{"id":2700,"date":"2022-08-22T20:03:02","date_gmt":"2022-08-22T20:03:02","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2700"},"modified":"2022-08-23T10:15:09","modified_gmt":"2022-08-23T10:15:09","slug":"demarcacao-territorial-no-cabo-do-norte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2700","title":{"rendered":"Demarca\u00e7\u00e3o territorial no Cabo do Norte"},"content":{"rendered":"<p>Gr\u00e3o-Par\u00e1 e Maranh\u00e3o constitu\u00edam ora estados separados, ora unidos. Em 1772 foram divididos em Estado do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e Rio Negro, com sede em Bel\u00e9m, e Estado do Maranh\u00e3o e Piau\u00ed, com sede em S\u00e3o Lu\u00eds. J\u00e1 em 1774 foram reunidos numa s\u00f3 capitania. Mas o importante \u00e9 que a vasta regi\u00e3o dessa capitania sempre esteve desligada do resto do Brasil, todavia ligada diretamente a Lisboa. Nesse sentido, essa vasta regi\u00e3o se diferenciava do resto da Am\u00e9rica portuguesa por ter mais presente o distante poder real, o que talvez explique a dificuldade de negocia\u00e7\u00e3o e entendimento entre as autoridades francesas de Caiena e portuguesas de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p>O territ\u00f3rio de lit\u00edgio, Territ\u00f3rio Contestado Franco-Brasileiro, ficava entre os rios Araguari e Oiapoque. Entre os moradores havia: ind\u00edgenas, escravizados africanos, colonos empobrecidos, fugitivos da justi\u00e7a, militares desertores e posseiros. Esses moradores n\u00e3o pertenciam a nenhum dos lados, Fran\u00e7a ou Portugal, formando os <em>mocambos<\/em> fora do controle e ordena\u00e7\u00e3o dos imp\u00e9rios ultramarinos europeus.[1]\n<p>Em 1897 o Brasil conseguiu um acordo com a Fran\u00e7a de submeter esse lit\u00edgio \u00e0 arbitragem do governo su\u00ed\u00e7o. Finalmente em 1900 esse governo entregou ao defensor brasileiro, o Bar\u00e3o do Rio Branco, o laudo arbitral em que a Su\u00ed\u00e7a dava raz\u00e3o ao Brasil na disputa com a Fran\u00e7a nessa quest\u00e3o.[2]\n<p>O problema das fronteiras extravasou o s\u00e9culo 20. Mais negocia\u00e7\u00f5es, al\u00e9m das descritas aqui ainda foram necess\u00e1rias na monarquia e na Rep\u00fablica Velha, entre o Brasil independente e as na\u00e7\u00f5es sul-americanas vizinhas, que tamb\u00e9m se tornaram independentes, mas sem que desfigurassem muito aquele Brasil do Mapa das Cortes.<\/p>\n<hr \/>\n<h5 id=\"notas\">Notas<\/h5>\n<h6 id=\"1-costa-paulo-marcelo-cambraia-da-em-verdes-labirintos-a-construcao-social-da-fronteira-franco-portuguesa-1760-1803-tese-de-doutorado-em-historia-puc-sao-paulo-2018\">[1] Costa, Paulo Marcelo Cambraia da, <em>Em verdes labirintos: a constru\u00e7\u00e3o social da fronteira franco-portuguesa (1760-1803)<\/em>, Tese de Doutorado em Hist\u00f3ria, PUC, S\u00e3o Paulo, 2018.<\/h6>\n<h6 id=\"chrome-extension-efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj-https-tede2-pucsp-br-bitstream-handle-21168-2-paulo%20marcelo%20cambraia%20da%20costa-pdf\">chrome-extension:\/\/efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj\/https:\/\/tede2.pucsp.br\/bitstream\/handle\/21168\/2\/Paulo%20Marcelo%20Cambraia%20da%20Costa.pdf<\/h6>\n<h6 id=\"2-granger-stephane-o-contestado-franco-brasileiro-desafios-e-consequencias-de-um-conflito-esquecido-entre-a-franca-e-o-brasil-na-amazonia-revista-cantareira-edicao-17-21-39-2012\">[2] Granger St\u00e9phane, O Contestado Franco-Brasileiro: desafios e consequ\u00eancias de um conflito esquecido entre a Fran\u00e7a e o Brasil na Amaz\u00f4nia, <em>Revista Cantareira<\/em>, Edi\u00e7\u00e3o 17, 21-39, 2012.<\/h6>\n<h6 id=\"https-periodicos-uff-br-cantareira-article-view-27891-16299\"><a href=\"https:\/\/periodicos.uff.br\/cantareira\/article\/view\/27891\/16299\">https:\/\/periodicos.uff.br\/cantareira\/article\/view\/27891\/16299<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Gr\u00e3o-Par\u00e1 e Maranh\u00e3o constitu\u00edam ora estados separados, ora unidos. 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