{"id":2656,"date":"2022-08-22T15:03:47","date_gmt":"2022-08-22T15:03:47","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2656"},"modified":"2022-08-23T10:19:50","modified_gmt":"2022-08-23T10:19:50","slug":"couplet-em-1697-na-paraiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2656","title":{"rendered":"Couplet em 1697 na Para\u00edba"},"content":{"rendered":"<p>O engenheiro franc\u00eas Pierre Couplet (1670-1743), que tamb\u00e9m foi membro da Academia de Ci\u00eancias de Paris, viajou em 1697 para o Brasil, passando antes por Portugal, para coletar esp\u00e9cimes da nossa flora e fauna e repetir o experimento do p\u00eandulo de Richer, mas desta vez na Para\u00edba (atual Jo\u00e3o Pessoa), tamb\u00e9m perto do equador cerca de 7\u00ba ao sul. Em <em>Principia Mathematica<\/em>, Newton mencionou os resultados de Richer e de Couplet do experimento com o p\u00eandulo, assim como de v\u00e1rios outros <em>savants<\/em>. As informa\u00e7\u00f5es sobre o experimento de Couplet s\u00e3o escassas, at\u00e9 porque na volta \u00e0 Fran\u00e7a ele sofreu um naufr\u00e1gio e perdeu suas anota\u00e7\u00f5es, assim como os esp\u00e9cimes que havia coletado. Mas no experimento do p\u00eandulo, Couplet ajustou o comprimento da haste encurtando-o, at\u00e9 que o per\u00edodo da oscila\u00e7\u00e3o fosse de 1 segundo para um dia solar m\u00e9dio de 24 horas, sendo que o comprimento inicial era aquele determinado antes em Paris segundo o mesmo m\u00e9todo. O encurtamento foi uma corre\u00e7\u00e3o no sentido correto mas, segundo an\u00e1lises posteriores, teria sido insuficiente. Notando isso, Newton teceu cr\u00edticas \u00e0s medi\u00e7\u00f5es de Couplet que ele considerou grosseiras.[1]\n<p>Couplet quis tamb\u00e9m determinar a longitude da atual Jo\u00e3o Pessoa observando os sat\u00e9lites de J\u00fapiter e a <em>declina\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica<\/em> (diferen\u00e7a angular entre a componente horizontal do campo geomagn\u00e9tico e o norte geogr\u00e1fico; esse m\u00e9todo fazia uso da b\u00fassola, at\u00e9 foi bastante utilizado, mas n\u00e3o ganhou aceita\u00e7\u00e3o). V\u00ea-se aqui que o m\u00e9todo dos sat\u00e9lites de J\u00fapiter para a determina\u00e7\u00e3o da longitude estava se tornando habitual no final do s\u00e9culo 17. Apesar da cr\u00edtica de Newton, trata-se da primeira visita ao Brasil de um membro da Academia de Ci\u00eancias de Paris. Foi mais um par\u00eantese isolado na hist\u00f3ria da nossa Astronomia, em que o Brasil p\u00f4de oferecer a sua natureza para ser observada.<\/p>\n<p><del><\/p>\n<hr \/>\n<p><\/del><\/p>\n<h5 id=\"notas\">Notas<\/h5>\n<h6 id=\"1-moreira-ildeu-de-castro-a-expedicao-de-couplet-a-paraiba-revista-da-sbhc-15-23-31-1991\">[1] Moreira, Ildeu de Castro, A expedi\u00e7\u00e3o de Couplet \u00e0 Para\u00edba, <em>Revista da SBHC<\/em>, 15, 23-31, 1991.<\/h6>\n<h6 id=\"https-www-researchgate-net-publication-339458581\"><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/339458581\">https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/339458581<\/a>.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O engenheiro franc\u00eas Pierre Couplet (1670-1743), que tamb\u00e9m foi membro da Academia&hellip;\n","protected":false},"author":44,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[144],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2656"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/44"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2656"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2656\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2657,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2656\/revisions\/2657"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2656"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2656"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2656"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}