{"id":2717,"date":"2022-08-22T20:15:43","date_gmt":"2022-08-22T20:15:43","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2717"},"modified":"2022-10-07T11:33:01","modified_gmt":"2022-10-07T11:33:01","slug":"astronomia-no-brasil-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2717","title":{"rendered":"Astronomia no Brasil hoje"},"content":{"rendered":"<p>No campo da Astrof\u00edsica de Altas Energias,[1]\u00a0as pesquisas continuam apesar da escassez de pesquisadores e t\u00e9cnicos pela n\u00e3o contrata\u00e7\u00e3o de pesquisadores h\u00e1 mais de 20 anos. As constantes mudan\u00e7as de orienta\u00e7\u00e3o e de prioridades no programa espacial brasileiro tamb\u00e9m t\u00eam prejudicado essas pesquisas, pois envolvem observa\u00e7\u00f5es espaciais com sat\u00e9lites, que colocariam a Astronomia brasileira num patamar j\u00e1 desejado h\u00e1 muitas d\u00e9cadas. Estudos t\u00eam sido feitos em t\u00e9cnicas de imageamento de fontes de raios X duros utilizando \u201cm\u00e1scaras codificadas\u201d, novos desenhos de plataformas de detectores para sat\u00e9lites e experimentos preliminares para uso de nanossat\u00e9lites.<\/p>\n<p>O campo da Astrof\u00edsica de Ondas Gravitacionais,[2]\u00a0no qual o Brasil est\u00e1 engajado desde 2000, finalmente efetivou em 2015 a detec\u00e7\u00e3o dessas ondas produzidas pela coalesc\u00eancia de dois buracos negros, pelo m\u00e9todo de interferometria a laser. Desde ent\u00e3o foram detectados cerca de 90 eventos similares, envolvendo a coalesc\u00eancia de estrelas compactas: buracos negros ou estrelas de n\u00eautrons.<\/p>\n<p>No mesmo ano de 2015, o envolvimento brasileiro que vinha sendo desenvolvido no Instituto de F\u00edsica da USP, teve que ser descontinuado para liberar o espa\u00e7o onde se encontrava a antena gravitacional que foi desmontada e transportada para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, SP. Por\u00e9m, os \u00faltimos experimentos realizados com esse instrumento que utiliza a t\u00e9cnica de absor\u00e7\u00e3o de energia da onda gravitacional por uma massa esf\u00e9rica ressonante, sugeriram que o sistema de isolamento vibracional da antena fosse revisto, tarefa essa em curso. Esse isolamento \u00e9 para que o sinal, isto \u00e9, as oscila\u00e7\u00f5es das ondas gravitacionais n\u00e3o sejam contaminadas e obliteradas por oscila\u00e7\u00f5es esp\u00farias do ambiente (ru\u00eddo).<\/p>\n<p>No campo da radiointerferometria em ondas milim\u00e9tricas e submilim\u00e9tricas,[3]\u00a0est\u00e1 em curso a constru\u00e7\u00e3o do <em>Large Latin American Millimeter Array<\/em> (LLAMA), dentro de um projeto de colabora\u00e7\u00e3o argentino-brasileiro que visa \u00e0 instala\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o de uma antena de 12 m de di\u00e2metro nos Andes, a 4.820 m de altitude. Esse radiotelesc\u00f3pio funcionar\u00e1 na faixa de 35 a 800 GHz e ser\u00e1 equipado com receptores de alta sensibilidade e com um sistema de computa\u00e7\u00e3o complexo, capaz de, ao mesmo tempo, rastrear radiofontes, realizar a aquisi\u00e7\u00e3o de dados e o processamento dos mesmos, al\u00e9m de monitorar par\u00e2metros indicadores das condi\u00e7\u00f5es operacionais do telesc\u00f3pio e dos receptores. Essa complexidade est\u00e1 ligada ao fato de a opera\u00e7\u00e3o ser remota, devido \u00e0 elevada altitude.<\/p>\n<p>Inicialmente esse radiotelesc\u00f3pio funcionar\u00e1 isoladamente, mas est\u00e1 prevista a possibilidade de sua integra\u00e7\u00e3o para interferometria de linha de base muito grande (VLBI) com o grande interfer\u00f4metro <em>Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array<\/em> (ALMA).<\/p>\n<p>Este projeto sofreu descontinuidades em seu financiamento do lado argentino por troca de diretores, at\u00e9 pelo falecimento de um deles, depois por mudan\u00e7a de diretrizes governamentais. Mas, o lado argentino est\u00e1 realizando a constru\u00e7\u00e3o da antena, enquanto o lado brasileiro tem se dedicado ao desenho, constru\u00e7\u00e3o e aprimoramento de subsistemas.<\/p>\n<p>Na participa\u00e7\u00e3o do Brasil em cons\u00f3rcios internacionais,[4] a ades\u00e3o do Brasil ao ESO (Organiza\u00e7\u00e3o Europeia para a Pesquisa Astron\u00f4mica no Hemisf\u00e9rio Sul), considerada o passo mais importante da Astronomia brasileira, j\u00e1 era um acordo assinado em 2011. O ESO, devotado \u00e0 observa\u00e7\u00e3o astron\u00f4mica em solo, reune 16 estados membros. Mas a participa\u00e7\u00e3o do Brasil, como estado membro convidado, foi suspensa pelo ESO em 2018 pela demora da san\u00e7\u00e3o presidencial e respectivo n\u00e3o pagamento de quota. Isso \u00e9 lastim\u00e1vel porque o ESO, sob um c\u00e9u astronomicamente privilegiado nos Andes chilenos, det\u00e9m telesc\u00f3pios dos maiores e mais avan\u00e7ados do mundo, al\u00e9m do complexo de radiotelesc\u00f3pios ALMA no Atacama. O acesso a esses instrumentos j\u00e1 podia e continua podendo ser feito pelos astr\u00f4nomos brasileiros, mas como usu\u00e1rios externos, atrav\u00e9s de concorrida fila de espera.<\/p>\n<p>Outro projeto de participa\u00e7\u00e3o brasileira em empreendimento internacional [5]\u00a0\u00e9 o <em>Giant Magellan Telescope <\/em>(GMT), que ser\u00e1 composto de 7 espelhos de 8,4 m cada um, equivalendo a um \u00fanico telesc\u00f3pio de 24,5 m. Ele permitir\u00e1 acessar um universo 30 vezes maior do que o acess\u00edvel pela atual gera\u00e7\u00e3o de telesc\u00f3pios, com uma nitidez 10 vezes maior que a do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble em observa\u00e7\u00f5es no infravermelho. Ser\u00e1 um dos telesc\u00f3pios da pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o, com di\u00e2metro triplicado em rela\u00e7\u00e3o ao da atual gera\u00e7\u00e3o, que dever\u00e1 entrar em opera\u00e7\u00e3o no in\u00edcio da pr\u00f3xima d\u00e9cada. A execu\u00e7\u00e3o desse projeto teve in\u00edcio em 2015 e a participa\u00e7\u00e3o brasileira conta com apoio financeiro da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (FAPESP). Os outros parceiros s\u00e3o dos Estados Unidos, Austr\u00e1lia, Rep\u00fablica da Coreia e Chile, que abrigar\u00e1 o GMT no Observat\u00f3rio Las Campanas no Atacama, norte do Chile.<\/p>\n<p>Mas o objetivo deste projeto n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 construir o telesc\u00f3pio e coloc\u00e1-lo em opera\u00e7\u00e3o. O Brasil j\u00e1 se especializou em instrumenta\u00e7\u00e3o astron\u00f4mica \u00f3ptica e infravermelha, em especial na constru\u00e7\u00e3o de espectr\u00f3grafos que, atrav\u00e9s de centenas de fibras \u00f3pticas alimentam o mosaico de p\u00edxels de um detector CCD para realizar ao mesmo tempo imageamento e espectroscopia em grandes telesc\u00f3pios de cons\u00f3rcios internacionais.[6]\u00a0O projeto GMT visa tamb\u00e9m a contribuir na engenharia de sistemas de instrumentos complexos para v\u00e1rias \u00e1reas estrat\u00e9gicas, n\u00e3o apenas para Astronomia, como as \u00e1reas espacial, de medicina e sa\u00fade, do agroneg\u00f3cio e outras.<\/p>\n<p>Outro campo \u00e9 o dos grandes mapeamentos cosmol\u00f3gicos para estudos da evolu\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias e de sistemas de gal\u00e1xias em fun\u00e7\u00e3o da idade do Universo, como tamb\u00e9m da distribui\u00e7\u00e3o espacial de gal\u00e1xias em grande escala cosmol\u00f3gica. Essa tarefa \u00e9 ingente, envolve colabora\u00e7\u00e3o internacional que vem sendo desenvolvida desde 2010 atrav\u00e9s do Laborat\u00f3rio Interinstitucional de e-Astronomia (LIneA).[7]Ultimamente esse laborat\u00f3rio virtual promove o envolvimento de cerca de 100 pesquisadores brasileiros, de uma ampla rede de institui\u00e7\u00f5es nacionais, em projetos internacionais de <em>Big Science<\/em> de uma rede global de centenas de institui\u00e7\u00f5es, as mais importantes do mundo, que geram colossais volumes de dados (<em>Big Data<\/em>).<\/p>\n<hr \/>\n<h5 id=\"notas\">Notas<\/h5>\n<h6 id=\"1-braga-joao-astronomia-de-altas-energias-in-historia-da-astronomia-no-brasil-2013-volume-2-550-578-org-oscar-t-matsuura-companhia-editora-de-pernambuco-recife-2014\">[1] Braga, Jo\u00e3o, Astronomia de altas energias <em>in<\/em> <em>Hist\u00f3ria da Astronomia no Brasil (2013)<\/em>, Volume 2, 550-578, Org.: Oscar T. Matsuura, Companhia Editora de Pernambuco, Recife, 2014.<\/h6>\n<h6 id=\"http-site-mast-br-pdf_volume_2-astronomia_altas_energias-pdf\"><a href=\"http:\/\/site.mast.br\/pdf_volume_2\/astronomia_altas_energias.pdf\">http:\/\/site.mast.br\/pdf_volume_2\/astronomia_altas_energias.pdf<\/a><\/h6>\n<h6 id=\"2-aguiar-odylio-d-pesquisa-em-ondas-gravitacionais-in-historia-da-astronomia-no-brasil-2013-volume-2-228-255-org-oscar-t-matsuura-companhia-editora-de-pernambuco-recife-2014\">[2] Aguiar, Odylio D., Pesquisa em ondas gravitacionais <em>in<\/em> <em>Hist\u00f3ria da Astronomia no Brasil (2013)<\/em>, Volume 2, 228-255, Org.: Oscar T. Matsuura, Companhia Editora de Pernambuco, Recife, 2014.<\/h6>\n<h6 id=\"http-site-mast-br-pdf_volume_2-pesquisa_ondas_gravitacionais-pdf\"><a href=\"http:\/\/site.mast.br\/pdf_volume_2\/pesquisa_ondas_gravitacionais.pdf\">http:\/\/site.mast.br\/pdf_volume_2\/pesquisa_ondas_gravitacionais.pdf<\/a><\/h6>\n<h6 id=\"3-santos-paulo-marques-dos-e-matsuura-oscar-t-a-radioastronomia-na-aurora-da-modernizacao-da-astronomia-brasileira-in-historia-da-astronomia-no-brasil-2013-volume-2-102-123-org-oscar-t-m\">[3] Santos, Paulo Marques dos e Matsuura, Oscar T., A radioastronomia na aurora da moderniza\u00e7\u00e3o da astronomia brasileira <em>in<\/em> <em>Hist\u00f3ria da Astronomia no Brasil (2013)<\/em>, Volume 2, 102-123, Org.: Oscar T. Matsuura, Companhia Editora de Pernambuco, Recife, 2014.<\/h6>\n<h6 id=\"http-site-mast-br-pdf_volume_2-radioastronomia_aurora_modernizacao_astronomia_brasileira-pdf\"><a href=\"http:\/\/site.mast.br\/pdf_volume_2\/radioastronomia_aurora_modernizacao_astronomia_Brasileira.pdf\">http:\/\/site.mast.br\/pdf_volume_2\/radioastronomia_aurora_modernizacao_astronomia_Brasileira.pdf<\/a><\/h6>\n<h6 id=\"4-barbuy-beatriz-participacao-do-brasil-em-consorcios-internacionais-in-historia-da-astronomia-no-brasil-2013-volume-2-258-275-org-oscar-t-matsuura-companhia-editora-de-pernambuco-recife\">[4] Barbuy, Beatriz, Participa\u00e7\u00e3o do Brasil em cons\u00f3rcios internacionais <em>in<\/em> <em>Hist\u00f3ria da Astronomia no Brasil (2013)<\/em>, Volume 2, 258-275, Org.: Oscar T. Matsuura, Companhia Editora de Pernambuco, Recife, 2014.<\/h6>\n<h6 id=\"5-barbuy-beatriz-participacao-do-brasil-em-consorcios-internacionais-in-historia-da-astronomia-no-brasil-2013-volume-2-258-275-org-oscar-t-matsuura-companhia-editora-de-pernambuco-recife\">[5] Barbuy, Beatriz, Participa\u00e7\u00e3o do Brasil em cons\u00f3rcios internacionais <em>in<\/em> <em>Hist\u00f3ria da Astronomia no Brasil (2013)<\/em>, Volume 2, 258-275, Org.: Oscar T. Matsuura, Companhia Editora de Pernambuco, Recife, 2014.<\/h6>\n<h6 id=\"http-site-mast-br-pdf_volume_2-participacao_brasil_consorcios_internacionais-pdf\"><a href=\"http:\/\/site.mast.br\/pdf_volume_2\/participacao_Brasil_consorcios_internacionais.pdf\">http:\/\/site.mast.br\/pdf_volume_2\/participacao_Brasil_consorcios_internacionais.pdf<\/a><\/h6>\n<h6 id=\"6-castilho-bruno-vaz-desenvolvimento-de-instrumentacao-optica-e-infravermelha-no-brasil-1980-2013-in-historia-da-astronomia-no-brasil-2013-volume-2-196-225-org-oscar-t-matsuura-companhi\">[6] Castilho, Bruno Vaz, Desenvolvimento de instrumenta\u00e7\u00e3o \u00f3ptica e infravermelha no Brasil (1980-2013) <em>in<\/em> <em>Hist\u00f3ria da Astronomia no Brasil (2013)<\/em>, Volume 2, 196-225, Org.: Oscar T. Matsuura, Companhia Editora de Pernambuco, Recife, 2014.<\/h6>\n<h6 id=\"http-site-mast-br-pdf_volume_2-desenvolvimento_instrumentacao_optica_infravermelha-pdf\"><a href=\"http:\/\/site.mast.br\/pdf_volume_2\/desenvolvimento_instrumentacao_optica_infravermelha.pdf\">http:\/\/site.mast.br\/pdf_volume_2\/desenvolvimento_instrumentacao_optica_infravermelha.pdf<\/a><\/h6>\n<h6 id=\"7-costa-luiz-nicolaci-da-pellegrini-paulo-e-maia-marcio-a-g-desvendando-o-universo-com-grandes-mapeamentos-in-historia-da-astronomia-no-brasil-2013-volume-2-276-298-org-oscar-t-matsuu\">[7] Costa, Luiz Nicolaci da; Pellegrini, Paulo e Maia, Marcio A. G., Desvendando o universo com grandes mapeamentos <em>in Hist\u00f3ria da Astronomia no Brasil (2013)<\/em>, Volume 2, 276-298, Org.: Oscar T. Matsuura, Companhia Editora de Pernambuco, Recife, 2014.<\/h6>\n<h6 id=\"http-site-mast-br-pdf_volume_2-desvendando_universo_grandes_mapeamentos-pdf\"><a href=\"http:\/\/site.mast.br\/pdf_volume_2\/desvendando_universo_grandes_mapeamentos.pdf\">http:\/\/site.mast.br\/pdf_volume_2\/desvendando_universo_grandes_mapeamentos.pdf<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"No campo da Astrof\u00edsica de Altas Energias,[1]\u00a0as pesquisas continuam apesar da escassez&hellip;\n","protected":false},"author":44,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[144],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2717"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/44"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2717"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2717\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3280,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2717\/revisions\/3280"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2717"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2717"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2717"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}