214.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/celebracao1-1024x731.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/celebracao1-768x548.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/celebracao1-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/celebracao1-800x571.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/celebracao1-1160x828.jpg 1160w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<h6 id=\"figura-1-parada-militar-no-rio-de-janeiro-comemorando-os-150-anos-da-independencia-do-brasil-a-ditadura-usou-a-data-para-exaltar-o-militarismocomemoracoes-do-7-de-setembro-em-197\"><strong>Figura 1.<\/strong> <strong>Parada militar no Rio de Janeiro comemorando os 150 anos da Independ\u00eancia do Brasil \u2013 a ditadura usou a data para exaltar o militarismo<br \/>\n<\/strong>(\u201cComemora\u00e7\u00f5es do 7 de setembro em 1972\u201d. Foto: Acervo\/Estad\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As comemora\u00e7\u00f5es dos 150 anos da Independ\u00eancia foram marcadas por grandes eventos: Encontros C\u00edvicos Nacionais;[4] filas para visitar os despojos de D. Pedro I; homenagens prestadas em alguns estados simultaneamente a D. Pedro I e ao ex-presidente Castelo Branco (na tentativa de colocar o Marechal ao lado do Imperador no Pante\u00e3o dos her\u00f3is nacionais); jogos da Ta\u00e7a Independ\u00eancia com aplausos entusiasmados ao General M\u00e9dici no Maracan\u00e3; e grande festa de encerramento das comemora\u00e7\u00f5es no dia 7 de setembro. Todos foram capazes de mobilizar importantes segmentos sociais.<\/p>\n<p>Para Ara\u00fajo, depois de 1972, muita coisa mudou na maneira como n\u00f3s hoje queremos lidar com o legado da nacionalidade com o uso que a ditadura militar fez dos personagens hist\u00f3ricos. O pesquisador destaca que um setor n\u00e3o pequeno da sociedade brasileira tenta ainda hoje usar a hist\u00f3ria nacional como uma camisa de for\u00e7a, com frases como \u201cBrasil acima de tudo\u201d, deixando evidente como a ideologia nacional ainda busca sufocar as diferen\u00e7as.<\/p>\n<h3 id=\"2022-mais-que-celebrar-devemos-refletir\"><strong>2022: Mais que celebrar, devemos refletir <\/strong><\/h3>\n<p>Andr\u00e9a Slemian, professora da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.unifesp.br\/\">Universidade Federal de S\u00e3o Paulo<\/a><\/span> (Unifesp), pondera que, mais que celebrar, devemos refletir sobre o que significam 200 anos de Independ\u00eancia do Brasil. Isto implica pensar o processo de independ\u00eancia, suas disputas, conflitos que hoje sabemos que existiram, e sobretudo, refletir sobre que unidade nacional, que sociedade se constr\u00f3i desde ent\u00e3o at\u00e9 hoje. Slemian acrescenta que isso significa tamb\u00e9m que n\u00e3o devemos atrelar todas as nossas caracter\u00edsticas ao momento da Independ\u00eancia, mas a todo o processo hist\u00f3rico que se seguiu, e que foi inclusive atribuindo novos significados \u00e0 mesma: \u201cRecriamos mazelas de nosso passado colonial, como o escravismo, e novas formas de exclus\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-2493\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/celebracao2.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"314\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/celebracao2.jpg 1377w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/celebracao2-300x188.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/celebracao2-1024x643.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/celebracao2-768x482.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/celebracao2-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/celebracao2-800x502.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/celebracao2-1160x728.jpg 1160w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<h6 id=\"figura-2-protestos-em-sao-paulo-marcaram-o-dia-7-de-setembro-em-2021-marcando-o-rumo-ao-bicentenario-da-independencia-comemoracoes-do-7-de-setembro-em-2021-foto-rede-brasil-atu\"><strong>Figura 2.<\/strong> <strong>Protestos em S\u00e3o Paulo marcaram o dia 7 de setembro em 2021, marcando o rumo ao bicenten\u00e1rio da independ\u00eancia.<br \/>\n<\/strong>(\u201cComemora\u00e7\u00f5es do 7 de setembro em 2021\u201d. Foto: Rede Brasil Atual)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas ainda temos o que celebrar. Ara\u00fajo, presidente da<span style=\"color: #800000;\"> <a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/anpuh.org.br\/\">Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Hist\u00f3ria<\/a><\/span> (ANPUH), destaca que no per\u00edodo republicano, e mais recentemente, constru\u00edmos estruturas coletivas fundamentais, que s\u00e3o conquistas da sociedade brasileira e n\u00e3o de um partido ou de uma ideologia. Ele cita como exemplos o <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.saude.mg.gov.br\/sus\">Sistema \u00danico de Sa\u00fade<\/a><\/span> (SUS), que durante a pandemia e contra um governo federal negacionista, foi capaz de dar respostas r\u00e1pidas e atingir patamares de vacina\u00e7\u00e3o que muitos pa\u00edses desenvolvidos ainda n\u00e3o atingiram; os programas de renda b\u00e1sica como o Bolsa Fam\u00edlia, admirados no mundo inteiro e sempre citados como pol\u00edtica p\u00fablica eficaz na redu\u00e7\u00e3o da desigualdade e da mis\u00e9ria; e a rede de pesquisa p\u00fablica, com uma comunidade pujante de pesquisadores e um sistema de peri\u00f3dicos e livros cient\u00edficos de acesso gratuito, que tamb\u00e9m fazem inveja a muitos pa\u00edses desenvolvidos pelo seu car\u00e1ter inclusivo e democr\u00e1tico.<\/p>\n<p>Slemian inclui tamb\u00e9m as a\u00e7\u00f5es afirmativas, fundamentais na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa: \u201cas marcas de nossa desigualdade foram reiteradamente recriadas, inclusive ap\u00f3s a Independ\u00eancia\u201d. E salienta: \u201c\u00e9 importante notar que somos o pa\u00eds com o maior n\u00famero de l\u00ednguas faladas por menos pessoas e esse \u00e9 um dos aspectos que devemos ter sempre em mente quando pensamos o que \u00e9 o Brasil hoje, ou seja, essa imensa diversidade de povos que merece ter reconhecido o seu papel ativo na hist\u00f3ria de nosso pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-o-monumento-a-independencia-foi-criado-em-1922-como-parte-das-comemoracoes-do-centenario-da-emancipacao-brasileira-monumento-a-independencia-reproducao\"><strong>Capa. O Monumento \u00e0 Independ\u00eancia foi criado em 1922 como parte das comemora\u00e7\u00f5es do centen\u00e1rio da emancipa\u00e7\u00e3o brasileira.<\/strong><br \/>\n(&#8220;Monumento \u00e0 Independ\u00eancia&#8221;. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<hr \/>\n<h5 id=\"notas\"><strong>Notas<\/strong><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #808080;\">[1] Ribeiro, D., 1985. Aos Trancos e barrancos: como o Brasil deu no que deu. Rio de Janeiro, Editora Guanabara Dois. <a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/www.academia.edu\/4002202\/Darcy_Ribeiro_Aos_Trancos_e_Barrancos\">https:\/\/www.academia.edu\/4002202\/Darcy_Ribeiro_Aos_Trancos_e_Barrancos<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #808080;\">[2] Ribeiro, E. de M., 2012. Entre ades\u00f5es e rupturas: projetos e identidades pol\u00edticas na Bahia (1808-1824). Universidade <\/span><span style=\"color: #808080;\">Federal da Bahia, Faculdade de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas. Salvador, 168 f.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #808080;\">[3] Argentina, B\u00e9lgica, Dinamarca, Estados Unidos, Fran\u00e7a, Inglaterra, It\u00e1lia, Jap\u00e3o, M\u00e9xico, Noruega, Portugal, Su\u00e9cia e <\/span><span style=\"color: #808080;\">Tchecoslov\u00e1quia, formada ap\u00f3s a 1\u00aa Guerra Mundial com territ\u00f3rios antes pertencentes ao Imp\u00e9rio Austro-H\u00fangaro, e <\/span><span style=\"color: #808080;\">dividida em 1\u00ba de janeiro de 1993 em Rep\u00fablica Tcheca e Eslov\u00e1quia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #808080;\">[4] Os chamados Encontros C\u00edvicos Nacionais aconteceram em muitas as cidades do pa\u00eds e consistiam na mobiliza\u00e7\u00e3o da <\/span><span style=\"color: #808080;\">popula\u00e7\u00e3o para, numa mesma hora, em pra\u00e7as p\u00fablicas, escolas, hospitais e at\u00e9 penitenci\u00e1rias ouvir a sauda\u00e7\u00e3o e <\/span><span style=\"color: #808080;\">chamamento do presidente M\u00e9dici e cultuar a bandeira entoando o Hino Nacional. [Cordeiro, J.M., 2012. Milagre, <\/span><span style=\"color: #808080;\">comemora\u00e7\u00f5es e consenso ditatorial no Brasil, 1972. Confluenze, 4 (2): 82-102. doi:10.6092\/issn.2036-0967\/3432.]<\/span><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em 2022, cerca de um m\u00eas antes do primeiro turno da vota\u00e7\u00e3o&hellip;\n","protected":false},"author":9,"featured_media":2495,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2491"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2491"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2491\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2501,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2491\/revisions\/2501"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2495"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2491"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2491"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2491"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}