{"id":3490,"date":"2022-12-05T08:00:01","date_gmt":"2022-12-05T08:00:01","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=3490"},"modified":"2023-08-30T19:15:18","modified_gmt":"2023-08-30T19:15:18","slug":"o-futuro-da-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=3490","title":{"rendered":"O futuro da sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"o-que-as-ciencias-medicas-aprenderam-com-a-pandemia-de-covid-19\"><span style=\"color: #808080;\">O que as ci\u00eancias m\u00e9dicas aprenderam com a pandemia de covid-19<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria, diferentes \u00e1reas da ci\u00eancia foram fundamentais para lidar com problemas de sa\u00fade e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Paulo Saldiva, m\u00e9dico patologista e professor da Faculdade de Medicina da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www5.usp.br\/\">Universidade de S\u00e3o Paulo<\/a><\/strong><\/span> (USP), lembra que por muito tempo os sanitaristas, os projetos de planejamento urbano e os servi\u00e7os de higiene p\u00fablica foram muito mais eficientes em lidar com doen\u00e7as do que a medicina. Esse quadro s\u00f3 se altera na segunda metade do s\u00e9culo XIX, quando as ci\u00eancias m\u00e9dicas passam a acumular importantes descobertas no laborat\u00f3rio. \u201cFoi a descri\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as sob o microsc\u00f3pio, as vacinas e o antibi\u00f3tico que aumentaram muito a expectativa de vida e a capacidade de lidarmos com as doen\u00e7as\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Durante a pandemia de covid-19, a CT&amp;I foi essencial para o sequenciamento do DNA do v\u00edrus e o desenvolvimento de vacinas. O enfrentamento da pandemia deixar\u00e1 alguns legados para as ci\u00eancias m\u00e9dicas. Um deles \u00e9 a tecnologia envolvida no desenvolvimento da vacina de RNA mensageiro. Ela permite que as vacinas carreguem uma parcela do c\u00f3digo gen\u00e9tico do v\u00edrus que cont\u00e9m a \u201creceita\u201d para a produ\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas. Munidas dessas instru\u00e7\u00f5es, as c\u00e9lulas humanas s\u00e3o capazes de produzir prote\u00ednas que constituem o v\u00edrus. S\u00e3o essas prote\u00ednas estranhas ao nosso corpo que estimulam o sistema imunol\u00f3gico a produzir anticorpos capazes de combat\u00ea-las. Saldiva prev\u00ea que essa nova tecnologia possibilitar\u00e1 n\u00e3o somente o desenvolvimento de vacinas mais eficazes para diversos agentes infecciosos, mas tamb\u00e9m a cria\u00e7\u00e3o de terap\u00eauticas contra doen\u00e7as como o c\u00e2ncer: \u201cpoderemos ativar o sistema imune contra prote\u00ednas espec\u00edficas expressas pelas c\u00e9lulas tumorais. Ser\u00e1 poss\u00edvel inclusive desenhar um rem\u00e9dio espec\u00edfico para aquele c\u00e2ncer daquele indiv\u00edduo\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, o pesquisador pondera que esses avan\u00e7os possivelmente beneficiar\u00e3o apenas parcelas mais ricas da popula\u00e7\u00e3o mundial: \u201cA pandemia tamb\u00e9m mostrou que embora a ci\u00eancia possa muito, n\u00f3s ainda n\u00e3o chegamos a uma solu\u00e7\u00e3o para o dilema que acompanha o desenvolvimento tecnol\u00f3gico: essas novas tecnologias s\u00e3o desenhadas para quem mais precisa ou somente para quem pode pagar por elas? Teremos que decidir o quanto da ci\u00eancia m\u00e9dica \u00e9 commodity e o quanto da ci\u00eancia m\u00e9dica \u00e9 um bem comum.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"durante-a-pandemia-de-covid-19-a-cti-foi-essencial-para-o-sequenciamento-do-dna-do-virus-e-o-desenvolvimento-de-vacinas\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\">\u201cDurante a pandemia de covid-19, a CT&amp;I foi essencial para o sequenciamento do DNA do v\u00edrus e o desenvolvimento de vacinas.\u201d<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O epidemiologista Pedro Hallal, professor do Departamento de Gin\u00e1stica e Sa\u00fade da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/portal.ufpel.edu.br\/\">Universidade Federal de Pelotas<\/a> <\/strong><\/span>(UFPel), acredita que essa \u00e9 uma das principais quest\u00f5es que precisam ser enfrentadas pelas ci\u00eancias m\u00e9dicas. A ind\u00fastria curativa e individualizada ainda \u00e9 muito mais potente do que a ind\u00fastria coletiva e preventiva, e isso sobrecarrega os sistemas de sa\u00fade nacionais, que n\u00e3o conseguem fazer frente a problemas que j\u00e1 enfrentamos hoje e enfrentaremos ainda mais no futuro, como doen\u00e7as cr\u00f4nicas e epidemias. \u201cA sa\u00fade brasileira est\u00e1 muito mais preparada para lidar com pessoas doentes do que com popula\u00e7\u00f5es doentes. \u00c9 essa a l\u00f3gica que precisa mudar. A CT&amp;I precisa inverter essa pir\u00e2mide e investir mais em preven\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o de sa\u00fade, e menos em tratamento\u201d.<\/p>\n<p>Outro legado da pandemia para as ci\u00eancias m\u00e9dicas \u00e9 a experi\u00eancia adquirida em vigil\u00e2ncia gen\u00f4mica, que permite o monitoramento \u00e1gil de muta\u00e7\u00f5es e variantes de agentes infecciosos. Os esfor\u00e7os de vigil\u00e2ncia gen\u00f4mica mobilizados no enfrentamento dessa pandemia foram in\u00e9ditos. As epidemias e pandemias do passado, quando comparadas a de covid-19, se espalharam lentamente, de modo que n\u00e3o t\u00ednhamos at\u00e9 ent\u00e3o um modelo de monitoramento e resposta r\u00e1pida para muta\u00e7\u00f5es e varia\u00e7\u00f5es de agentes infecciosos. \u201cBasta lembrarmos que foi preciso mais de 100 anos para que a epidemia de c\u00f3lera atingisse todos os continentes. Foi preciso inventar o navio a vapor, o Canal de Suez e o Canal do Panam\u00e1\u201d, aponta Saldiva. Hoje, com o adensamento populacional e o mundo interconectado, a vigil\u00e2ncia global e r\u00e1pida ser\u00e1 cada vez mais fundamental.<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-sequencia-completa-do-genoma-do-coronavirus-feito-no-instituto-pasteur-paris-usando-uma-plataforma-unica-p2m-aberta-a-todos-os-centros-nacionais-de-referencia-franceses-imagem-por\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-3491\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CC-4-edicao-reportagem-O-futuro-da-sau\u0301de-figura1-300x174.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"290\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CC-4-edicao-reportagem-O-futuro-da-sau\u0301de-figura1-300x174.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CC-4-edicao-reportagem-O-futuro-da-sau\u0301de-figura1-18x10.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CC-4-edicao-reportagem-O-futuro-da-sau\u0301de-figura1.jpg 426w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. Sequ\u00eancia completa do genoma do coronav\u00edrus, feito no Instituto Pasteur (Paris), usando uma plataforma \u00fanica (P2M), aberta a todos os Centros Nacionais de Refer\u00eancia franceses.<br \/>\n<\/strong>(Imagem por: Instituto Pasteur\/ CNR de v\u00edrus de infec\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A principal barreira para a vigil\u00e2ncia gen\u00f4mica eficaz \u00e9 a desigualdade econ\u00f4mica entre os pa\u00edses. Em um cen\u00e1rio ideal, todos os pa\u00edses precisariam ter infraestrutura e profissionais especializados para sequenciar as amostras do agente infeccioso que circula em seu territ\u00f3rio. Estamos muito longe dessa realidade hoje. Poucos pa\u00edses apresentam esse tipo de autonomia de sequenciamento e isso \u00e9 grave, pois, como visto na pandemia de covid-19, quanto mais cedo se descobre uma muta\u00e7\u00e3o ou variante, melhor \u2013 e elas podem ocorrer em qualquer pa\u00eds.<\/p>\n<p>Gulnar Azevedo e Silva, professora do Instituto de Medicina Social da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.uerj.br\/\">Universidade do Estado do Rio de Janeiro<\/a><\/strong><\/span> (UERJ), acredita que a coopera\u00e7\u00e3o entre pa\u00edses precisa avan\u00e7ar muito para que possamos atingir um n\u00edvel de vigil\u00e2ncia gen\u00f4mica melhor no futuro: \u201co mundo \u00e9 globalizado e s\u00e3o enormes as desigualdades entre pa\u00edses e dentro deles. O apoio a pa\u00edses pobres que ainda encontram grande dificuldade de criar e manter seus sistemas de informa\u00e7\u00e3o deve se dar a partir da coopera\u00e7\u00e3o internacional e a troca de experi\u00eancias. Ainda \u00e9 grande o caminho a ser feito pelas ag\u00eancias multilaterais no sentido de que este processo ocorra em todos os pa\u00edses.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 id=\"aliados-digitais\"><strong>Aliados digitais<\/strong><\/h3>\n<p>Na d\u00e9cada de 1950 o conhecimento m\u00e9dico duplicava a cada 50 anos. Em 1980 esse n\u00famero caiu para sete anos, e hoje ele duplica em poucos meses. O fluxo e o volume de conhecimento ultrapassou tanto a capacidade humana de absorv\u00ea-lo que se quisermos acompanh\u00e1-lo em tempo real, ser\u00e1 preciso contar cada vez mais com o aux\u00edlio das m\u00e1quinas. A ci\u00eancia de dados se tornar\u00e1 t\u00e3o importante para as ci\u00eancias m\u00e9dicas que j\u00e1 \u00e9 esperado o desenvolvimento de algoritmos tanto preditivos quanto diagn\u00f3sticos e mesmo terap\u00eauticos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-pandemia-tambem-mostrou-que-embora-a-ciencia-possa-muito-nos-ainda-nao-chegamos-a-uma-solucao-para-o-dilema-que-acompanha-o-desenvolvimento-tecnologico-essas-novas-tecnologias-sao-desenha\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\">\u201cA pandemia tamb\u00e9m mostrou que embora a ci\u00eancia possa muito, n\u00f3s ainda n\u00e3o chegamos a uma solu\u00e7\u00e3o para o dilema que acompanha o desenvolvimento tecnol\u00f3gico: essas novas tecnologias s\u00e3o desenhadas para quem mais precisa ou somente para quem pode pagar por elas?\u201d<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre a presen\u00e7a cada vez mais ub\u00edqua de sistemas de dados e intelig\u00eancia artificial (IA) no exerc\u00edcio da medicina, Hallal acredita que devem ser utilizados para antecipar problemas, e n\u00e3o resolv\u00ea-los ap\u00f3s aparecerem: \u201cFicou n\u00edtido durante a pandemia de covid-19 que, muitas vezes, lid\u00e1vamos com o eco dos problemas ao usarmos informa\u00e7\u00f5es de mortes ao inv\u00e9s de casos novos, por exemplo\u201d. Outro problema apontado por Silva \u00e9 relativo ao processo de coleta destes dados, que precisa ser aprimorado para que os algoritmos possam nos fornecer informa\u00e7\u00f5es mais precisas: \u201c\u00e9 necess\u00e1rio a disponibilidade de dados de qualidade para que os modelos possam predizer de forma mais acurada os desfechos em sa\u00fade. Portanto, o investimento em sistemas de informa\u00e7\u00e3o com base em dados reais e de qualidade deve estar entre as prioridades das pol\u00edticas de sa\u00fade.\u201d<\/p>\n<p>Uma preocupa\u00e7\u00e3o recorrente ao discutir esse assunto \u00e9 a possibilidade dos algoritmos tornarem a medicina menos humana. Saldiva acredita que n\u00e3o corremos esse risco. Pelo contr\u00e1rio: o pesquisador acredita que a ci\u00eancia de dados e a IA ir\u00e3o libertar os m\u00e9dicos, que deixar\u00e3o de ser reposit\u00f3rios de conhecimento para se tornarem profissionais mais completos e emp\u00e1ticos. \u201cLiberando espa\u00e7o, voc\u00ea se dedica a outras coisas [\u2026] Vamos poder dar aten\u00e7\u00e3o a outros dom\u00ednios na \u00e1rea da sa\u00fade que pertencem ao campo das humanidades: o exerc\u00edcio da alteridade, de se colocar no lugar do outro, desenhar uma perspectiva de tratamento que se adeque a valores, cren\u00e7as e possibilidade econ\u00f4micas de cada um. Eu prevejo que o futuro da medicina vai incorporar necessariamente um grande conte\u00fado de humanidades\u201d, diz.<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-inteligencia-artificial-sera-aliada-de-medicos-e-pacientes-no-diagnostico-na-prevencao-e-no-tratamento-de-doencasimagem-por-fusion-medical-animation-unsplash-com-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-3492\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CC-4-edicao-reportagem-O-futuro-da-sau\u0301de-figura2-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"282\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CC-4-edicao-reportagem-O-futuro-da-sau\u0301de-figura2-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CC-4-edicao-reportagem-O-futuro-da-sau\u0301de-figura2-18x10.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CC-4-edicao-reportagem-O-futuro-da-sau\u0301de-figura2.jpg 426w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2. Intelig\u00eancia artificial ser\u00e1 aliada de m\u00e9dicos e pacientes no diagn\u00f3stico, na preven\u00e7\u00e3o e no tratamento de doen\u00e7as<br \/>\n<\/strong>(Imagem por <a href=\"https:\/\/unsplash.com\/@fusion_medical_animation\">Fusion Medical Animation<\/a>. Unsplash.com. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<h3 id=\"\"><\/h3>\n<h3 id=\"do-laboratorio-para-as-midias\"><strong>Do laborat\u00f3rio para as m\u00eddias<\/strong><\/h3>\n<p>O enfrentamento da pandemia de covid-19 demandou \u2014 ou catalisou \u2014 uma mudan\u00e7a no paradigma comunicacional entre pesquisadores e sociedade. Hoje podemos acompanhar pesquisadores por meio de seus perfis pessoais e profissionais em redes sociais e tamb\u00e9m em novas plataformas de m\u00eddia, como podcasts e canais de v\u00eddeo. Hallal avalia positivamente essa comunica\u00e7\u00e3o direta do pesquisador com a popula\u00e7\u00e3o, sem a necessidade de intermedi\u00e1rios. \u201cA CT&amp;I se reinventou durante a pandemia no que se refere a comunica\u00e7\u00e3o: os pesquisadores tiveram que aprender a se comunicar diretamente com a popula\u00e7\u00e3o, especialmente por meio da m\u00eddia, em detrimento a um modelo antigo em que os pesquisadores se comunicavam prioritariamente com seus pares. Essa mudan\u00e7a veio para ficar\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"o-investimento-em-sistemas-de-informacao-com-base-em-dados-reais-e-de-qualidade-deve-estar-entre-as-prioridades-das-politicas-de-saude\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\">\u201cO investimento em sistemas de informa\u00e7\u00e3o com base em dados reais e de qualidade deve estar entre as prioridades das pol\u00edticas de sa\u00fade.\u201d<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tal mudan\u00e7a, inclusive, pode ser provar uma importante arma para o combate \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o, um mal que n\u00e3o \u00e9 novo, mas que, com as redes sociais, se tornou muito maior e capaz de eclipsar esfor\u00e7os e conquistas da ci\u00eancia. \u201cTemos vacinas para p\u00f3lio h\u00e1 mais de 70 anos, mas a p\u00f3lio est\u00e1 voltando. Teremos que lidar e entender os fatores que impedem que as pessoas utilizem essa vacina, que v\u00e3o al\u00e9m da quest\u00e3o econ\u00f4mica e tecnol\u00f3gica. Pertencem a valores culturais\u201d, alerta Saldiva.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-enfrentamento-da-pandemia-de-covid-19-deixara-legado-para-as-ciencias-medicas-imagem-por-yoav-aziz-unsplash-com-reproducao\"><strong>Capa. Enfrentamento da pandemia de covid-19 deixar\u00e1 legado para as ci\u00eancias m\u00e9dicas.<br \/>\n<\/strong>(Imagem por <a href=\"https:\/\/unsplash.com\/@yoavaziz\">Yoav Aziz<\/a>. Unsplash.com. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 id=\"gomes-paula-o-futuro-da-saude-o-que-as-ciencias-medicas-aprenderam-com-a-pandemia-de-covid-19-cienc-cult-online-2022-vol-74-n-4-citado-2023-08-30-pp-01-04-disponive\"><em><span style=\"color: #808080;\">GOMES, Paula.<span class=\"article-title\">\u00a0O futuro da sa\u00fade: o que as ci\u00eancias m\u00e9dicas aprenderam com a pandemia de COVID-19.<\/span>\u00a0Cienc. Cult.\u00a0[online]. 2022, vol.74, n.4 [citado\u00a0 2023-08-30], pp.01-04. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/cienciaecultura.bvs.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252022000400018&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. ISSN 0009-6725.\u00a0 http:\/\/dx.doi.org\/10.5935\/2317-6660.20220072.<\/span><\/em><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O que as ci\u00eancias m\u00e9dicas aprenderam com a pandemia de covid-19 &nbsp;&hellip;\n","protected":false},"author":67,"featured_media":3495,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3490"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/67"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3490"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3490\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4650,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3490\/revisions\/4650"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3495"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3490"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3490"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3490"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}