{"id":3137,"date":"2022-09-19T08:00:36","date_gmt":"2022-09-19T08:00:36","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=3137"},"modified":"2022-09-05T12:15:46","modified_gmt":"2022-09-05T12:15:46","slug":"a-cartografia-social-como-passaporte-de-cidadania-e-nova-forma-de-producao-de-conhecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=3137","title":{"rendered":"A cartografia social como passaporte de cidadania e nova forma de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"antropologo-social-alfredo-wagner-berno-de-almeida-discute-como-a-ideia-da-nova-cartografia-nasce-contra-o-monopolio-dos-poderes\"><span style=\"color: #808080;\">Antrop\u00f3logo social Alfredo Wagner Berno de Almeida discute como a ideia da nova cartografia nasce contra o monop\u00f3lio dos poderes<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO que \u00e9 relevante de ser mapeado? Aquilo que o Estado acha que \u00e9 relevante? Aquilo que o conhecimento cient\u00edfico refinado e erudito acha que \u00e9 relevante? Ou aquilo que os pr\u00f3prios atingidos dizem que \u00e9 relevante?\u201d, dispara o professor e pesquisador Alfredo Wagner Berno de Almeida, coordenador do projeto Nova Cartografia Social da Amaz\u00f4nia. \u201cN\u00f3s vivemos transitando nestas fronteiras do conhecimento, da\u00ed que a nova cartografia foi se erigindo enquanto uma forma de produzir conhecimento.\u201d<\/p>\n<p>Antrop\u00f3logo social, Almeida \u00e9 professor da Universidade Federal do Maranh\u00e3o (UFAM) e das universidades federal e do estado do Amazonas, al\u00e9m de\u00a0conselheiro regional do Grupo de Trabalho dos Direitos Humanos da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC).\u00a0Em nossa conversa do Ci\u00eancia &amp; Cultura Cast, ele fala como essa ideia da nova cartografia nasce contra o monop\u00f3lio dos poderes. Antes a cartografia e a ideia de produzir mapas estava muito ligada \u00e0s ci\u00eancias militares, ao poder, \u00e0 a\u00e7\u00e3o colonial e aos imp\u00e9rios, explica o professor. \u201cHoje n\u00f3s estamos assistindo ao fim do monop\u00f3lio destes poderes que ditavam o que os mapas deveriam ter desde o s\u00e9culo XVI.\u201d<\/p>\n<p>A cartografia social nasce no contexto de populariza\u00e7\u00e3o dessa nova forma de produzir conhecimento. Para Almeida, \u00e9 preciso nos atentarmos para novos significados e conceitos. \u201cNo caso da nova cartografia social, ela n\u00e3o tem muito a ver com a geografia, t\u00e3o pouco com a geologia. Ela significa, nesse novo l\u00e9xico, uma tentativa de produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, de descri\u00e7\u00e3o, levando em considera\u00e7\u00e3o novas possibilidades de entendimento de realidades localizadas e de processos reais, enfatizando a situacionalidade da produ\u00e7\u00e3o de mapas.\u201d<\/p>\n<p>O pesquisador afirma: \u201cQuando povos origin\u00e1rios e comunidades tradicionais produzem as suas pr\u00f3prias representa\u00e7\u00f5es cartogr\u00e1ficas, eles reafirmam suas territorialidades. Esse tipo de produ\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica \u00e9 um passaporte para ser cidad\u00e3o, porque o territ\u00f3rio acompanha a sua identidade coletiva.\u201d O professor lembra, no entanto, que ao mesmo tempo que houve um avan\u00e7o da nova cartografia, h\u00e1 ainda muitas terras ind\u00edgenas sem mapeamento preciso, assim como terras que s\u00e3o objeto de reforma agr\u00e1ria e assentamento.<\/p>\n<p>Ou\u00e7a aqui na \u00edntegra o conte\u00fado desta conversa.<\/p>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: A cartografia social como passaporte de cidadania e nova forma de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/5AXRrmRgxsdLN2bKXc4KIG?si=2ef584cb39d24e31&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Antrop\u00f3logo social Alfredo Wagner Berno de Almeida discute como a ideia da&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":3140,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3137"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3137"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3137\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3139,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3137\/revisions\/3139"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3140"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3137"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3137"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3137"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}