{"id":2669,"date":"2022-08-22T19:41:32","date_gmt":"2022-08-22T19:41:32","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2669"},"modified":"2022-08-23T10:18:38","modified_gmt":"2022-08-23T10:18:38","slug":"p-jacobo-cocleo-1628-1710","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2669","title":{"rendered":"P. Jacobo Cocleo (1628-1710)"},"content":{"rendered":"<p>O mission\u00e1rio e cart\u00f3grafo franc\u00eas Jacobo Cocleo, tamb\u00e9m jesu\u00edta, partiu de Lisboa para a Miss\u00e3o do Maranh\u00e3o em 1660, passando antes por Pernambuco. Trabalhou na Miss\u00e3o do Cear\u00e1 entre 1662 e 1671, retornou a Pernambuco e foi para a Bahia. Depois foi reitor do col\u00e9gio do Rio de Janeiro e faleceu na Bahia. De sua autoria \u00e9 o <em>Mapa da maior parte da costa, e sert\u00e3o, do Brasil \/ Extra\u00eddo do original do P.e Cocleo<\/em>, cuja c\u00f3pia se encontra no acervo do Arquivo Hist\u00f3rico do Ex\u00e9rcito, no Rio de Janeiro. O original dataria aproximadamente de 1700. A an\u00e1lise de c\u00f3pias daquela \u00e9poca \u00e9 dificultada porque o original era feito para ser copiado, o que dava origem a c\u00f3pias de c\u00f3pias (com falhas), nas quais ainda eram introduzidas novas informa\u00e7\u00f5es. N\u00e3o se sabe da fonte das informa\u00e7\u00f5es cartogr\u00e1ficas, mas o mapa de Cocleo \u00e9 \u201cuma s\u00edntese dos conhecimentos acumulados pelas entradas e bandeiras durante os s\u00e9culos XVI e XVII.\u201d,[1] sendo bem representativo do final do s\u00e9culo 17. O mapa cobre o litoral oriental do Brasil, desde a ilha do Maranh\u00e3o at\u00e9 Laguna, SC (respeitando o meridiano de Tordesilhas), o antigo Mato Grosso, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, o sert\u00e3o baiano com destaque para a parte central da bacia do S\u00e3o Francisco e rios do oeste, serras at\u00e9 as lend\u00e1rias como o Sabarabu\u00e7u, nosso equivalente imagin\u00e1rio de Potos\u00ed,[2] cidades, vilas, fazendas etc. \u00c9 utilizada a proje\u00e7\u00e3o de Mercator e na orienta\u00e7\u00e3o o Norte \u00e9 colocado para a direita.[3] Uma an\u00e1lise cartogr\u00e1fica digital quantitativa [4] concluiu que a precis\u00e3o m\u00e9dia da latitude e da longitude \u00e9 0,5\u00ba, um resultado excelente. Especula-se que j\u00e1 teriam sido utilizadas medi\u00e7\u00f5es baseadas no m\u00e9todo de eclipses dos sat\u00e9lites de J\u00fapiter. Essa an\u00e1lise detectou distor\u00e7\u00f5es no perfil litor\u00e2neo do norte e nordeste variando entre 3\u00ba e 5\u00ba, que podem ter originado da utiliza\u00e7\u00e3o de diferentes fontes j\u00e1 afetadas desses desvios.<\/p>\n<p>Um outro mapa contempor\u00e2neo \u00e9 <em>America Meridionale<\/em> (1692), do franciscano, cosm\u00f3grafo e produtor de mapas e globos veneziano, Vicenzo Maria Coronelli (1650-1718) em que o Brasil aparece dividido em capitanias.<\/p>\n<hr \/>\n<h5 id=\"notas\">Notas<\/h5>\n<h6 id=\"1-machado-maria-marcia-magela-e-renger-friedrich-ewald-os-primordios-da-ocupacao-de-minas-gerais-em-mapas-revista-brasileira-de-cartografia-67-4-759-771-2015\">[1] Machado, Maria M\u00e1rcia Magela e Renger, Friedrich Ewald, Os prim\u00f3rdios da ocupa\u00e7\u00e3o de Minas Gerais em mapas, <em>Revista Brasileira de Cartografia<\/em>, 67, 4, 759-771, 2015.<\/h6>\n<h6 id=\"2-delvaux-marcelo-motta-cartografia-imaginaria-do-sertao-revista-do-arquivo-publico-mineiro-46-2-74-87-2010\">[2] Delvaux, Marcelo Motta, Cartografia imagin\u00e1ria do sert\u00e3o, <em>Revista do Arquivo P\u00fablico Mineiro<\/em>, 46, 2, 74-87, 2010.<\/h6>\n<h6 id=\"chrome-extension-efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj-viewer-htmlpdfurlhttp%3a%2f%2fwww-siaapm-cultura-mg-gov-br%2facervo%2frapm_pdf%2f2010d11-pdfclen462410chunktrue\">chrome-extension:\/\/efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj\/viewer.html?pdfurl=http%3A%2F%2Fwww.siaapm.cultura.mg.gov.br%2Facervo%2Frapm_pdf%2F2010D11.pdf&amp;clen=462410&amp;chunk=true<\/h6>\n<h6 id=\"3-santos-marcio-roberto-alves-dos-a-copia-setecentista-do-mapa-de-jacobo-cocleo-leituras-e-questoes\">[3] Santos, M\u00e1rcio Roberto Alves dos, A c\u00f3pia setecentista do mapa de Jacobo Cocleo: leituras e quest\u00f5es,<\/h6>\n<h6 id=\"anais-do-i-simposio-brasileiro-de-cartografia-historica-1-16-2011\"><em>Anais do I Simp\u00f3sio Brasileiro de Cartografia Hist\u00f3rica<\/em>, 1-16, 2011.<\/h6>\n<h6 id=\"4-cintra-jorge-pimentel-costa-antonio-gilberto-e-oliveira-rafael-henrique-o-mapa-do-padre-cocleo-uma-analise-cartografica-silo-tips-2017\">[4] Cintra, Jorge Pimentel; Costa, Antonio Gilberto e Oliveira, Rafael Henrique, <em>O mapa do Padre Cocleo: uma an\u00e1lise cartogr\u00e1fica<\/em>, SILO.TIPS, 2017.<\/h6>\n<h6 id=\"https-silo-tips-download-o-mapa-do-padre-cocleo-uma-analise-cartografica-the-map-of-father-cocleo-a-carto\">https:\/\/silo.tips\/download\/o-mapa-do-padre-cocleo-uma-analise-cartografica-the-map-of-father-cocleo-a-carto<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O mission\u00e1rio e cart\u00f3grafo franc\u00eas Jacobo Cocleo, tamb\u00e9m jesu\u00edta, partiu de Lisboa&hellip;\n","protected":false},"author":44,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[144],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2669"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/44"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2669"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2669\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2979,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2669\/revisions\/2979"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2669"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2669"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2669"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}