{"id":3142,"date":"2022-09-06T11:02:47","date_gmt":"2022-09-06T11:02:47","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=3142"},"modified":"2022-09-06T11:02:47","modified_gmt":"2022-09-06T11:02:47","slug":"museu-do-ipiranga-reabre-com-area-ampliada-e-totalmente-acessivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=3142","title":{"rendered":"Museu do Ipiranga reabre com \u00e1rea ampliada e totalmente acess\u00edvel"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"museu-reabre-para-o-publico-com-12-exposicoes-para-comemorar-o-bicentenario-da-independencia\"><span style=\"color: #808080;\">Museu reabre para o p\u00fablico com 12 exposi\u00e7\u00f5es para comemorar o bicenten\u00e1rio da Independ\u00eancia<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma d\u00e9cada fechado para o p\u00fablico, o Museu Paulista reabrir\u00e1 suas portas na pr\u00f3xima semana. Para quem olha de fora, as diferen\u00e7as s\u00e3o discretas. No entanto, uma completa reestrutura\u00e7\u00e3o interna modernizou o edif\u00edcio do s\u00e9culo 19, tornando-o completamente acess\u00edvel a um p\u00fablico diverso.<\/p>\n<p>A nova entrada fica ao lado do espelho d\u2019\u00e1gua e d\u00e1 acesso a um piso inteiramente novo, que integra o museu ao jardim franc\u00eas, totalmente revitalizado. O Piso Jardim abriga um audit\u00f3rio com capacidade para 200 pessoas, uma \u00e1rea para exposi\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias e outra para acolhimento dos visitantes, rasgada por uma janela curva de 30 metros com vista para o Parque da Independ\u00eancia.<\/p>\n<p>O projeto arquitet\u00f4nico \u2013 que inclui escadas rolantes e elevadores \u2013 permite que um visitante com mobilidade reduzida ingresse no edif\u00edcio pela \u00e1rea de acolhimento, passe por todos os andares e chegue at\u00e9 o mirante, no topo do pr\u00e9dio. O novo Museu do Ipiranga tamb\u00e9m \u00e9 acess\u00edvel a portadores de defici\u00eancia visual, auditiva ou cognitiva. As exposi\u00e7\u00f5es de longa dura\u00e7\u00e3o s\u00e3o repletas de objetos interativos \u2013 feitos de pedra, porcelana, madeira, resina, tecidos e outros materiais \u2013 e com recursos multissensoriais, como alto relevo e descri\u00e7\u00f5es em Libras e em Braille.<\/p>\n<p>Depois de um processo de reforma iniciado efetivamente em 2019, mas que deve ser recuado at\u00e9 2014 se forem consideradas todas as etapas preparat\u00f3rias, a reabertura coincide com as comemora\u00e7\u00f5es do Bicenten\u00e1rio da Independ\u00eancia do Brasil. E transcorrer\u00e1 em tr\u00eas dias consecutivos: 6 de setembro, com evento para autoridades e patrocinadores; 7 de setembro, com inaugura\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica para convidados (estudantes de escolas p\u00fablicas estaduais e municipais e trabalhadores da obra de recupera\u00e7\u00e3o com suas fam\u00edlias); 8 de setembro, com abertura para o p\u00fablico em geral, previamente agendada no\u00a0<span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/museudoipiranga.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">site<\/a><\/strong>\u00a0<\/span>da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Museu Paulista \u00e9 um dos quatro museus da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e o processo de restaura\u00e7\u00e3o, moderniza\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio de exposi\u00e7\u00f5es envolveu uma parceria da universidade com entidades p\u00fablicas e privadas, patrocinadoras do projeto, como destaca \u00e0\u00a0<b>Ag\u00eancia FAPESP<\/b>\u00a0o atual reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior. \u201cFoi uma jornada heroica para desenvolver um dos maiores empreendimentos culturais brasileiros dos \u00faltimos tempos. O Museu do Ipiranga \u00e9 parte da identidade de nosso pa\u00eds e do imagin\u00e1rio do brasileiro. Agora, ao entregarmos o pr\u00e9dio do museu \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, restaurado, modernizado e acess\u00edvel, queremos que ele seja tamb\u00e9m parte ativa e pulsante da cena cultural e social paulista e brasileira\u201d, diz.<\/p>\n<h3 id=\"exposicoes\">Exposi\u00e7\u00f5es<\/h3>\n<p>O reitor ressalta que as 12 exposi\u00e7\u00f5es que ser\u00e3o abertas a partir da reinaugura\u00e7\u00e3o \u201cmarcam uma nova fase curatorial da institui\u00e7\u00e3o, cujo impacto social e cultural se deve ao seu importante acervo e ao edif\u00edcio que ocupa\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da restaura\u00e7\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio hist\u00f3rico, destacam-se as obras de amplia\u00e7\u00e3o, que, acrescentando 6.800 metros quadrados (m<sup>2<\/sup>), dobraram a \u00e1rea \u00fatil do edif\u00edcio de exposi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cDiretamente acess\u00edvel pelo jardim, a parte ampliada tamb\u00e9m cont\u00e9m salas de aula, salas de atividades educativas, cafeteria, loja e um novo sagu\u00e3o de exposi\u00e7\u00f5es com cerca de 800 m<sup>2<\/sup>\u201d, informa\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/1971\/rosaria-ono\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ros\u00e1ria Ono<\/a><\/strong>, professora titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e atual diretora do Museu Paulista.<\/p>\n<p>Ono informa que todo esse espa\u00e7o novo foi ganho no subsolo, por meio de escava\u00e7\u00f5es muito cuidadosas para n\u00e3o comprometer a estabilidade estrutural do pr\u00e9dio hist\u00f3rico. \u201cFoi um enorme desafio t\u00e9cnico, para o qual contamos com a colabora\u00e7\u00e3o de engenheiros professores da Escola Polit\u00e9cnica da USP\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O professor\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/fapesp.br\/11697\/marco-antonio-zago\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marco Antonio Zago<\/a><\/strong>, atual presidente da FAPESP, que era reitor da USP quando a decis\u00e3o de reformar foi tomada, lembra de como o processo come\u00e7ou: \u201cEm 2013, um ano antes de eu assumir, o museu foi fechado, pois o pr\u00e9dio oferecia grandes riscos para os visitantes. Logo que assumi, em 2014, eu o visitei, na companhia do ent\u00e3o vice-reitor,\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/1829\/vahan-agopyan\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Vahan Agopyan<\/a><\/strong>, que depois me sucederia na reitoria. As condi\u00e7\u00f5es do edif\u00edcio realmente eram terr\u00edveis, com vazamentos, pisos quebrados, escoras para segurar o teto etc. Nossa primeira preocupa\u00e7\u00e3o foi saber se havia risco imediato de desabamento. N\u00e3o havia. Mas, naquele momento, tamb\u00e9m n\u00e3o havia condi\u00e7\u00f5es para a reforma, porque a universidade estava atravessando uma grav\u00edssima crise financeira, com a interrup\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias obras j\u00e1 em curso\u201d.<\/p>\n<p>Zago conta que foi realizada a reuni\u00e3o de uma associa\u00e7\u00e3o de amigos do Museu Paulista, na qual v\u00e1rios empres\u00e1rios mostraram disposi\u00e7\u00e3o de ajudar. \u201cMas era preciso angariar mais recursos. Eu conversei com o ent\u00e3o governador Geraldo Alckmin, que se interessou bastante, por\u00e9m, ressaltou que os recursos deveriam vir principalmente da iniciativa privada. E meu papel foi buscar esse apoio.\u201d<\/p>\n<p>Desse esfor\u00e7o resultou, tempos depois, uma chamada para empresas interessadas apresentarem projetos de reforma. E a proposta vitoriosa veio a ser aquela posteriormente implementada. \u201cFoi uma proposta bastante inovadora e que, al\u00e9m da restaura\u00e7\u00e3o extremamente criteriosa do pr\u00e9dio hist\u00f3rico, propunha praticamente duplicar a \u00e1rea, com v\u00e1rias adi\u00e7\u00f5es modernas, a exemplo do que foi feito em outros grandes museus do mundo. A USP sozinha n\u00e3o seria capaz de arcar, nem mesmo de administrar uma obra desse porte. Quando sa\u00ed da reitoria, com o projeto arquitet\u00f4nico aprovado, j\u00e1 estava em andamento a transfer\u00eancia do acervo para que as obras pudessem come\u00e7ar. E o novo governador conseguiu atrair expressivos aportes financeiros da iniciativa privada. Fiquei muito emocionado ao visitar recentemente o edif\u00edcio reformado e ver o resultado de tudo isso\u201d, enfatiza Zago.<\/p>\n<h3 id=\"quadro-iconico\"><b>Quadro ic\u00f4nico<\/b><\/h3>\n<p>Ao lado da reforma, moderniza\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio de exposi\u00e7\u00f5es, um destaque, importante pelo valor hist\u00f3rico e simb\u00f3lico, foi a restaura\u00e7\u00e3o do quadro\u00a0<i>Independ\u00eancia ou Morte<\/i>, de Pedro Am\u00e9rico (1843-1905). Com seus personagens e ambienta\u00e7\u00e3o altamente idealizados, essa obra conferiu tom \u00e9pico a um acontecimento que, segundo testemunhas da \u00e9poca e pesquisas hist\u00f3ricas posteriores, teria sido bem menos glorioso. A despeito disso, reproduzida em livros did\u00e1ticos, ela se tornou, no imagin\u00e1rio de mais de uma gera\u00e7\u00e3o de brasileiros, uma esp\u00e9cie de retrato oficial da nacionalidade.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m de reparar danos causados pela a\u00e7\u00e3o do tempo, buscamos devolver \u00e0 pintura suas cores originais \u2013 retirando a sujidade acumulada com o tempo, recompondo pontos de perda na camada pict\u00f3rica original e retirando vest\u00edgios de restauros antigos, como um amarelado indevido em certa regi\u00e3o do c\u00e9u\u201d, informou, na ocasi\u00e3o, a pesquisadora\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/7641\/marcia-de-almeida-rizzutto\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">M\u00e1rcia Rizzutto<\/a><\/strong>, professora do Instituto de F\u00edsica (IF-USP), que atuou como uma das assessoras cient\u00edficas da restaura\u00e7\u00e3o. Seu trabalho foi apoiado pela FAPESP no \u00e2mbito do Projeto Tem\u00e1tico \u201c<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/98722\/coletar-identificar-processar-difundir-o-ciclo-curatorial-e-a-producao-do-conhecimento\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Coletar, identificar, processar, difundir: o ciclo curatorial e a produ\u00e7\u00e3o do conhecimento<\/a><\/strong>\u201d, coordenado por\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/33652\/ana-goncalves-magalhaes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ana Magalh\u00e3es<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>Mas a reforma do pr\u00e9dio hist\u00f3rico, o acr\u00e9scimo de novas \u00e1reas de acolhimento e exposi\u00e7\u00e3o e a restaura\u00e7\u00e3o do quadro de Pedro Am\u00e9rico s\u00e3o apenas os aspectos mais vis\u00edveis de um processo muito maior. Nesse sentido, a \u00eanfase na dimens\u00e3o curatorial feita pelo reitor Carlotti \u00e9 bastante oportuna, porque a reabertura do edif\u00edcio n\u00e3o exibir\u00e1 apenas um espa\u00e7o totalmente renovado, compat\u00edvel com o padr\u00e3o dos grandes museus internacionais, e capaz de receber um p\u00fablico anual superior a 500 mil visitantes, mas mostrar\u00e1 tamb\u00e9m um novo conceito de acervos: n\u00e3o apenas uma cole\u00e7\u00e3o de itens luxuosos herdados das elites econ\u00f4mica e pol\u00edtica do passado, mas um conjunto muito diversificado de objetos, que traduzem a vida da sociedade brasileira em seus m\u00faltiplos segmentos e em suas distintas \u00e9pocas.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas geralmente associam um museu ao seu espa\u00e7o de exposi\u00e7\u00e3o. Mas um museu \u00e9 muito mais do que isso. Entre outras coisas, \u00e9 uma unidade de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento cient\u00edfico, um centro multidisciplinar de pesquisa, inova\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o. Mais de 80% do trabalho dos profissionais envolvidos ocorre nas reservas t\u00e9cnicas, nas atividades de prospec\u00e7\u00e3o, coleta, cataloga\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o de itens, bem como no esfor\u00e7o para comunicar os resultados posteriormente \u00e0 sociedade\u201d, afirma a historiadora\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/91974\/solange-ferraz-de-lima\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Solange Ferraz de Lima<\/a><\/strong>, que foi diretora do Museu Paulista de 2016 a 2020 e participou intensamente de todas as etapas do processo de restaura\u00e7\u00e3o, moderniza\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A reserva t\u00e9cnica do museu cont\u00e9m mais de 450 mil itens. Destes, cerca de 3.800 ser\u00e3o exibidos nas exposi\u00e7\u00f5es da reabertura, dando ao p\u00fablico uma ideia geral do que \u00e9 o museu e do que nele se faz, ampliando a representatividade social.<\/p>\n<p>\u201cEsses itens est\u00e3o organizados em tr\u00eas grandes \u00e1reas: \u2018universo do trabalho\u2019, com ferramentas, moldes, bancadas, tipos para impress\u00e3o; \u2018cotidiano e sociedade\u2019, com objetos dom\u00e9sticos, instrumentos de cozinha, pe\u00e7as de mobili\u00e1rio e decora\u00e7\u00e3o; e \u2018hist\u00f3ria do imagin\u00e1rio\u2019, com retratos, paisagens, cart\u00f5es-postais, r\u00f3tulos de embalagens etc.\u201d, conta Ferraz de Lima.<\/p>\n<p>A pesquisadora destaca que os acervos cont\u00eam inclusive itens bastante ef\u00eameros, geralmente descartados, mas que, reunidos em sequ\u00eancia, fornecem um retrato muito vivo da sociedade e suas din\u00e2micas. \u00c9 o caso de uma inusitada cole\u00e7\u00e3o de pap\u00e9is de embrulhar balas.<\/p>\n<p>Uma etapa preparat\u00f3ria para a reforma e moderniza\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio foi retirar e levar para longe todos esses itens. Por meio de aux\u00edlio ao projeto \u201c<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/35150\/cultura-material-e-gestao-de-acervos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cultura material e gest\u00e3o de acervos<\/a><\/strong>\u201d, conduzido por Ferraz de Lima, a FAPESP aportou recursos bastante polpudos para que os objetos pudessem ser adequadamente acondicionados, transportados com seguran\u00e7a e guardados em condi\u00e7\u00f5es de controle ambiental e em mobili\u00e1rio apropriado em cinco im\u00f3veis adaptados para funcionar como reservas t\u00e9cnicas e laborat\u00f3rios. \u201cEsse aux\u00edlio foi absolutamente fundamental. Sem ele, n\u00e3o ter\u00edamos podido nem iniciar a reforma\u201d, reconhece a diretora Ono.<\/p>\n<p>Os acervos e todo o trabalho de pesquisa realizado com eles continuar\u00e3o a ocorrer nos cinco im\u00f3veis adaptados. E ser\u00e1 assim at\u00e9 que a institui\u00e7\u00e3o venha a dispor de um edif\u00edcio \u00fanico que funcione como centro de cultura material e abrigo para uma reserva t\u00e9cnica visit\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cO edif\u00edcio hist\u00f3rico nunca mais voltar\u00e1 a abrigar a reserva t\u00e9cnica. Todo o espa\u00e7o, agora duplicado, ser\u00e1 destinado a exposi\u00e7\u00f5es e ao acolhimento do p\u00fablico\u201d, diz Ferraz de Lima.<\/p>\n<p>Um exemplo bastante interessante do tipo de pesquisa que vem sendo realizada com os acervos \u00e9 o projeto \u201cProcessamento de alimentos no espa\u00e7o dom\u00e9stico, S\u00e3o Paulo, 1860-1960\u201d, coordenado pela historiadora\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/103738\/vania-carneiro-de-carvalho\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">V\u00e2nia Carneiro de Carvalho<\/a><\/strong>\u00a0e executado pela equipe do Grupo de Pesquisa Espa\u00e7o Dom\u00e9stico, Corpo e Materialidades (Gema). O principal produto dessa pesquisa ser\u00e1 o \u201c<strong><a href=\"https:\/\/sites.usp.br\/gema\/repertorio-hist%C3%83?????????????%C3%83????????????%C3%83???????????%C3%83??????????%C3%83?????????%C3%83????????%C3%83???????%C3%83??????%C3%83?????%C3%83????%C3%83???%C3%83??%C3%83?%C3%82%C2%B3rico-da-cozinha\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Repert\u00f3rio Hist\u00f3rico Ilustrado de Ferramentas e Equipamentos de Cozinha<\/a><\/strong>\u201d, um livro eletr\u00f4nico que vai reunir textos e ilustra\u00e7\u00f5es sobre mais de 150 objetos de cozinha, com o objetivo de trazer subs\u00eddios para outras cole\u00e7\u00f5es museol\u00f3gicas e para pesquisas hist\u00f3ricas de modo geral.<\/p>\n<p>\u201cEsse estudo diz muito sobre as din\u00e2micas da sociedade brasileira. Ao contr\u00e1rio do que ocorreu nos Estados Unidos, onde o quase desaparecimento da profiss\u00e3o de empregada dom\u00e9stica se fez acompanhar de uma r\u00e1pida eletrifica\u00e7\u00e3o dos utens\u00edlios de cozinha e do consumo maci\u00e7o de comida enlatada, encontramos no Brasil uma situa\u00e7\u00e3o bastante diferente. Aqui, o emprego dom\u00e9stico se manteve at\u00e9 hoje, e n\u00e3o apenas nas casas de fam\u00edlias ricas, tivemos um consumo muito menor de enlatados e os utens\u00edlios de cozinha exibiram, por muito tempo, uma not\u00e1vel coexist\u00eancia de equipamentos manuais, mec\u00e2nicos e el\u00e9tricos. Houve uma esp\u00e9cie de resist\u00eancia dos saberes artesanais\u201d, afirma Carneiro de Carvalho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"com-informacoes-da-agencia-fapesp\"><em>Com informa\u00e7\u00f5es da <a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/\">Ag\u00eancia Fapesp<\/a><\/em><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Museu reabre para o p\u00fablico com 12 exposi\u00e7\u00f5es para comemorar o bicenten\u00e1rio&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":1906,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3142"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3142"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3142\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3143,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3142\/revisions\/3143"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1906"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3142"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3142"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3142"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}