{"id":3607,"date":"2023-01-03T13:26:52","date_gmt":"2023-01-03T13:26:52","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=3607"},"modified":"2023-01-04T10:27:44","modified_gmt":"2023-01-04T10:27:44","slug":"estorias-da-ciencia-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=3607","title":{"rendered":"Hist\u00f3rias da ci\u00eancia no Brasil"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"conheca-a-trajetoria-de-juliano-moreira-um-negro-baiano-de-origem-pobre-que-se-tornou-cientista-de-renome-internacional-e-batalhador-contra-o-racismo-cientifico\"><span style=\"color: #808080;\">Conhe\u00e7a a trajet\u00f3ria de Juliano Moreira, um negro baiano, de origem pobre, que se tornou cientista de renome internacional e batalhador contra o racismo cient\u00edfico<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No dia 11\/05\/1925, Einstein visitou o Hosp\u00edcio Nacional de Alienados, no Rio de Janeiro, acompanhado do diretor Juliano Moreira. (Figura 1) Anotou em seu di\u00e1rio: \u201cVisita ao manic\u00f4mio, cujo diretor \u00e9 mulato e uma pessoa especialmente virtuosa\u201d. Juliano era vice-presidente da Academia Brasileira de Ci\u00eancias (ABC): ele a presidiria de 1926 a 1929, tornando-se possivelmente o primeiro presidente negro de uma academia de ci\u00eancias no mundo. Foi um dos pioneiros da psiquiatria no Brasil, cr\u00edtico duro do racismo cient\u00edfico e lutador pelo estabelecimento de pol\u00edticas de sa\u00fade mental em escala nacional. Por tudo isto, teve uma import\u00e2ncia muito grande para a psiquiatria e para a ci\u00eancia brasileira.<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-visita-de-einstein-ao-hospicio-nacional-de-alienados-no-rio-de-janeiro-acompanhado-do-diretor-juliano-moreira-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-3608\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Captura-de-Tela-2023-01-03-a\u0300s-10.03.18-161x300.png\" alt=\"\" width=\"215\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Captura-de-Tela-2023-01-03-a\u0300s-10.03.18-161x300.png 161w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Captura-de-Tela-2023-01-03-a\u0300s-10.03.18-6x12.png 6w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Captura-de-Tela-2023-01-03-a\u0300s-10.03.18.png 195w\" sizes=\"(max-width: 215px) 100vw, 215px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. Visita de Einstein ao Hosp\u00edcio Nacional de Alienados, no Rio de Janeiro, acompanhado do diretor Juliano Moreira.<\/strong><br \/>\n(Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Juliano Moreira nasceu em Salvador, em 1872, dois anos depois da Lei do Ventre Livre. Filho de uma cozinheira negra, Galdina Joaquina do Amaral, e de um trabalhador portugu\u00eas. Foi apadrinhado pelo patr\u00e3o de sua m\u00e3e, Bar\u00e3o de Itapo\u00e3, um m\u00e9dico renomado, o que lhe possibilitou condi\u00e7\u00f5es de estudo. Ainda muito jovem, com 14 anos, ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia, onde se graduou com 19 anos, em 1891, com uma tese que trouxe novas abordagens sobre a etiologia da s\u00edfilis maligna precoce e na qual criticava a atribui\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a ao fator racial. (Figura 2). Anos depois, se tornou professor substituto da se\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as nervosas e mentais da mesma escola. De 1895 a 1902, frequentou cursos sobre doen\u00e7as mentais e visitou muitos asilos e cl\u00ednicas na Europa. Mudou-se para o Rio de Janeiro e ali, de 1903 a 1930, dirigiu o Hosp\u00edcio Nacional de Alienados.<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-juliano-moreirareproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-3609\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Captura-de-Tela-2023-01-03-a\u0300s-10.03.10-240x300.png\" alt=\"\" width=\"320\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Captura-de-Tela-2023-01-03-a\u0300s-10.03.10-240x300.png 240w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Captura-de-Tela-2023-01-03-a\u0300s-10.03.10-10x12.png 10w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Captura-de-Tela-2023-01-03-a\u0300s-10.03.10.png 320w\" sizes=\"(max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2. Juliano Moreira<\/strong><br \/>\n(Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Polemizou com o m\u00e9dico Nina Rodrigues (1862-1906), do qual fora aluno, discordando da teoria que atribu\u00eda a degenera\u00e7\u00e3o do povo brasileiro \u00e0 mesti\u00e7agem, e especialmente a uma suposta contribui\u00e7\u00e3o negativa dos negros na miscigena\u00e7\u00e3o. A posi\u00e7\u00e3o de Juliano era minorit\u00e1ria entre os m\u00e9dicos, na primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XX, \u00e9poca em que desafiou tamb\u00e9m o pressuposto, comum \u00e0 \u00e9poca, de que existiriam doen\u00e7as nervosas e mentais pr\u00f3prias dos climas tropicais. Ajudou a refutar, assim, a ideia de que havia uma hierarquia entre os povos baseada na diferen\u00e7a entre os climas ou nas forma\u00e7\u00f5es raciais diversas, contrariando o pensamento racista em voga no meio acad\u00eamico. Para ele, os inimigos a combater eram o alcoolismo, a s\u00edfilis, as verminoses e as condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias e educacionais adversas, n\u00e3o importando a origem \u00e9tnica dos indiv\u00edduos ou a regi\u00e3o do mundo em que viviam.<\/p>\n<p>Juliano alinhou-se tamb\u00e9m \u00e0s correntes que defendiam a moderniza\u00e7\u00e3o da psiquiatria e da pr\u00e1tica asilar. Isto se refletiu nas mudan\u00e7as que introduziu no Hosp\u00edcio Nacional de Alienados, instalando laborat\u00f3rios, renovando o corpo cl\u00ednico com o ingresso de psiquiatras, neurologistas e especialistas de cl\u00ednica m\u00e9dica, pediatria, oftalmologia, ginecologia e odontologia. Aboliu o uso de coletes e camisas de for\u00e7a, retirou grades de ferro das janelas e deu especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o dos enfermeiros e ao cuidado com os registros administrativos e cl\u00ednicos. Juliano atuou, ainda, na organiza\u00e7\u00e3o da \u201cAssist\u00eancia aos Alienados\u201d, mais tarde \u201cServi\u00e7o Nacional de Assist\u00eancia aos Psicopatas\u201d, tendo insistido junto ao governo para a aprova\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o federal de assist\u00eancia aos alienados, promulgada em 22\/12\/ 1903. Em 1911, obteve do governo a cria\u00e7\u00e3o da nova col\u00f4nia, destinada a mulheres, em Engenho de Dentro.<\/p>\n<p>Sua extensa obra escrita abrangeu \u00e1reas diversas como sifiligrafia, dermatologia, infectologia e anatomia patol\u00f3gica. Posteriormente, dedicou-se cada vez mais \u00e0s doen\u00e7as nervosas e mentais. Interessou-se pela psican\u00e1lise e, tendo dom\u00ednio do alem\u00e3o, conhecia as obras de Freud e tinha uma avalia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica delas. Em 1912 escreveu um artigo sobre as origens da ci\u00eancia no Brasil. (Figura 3)<\/p>\n<h6 id=\"figura-3-artigo-de-juliano-moreira-escreveu-sobre-as-origens-da-ciencia-no-brasilreproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-3610\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Captura-de-Tela-2023-01-03-a\u0300s-10.03.25-226x300.png\" alt=\"\" width=\"302\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Captura-de-Tela-2023-01-03-a\u0300s-10.03.25-226x300.png 226w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Captura-de-Tela-2023-01-03-a\u0300s-10.03.25-9x12.png 9w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Captura-de-Tela-2023-01-03-a\u0300s-10.03.25.png 320w\" sizes=\"(max-width: 302px) 100vw, 302px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 3. Artigo de Juliano Moreira escreveu sobre as origens da ci\u00eancia no Brasil<\/strong><br \/>\n(Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Juliano Moreira, ao longo de toda sua vida, participou de in\u00fameros congressos m\u00e9dicos, representou muitas vezes o Brasil no exterior e recebeu diversas honrarias. O IV Congresso Internacional de Assist\u00eancia aos Alienados, reunido em Berlim, em 1901, elegeu-o, apesar de ausente, seu Presidente Honor\u00e1rio. Fez uma viagem de quatro meses ao Jap\u00e3o, em 1928, na qual fez confer\u00eancias nas principais universidades e foi muito homenageado. (Figura 4)<\/p>\n<h6 id=\"figura-4-obra-de-juliano-moreira-sobre-sua-viagem-ao-japaoreproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-3611\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Captura-de-Tela-2023-01-03-a\u0300s-10.03.33-218x300.png\" alt=\"\" width=\"290\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Captura-de-Tela-2023-01-03-a\u0300s-10.03.33-218x300.png 218w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Captura-de-Tela-2023-01-03-a\u0300s-10.03.33-9x12.png 9w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Captura-de-Tela-2023-01-03-a\u0300s-10.03.33.png 319w\" sizes=\"(max-width: 290px) 100vw, 290px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 4: Obra de Juliano Moreira sobre sua viagem ao Jap\u00e3o<\/strong><br \/>\n(Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Imperador do Jap\u00e3o conferiu-lhe a Ordem do Tesouro Sagrado. Foi membro de sociedades m\u00e9dicas e cient\u00edficas de muitos pa\u00edses e participou da cria\u00e7\u00e3o de peri\u00f3dicos como os Arquivos Brasileiros de Psiquiatria, Neurologia e Medicina Legal (1905) e os Arquivos Brasileiros de Medicina (1911).\u00a0 Foi Presidente perp\u00e9tuo da Sociedade Brasileira de Neurologia, Psiquiatria e Medicina Legal, Vice-Presidente da Academia Nacional de Medicina, e presidiu, de 1926 a 1929, a ABC, na qual recepcionou Einstein e Marie Curie. (Figura 5) Ajudou na forma\u00e7\u00e3o de muitos professores, cl\u00ednicos, psiquiatras, administradores, &#8230; , que sempre destacaram a sua toler\u00e2ncia, dedica\u00e7\u00e3o e sabedoria. Um semeador que soube semear.<\/p>\n<h6 id=\"figura-5-juliano-moreira-presidiu-a-academia-brasileira-de-ciencias-abc-de-1926-a-1929reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-3612\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Captura-de-Tela-2023-01-03-a\u0300s-10.03.40-236x300.png\" alt=\"\" width=\"315\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Captura-de-Tela-2023-01-03-a\u0300s-10.03.40-236x300.png 236w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Captura-de-Tela-2023-01-03-a\u0300s-10.03.40-9x12.png 9w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Captura-de-Tela-2023-01-03-a\u0300s-10.03.40.png 318w\" sizes=\"(max-width: 315px) 100vw, 315px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 5. Juliano Moreira presidiu a Academia Brasileira de Ci\u00eancias (ABC) de 1926 a 1929<\/strong><br \/>\n(Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Depois que se aposentou passou a residir no Hotel dos Estrangeiros, no Flamengo; com dificuldades financeiras para sobreviver, j\u00e1 que tinha poucas posses, foi ajudado por amigos. Juliano Moreira foi casado com a enfermeira alem\u00e3, Augusta Peick Moreira, e n\u00e3o tiveram filhos. Morreu, no dia 2 de maio de 1932, em Petr\u00f3polis (Sanat\u00f3rio de Correias), para onde se transferira para tratamento da tuberculose. Mestre da raz\u00e3o e s\u00e1bio, Juliano Moreira foi um grande homem de a\u00e7\u00e3o e uma das personalidades mais marcantes da ci\u00eancia no Brasil. Foi homenageado, neste ano do Bicenten\u00e1rio da Independ\u00eancia, na exposi\u00e7\u00e3o \u201cFaces da Ci\u00eancia no Brasil\u201d colocada no Congresso Nacional. (Figura 6)<\/p>\n<h6 id=\"figura-6-homenagem-a-juliano-moreira-na-exposicao-faces-da-ciencia-no-brasilreproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-3613\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Captura-de-Tela-2023-01-03-a\u0300s-10.06.01-300x196.png\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"262\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Captura-de-Tela-2023-01-03-a\u0300s-10.06.01-300x196.png 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Captura-de-Tela-2023-01-03-a\u0300s-10.06.01-18x12.png 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Captura-de-Tela-2023-01-03-a\u0300s-10.06.01.png 544w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><strong>Figura 6. Homenagem a Juliano Moreira na\u00a0exposi\u00e7\u00e3o \u201cFaces da Ci\u00eancia no Brasil\u201d<\/strong><br \/>\n(Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Conhe\u00e7a a trajet\u00f3ria de Juliano Moreira, um negro baiano, de origem pobre,&hellip;\n","protected":false},"author":20,"featured_media":3616,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3607"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3607"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3607\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3619,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3607\/revisions\/3619"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3616"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3607"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3607"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3607"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}