{"id":3496,"date":"2022-12-05T07:59:51","date_gmt":"2022-12-05T07:59:51","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=3496"},"modified":"2023-08-30T19:14:31","modified_gmt":"2023-08-30T19:14:31","slug":"tecnologia-para-um-mundo-sustentavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=3496","title":{"rendered":"Tecnologia para um mundo sustent\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"brasil-possui-recursos-naturais-e-humanos-para-desenvolver-solucoes-que-ajudem-a-proteger-o-meio-ambiente\"><span style=\"color: #808080;\">Brasil possui recursos naturais e humanos para desenvolver solu\u00e7\u00f5es que ajudem a proteger o meio ambiente<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Perda de biodiversidade, desmatamento, polui\u00e7\u00e3o, crise h\u00eddrica, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, superpopula\u00e7\u00e3o, desperd\u00edcio. Os problemas ambientais atuais n\u00e3o s\u00e3o poucos. Tanto que entidades como a <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/brasil.un.org\/\">Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas<\/a><\/strong><\/span> (ONU) v\u00eam alertando que estamos nos aproximando velozmente do \u201cponto de n\u00e3o retorno\u201d \u2013 ou seja, um determinado limite ou situa\u00e7\u00e3o em que um sistema perde sua capacidade de regenera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o mais conseguindo retornar ao estado anterior.<\/p>\n<p>A tecnologia pode ser a chave para reverter essa situa\u00e7\u00e3o e alcan\u00e7ar um futuro melhor. \u201cQuando um pa\u00eds vive uma crise, o principal caminho \u00e9 ampliar o investimento em ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o (CT&amp;I). E se quisermos atingir uma sustentabilidade, tamb\u00e9m \u00e9 atrav\u00e9s de investimentos em CT&amp;I\u201d, afirma Luciana Gomes Barbosa, professora do Departamento de Fitotecnia e Ci\u00eancias Ambientais (DFCA) da <strong><span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.ufpb.br\/\">Universidade Federal da Para\u00edba<\/a><\/span><\/strong> (UFPB) e Coordenadora do GT Meio Ambiente da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/portal.sbpcnet.org.br\/\">Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia<\/a><\/strong><\/span> (SBPC). Para a pesquisadora, a CT&amp;I \u00e9 fundamental para enfrentar a degrada\u00e7\u00e3o ambiental, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, a escassez de alimentos, o gerenciamento de res\u00edduos e outros desafios globais urgentes.<\/p>\n<p>Enquanto os pesquisadores alertam que n\u00e3o existe uma solu\u00e7\u00e3o \u201cm\u00e1gica\u201d para as quest\u00f5es ambientais globais, eles concordam que \u00e9 preciso impulsionar a sustentabilidade usando uma combina\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es de alta e baixa tecnologia. Al\u00e9m disso, \u00e9 essencial usar a CT&amp;I para engajar e capacitar governos, empresas e cidad\u00e3os a adotar pr\u00e1ticas, pol\u00edticas e modelos de neg\u00f3cios ambientalmente sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 id=\"tendencia-mundial\"><strong>Tend\u00eancia mundial<\/strong><\/h3>\n<p>No in\u00edcio deste ano, a <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.gartner.com\/en\">Gartner<\/a> <\/strong><\/span>\u2013 empresa de consultoria norte-americana \u2013 publicou um relat\u00f3rio apontando que iniciativas ambientais, sociais e de governan\u00e7a s\u00e3o agora uma das tr\u00eas principais prioridades para os investidores, depois de lucro e receita. O documento comprova uma tend\u00eancia que vem crescendo globalmente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"cada-vez-mais-empresas-no-mundo-vem-buscando-solucoes-sustentaveis-atraves-de-tecnologias-amigas-do-ambiente\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\">\u201cCada vez mais empresas no mundo vem buscando solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis atrav\u00e9s de tecnologias amigas do ambiente.\u201d<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A sustentabilidade tamb\u00e9m se tornou um diferencial competitivo. Muitos empres\u00e1rios est\u00e3o investindo em tecnologia sustent\u00e1vel n\u00e3o apenas para refor\u00e7ar sua marca, mas tamb\u00e9m para fornecer novas \u00e1reas de crescimento. Por exemplo, a empresa de transporte japonesa <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.mol.co.jp\/en\/\"><em>Mitsui O.S.K. A Lines<\/em><\/a> <\/strong><\/span>usa modelos com intelig\u00eancia artificial para melhorar a efici\u00eancia do transporte no setor mar\u00edtimo. E concession\u00e1rias como a <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/www.dewa.gov.ae\/en\"><em>Dubai<\/em> <em>Electricity &amp; Water Authority<\/em><\/a> <\/strong><\/span>(DEWA), usam a \u201cinternet das coisas\u201d (<em>Internet of Things<\/em> \u2013 IoT) e g\u00eameos digitais (uma c\u00f3pia virtual de um sistema que simula como ele se comporta) para criar solu\u00e7\u00f5es inteligentes de gerenciamento de edif\u00edcios que usam 50% menos \u00e1gua.<\/p>\n<p>\u201cVivemos em um mundo essencialmente capitalista e as din\u00e2micas de mercado ditam como as coisas funcionam\u201d, explica Gustavo Doubek, professor da Faculdade de Engenharia Qu\u00edmica (FEQ) da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/\">Universidade Estadual de Campinas<\/a><\/strong><\/span> (Unicamp) e pesquisador no <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/cine.org.br\/\">Centro de Inova\u00e7\u00e3o em Novas Energias<\/a><\/strong><\/span> (CINE). \u201cQuando temos grandes tomadores de decis\u00e3o (Am\u00e9rica do Norte, Uni\u00e3o Europeia) dizendo que precisamos reduzir os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, diminuir as emiss\u00f5es de carbono, isso cria uma press\u00e3o muito grande sobre o resto do mundo. N\u00f3s teremos que nos adequar a isso, ou corremos o risco de \u2018ficar de fora\u2019 desse mercado\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h3 id=\"tecnologia-amiga-do-ambiente\"><strong>Tecnologia amiga do ambiente<\/strong><\/h3>\n<p>Seguindo essa tend\u00eancia, cada vez mais empresas no mundo vem buscando solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis atrav\u00e9s de tecnologias amigas do ambiente. No Brasil, por\u00e9m, esse avan\u00e7o est\u00e1 sendo insatisfat\u00f3rio. Segundo dados do <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/gtagenda2030.org.br\/relatorio-luz\/relatorio-luz-2021\/\">Relat\u00f3rio Luz 2022<\/a><\/strong><\/span>, elaborado pelo <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/gtagenda2030.org.br\/\">Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030<\/a><\/strong><\/span>, o pa\u00eds n\u00e3o apresentou progresso em nenhuma das 169 metas dos 17 objetivos de desenvolvimento sustent\u00e1vel (ODS) da Agenda 2030, estabelecida pela Assembleia-Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas (AGNU). O levantamento revela que das 168 metas dos ODS analisadas, 80,35% est\u00e3o em retrocesso, amea\u00e7adas ou estagnadas no pa\u00eds e 14,28% tiveram progresso insuficiente.<\/p>\n<p>Se por um lado a implementa\u00e7\u00e3o dessas tecnologias encontra uma s\u00e9rie de desafios no Brasil, por outro o pa\u00eds tem demonstrado ter recursos (tanto naturais quando humanos) para mudar esse quadro.<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-o-brasil-e-o-maior-produtor-mundial-de-cana-de-acucar-principal-materia-prima-utilizada-no-pais-para-produzir-etanol-que-apresenta-um-balanco-nulo-de-producao-de-co2-imagem-bhishek-shin\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-3498\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CC-4-edicao-reportagem-Tecnologia-para-um-mundo-sustenta\u0301vel-figura1-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"281\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CC-4-edicao-reportagem-Tecnologia-para-um-mundo-sustenta\u0301vel-figura1-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CC-4-edicao-reportagem-Tecnologia-para-um-mundo-sustenta\u0301vel-figura1-18x10.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CC-4-edicao-reportagem-Tecnologia-para-um-mundo-sustenta\u0301vel-figura1.jpg 487w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. O Brasil \u00e9 o maior produtor mundial de cana-de-a\u00e7\u00facar, principal mat\u00e9ria-prima utilizada no pa\u00eds para produzir etanol, que apresenta um balan\u00e7o nulo de produ\u00e7\u00e3o de CO<sub>2<\/sub>.<br \/>\n<\/strong>(Imagem: <a href=\"https:\/\/unsplash.com\/@abhishekshintre\">bhishek Shintre<\/a>, Unsplash. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A \u00e1gua \u00e9 uma das principais preocupa\u00e7\u00f5es quando se fala em sustentabilidade. O aumento da demanda global exige solu\u00e7\u00f5es urgentes \u2013 e inteligentes. Em 2016, engenheiros do Centro de Empreendedorismo e Incuba\u00e7\u00e3o da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.ufg.br\/\">Universidade Federal do Goi\u00e1s<\/a><\/strong><\/span> (UFG) desenvolveram um rob\u00f4 capaz de inspecionar tubula\u00e7\u00f5es de \u00e1gua, esgoto e dutos de g\u00e1s, evitando acidentes, contamina\u00e7\u00f5es e desperd\u00edcio. O equipamento nacional \u00e9 uma esp\u00e9cie de carro mec\u00e2nico dotado de c\u00e2meras de v\u00eddeo e pode ser de 75% a 80% mais barato que os modelos similares da Europa e dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Uma solu\u00e7\u00e3o inteligente para o reuso de \u00e1gua foi desenvolvida pela <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/\">Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria<\/a> <\/strong><\/span>(Embrapa), que criou uma fossa s\u00e9ptica biodigestora. A fossa trata o esgoto do vaso sanit\u00e1rio, produzindo um efluente que pode ser utilizado como fertilizante. O sistema consiste em tr\u00eas caixas interligadas que recebem mensalmente uma mistura de \u00e1gua e esterco bovino fresco \u2013 o que fornece as bact\u00e9rias que estimulam a biodigest\u00e3o dos dejetos, transformando-os em adubo org\u00e2nico. Al\u00e9m de ter baixo custo e f\u00e1cil instala\u00e7\u00e3o, a fossa n\u00e3o gera odores desagrad\u00e1veis.<\/p>\n<p>Outra vantagem do sistema \u00e9 que, al\u00e9m de adubo, ele tamb\u00e9m pode fornecer energia. A <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/www.sabesp.com.br\/\">Companhia de Saneamento B\u00e1sico do Estado de S\u00e3o Paulo<\/a><\/strong><\/span> (Sabesp) inaugurou em 2018, na cidade de Franca (SP), uma planta de biometano para uso veicular. O biometano prov\u00e9m de uma s\u00e9rie de filtragens do biog\u00e1s que resulta dos res\u00edduos s\u00f3lidos processados na fossa biodigestora. Com o tratamento desse biog\u00e1s, estima-se que a planta possa produzir 1.500 Nm\u00b3 de biometano por dia, o equivalente energ\u00e9tico a 1.500 litros de gasolina comum.<\/p>\n<p>Energia \u00e9 um ponto crucial quando se discute sustentabilidade. Isso porque a produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel de energia diminui a depend\u00eancia dos combust\u00edveis f\u00f3sseis e outros tipos de poluentes. Para Barbosa, investir em energia limpa \u00e9 essencial para preservar o meio ambiente e mitigar os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. A pesquisadora ainda afirma que o Brasil tem uma grande vantagem nessa \u00e1rea, pois conta com diversos recursos naturais que tornam poss\u00edveis a explora\u00e7\u00e3o dessas tecnologias. \u201cAqui no Nordeste temos um fotoper\u00edodo amplo, que \u00e9 excelente para ado\u00e7\u00e3o da energia solar. Al\u00e9m disso, O Brasil \u00e9 o maior produtor de cana-de-a\u00e7\u00facar, principal mat\u00e9ria-prima utilizada no pa\u00eds para produ\u00e7\u00e3o do etanol\u201d. (Figura 1)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"as-aplicacoes-oriundas-das-especies-vegetais-brasileiras-sao-inumeras-alimentacao-medicina-vestuario-construcao-civil-moveis-fabricacao-de-tecidos-e-papel-producao-de-perfumes-insetic\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\">\u201cAs aplica\u00e7\u00f5es oriundas das esp\u00e9cies vegetais brasileiras s\u00e3o in\u00fameras: alimenta\u00e7\u00e3o, medicina, vestu\u00e1rio, constru\u00e7\u00e3o civil, m\u00f3veis; fabrica\u00e7\u00e3o de tecidos e papel; produ\u00e7\u00e3o de perfumes, inseticidas e outras.\u201d<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O etanol, ali\u00e1s, \u00e9 outra grande vantagem na produ\u00e7\u00e3o de energia natural e limpa. Al\u00e9m de ser uma fonte renov\u00e1vel, sua produ\u00e7\u00e3o a partir da cana apresenta um balan\u00e7o nulo de produ\u00e7\u00e3o de CO<sub>2<\/sub>.<\/p>\n<p>Segundo Doubek, o etanol \u00e9 uma grande aposta na produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica. O pesquisador lidera um laborat\u00f3rio na Unicamp voltado para o desenvolvimento de baterias, supercapacitores e c\u00e9lulas a combust\u00edvel. \u201cEu enxergo as c\u00e9lulas a combust\u00edvel, principalmente as que chamamos de alta temperatura, como um dos grandes caminhos que o Brasil pode tomar. Isso porque elas permitem utilizar o etanol como combust\u00edvel\u201d, aponta. Para Doubek, essa nova tecnologia deve ganhar espa\u00e7o para uso em ve\u00edculos e esta\u00e7\u00f5es geradoras de energia em resid\u00eancias, hospitais e pequenas ind\u00fastrias. O pesquisador explica que principal fonte de combust\u00edvel dessas c\u00e9lulas \u00e9 o hidrog\u00eanio. \u201cN\u00f3s podemos tirar esse hidrog\u00eanio de mol\u00e9culas biol\u00f3gicas, como o etanol, que possui seis \u00e1tomos de hidrog\u00eanios. O que significa que \u00e9 poss\u00edvel substituir uma bateria de 500 kg ou 600 kg por uma c\u00e9lula a combust\u00edvel que vai pesar 200 kg ou 300 kg. Isso diminui muito o consumo de materiais\u201d.<\/p>\n<p>Outra pesquisa envolvendo o desenvolvimento de baterias est\u00e1 sendo realizada por um grupo do Departamento de Qu\u00edmica da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.ufpr.br\/portalufpr\/\">Universidade Federal do Paran\u00e1<\/a> <\/strong><\/span>(UFPR). Os pesquisadores utilizaram o grafeno (uma das formas cristalinas do carbono) para criar filmes finos de nanoparti\u0301culas combinadas que substituem as baterias de i\u0301on-li\u0301tio (que dependem de reservas cada vez mais escassas de l\u00edtio, cobalto e n\u00edquel). Isso permite o desenvolvimento de baterias mais sustent\u00e1veis, capazes de gerar e armazenar energia e sem perdas por atrito. Al\u00e9m de ter grande capacidade de armazenamento, esse nanofilme tamb\u00e9m funciona em meio aquoso \u2013 o que significa que pode ser utilizado em c\u00e9lulas fotovoltaicas, usadas para converter energia solar em el\u00e9trica, por exemplo.<\/p>\n<p>Como o Brasil \u00e9 o maior produtor de cana-de-a\u00e7\u00facar do mundo, \u00e9 tamb\u00e9m o maior produtor de baga\u00e7os. E essa enorme quantidade de res\u00edduo costuma ser queimada, causando ainda mais polui\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, h\u00e1 um destino mais ecol\u00f3gico e econ\u00f4mico para o baga\u00e7o de cana. Dessa biomassa \u00e9 poss\u00edvel extrair a nanocelulose, um biopol\u00edmero resistente, renov\u00e1vel, biodegrad\u00e1vel e abundante, com toxicidade baixa ou nula. Pesquisadores do <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/lnnano.cnpem.br\/\">Laborat\u00f3rio Nacional de Nanotecnologia<\/a><\/strong><\/span> (LNNano) do <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/cnpem.br\/\">Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais<\/a><\/strong><\/span> (CNPEM) desenvolveram um gel de nanocelulose que substitui aditivos qu\u00edmicos, de maneira natural, sustent\u00e1vel e at\u00f3xica. Uma de suas aplica\u00e7\u00f5es \u00e9 como espessante, muito utilizado pela ind\u00fastria de alimentos, medicamentos e cosm\u00e9ticos. Agora, a equipe almeja utilizar a nanocelulose para resolver um grande problema ambiental: a polui\u00e7\u00e3o por pl\u00e1stico. Substituir o pl\u00e1stico por biopol\u00edmeros reduziria drasticamente o impacto dos descartes no meio ambiente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-brasil-possui-maior-biodiversidade-do-planeta-com-mais-de-116-000-especies-animais-e-mais-de-46-000-especies-vegetais-conhecidas-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-3499\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CC-4-edicao-reportagem-Tecnologia-para-um-mundo-sustenta\u0301vel-figura2-300x188.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"313\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CC-4-edicao-reportagem-Tecnologia-para-um-mundo-sustenta\u0301vel-figura2-300x188.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CC-4-edicao-reportagem-Tecnologia-para-um-mundo-sustenta\u0301vel-figura2-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/CC-4-edicao-reportagem-Tecnologia-para-um-mundo-sustenta\u0301vel-figura2.jpg 487w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2. Brasil possui maior biodiversidade do planeta, com mais de 116.000 esp\u00e9cies animais e mais de 46.000 esp\u00e9cies vegetais conhecidas.<br \/>\n<\/strong>(Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outra equipe do LNNano tamb\u00e9m vem investigando como usar a nanocelulose para combater a polui\u00e7\u00e3o. Uma de suas principais descobertas foi a \u201cespuma verde\u201d. Feita \u00e0 base de nanocelulose e l\u00e1tex de borracha natural, a espuma pode contribuir em a\u00e7\u00f5es de despolui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, pois \u201csuga\u201d em poucos segundo grandes quantidades de \u00f3leos, combust\u00edveis, solventes e outras subst\u00e2ncias. Al\u00e9m disso, \u00e9 totalmente natural e reutiliz\u00e1vel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 id=\"bio-riqueza\"><strong>Bio-riqueza<\/strong><\/h3>\n<p>Quando se fala em recursos naturais, o Brasil sai na frente. Isso porque o pa\u00eds possui a maior biodiversidade do planeta, com mais de 116.000 esp\u00e9cies animais e mais de 46.000 esp\u00e9cies vegetais conhecidas. Tudo isso espalhado pelos seis biomas terrestres e tr\u00eas grandes ecossistemas marinhos, segundo o <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/mma\/pt-br\">Minist\u00e9rio do Meio Ambiente<\/a> <\/strong><\/span>(MMA). (Figura 2)<\/p>\n<p>As aplica\u00e7\u00f5es oriundas dessas esp\u00e9cies vegetais s\u00e3o in\u00fameras: alimenta\u00e7\u00e3o, medicina, vestu\u00e1rio, constru\u00e7\u00e3o civil, m\u00f3veis; fabrica\u00e7\u00e3o de tecidos e papel; produ\u00e7\u00e3o de perfumes, inseticidas e outras.\u00a0\u201cTemos que pensar que nossa biodiversidade abriga uma biodiversidade qu\u00edmica muito grande do metabolismo das plantas e dos animais. Nessa biodiversidade qu\u00edmica podemos achar mol\u00e9culas que tenham import\u00e2ncia econ\u00f4mica tanto para defensivos agr\u00edcolas como para a ind\u00fastria de cosm\u00e9tico e medicamentos, e muito mais\u201d, explica Carlos Alfredo Joly, professor do Departamento de Biologia Vegetal do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp e um dos idealizadores do Programa <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/fapesp.br\/biota\/\">Biota<\/a><\/strong><\/span> da Fapesp. Segundo o professor, h\u00e1 um laborat\u00f3rio de medicamentos escondidos na mata e nos saberes tradicionais de ind\u00edgenas, ribeirinhos e quilombolas, assim como no ambiente marinho, onde algas, fungos e bact\u00e9rias s\u00e3o fonte para novos medicamentos. \u201cMais de 50% de nossos medicamentos tem origem em mol\u00e9culas da natureza\u201d, diz.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, toda essa riqueza est\u00e1 amea\u00e7ada. Polui\u00e7\u00e3o, desmatamento, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, introdu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas e explora\u00e7\u00e3o exagerada dos recursos naturais vem colocando a biodiversidade nacional em risco. O pa\u00eds tem 1.249 esp\u00e9cies e subesp\u00e9cies da fauna amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o segundo a <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.icmbio.gov.br\/cepsul\/images\/stories\/legislacao\/Portaria\/2020\/P_mma_148_2022_altera_anexos_P_mma_443_444_445_2014_atualiza_especies_ameacadas_extincao.pdf\">Lista de Esp\u00e9cies da Fauna Brasileira Amea\u00e7adas de Extin\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong><\/span> atualizada este ano e coordenada pelo <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.icmbio.gov.br\/\">Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade<\/a><\/strong><\/span> (ICMBio). Quanto \u00e0 flora, a estimativa do MMA \u00e9 de que cerca de 1.974\u00a0plantas em extin\u00e7\u00e3o no pa\u00eds (1.772 s\u00e3o end\u00eamicas do Brasil, ou seja, s\u00f3 ocorrem no territ\u00f3rio nacional). Mas esse n\u00famero pode ser bem pior, com o desmatamento batendo uma s\u00e9rie de recordes em todo o pa\u00eds. Dados do Sistema de Alerta de\u00a0Desmatamento\u00a0(SAD) do <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/imazon.org.br\/\">Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia<\/a><\/strong><\/span> (Imazon) apontam que, de janeiro a setembro deste ano, a \u00e1rea de floresta derrubada na\u00a0Amaz\u00f4nia\u00a0Legal atingiu 9.069 km\u00b2.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"e-preciso-investir-em-politicas-publicas-que-contribuam-nao-apenas-para-a-preservacao-do-meio-ambiente-mas-tambem-para-o-desenvolvimento-de-tecnologias-verdes-e-para-o-manejo-sustentavel-da\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\">\u201c\u00c9 preciso investir em pol\u00edticas p\u00fablicas que contribuam n\u00e3o apenas para a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente, mas tamb\u00e9m para o desenvolvimento de tecnologias verdes e para o manejo sustent\u00e1vel da biodiversidade.\u201d<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cNa Amaz\u00f4nia, ocorrem 17% da fotoss\u00edntese do planeta, a floresta tem mais de 10% da biodiversidade do planeta e cont\u00e9m cerca de 120 bilh\u00f5es de toneladas de carbono, ou o equivalente a cerca de dez anos de toda a queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis mundiais. Esses n\u00fameros superlativos d\u00e3o uma ideia do desafio que \u00e9 entender o funcionamento e a din\u00e2mica desse fant\u00e1stico sistema, e de desenvolver estrat\u00e9gias sustent\u00e1veis\u201d, alerta Paulo Artaxo, professor do Instituto de F\u00edsica da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www5.usp.br\/\">Universidade de S\u00e3o Paulo<\/a> <\/strong><\/span>(USP) e do <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"Research%2520Center%2520of%2520Greenhouse%2520Gas%2520Inovation\"><em>Research Center of Greenhouse Gas Innovation<\/em><\/a><\/strong><\/span> da Poli-USP, e vice-presidente da SBPC, em artigo para o Jornal da USP. O pesquisador tamb\u00e9m ressalta que a preserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, assim como de outros ecossistemas, \u00e9 vital para combater os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>\u201cChegou a hora de realmente repensarmos o uso de recursos. Por exemplo, o desmatamento da Amaz\u00f4nia \u2013 a floresta vale muito mais em p\u00e9 do que desmatada\u201d, alerta Barbosa. \u201c\u00c9 importante trazer as comunidades tradicionais e seus conhecimentos para essa discuss\u00e3o \u2013 eles mostram como \u00e9 poss\u00edvel retirar recursos sem afetar sua capacidade de composi\u00e7\u00e3o, ou seja, de maneira sustent\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h3 id=\"politica-baseada-em-evidencia\"><strong>Pol\u00edtica baseada em evid\u00eancia<\/strong><\/h3>\n<p>Como aproveitar toda essa riqueza sem prejudicar esses recursos valiosos? Os pesquisadores s\u00e3o un\u00e2nimes: \u00e9 preciso investir em pol\u00edticas p\u00fablicas que contribuam n\u00e3o apenas para a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente, mas tamb\u00e9m para o desenvolvimento de tecnologias verdes e para o manejo sustent\u00e1vel da biodiversidade. Mas eles tamb\u00e9m s\u00e3o un\u00e2nimes ao afirmar que isso s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel atrav\u00e9s da constru\u00e7\u00e3o de um di\u00e1logo entre pol\u00edticos, cientistas e sociedade.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos fazer uma ponte com a C\u00e2mara e com o Senado. Assim, come\u00e7amos tamb\u00e9m a ouvir quem est\u00e1 do outro lado. Eu vejo que tanto os pol\u00edticos quanto a sociedade precisam de maior acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Ent\u00e3o precisamos estabelecer essas pontes e ter dentro da C\u00e2mara e do Senado comit\u00eas em que estejam presentes a ci\u00eancia e a sociedade\u201d, aponta Barbosa.<\/p>\n<p>No entanto, o problema n\u00e3o \u00e9 apenas a cria\u00e7\u00e3o de leis, mas tamb\u00e9m sua implementa\u00e7\u00e3o e seu cumprimento. O Brasil possui um marco legal aprimorado e uma Constitui\u00e7\u00e3o que protege o meio ambiente, por\u00e9m falta fiscaliza\u00e7\u00e3o \u2013 94% do desmatamento amaz\u00f4nico prov\u00eam de atividades ilegais, segundo documento elaborado em colabora\u00e7\u00e3o entre o <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.icv.org.br\/\">Instituto Centro de Vida<\/a><\/strong><\/span> (ICV), o<span style=\"color: #800000;\"><strong> <a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.imaflora.org\/\">Instituto de Manejo e Certifica\u00e7\u00e3o Florestal e Agr\u00edcola<\/a><\/strong><\/span> (Imaflora) e a <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/ufmg.br\/\">Universidade Federal de Minas Gerais<\/a><\/strong><\/span> (UFMG), com apoio do <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.wwf.org.br\/\">WWF-Brasil<\/a><\/strong><\/span>. Al\u00e9m disso, n\u00e3o basta parar a destrui\u00e7\u00e3o: \u00e9 preciso tamb\u00e9m focar na restaura\u00e7\u00e3o das \u00e1reas destru\u00eddas \u2013 o que \u00e9 um processo complexo, que deve respeitar a biodiversidade local.<\/p>\n<p>\u201cVamos precisar adaptar nossa legisla\u00e7\u00e3o aos compromisso internacionais que temos. O que precisamos \u00e9 que as pol\u00edticas p\u00fablicas sejam baseadas no conhecimento. E o conhecimento tradicional pode trazer contribui\u00e7\u00f5es muito importantes, especialmente referente \u00e0 sustentabilidade\u201d, afirma Joly.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 preciso ir al\u00e9m. A educa\u00e7\u00e3o \u00e9 a base para se conseguir qualquer mudan\u00e7a. \u201c\u00c9 importante frisar a import\u00e2ncia de se investir em educa\u00e7\u00e3o. Sem educa\u00e7\u00e3o nada acontece. Como voc\u00ea vai deixar a sociedade mais consciente e enxergando mais valor para a sustentabilidade? Como vai desenvolver tecnologias e inovar? Tudo passa pela educa\u00e7\u00e3o\u201d, enfatiza Doubek.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para envolver a sociedade civil em um di\u00e1logo com a comunidade cient\u00edfica e com os pol\u00edticos. \u00c9 tamb\u00e9m essencial para fazer com que a popula\u00e7\u00e3o perceba que a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente tem impacto direto em suas vidas \u2013 e que ela \u00e9 um ator em todo esse processo. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio um processo profundo de educa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, que come\u00e7a desde cedo, para ela compreender que faz parte do processo de conserva\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Barbosa. A pesquisadora cita o projeto de lei (PL) 5604\/2016, que obriga a inclus\u00e3o da disciplina de educa\u00e7\u00e3o ambiental no curr\u00edculo escolar. No entanto, o projeto est\u00e1 parado na C\u00e2mara dos Deputados. \u201cS\u00e3o iniciativas assim que v\u00e3o ampliando o nosso acesso \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e o acesso da popula\u00e7\u00e3o ao conhecimento\u201d.<\/p>\n<p>O ano de 2022 \u00e9 marcante para a quest\u00e3o do meio-ambiente. H\u00e1 50 anos foi realizada a Confer\u00eancia de Estocolmo, primeira grande reuni\u00e3o de chefes de estado organizada pela ONU para tratar das quest\u00f5es relacionadas \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o do meio. E h\u00e1 20 anos foram realizadas a Eco 92 e a Rio+20, ambas no Rio de Janeiro (RJ), discutindo a renova\u00e7\u00e3o do compromisso pol\u00edtico com o desenvolvimento sustent\u00e1vel e demonstrando o papel central que o Brasil j\u00e1 ocupou nas discuss\u00f5es ambientais \u2013 e que precisa ser recuperado.\u00a0 \u201cH\u00e1 um outro modelo de desenvolvimento, baseado na sustentabilidade. N\u00e3o \u00e9 preciso destruir ecossistemas e a biodiversidade para resolver os problemas atuais. Ali\u00e1s, isso s\u00f3 vai agrav\u00e1-los. Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso entender que a conserva\u00e7\u00e3o e o uso sustent\u00e1vel da biodiversidade est\u00e3o na base da redu\u00e7\u00e3o da pobreza\u201d, finaliza Joly.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-ciencia-e-tecnologia-sao-fundamentais-para-a-preservacao-do-meio-ambienteembrapa-reproducao\"><strong>Capa. Ci\u00eancia e tecnologia s\u00e3o fundamentais para a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente<br \/>\n<\/strong>(Embrapa. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 id=\"bueno-chris-tecnologia-para-um-mundo-sustentavel-brasil-possui-recursos-naturais-e-humanos-para-desenvolver-solucoes-que-ajudem-a-proteger-o-meio-ambiente-cienc-cult-online-202\"><span style=\"color: #808080;\"><em>BUENO, Chris.<span class=\"article-title\">\u00a0Tecnologia para um mundo sustent\u00e1vel: Brasil possui recursos naturais e humanos para desenvolver solu\u00e7\u00f5es que ajudem a proteger o meio ambiente.<\/span>\u00a0Cienc. Cult.\u00a0[online]. 2022, vol.74, n.4 [citado\u00a0 2023-08-30], pp.01-06. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/cienciaecultura.bvs.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252022000400017&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. ISSN 0009-6725.\u00a0 http:\/\/dx.doi.org\/10.5935\/2317-6660.20220071.<\/em><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Brasil possui recursos naturais e humanos para desenvolver solu\u00e7\u00f5es que ajudem a&hellip;\n","protected":false},"author":11,"featured_media":3497,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3496"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3496"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3496\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4649,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3496\/revisions\/4649"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3497"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3496"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3496"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3496"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}