{"id":2687,"date":"2022-08-22T19:54:30","date_gmt":"2022-08-22T19:54:30","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2687"},"modified":"2022-10-07T11:30:34","modified_gmt":"2022-10-07T11:30:34","slug":"analise-cartografica-do-mapa-das-cortes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2687","title":{"rendered":"An\u00e1lise cartogr\u00e1fica do Mapa das Cortes"},"content":{"rendered":"<p>Para esta an\u00e1lise cartogr\u00e1fica [1]\u00a0foi utilizada uma vers\u00e3o manuscrita de 1737, pois a de 1749 sofreu modifica\u00e7\u00f5es. A an\u00e1lise foi da precis\u00e3o das coordenadas e levou em conta mapas que serviram de fontes, assim como documentos da \u00e9poca. O mapa n\u00e3o cobre os Sete Povos das Miss\u00f5es, nem se sabe sobre os autores dos mapas que serviram como fontes.<\/p>\n<p>J\u00e1 vimos La Condamine participando da expedi\u00e7\u00e3o geod\u00e9sica franco-espanhola em 1735 perto de Quito, percorrendo depois o rio Amazonas. La Condamine pretendeu ser o autor do mais perfeito tra\u00e7ado desse rio at\u00e9 ent\u00e3o: <em>Carte de cours du Maragnon ou de la grande rivi\u00e8re des Amazones<\/em> (1744). La Condamine forneceu os dados e D\u2019Anville desenhou.\u00a0\u00a0 Mas o pr\u00f3prio La Condamine declarou que, al\u00e9m de seus dados recolheu mapas, documentos e relatos de mission\u00e1rios e viajantes, da\u00ed a dificuldade para se identificar os autores prim\u00e1rios. A parte amaz\u00f4nica aparece no Mapa das Cortes. Nele, considerando-se os escritos de D\u2019Anville, constata-se que foram utilizadas as longitudes da carta de La Condamine. Latitude e longitude para locais selecionados foram analisadas estatisticamente na <em>Carte du Maragnon<\/em> de La Condamine e no Mapa dos confins do Brazil de D\u2019Anville e comparados. No mapa de D\u2019Anville notou-se que os erros de longitude que, na m\u00e9dia, s\u00e3o de 1,2\u00ba, na Am\u00e9rica espanhola s\u00e3o menores do que na Am\u00e9rica portuguesa, o que pode ser explicado pelas observa\u00e7\u00f5es mais precisas da comiss\u00e3o geod\u00e9sica franco-espanhola. Tamb\u00e9m se notou que na Am\u00e9rica Portuguesa h\u00e1 um encurtamento de 3\u00ba do rio Amazonas entre Bel\u00e9m e o rio Javari. A an\u00e1lise revela que h\u00e1 erros intencionais de latitude e longitude para dar impress\u00e3o aos espanhois de que os portugueses tinham avan\u00e7ado menos do que tinham feito, o que facilitaria a cess\u00e3o pelos espanhois da regi\u00e3o dos Sete Povos.<\/p>\n<p>Foram feitos dois originais id\u00eanticos, um para a Espanha e outro para Portugal. O \u00faltimo foi encontrado pelo Bar\u00e3o do Rio Branco em Paris. Ap\u00f3s a assinatura do Tratado de Madri, a partir dos mapas originais foram feitas em 1751, tr\u00eas c\u00f3pias em Lisboa e enviadas a Madri e outras tr\u00eas em Madri e enviadas para Lisboa. Atualmente as tr\u00eas c\u00f3pias feitas em Lisboa pertencem \u00e0 Mapoteca do Itamaraty e uma das c\u00f3pias feita em Madri encontra-se na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<hr \/>\n<h5 id=\"notas\">Notas<\/h5>\n<h6 id=\"1-cintra-jorge-pimentel-o-mapa-das-cortes-perspectivas-cartograficas-anais-do-museu-paulista-17-2-63-77-2009\">[1] Cintra, Jorge Pimentel, O Mapa das Cortes: perspectivas cartogr\u00e1ficas, <em>Anais do Museu Paulista<\/em>, 17, 2, 63-77, 2009.<\/h6>\n<h6 id=\"http-old-scielo-br-pdf-anaismp-v17n2-05-pdf\"><a href=\"http:\/\/old.scielo.br\/pdf\/anaismp\/v17n2\/05.pdf\">http:\/\/old.scielo.br\/pdf\/anaismp\/v17n2\/05.pdf<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Para esta an\u00e1lise cartogr\u00e1fica [1]\u00a0foi utilizada uma vers\u00e3o manuscrita de 1737, pois&hellip;\n","protected":false},"author":44,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[144],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2687"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/44"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2687"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2687\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3277,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2687\/revisions\/3277"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2687"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2687"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2687"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}