{"id":2616,"date":"2022-08-22T14:27:24","date_gmt":"2022-08-22T14:27:24","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2616"},"modified":"2022-08-23T10:23:15","modified_gmt":"2022-08-23T10:23:15","slug":"brasil-holandes-1630-1654","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2616","title":{"rendered":"Brasil holand\u00eas (1630-1654)"},"content":{"rendered":"<p>Os holandeses, na \u00e9poca Prov\u00edncias Unidas dos Pa\u00edses Baixos do Norte, j\u00e1 comerciavam amigavelmente com os portugueses, estes trazendo mercadorias do Oriente, aqueles distribuindo-as na Europa. Mas a Uni\u00e3o Ib\u00e9rica subverteu o quadro pol\u00edtico entre a Holanda e a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, pois, desde 1579 a Holanda havia rompido unilateralmente com a Espanha. Esta era uma independ\u00eancia longamente almejada pela Holanda que, agora, aproveitando-se da Uni\u00e3o Ib\u00e9rica, decidiu atacar o Brasil que se tornara territ\u00f3rio colonial da Espanha inimiga. Al\u00e9m disso, a Espanha vinha atuando na Uni\u00e3o Ib\u00e9rica de modo a prejudicar os neg\u00f3cios da Holanda no Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar no Brasil, principalmente na Bahia e Pernambuco, h\u00e1 muito tempo suscitava cobi\u00e7a nos piratas holandeses. Por isso a Holanda j\u00e1 tinha feito muitas tentativas, todas infrut\u00edferas, para atacar e tomar Salvador em 1599, 1604 e 1624. Na \u00faltima tentativa, os holandeses j\u00e1 tinham fundado a Companhia das \u00cdndias Ocidentais (CIO) em 1621, logo ap\u00f3s o t\u00e9rmino de uma tr\u00e9gua celebrada entre Holanda e Espanha. A CIO era uma empresa patrocinada pelos Estados Gerais da Holanda, com a participa\u00e7\u00e3o de investidores privados que objetivava a explora\u00e7\u00e3o comercial da Am\u00e9rica, mas extraoficialmente patrocinava a pirataria. Assim a CIO estava institu\u00edda engenhosamente como anteparo que juridicamente resguardava os Estados Gerais.<\/p>\n<p>Para levantar fundos para um novo ataque, desta vez em Pernambuco, gale\u00f5es espanhois carregados de metais preciosos, que vinham do Vice-Reino da Nova Espanha (M\u00e9xico) foram saqueados por piratas holandeses em 1620, levantando os maiores lucros da hist\u00f3ria da pirataria.[1]\u00a0N\u00e3o tendo conseguido conquistar a capital do Brasil em 1624, em 1630 os holandeses conseguiram tomar Pernambuco, a partir de Olinda.<\/p>\n<hr \/>\n<h5 id=\"notas\">Notas<\/h5>\n<h6 id=\"1souza-valeria-silva-melo-de-pirataria-e-corso-o-cerco-de-pernambuco-em-1630-30o-simposio-nacional-de-historia-anpuh-recife-2019\">[1]Souza, Val\u00e9ria Silva Melo de, Pirataria e corso: o cerco de Pernambuco em 1630, 30\u00ba Simp\u00f3sio Nacional de Hist\u00f3ria, ANPUH, Recife, 2019.<\/h6>\n<h6 id=\"https-www-snh2019-anpuh-org-resources-anais-8-1564106069_arquivo_artigosimposiodehistoria25072019-pdf\"><a href=\"https:\/\/www.snh2019.anpuh.org\/resources\/anais\/8\/1564106069_ARQUIVO_ARTIGOSIMPOSIODEHISTORIA25072019.pdf\">https:\/\/www.snh2019.anpuh.org\/resources\/anais\/8\/1564106069_ARQUIVO_ARTIGOSIMPOSIODEHISTORIA25072019.pdf<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os holandeses, na \u00e9poca Prov\u00edncias Unidas dos Pa\u00edses Baixos do Norte, j\u00e1&hellip;\n","protected":false},"author":44,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[144],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2616"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/44"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2616"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2616\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2967,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2616\/revisions\/2967"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2616"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2616"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2616"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}