{"id":3548,"date":"2022-12-01T12:19:32","date_gmt":"2022-12-01T12:19:32","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=3548"},"modified":"2022-12-01T12:20:22","modified_gmt":"2022-12-01T12:20:22","slug":"secas-e-inundacoes-documento-da-organizacao-meteorologica-mundial-cenario-mostra-cenario-preocupante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=3548","title":{"rendered":"Secas e inunda\u00e7\u00f5es: Documento da Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial mostra cen\u00e1rio preocupante"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"entidade-aponta-que-tres-anos-seguidos-do-fenomeno-la-nina-prolongaram-situacoes-extremas-pelo-mundo\"><span style=\"color: #808080;\">Entidade aponta que tr\u00eas anos seguidos do fen\u00f4meno La Ni\u00f1a prolongaram situa\u00e7\u00f5es extremas pelo mundo<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno La Ni\u00f1a durar\u00e1 tr\u00eas invernos consecutivos pela primeira vez neste s\u00e9culo. Associado a um contexto de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas causada pela a\u00e7\u00e3o humana, isso vem contribuindo para agravar e prolongar situa\u00e7\u00f5es extremas pelo mundo, de acordo com novo estudo da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/news.un.org\/pt\/tags\/organizacao-meteorologica-mundial\">Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial<\/a><\/strong><\/span> (OMM). A entidade tamb\u00e9m publicou um relat\u00f3rio sobre a disponibilidade e fluxo da \u00e1gua em 2021. O documento mostra que cerca de 3,6 bilh\u00f5es de pessoas t\u00eam acesso inadequado \u00e0 \u00e1gua pelo menos um m\u00eas por ano. Este n\u00famero deve chegar a mais de 5 bilh\u00f5es em 2025. Os dois documentos foram lan\u00e7ados esta semana.<\/p>\n<p>La Ni\u00f1a \u00e9 normalmente associado a um clima mais frio do que o normal em todo o mundo, e deve durar at\u00e9 fevereiro ou mar\u00e7o de 2023, final do inverno no Hemisf\u00e9rio Norte. O fen\u00f4meno geralmente tem efeitos opostos no clima aos do El Ni\u00f1o. Segundo a OMM, o La Ni\u00f1a continuar\u00e1 afetando os padr\u00f5es de temperatura e precipita\u00e7\u00e3o e exacerbando secas e inunda\u00e7\u00f5es em diferentes partes do mundo.<\/p>\n<p>Conforme a OMM, as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas foram mais secas do que o normal este ano na Patag\u00f4nia, Am\u00e9rica do Sul e sudoeste da Am\u00e9rica do Norte, assim como no leste da \u00c1frica. O Chifre da \u00c1frica sofre atualmente a seca mais longa e severa da hist\u00f3ria recente, preocupando a comunidade internacional. Por outro lado, o sul da \u00c1frica, norte da Am\u00e9rica do Sul, no continente mar\u00edtimo e no leste da Austr\u00e1lia foi mais \u00famido do que o normal. Chuvas de mon\u00e7\u00e3o mais intensas e mais longas no sudeste asi\u00e1tico est\u00e3o associadas ao La Ni\u00f1a. O Paquist\u00e3o, por exemplo, experimentou chuvas arrasadoras em julho e agosto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 id=\"crise-hidrica\"><strong>Crise h\u00eddrica<\/strong><\/h3>\n<p>Em seu primeiro Relat\u00f3rio Global sobre Recursos H\u00eddricos, a entidade aponta que o mundo esteve mais seco do que o normal em 2021, impactando economias, ecossistemas e a vida da popula\u00e7\u00e3o. O documento \u201c<strong><span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/library.wmo.int\/index.php?lvl=notice_display&amp;id=22168#.Y4ib4ezMIWr\">Estado dos Recursos H\u00eddricos Globais 2021<\/a><\/span><\/strong>\u201d fornece uma vis\u00e3o concisa da disponibilidade de \u00e1gua em diferentes partes do mundo.<\/p>\n<p>Entre as \u00e1reas consideradas excepcionalmente secas est\u00e3o a regi\u00e3o do Rio da Prata, na Am\u00e9rica do Sul, afetada por uma estiagem persistente desde 2019. Na \u00c1frica, grandes rios como o N\u00edger, Volta, Nilo e Congo tiveram fluxo de \u00e1gua abaixo da m\u00e9dia em 2021. A mesma tend\u00eancia foi observada em rios em partes da R\u00fassia, Sib\u00e9ria Ocidental e na \u00c1sia Central. Por outro lado, houve volumes de rios acima do normal em algumas bacias da Am\u00e9rica do Norte, no norte da Amaz\u00f4nia e na \u00c1frica do Sul, assim como na bacia do rio Amur, na China, e no norte da \u00cdndia.<\/p>\n<p>A \u00e1rea da bacia amaz\u00f4nica sofreu tanto inunda\u00e7\u00f5es como secas em 2021. Durante a enchente, o n\u00edvel da \u00e1gua na esta\u00e7\u00e3o de Manaus no Brasil estava acima do limite, quebrando o recorde da cheia anterior de 2012.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio destaca um problema b\u00e1sico: a falta de dados hidrol\u00f3gicos verificados acess\u00edveis. Com uma nova pol\u00edtica, a OMM quer acelerar a disponibilidade e o compartilhamento dessas informa\u00e7\u00f5es, incluindo descargas fluviais e informa\u00e7\u00f5es sobre bacias hidrogr\u00e1ficas transfronteiri\u00e7as.<\/p>\n<p>A recente Confer\u00eancia da ONU sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, COP27, no Egito, pediu aos governos que integrem ainda mais a \u00e1gua nos esfor\u00e7os de adapta\u00e7\u00e3o. Foi a primeira vez que a \u00e1gua foi mencionada em um documento final da COP em reconhecimento \u00e0 sua import\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio-geral da OMM, Petteri Taalas, disse que tudo indica que os \u00faltimos oito anos sejam os mais quentes j\u00e1 registrados, com uma acelera\u00e7\u00e3o do aumento do n\u00edvel do mar e do aquecimento dos oceanos. Segundo ele, a continuidade do La Ni\u00f1a prolonga as condi\u00e7\u00f5es de seca e inunda\u00e7\u00e3o nas regi\u00f5es afetadas. \u201cOs impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o frequentemente sentidos atrav\u00e9s da \u00e1gua, secas mais intensas e frequentes, inunda\u00e7\u00f5es mais extremas, chuvas sazonais mais fortes e derretimento acelerado das geleiras, com efeitos em cascata nas economias, ecossistemas e todos os aspectos de nossas vidas di\u00e1rias\u201d, afirmou, no lan\u00e7amento do relat\u00f3rio.<\/p>\n<p><span style=\"color: #808080;\"><em>Com informa\u00e7\u00f5es de <a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/news.un.org\/\">ONU News<\/a><\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-mike-erskine-unsplash-com\">Capa. Mike Erskine | Unsplash.com<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Entidade aponta que tr\u00eas anos seguidos do fen\u00f4meno La Ni\u00f1a prolongaram situa\u00e7\u00f5es&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":3549,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3548"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3548"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3548\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3551,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3548\/revisions\/3551"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3549"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3548"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3548"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3548"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}