{"id":2715,"date":"2022-08-22T20:13:53","date_gmt":"2022-08-22T20:13:53","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2715"},"modified":"2022-08-23T10:13:18","modified_gmt":"2022-08-23T10:13:18","slug":"o-real-arquivo-militar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2715","title":{"rendered":"O Real Archivo Militar"},"content":{"rendered":"<p>Em 1798, a Sociedade Real Mar\u00edtima, Militar e Geogr\u00e1fica para o Desenho, Gravura e Impress\u00e3o das Cartas Hidrogr\u00e1ficas, Geogr\u00e1ficas e Militares, foi criada por alvar\u00e1 de D. Maria I e incumbida de levantar e publicar as cartas n\u00e1uticas e geogr\u00e1ficas, bem como produzir instrumentos de navega\u00e7\u00e3o de forma unificada para todas as possess\u00f5es da coroa. Mas as campanhas napole\u00f4nicas prejudicaram as atividades dessa Sociedade.<\/p>\n<p>Na fuga da Fam\u00edlia Real em 1808, a Academia Real dos Guardas-Marinhas foi transferida para o Rio de Janeiro com todo o material did\u00e1tico e instrumental dessa Academia, mais o material da supracitada Sociedade Real Mar\u00edtima que constitu\u00eda um acervo de mais de mil cartas e plantas. Para se organizar todo este material foi necess\u00e1rio criar no Brasil em 1808, o Real Archivo Militar semelhante ao de mesmo nome que tinha sido criado em Lisboa, em 1802. Essa organiza\u00e7\u00e3o foi implementada pelo capit\u00e3o de mar e guerra Jos\u00e9 Maria Dantas Pereira, comandante dos mestres da Academia Real dos Guardas-Marinhas, que embarcou para o Brasil na mesma frota que trouxe a Fam\u00edlia Real.<\/p>\n<p>O Real Archivo Militar do Rio de Janeiro orientou e fiscalizou as obras de fortifica\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o militar, os trabalhos de litografia, tipografia e impress\u00e3o de cartas no Brasil. \u00c9 poss\u00edvel que no material transferido para o Brasil, estivessem tamb\u00e9m documentos antigos, do in\u00edcio das demarca\u00e7\u00f5es de fronteiras nos lit\u00edgios com a Espanha, desde 1750.[1]\n<p>O Arquivo Hist\u00f3rico do Ex\u00e9rcito, no Pal\u00e1cio Duque de Caxias no Rio de Janeiro, remonta ao Real Archivo Militar criado por D. Jo\u00e3o VI em 1808 e, de fato, preserva documentos hist\u00f3ricos de v\u00e1rios tratados territoriais e c\u00f3pia do Mapa do Brasil de Jacobo Cocleo, al\u00e9m de outros.[2]\n<hr \/>\n<h5 id=\"notas\">Notas<\/h5>\n<h6 id=\"1-souza-cruz-tte-cel-joao-jose-a-definicao-das-fronteiras-terrestres-do-brasil-com-paises-vizinhos-durante-o-seculo-xviii-2a-parte-revista-militar-2590-930-2017\">[1] Souza-Cruz, Tte.-Cel. Jo\u00e3o Jos\u00e9, A defini\u00e7\u00e3o das fronteiras terrestres do Brasil com pa\u00edses vizinhos, durante o s\u00e9culo XVIII. 2\u00aa parte, <em>Revista Militar<\/em>, 2590, 930, 2017.<\/h6>\n<h6 id=\"https-www-revistamilitar-pt-artigo-1427\"><a href=\"https:\/\/www.revistamilitar.pt\/artigo\/1427\">https:\/\/www.revistamilitar.pt\/artigo\/1427<\/a><\/h6>\n<h6 id=\"2-http-www-ahex-eb-mil-br-historico\">[2]\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ahex.eb.mil.br\/historico\">http:\/\/www.ahex.eb.mil.br\/historico<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em 1798, a Sociedade Real Mar\u00edtima, Militar e Geogr\u00e1fica para o Desenho,&hellip;\n","protected":false},"author":44,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[144],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2715"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/44"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2715"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2715\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2990,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2715\/revisions\/2990"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2715"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2715"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2715"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}