{"id":2874,"date":"2022-07-25T07:59:15","date_gmt":"2022-07-25T07:59:15","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2874"},"modified":"2023-09-01T10:30:46","modified_gmt":"2023-09-01T10:30:46","slug":"a-origem-historica-das-sociedades-cientificas-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=2874","title":{"rendered":"A origem hist\u00f3rica das sociedades cient\u00edficas no Brasil"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"entidades-foram-fundamentais-para-a-institucionalizacao-da-ciencia-e-para-o-desenvolvimento-cientifico-no-pais\"><span style=\"color: #808080;\">Entidades foram fundamentais para a institucionaliza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia e para o desenvolvimento cient\u00edfico no pa\u00eds<\/span><\/h4>\n<p>A ci\u00eancia \u00e9 tratada como uma atividade perif\u00e9rica ou at\u00e9 mesmo sup\u00e9rflua em muitos pa\u00edses em desenvolvimento. Neste cen\u00e1rio, o papel das sociedades cient\u00edficas se torna ainda mais fundamental, defendendo o interesse de seus associados, estimulando a pesquisa cient\u00edfica e promovendo a divulga\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia e, muitas vezes, indo al\u00e9m de seu escopo e lutando por causas como inclus\u00e3o cultural e de g\u00eanero, prote\u00e7\u00e3o ambiental, democracia e justi\u00e7a social.<\/p>\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria das ci\u00eancias as sociedades cient\u00edficas foram e continuam sendo organismos essenciais. Elas contribuem para a gera\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias ci\u00eancias e as profiss\u00f5es que nelas se alicer\u00e7am, preservando sua hist\u00f3ria, divulgando seu conhecimento e criando condi\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento cient\u00edfico e profissional. Al\u00e9m disso, ajudam a criar uma cultura de apoio ao desenvolvimento impulsionado pela ci\u00eancia e tecnologia por meio de iniciativas p\u00fablicas e outras medidas.<\/p>\n<p>\u201cSe analisarmos a a\u00e7\u00e3o das sociedades cient\u00edficas europeias e americanas, por exemplo, podemos ver seu gigantesco papel no desenvolvimento e na divulga\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia\u201d, explica Carlos A. L. Filgueiras, professor do Departamento de Qu\u00edmica da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/ufmg.br\/\">Universidade Federal de Minas Gerais<\/a><\/span> (UFMG). Para o pesquisador, no Brasil, boa parte das elites dirigentes tem escasso conhecimento cient\u00edfico e n\u00e3o consegue perceber o papel crucial da ci\u00eancia para o progresso intelectual e material do pa\u00eds. Isto se reflete em boa parte da popula\u00e7\u00e3o. \u201cPor isso \u00e9 importante repetir que o desempenho das sociedades cient\u00edficas n\u00e3o s\u00f3 junto aos cientistas, mas tamb\u00e9m junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em geral, \u00e9 mais que nunca vital. A ignor\u00e2ncia do papel da ci\u00eancia no mundo moderno condenar\u00e1 o pa\u00eds a um atraso sempre maior\u201d enfatiza.<\/p>\n<p>Para D\u00e9bora Menezes, \u00a0professora do programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em F\u00edsica da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/ufsc.br\/\">Universidade Federal de Santa Catarina<\/a><\/span> (UFSC) e presidente da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/www.sbfisica.org.br\/\">Sociedade Brasileira de F\u00edsica<\/a> <\/span>(SBF), as sociedades cient\u00edficas sempre foram catalisadoras de ideias novas e representaram, desde o seu in\u00edcio, os interesses das diversas \u00e1reas do conhecimento que, no fundo, s\u00e3o os interesses da sociedade. \u201cNa conjuntura brasileira atual, quando o negacionismo cient\u00edfico faz parte do discurso governamental, a import\u00e2ncia das sociedades cient\u00edficas torna-se mais evidente e o seu papel como defensoras da ci\u00eancia e, portanto, de um\u00a0futuro melhor para\u00a0o pa\u00eds, passa a ser uma luta di\u00e1ria\u201d, afirma.<\/p>\n<h3 id=\"uma-origem-historica\"><strong>Uma origem hist\u00f3rica<\/strong><\/h3>\n<p>As sociedades cient\u00edficas t\u00eam uma origem hist\u00f3rica long\u00ednqua, que remonta \u00e0 \u00e9poca do Renascimento. No per\u00edodo, novos incentivos \u00e0 pesquisa cient\u00edfica levaram ao surgimento de organiza\u00e7\u00f5es que reuniam os grandes pensadores da \u00e9poca. O objetivo era melhorar a compreens\u00e3o humana em campos como astronomia, bot\u00e2nica, filosofia e hist\u00f3ria atrav\u00e9s da discuss\u00e3o e a troca de ideias e descobertas. Esses grupos foram precursores de renomadas institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas como <em>L&#8217;Accademia Nazionale dei Lincei<\/em> (It\u00e1lia, 1603), <em>German Academy of Sciences Leopoldina<\/em> (Alemanha, 1652), <em>The Royal Society<\/em> (Inglaterra, 1660), <em>Acad\u00e9mie des Sciences<\/em> (Fran\u00e7a, 1666) e <em>The American Philosophical Society<\/em> (Estados Unidos,1743).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-2878\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura1-300x221.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"368\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura1-300x221.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura1-1024x753.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura1-768x565.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura1-1536x1130.jpg 1536w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura1-16x12.jpg 16w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura1-800x588.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura1-1160x853.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura1.jpg 1572w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<h6 id=\"figura-1-criacao-da-sociedade-brasileira-para-o-progresso-da-ciencia-sbpc-em-1948folha-da-noite-sao-paulo-do-dia-9-de-junho-de-1948-fmors-acervo-sbpc\"><strong>Figura 1. Cria\u00e7\u00e3o da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC), em 1948<br \/>\n<\/strong>(Folha da Noite, S\u00e3o Paulo, do dia 9 de junho de 1948. FMORS\/Acervo SBPC)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essas associa\u00e7\u00f5es inspiraram outras iniciativas ao redor do mundo. Durante o s\u00e9culo XVIII, sociedades cient\u00edficas foram formadas na maioria das capitais da Europa e em muitas das prov\u00edncias menores. Elas proporcionavam um lugar para compartilhar e disseminar o conhecimento \u2013 especialmente atrav\u00e9s de seus peri\u00f3dicos, que se tornavam cada vez mais populares e importantes para o desenvolvimento cient\u00edfico.<\/p>\n<p>No Brasil, uma das primeiras tentativas de organiza\u00e7\u00e3o cient\u00edfica tamb\u00e9m data do s\u00e9culo XVIII: a Academia Cient\u00edfica do Rio de Janeiro, criada pelo marqu\u00eas do Lavradio em 1772 visando a difus\u00e3o de determinados aspectos da ci\u00eancia entre a elite local. A entidade tinha apenas nove membros e durou somente sete anos. Foi sucedida pouco tempo depois pela Sociedade Liter\u00e1ria do Rio de Janeiro, que tamb\u00e9m teve vida curta: foi fechada por raz\u00f5es pol\u00edticas com seus membros aprisionados sob acusa\u00e7\u00e3o de conspira\u00e7\u00e3o pr\u00f3-independ\u00eancia da col\u00f4nia.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo seguinte, houve poucas tentativas de organiza\u00e7\u00e3o das poucas pessoas que trabalhavam com ci\u00eancia, mas surgiram entidades ligadas a setores profissionais, como os de engenharia e medicina. A Academia Nacional de Medicina foi criada em 1829 e o Clube de Engenharia em 1880. Voltada para a ind\u00fastria, foi estabelecida a Sociedade Auxiliadora da Ind\u00fastria Nacional em 1831 e, sete anos mais tarde, surgia o <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.ihgb.org.br\/\">Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico Brasileiro<\/a><\/span> (IHGB), com foco na preserva\u00e7\u00e3o hist\u00f3rico-geogr\u00e1fica, cultural e de ci\u00eancias sociais.<\/p>\n<p>As atividades cient\u00edficas brasileiras centralizaram-se no Rio de Janeiro durante todo o s\u00e9culo XIX. Segundo Maria Am\u00e9lia Mascarenhas Dantes, em seu artigo &#8220;<span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/cienciaecultura.bvs.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252005000100014\"><em>As Ci\u00eancias na Hist\u00f3ria Brasileira<\/em><\/a><\/span>&#8220;, isso ocorreu porque era na ent\u00e3o capital brasileira que estavam concentrados os profissionais, brasileiros e estrangeiros, que come\u00e7aram a se organizar em associa\u00e7\u00f5es. Por\u00e9m, com a Rep\u00fablica, teve in\u00edcio uma diversifica\u00e7\u00e3o regional no desenvolvimento cient\u00edfico e t\u00e9cnico, que se ampliou durante o s\u00e9culo XX. Assim, j\u00e1 no final do s\u00e9culo XIX, escolas de engenharia, faculdades de medicina, museus de hist\u00f3ria natural e institutos ligados \u00e0 \u00e1rea da sa\u00fade come\u00e7am a proliferar por todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-ignorancia-do-papel-da-ciencia-no-mundo-moderno-condenara-o-pais-a-um-atraso-sempre-maior\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\">\u201cA ignor\u00e2ncia do papel da ci\u00eancia no mundo moderno condenar\u00e1 o pa\u00eds a um atraso sempre maior.\u201d<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desta forma, no s\u00e9culo XX, as sociedades cient\u00edficas se multiplicaram \u2013 especialmente em sua segunda metade, quando a ci\u00eancia cresceu no Pa\u00eds, as universidades se espalharam pelo territ\u00f3rio nacional e surgiu a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Uma importante iniciativa de organiza\u00e7\u00e3o surgiu em 1916, com a cria\u00e7\u00e3o da Sociedade Brasileira de Ci\u00eancia, depois <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.googleadservices.com\/pagead\/aclk?sa=L&amp;ai=DChcSEwitpZ-xz4f5AhVmbm8EHUa6AqYYABAAGgJqZg&amp;ae=2&amp;ohost=www.google.com&amp;cid=CAESauD2B2KqeBg3Oedu8P6FRf0cD3vxPb9yZXZoi4a7GQUOBu900ZOxs0zDQ_1gv4nDvFf--497B02sJItUmSglcsGlmTk_XCok9TkjVZDxNcMUTNk2HiH0tfEYuq4GwkHBVRihsuPIWeqSzXo&amp;sig=AOD64_0zDYoG-khUTNtWAf9-oor14cFOJg&amp;q&amp;adurl&amp;ved=2ahUKEwiQnpGxz4f5AhU3rZUCHcgkDZEQ0Qx6BAgDEAE\">Academia Brasileira de Ci\u00eancia<\/a><\/span> (ABC), uma sociedade que teve papel de destaque no desenvolvimento da ci\u00eancia no Brasil (Figura 3). Um pouco mais tarde, j\u00e1 na d\u00e9cada de 1930 surgiram as primeiras faculdades de filosofia ci\u00eancias e letras, em S\u00e3o Paulo e no Rio de Janeiro, que possibilitaram a forma\u00e7\u00e3o de professores e pesquisadores em diversas \u00e1reas cient\u00edficas.<\/p>\n<p>Apesar de v\u00e1rias iniciativas espalhadas por todo o pa\u00eds, a produ\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia no Brasil ainda era pequena neste per\u00edodo inicial do s\u00e9culo. Havia poucas institui\u00e7\u00f5es de pesquisa e a grande maioria das universidades ainda n\u00e3o tinha a tradi\u00e7\u00e3o de fazer pesquisa. Ap\u00f3s o t\u00e9rmino da Segunda Guerra Mundial, tornou-se mais evidente a necessidade de incentivar a ci\u00eancia para promover o desenvolvimento social e econ\u00f4mico. Neste cen\u00e1rio, um grupo de cientistas decidiu criar, em 8 de julho de 1948, a <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/portal.sbpcnet.org.br\/\">Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia<\/a> <\/span>(SBPC) (Figura 1). Seus principais articuladores foram Mauricio Rocha e Silva (Faculdade de Medicina &#8211; UFRJ), Paulo Sawaya (Departamento de Fisiologia &#8211; USP) e Jos\u00e9 Reis (Instituto Biol\u00f3gico de S\u00e3o Paulo &#8211; IB), mas tamb\u00e9m havia outros envolvidos como Jos\u00e9 Ribeiro do Vale (Instituto Butantan), Luiz Gast\u00e3o Mange Rosenfeld (Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas da Santa Casa de S\u00e3o Paulo) e Francisco Jo\u00e3o Maffei (Instituto de Pesquisas Tecnol\u00f3gicas &#8211; USP).<\/p>\n<p>\u201cA SBPC sempre lutou pelo desenvolvimento da ci\u00eancia brasileira, desde sua origem\u201d, aponta Fernanda Sobral, pesquisadora associada ao Departamento de Sociologia da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.unb.br\/\">Universidade de Bras\u00edlia<\/a><\/span> (UnB) e vice-presidente da SBPC. A pesquisadora conta que a entidade foi criada em um momento que o ent\u00e3o governador de S\u00e3o Paulo pretendia reduzir as atividades de pesquisa em qu\u00edmica org\u00e2nica e endocrinologia do Instituto Butant\u00e3, o que levou a uma mobiliza\u00e7\u00e3o da comunidade cient\u00edfica. &#8220;A raz\u00e3o de ser da SBPC sempre foi a defesa da liberdade de pesquisa, a independ\u00eancia do cientista brasileiro, e isso tem sido ao longo de sua hist\u00f3ria&#8221;.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-2879\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura2-275x300.jpg\" alt=\"\" width=\"458\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura2-275x300.jpg 275w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura2-939x1024.jpg 939w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura2-768x838.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura2-1408x1536.jpg 1408w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura2-11x12.jpg 11w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura2-800x873.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura2-1160x1266.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura2.jpg 1483w\" sizes=\"(max-width: 458px) 100vw, 458px\" \/><\/p>\n<h6 id=\"figura-2-cartaz-da-29a-reuniao-anual-da-sbpc-de-1977-com-a-assinatura-dos-fundadores-da-sociedade-brasileira-de-quimica-fonte-acerto-sbpc\"><strong>Figura 2. Cartaz da 29<sup>a<\/sup> Reuni\u00e3o Anual da SBPC de 1977 com a assinatura dos fundadores da Sociedade Brasileira de Qu\u00edmica.<br \/>\n<\/strong>(Fonte: Acerto SBPC)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Embora j\u00e1 existissem algumas sociedades cient\u00edficas no Brasil, a SBPC foi o embri\u00e3o de cria\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias outras e assumiu, de certo modo, o papel de uni-las para buscarem juntas a expans\u00e3o e a valoriza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia nacional. \u201c\u00c9 importante ter as sociedades espec\u00edficas, que re\u00fanem pesquisadores de cada \u00e1rea, e ter uma sociedade que re\u00fana todas as \u00e1reas. E a SBPC re\u00fane 170 sociedades de diversas \u00e1reas. Al\u00e9m de reunir cientistas, ela agrega tamb\u00e9m amigos da ci\u00eancia\u201d, aponta Sobral.<\/p>\n<h3 id=\"o-papel-das-sociedades\"><strong>O papel das sociedades<\/strong><\/h3>\n<p>Hoje o Brasil possui in\u00fameras sociedades cientificas espalhadas em quase todas as \u00e1reas do conhecimento e muitas delas com estruturas regionais. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel mencionar todas as mais de duas centenas de sociedades cient\u00edficas existentes.<\/p>\n<p>Uma das mais antigas \u00e9 a Sociedade Brasileira de Qu\u00edmica (SBQ), fundada em 1922 no Rio de Janeiro, que realizou v\u00e1rios congressos e publicou a Revista Brasileira de Chimica, sucedida pela Revista da Sociedade Brasileira de Qu\u00edmica, e que foi\u00a0 fechada em 1951. Em 1977, no bojo da 29.\u00aa Reuni\u00e3o Anual da SBPC (Figura 2), surge a atual\u00a0 <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/www.sbq.org.br\/pagina\/sobre-sbq\">Sociedade Brasileira de Qu\u00edmica<\/a><\/span> (SBQ). \u201cA SBQ esteve e est\u00e1 sempre presente nas principais iniciativas voltadas para o progresso e a amplia\u00e7\u00e3o das atividades da Qu\u00edmica no Brasil. Todavia, \u00e9 preciso que seja mais bem conhecida e apoiada pela popula\u00e7\u00e3o brasileira e pelas autoridades e \u00f3rg\u00e3os governamentais em todos os n\u00edveis\u201d, aponta Filgueiras. \u201cVivemos num mundo permeado pela qu\u00edmica em todos os seus aspectos, e toda a popula\u00e7\u00e3o deseja usufruir das benesses proporcionadas pela qu\u00edmica, que como ci\u00eancia central est\u00e1 presente em toda a vida humana\u201d, afirma.<\/p>\n<p>J\u00e1 a <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/www.sbfisica.org.br\/\">Sociedade Brasileira de F\u00edsica<\/a> <\/span>(SBF) foi fundada em 1966, germinada na SBPC, e tamb\u00e9m foi uma das primeiras entidades a se organizar e a passar a defender interesses pr\u00f3prios e, na \u00e9poca da ditadura, a apoiar os f\u00edsicos brasileiros que foram perseguidos. \u201cA f\u00edsica tem papel central no desenvolvimento de v\u00e1rias\u00a0outras \u00e1reas e a SBF, tanto por meio de publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, como pelo est\u00edmulo \u00e0 participa\u00e7\u00e3o dos seus s\u00f3cios em eventos tem\u00e1ticos, desempenhou papel importante na estrutura\u00e7\u00e3o da \u00e1rea e dos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Ao longo do tempo, a SBF tamb\u00e9m se voltou para os estudantes do ensino fundamental e m\u00e9dio, por meio das olimp\u00edadas brasileiras (<a href=\"http:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/olimpiada\/\"><span style=\"color: #800000;\">Olimp\u00edada Brasileira de F\u00edsica<\/span> &#8211;<\/a>\u00a0OBF e <a href=\"http:\/\/www.sbfisica.org.br\/~obfep\/\"><span style=\"color: #800000;\">Olimp\u00edada Brasileira de F\u00edsica das Escolas P\u00fablicas<\/span> &#8211; <\/a>OBFEP)\u201d, explica Menezes.<\/p>\n<p>Em 1978 foi fundada a <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.anped.org.br\/\">Associa\u00e7\u00e3o Nacional de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisa em Educa\u00e7\u00e3o<\/a><\/span>\u00a0(ANPEd), congregando programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o <em>stricto sensu<\/em> em educa\u00e7\u00e3o, assim como professores, estudantes e demais pesquisadores da \u00e1rea. Ao longo de sua hist\u00f3ria, a entidade em atuando nas principais lutas pela universaliza\u00e7\u00e3o e desenvolvimento da educa\u00e7\u00e3o no Brasil. Um ano depois, durante a 1.\u00aa Reuni\u00e3o sobre Forma\u00e7\u00e3o e Utiliza\u00e7\u00e3o de Pessoal de N\u00edvel Superior na \u00c1rea da Sa\u00fade P\u00fablica, realizada na sede da Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade (OPAS), em Bras\u00edlia, foi criada a <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/www.abrasco.org.br\">Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade Coletiva<\/a><\/span> (Abrasco), visando atuar como mecanismo de apoio e articula\u00e7\u00e3o entre os centros de treinamento, ensino e pesquisa em Sa\u00fade Coletiva. No decorrer de sua hist\u00f3ria, a Abrasco tem sido uma entidade ativa na formula\u00e7\u00e3o e no monitoramento das pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade, de educa\u00e7\u00e3o e de ci\u00eancia e tecnologia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-importancia-das-sociedades-cientificas-torna-se-mais-evidente-e-o-seu-papel-como-defensoras-da-ciencia-e-portanto-de-um-futuro-melhor-para-o-pais-passa-a-ser-uma-luta-diaria\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\">\u201cA import\u00e2ncia das sociedades cient\u00edficas torna-se mais evidente e o seu papel como defensoras da ci\u00eancia e, portanto, de um futuro melhor para o pa\u00eds, passa a ser uma luta di\u00e1ria.\u201d<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/www2.fesbe.org.br\/\">Federa\u00e7\u00e3o de Sociedades de Biologia Experimental<\/a> <\/span>(FeSBE), fundada em 1986, congrega 22 Sociedades Associadas visando a difus\u00e3o dos conhecimentos cient\u00edficos e a representa\u00e7\u00e3o junto \u00e0s autoridades governamentais e \u00e0 sociedade em geral na defesa do desenvolvimento da ci\u00eancia. \u201cO ativismo em favor da ci\u00eancia, em particular em nosso pa\u00eds, nunca foi t\u00e3o necess\u00e1rio. Neste momento, nada melhor do que indagar qual a fun\u00e7\u00e3o das sociedades cient\u00edficas e, no nosso caso, qual a fun\u00e7\u00e3o de uma Federa\u00e7\u00e3o. Acredito que, a primeira das suas fun\u00e7\u00f5es \u00e9 esclarecer continuamente e ampliar os horizontes\u201d, afirma Hernandes F. Carvalho, ex-presidente da federa\u00e7\u00e3o, em carta aberta.<\/p>\n<h3 id=\"para-alem-da-ciencia\"><strong>Para al\u00e9m da ci\u00eancia<\/strong><\/h3>\n<p>Como essas, muitas outras sociedades cient\u00edficas ao longo de suas hist\u00f3rias e por todo o Brasil vem cumprindo um papel fundamental no desenvolvimento da ci\u00eancia. E n\u00e3o s\u00f3: elas tamb\u00e9m s\u00e3o essenciais em quest\u00f5es pol\u00edticas e sociais. Iniciativas recentes mostram seu envolvimento com quest\u00f5es que extrapolam o \u00e2mbito da ci\u00eancia, como a defesa dos direitos humanos, da cidadania, da educa\u00e7\u00e3o e da democracia.<\/p>\n<p>\u201cAtualmente as lutas da SBF s\u00e3o tr\u00eas: dar visibilidade a tudo que faz, melhorar a diversidade na \u00e1rea e conseguir a cria\u00e7\u00e3o do Conselho Federal de F\u00edsica\u201d, aponta Menezes. \u201cNo que tange \u00e0 falta de diversidade, o problema \u00e9 comum nas \u00e1reas STEM (Ci\u00eancia, Tecnologia, Engenharia e Matem\u00e1tica), mas um levantamento do Grupo de Trabalho sobre Quest\u00f5es de G\u00eanero (recentemente substitu\u00eddo pela Comiss\u00e3o de Justi\u00e7a, Equidade, Diversidade e Inclus\u00e3o) apontou que a SBF \u00e9 muito \u2018n\u00e3o diversa\u2019 e que casos de ass\u00e9dio moral e sexual s\u00e3o recorrentes. Estamos trabalhando para mudar esse quadro\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da luta contra os cortes sistem\u00e1ticos que a ci\u00eancia vem sofrendo e para garantir o financiamento adequado para o setor, a SBPC tamb\u00e9m tem se empenhado em defender o acesso adequado e igualit\u00e1rio \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, a diversidade (e a inclus\u00e3o) cultural e de g\u00eanero, a prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente e dos povos origin\u00e1rios, e a democracia. \u201cAs principais lutas da SBPC no atual momento s\u00e3o derrubar a Emenda Constitucional 95, que d\u00e1 o teto de gastos e dificulta bastante o financiamento da pesquisa no Brasil, e pela observ\u00e2ncia da Lei 177, que proibiu o contingenciamento dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (FNDCT). Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m lutamos pela valoriza\u00e7\u00e3o das bolsas de estudos, solicitando tanto o aumento do n\u00famero de bolsas para estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, como o aumento do valor das bolsas, que est\u00e1 muito defasado e com isso n\u00e3o atrai para a carreira acad\u00eamica\u201d, explica Sobral.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-2880\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura3-300x150.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura3-300x150.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura3-1024x512.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura3-768x384.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura3-1536x768.jpg 1536w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura3-18x9.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura3-800x400.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura3-1160x580.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/CC-3-edicao-reprotagem-A-origem-histo\u0301rica-das-sociedades-cienti\u0301ficas-no-Brasil-figura3.jpg 1691w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<h6 id=\"figura-3-albert-einstein-durante-palestra-na-academia-brasileira-de-ciencias-abc-no-rio-de-janeiro-em-1925-na-ocasiao-o-cientista-recebeu-o-titulo-de-membro-correspondente-da-abcfonte-academ\"><strong>Figura 3. Albert Einstein durante palestra na Academia Brasileira de Ci\u00eancias (ABC), no Rio de Janeiro, em 1925. Na ocasi\u00e3o, o cientista recebeu o t\u00edtulo de membro correspondente da ABC<br \/>\n<\/strong>(Fonte: Academia Brasileira de Ci\u00eancias)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A falta de financiamento e os cortes sistem\u00e1ticos que a ci\u00eancia vem sofrendo no Brasil talvez sejam os maiores desafios que os cientistas enfrentam \u2013 e uma das maiores lutas das sociedades cient\u00edficas. Para Filgueiras, permanece no Brasil uma percep\u00e7\u00e3o de que os recursos aplicados nesse setor s\u00e3o gastos, e n\u00e3o investimentos. \u201cN\u00e3o se faz pesquisa sem grandes investimentos, que no Brasil s\u00e3o ainda muito deficientes. O retorno financeiro para o pa\u00eds deste tipo de investimento n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 abundante como gerador de prest\u00edgio nacional. Ao mesmo tempo, \u00e9 preciso investir numa educa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de qualidade e inclusiva, assim como na divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. As sociedades cient\u00edficas t\u00eam cumprido um excelente papel nesse sentido, mas a educa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e a divulga\u00e7\u00e3o por parte da m\u00eddia em geral \u00e9 bastante deficiente, seja em termos qualitativos ou qualitativos\u201d, enfatiza.<\/p>\n<hr \/>\n<h5 id=\"leia-mais\"><strong>Leia mais:<\/strong><\/h5>\n<h5 id=\"ciencia-para-o-brasil-70-anos-da-sociedade-brasileira-para-o-progresso-da-ciencia-sbpc\"><span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/portal.sbpcnet.org.br\/publicacoes\/ciencia-para-o-brasil-70-anos-da-sociedade-brasileira-para-o-progresso-da-ciencia-sbpc\/\">Ci\u00eancia para o Brasil \u2013 70 anos da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC)<\/a><\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"imagem-de-capa-sociedades-cientificas-foram-fundamentais-para-a-institucionalizacao-da-cienciaparticipantes-da-reuniao-anual-da-sbpc-em-porto-alegre-rs-1952-acervo-sbpc-reproducao\"><strong>Imagem de capa: Sociedades cient\u00edficas foram fundamentais para a institucionaliza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia<br \/>\n<\/strong>(Participantes da Reuni\u00e3o Anual da SBPC em Porto Alegre-RS, 1952. Acervo SBPC. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 id=\"bueno-chris-a-origem-historica-das-sociedades-cientificas-no-brasil-entidades-foram-fundamentais-para-a-institucionalizacao-da-ciencia-e-para-o-desenvolvimento-cientifico-no-pais-cienc\"><span style=\"color: #808080;\"><em>BUENO, Chris.<span class=\"article-title\">\u00a0A origem hist\u00f3rica das sociedades cient\u00edficas no Brasil: entidades foram fundamentais para a institucionaliza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia e para o desenvolvimento cient\u00edfico no pa\u00eds.<\/span>\u00a0Cienc. Cult.\u00a0[online]. 2022, vol.74, n.3 [citado\u00a0 2023-09-01], pp.1-6. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/cienciaecultura.bvs.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252022000300013&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. ISSN 0009-6725.\u00a0 http:\/\/dx.doi.org\/10.5935\/2317-6660.20220050.<\/em><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Entidades foram fundamentais para a institucionaliza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia e para o desenvolvimento&hellip;\n","protected":false},"author":11,"featured_media":2876,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2874"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2874"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2874\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4655,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2874\/revisions\/4655"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2876"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2874"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2874"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2874"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}