{"id":3483,"date":"2023-01-09T07:59:20","date_gmt":"2023-01-09T07:59:20","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=3483"},"modified":"2023-08-30T19:11:51","modified_gmt":"2023-08-30T19:11:51","slug":"as-ciencias-a-cultura-e-as-artes-rompem-o-atraso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=3483","title":{"rendered":"As ci\u00eancias, a cultura e as artes rompem o atraso"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"setores-estimulam-a-reflexao-e-o-avanco-da-sociedade\"><span style=\"color: #808080;\">Setores estimulam a reflex\u00e3o e o avan\u00e7o da sociedade<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As ci\u00eancias, as artes e a cultura s\u00e3o setores que exigem um permanente exerc\u00edcio de reflex\u00e3o dial\u00e9tica, que culmina frequentemente com um processo de renova\u00e7\u00e3o de ideias e cria\u00e7\u00f5es variadas para al\u00e9m das habituais perspectivas. Se por um aspecto, as ci\u00eancias t\u00eam como foco a busca de verdades at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidas, assim como novas descobertas e revolu\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, as artes e a cultura contam com uma liberdade sem limites para elaborar sua pr\u00f3pria realidade, nem sempre bela, nem sempre positiva e, frequentemente, inc\u00f4moda. Nesse sentido, o conceito de est\u00e9tica na cultura foge aos padr\u00f5es tradicionais e abre caminhos para outra forma de introduzir o inovador, o inusitado ou o exc\u00eantrico, estimulado por uma \u00e2nsia de que o inc\u00f4modo estimule uma estranha reflex\u00e3o. Isso vem acontecendo h\u00e1 s\u00e9culos, mas se acentuou bastante \u00e0 medida que as artes foram se liberando da ditadura das academias. Essa insurrei\u00e7\u00e3o se destacou prioritariamente nas ci\u00eancias, nas artes pl\u00e1sticas, na m\u00fasica, na literatura, e nas artes c\u00eanicas. As rupturas estil\u00edsticas frequentemente partem da obra de um ou de um pequeno grupo de artistas para, em seguida, se refletir em outras, da mesma ou de linguagens diferentes.<\/p>\n<p>Sem d\u00favidas, o acontecimento mais definitivo da Idade Moderna foi a Revolu\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica no s\u00e9culo XVII. A ci\u00eancia que come\u00e7ou a se manifestar e dar seus primeiros passos atrav\u00e9s da tecnologia e da formula\u00e7\u00e3o te\u00f3rica foi, gradativamente, ocupando espa\u00e7o entre os pensadores a partir da decad\u00eancia da Idade M\u00e9dia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"as-ciencias-as-artes-e-a-cultura-sao-setores-que-exigem-um-permanente-exercicio-de-reflexao-dialetica-que-culmina-frequentemente-com-um-processo-de-renovacao-de-ideias-e-criacoes-variadas-p\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\">\u201cAs ci\u00eancias, as artes e a cultura s\u00e3o setores que exigem um permanente exerc\u00edcio de reflex\u00e3o dial\u00e9tica, que culmina frequentemente com um processo de renova\u00e7\u00e3o de ideias e cria\u00e7\u00f5es variadas para al\u00e9m das habituais perspectivas.\u201d<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os avan\u00e7os cient\u00edficos culminaram com uma ruptura surpreendente que se deu na Europa, desenvolvido por seres de intelecto e sensibilidade, sem d\u00favida, privilegiados, sendo alguns incrivelmente inclinados para as artes \u2013 que possu\u00edam vieses inovadores. Como exemplo, n\u00e3o posso deixar de citar, entre outros, Leonardo Da Vinci, Galileu Galilei, Charles Darwin, Albert Einstein, Isaac Newton e Louis Pasteur.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o entre a Idade M\u00e9dia e a Moderna, mais precisamente entre os s\u00e9culos XIV e XVII, deu-se o Renascimento, o maior movimento renovador de que se tem conhecimento nas artes, at\u00e9 ent\u00e3o era rigidamente subordinada \u00e0s cl\u00e1usulas da Igreja Cat\u00f3lica. O remodelamento cient\u00edfico e cultural tamb\u00e9m exerceu forte influ\u00eancia nas rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e econ\u00f4micas na Europa inteira, quando os primeiros sinais capitalistas passaram a substituir o feudalismo.<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-obras-da-exposicao-amazonia-ao-cubo-que-une-arte-ciencia-e-tecnologia-da-artista-amazonense-hadna-abreureproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-3486\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CC-4-edicao-opinia\u0303o-As-cie\u0302ncias-a-cultura-e-as-artes-rompem-o-atraso-figura1-300x210.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CC-4-edicao-opinia\u0303o-As-cie\u0302ncias-a-cultura-e-as-artes-rompem-o-atraso-figura1-300x210.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CC-4-edicao-opinia\u0303o-As-cie\u0302ncias-a-cultura-e-as-artes-rompem-o-atraso-figura1-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CC-4-edicao-opinia\u0303o-As-cie\u0302ncias-a-cultura-e-as-artes-rompem-o-atraso-figura1.jpg 404w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. Obras da exposi\u00e7\u00e3o \u201cAmaz\u00f4nia ao Cubo\u201d, que une arte, ci\u00eancia e tecnologia, da artista amazonense Hadna Abreu<br \/>\n<\/strong>(Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foi quando as artes pl\u00e1sticas e c\u00eanicas, a literatura e a m\u00fasica passaram a expressar sentimentos humanistas e o modo de ser, sentir e viver dos v\u00e1rios povos. Entendendo a cultura como o genu\u00edno reflexo do pensar, do sentir, do expressar, compreende-se a mudan\u00e7a de foco na dire\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o. (Figura 1)<\/p>\n<p>Simultaneamente, o planeta vivia a descoberta de outros continentes, povos, culturas al\u00e9m de vegetais e minerais que revelaram um inimagin\u00e1vel horizonte que abriu panoramas para uma nova vida, inspira\u00e7\u00f5es e novas experi\u00eancias cient\u00edficas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-criatividade-esta-no-cerne-de-todo-e-qualquer-avanco\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\">\u201cA criatividade est\u00e1 no cerne de todo e qualquer avan\u00e7o.\u201d<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que essas descobertas revelaram a necessidade de se explorar a criatividade art\u00edstica e cient\u00edfica, uma vez que a criatividade est\u00e1 no cerne de todo e qualquer avan\u00e7o.<\/p>\n<p>Se dirigentes autocr\u00e1ticos encaram a singularidade como um desafio a ser vedado, por portar a capacidade de superar solu\u00e7\u00f5es rudimentares, a arte, a cultura e as ci\u00eancias n\u00e3o se sujeitam a tal limita\u00e7\u00e3o, uma vez que, com todos os problemas cient\u00edficos j\u00e1 detectados no mundo inteiro, n\u00e3o h\u00e1 mais condi\u00e7\u00f5es do regresso \u00e0 Idade M\u00e9dia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-ciencia-arte-e-cultura-exigem-reflexao-e-culminam-com-renovacao-de-ideias-e-criacoes-variadasimagem-sociedade-artistica-brasileira-sabra\"><strong>Capa: Ci\u00eancia, arte e cultura exigem reflex\u00e3o e culminam com renova\u00e7\u00e3o de ideias e cria\u00e7\u00f5es variadas<br \/>\n<\/strong>(Imagem: Sociedade Art\u00edstica Brasileira \u2013 SABRA)<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 id=\"hollanda-ana-de-as-ciencias-a-cultura-e-as-artes-rompem-o-atraso-setores-estimulam-a-reflexao-e-o-avanco-da-sociedade-cienc-cult-online-2022-vol-74-n-4-citado-2023-08\"><em><span style=\"color: #808080;\">HOLLANDA, Ana de.<span class=\"article-title\">\u00a0As ci\u00eancias, a cultura e as artes rompem o atraso: setores estimulam a reflex\u00e3o e o avan\u00e7o da sociedade.<\/span>\u00a0Cienc. Cult.\u00a0[online]. 2022, vol.74, n.4 [citado\u00a0 2023-08-30], pp.01-03. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/cienciaecultura.bvs.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252022000400014&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. ISSN 0009-6725.\u00a0 http:\/\/dx.doi.org\/10.5935\/2317-6660.20220068.<\/span><\/em><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Setores estimulam a reflex\u00e3o e o avan\u00e7o da sociedade &nbsp; As ci\u00eancias,&hellip;\n","protected":false},"author":66,"featured_media":3487,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[21],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3483"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/66"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3483"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3483\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4646,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3483\/revisions\/4646"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3487"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3483"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3483"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3483"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}