{"id":2609,"date":"2022-08-22T14:21:39","date_gmt":"2022-08-22T14:21:39","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2609"},"modified":"2022-08-23T10:23:48","modified_gmt":"2022-08-23T10:23:48","slug":"perda-da-astronomia-da-arte-nautica-e-da-cartografia-celeste-para-os-rivais-por-que","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2609","title":{"rendered":"Perda da Astronomia, da arte n\u00e1utica e da cartografia celeste para os rivais. Por qu\u00ea?"},"content":{"rendered":"<p>A Astronomia, a arte n\u00e1utica, a cartografia celeste e o necess\u00e1rio desenvolvimento paralelo da Matem\u00e1tica e Geometria passaram \u00e0s m\u00e3os dos concorrentes belgas, holandeses, ingleses e franceses.[1]\u00a0Vale a pena explicar essa decad\u00eancia. Desde os s\u00e9culos 14 e 15 as lideran\u00e7as crist\u00e3s da Espanha e Arag\u00e3o j\u00e1 promoviam ataques a minorias religiosas que culminaram em massacres contra os judeus. Nada disso havia em Portugal onde o clero n\u00e3o participava do poder pol\u00edtico. Os monarcas lusitanos puderam se manter religiosamente tolerantes e foi quando os projetos n\u00e1uticos prosperaram. Mas em 1496, os reis cat\u00f3licos da Espanha que, desde a funda\u00e7\u00e3o do dom\u00ednio espanhol impuseram a religi\u00e3o cat\u00f3lica, exigiram que D. Manuel I, rei de Portugal na chegada de Cabral ao Brasil, expulsasse os judeus do seu reino. Se n\u00e3o, os reis cat\u00f3licos n\u00e3o permitiriam que ele se casasse com Isabel, filha deles. D. Manuel I cedeu a essa exig\u00eancia. Para piorar, a viol\u00eancia persecut\u00f3ria s\u00f3 aumentou porque D. Jo\u00e3o III, seu sucessor, foi mais fan\u00e1tico e intolerante que seu pai. Durante seu reinado, em 1536 a terr\u00edvel Inquisi\u00e7\u00e3o, em nome do combate \u00e0s heresias foi introduzida em Portugal, sendo extinta s\u00f3 um anos antes da nossa Independ\u00eancia. Assim, j\u00e1 na segunda d\u00e9cada do s\u00e9culo 16 n\u00e3o havia astr\u00f4nomos em Portugal. O \u00faltimo desse glorioso per\u00edodo foi o matem\u00e1tico e cosm\u00f3grafo-mor do reino de Portugal, Pedro Nunes (1502-1578), famoso inventor do n\u00f4nio, que morreu em 1578. Assim foi-se embora a primazia mar\u00edtima.<\/p>\n<p>Na cartografia universal, a partir de 1630 dominaram cart\u00f3grafos e publicadores de mapas como Gerardus Mercator e Abraham Ortelius, da Antu\u00e9rpia, Willem Blaeu, um brilhante pioneiro nesse campo, Jodocus Hondius, Nicolaes Visscher I e II e Gerard van Schagen, todos de Amsterd\u00e3. Mas na produ\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica cabe diferenciar a coleta de dados <em>in loco<\/em> e a elabora\u00e7\u00e3o de mapas para uso a bordo, da edi\u00e7\u00e3o final de cartas e atlas artisticamente elaborados para um p\u00fablico mais amplo. De publica\u00e7\u00f5es cartogr\u00e1ficas Portugal esteve sempre afastada e sobrepujada pelos publicadores holandeses.<\/p>\n<hr \/>\n<h5 id=\"nota\">Nota<\/h5>\n<h6 id=\"1-koeman-cornelis-flemish-and-dutch-contributions-to-the-art-of-navigation-in-the-xvith-century-separata-da-revista-da-universidade-de-coimbra-34-493-504-1988\">[1] Koeman, Cornelis, <em>Flemish and Dutch contributions to the Art of Navigation in the XVIth century<\/em>, separata da <em>Revista da Universidade de Coimbra<\/em>, 34, 493-504, 1988.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Astronomia, a arte n\u00e1utica, a cartografia celeste e o necess\u00e1rio desenvolvimento&hellip;\n","protected":false},"author":44,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[144],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2609"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/44"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2609"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2609\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2611,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2609\/revisions\/2611"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2609"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2609"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2609"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}