{"id":3715,"date":"2023-01-26T12:30:15","date_gmt":"2023-01-26T12:30:15","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=3715"},"modified":"2023-01-26T12:30:15","modified_gmt":"2023-01-26T12:30:15","slug":"corais-invasores-ameacam-oceanos-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=3715","title":{"rendered":"Corais invasores amea\u00e7am oceanos brasileiros"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"especies-invasoras-estao-afetando-a-biodiversidade-marinha-no-brasil-na-colombia-e-na-venezuela\"><span style=\"color: #808080;\">Esp\u00e9cies invasoras est\u00e3o afetando a biodiversidade marinha no Brasil, na Col\u00f4mbia e na Venezuela<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na Ilha Grande, no Sudeste do Brasil, um coral mole reduziu pela metade a quantidade de algas em nove anos. Sua expans\u00e3o amea\u00e7a a estrutura e o funcionamento de recifes rochosos e a biodiversidade marinha. A invas\u00e3o da esp\u00e9cie <em>Latissimia ningalooensis<\/em> tem causado efeitos negativos dr\u00e1sticos no fundo do mar da regi\u00e3o, segundo <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0025326X22010682\">estudo<\/a><\/strong><\/span> publicado na revista<strong><span style=\"color: #800000;\"> <em><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/journal\/marine-pollution-bulletin\">Marine Pollution Bulletin<\/a><\/em><\/span><\/strong>.<\/p>\n<p>Nesses ecossistemas coexistem comunidades b\u00eanticas, como \u00e9 conhecido o conjunto de organismos que habitam os fundos marinhos. Nelas \u00e9 comum encontrar uma predomin\u00e2ncia de microalgas que crescem no solo, por\u00e9m, h\u00e1 tamb\u00e9m a presen\u00e7a de esponjas, corais e algas maiores. Sua import\u00e2ncia se deve ao fato de servirem de ref\u00fagio para diversas esp\u00e9cies, al\u00e9m de servirem de alimento para alguns peixes de import\u00e2ncia comercial.<\/p>\n<p>No entanto, essa n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica \u00e1rea afetada, j\u00e1 que v\u00e1rios estudos verificaram a presen\u00e7a de outras esp\u00e9cies invasoras de octocorais, fam\u00edlia \u00e0 qual pertence o <em>L. ningalooensis<\/em>, que tamb\u00e9m est\u00e3o afetando a biodiversidade marinha. Mais ao norte, na Ba\u00eda de Todos os Santos, um segundo estudo descobriu que outras esp\u00e9cies invasoras de octocorais tamb\u00e9m t\u00eam efeitos negativos sobre a biodiversidade.<\/p>\n<p>O problema da invas\u00e3o de octocorais n\u00e3o \u00e9 exclusivo do Brasil. Na Venezuela foi registrada uma cobertura de aproximadamente 80% da \u00e1rea afetada em um per\u00edodo de oito anos. Tamb\u00e9m h\u00e1 estudos relatando a dissemina\u00e7\u00e3o desses corais no Pac\u00edfico colombiano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"linha-do-tempo\"><strong>Linha do tempo<\/strong><\/h4>\n<p>Os autores do estudo colheram as primeiras amostras em 2011, antes da chegada de <em>L. ningalooe<\/em>nsis. Mais tarde, em 2017, eles coletaram uma segunda amostra ao detectar a presen\u00e7a dessa esp\u00e9cie invasora. Por fim, em 2020, conseguiram fazer uma cronologia do que mudou antes e depois da invas\u00e3o. Usando essa linha do tempo, a equipe conseguiu determinar que a expans\u00e3o do octocoral causou uma perda de aproximadamente 40% do gramado de algas ao longo de seis anos.<\/p>\n<p>O estudo aponta que a interven\u00e7\u00e3o humana \u00e9 a principal causa dessas invas\u00f5es. Os danos causados \u200b\u200baos recifes pela polui\u00e7\u00e3o, mudan\u00e7a clim\u00e1tica e pesca predat\u00f3ria enfraquecem os ecossistemas e os tornam menos resistentes a invas\u00f5es de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas.<\/p>\n<p><span style=\"color: #808080;\"><em>Com informa\u00e7\u00f5es de <a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/www.scidev.net\/\">SciDev.Net<\/a><\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-imagem-por-david-clode-unsplash-com\">Capa. Imagem por <a class=\"N2odk RZQOk eziW_ cl4O9 KHq0c\" href=\"https:\/\/unsplash.com\/pt-br\/@davidclode\">David Clode<\/a> | <a href=\"http:\/\/Unsplash.com\">Unsplash.com<\/a><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Esp\u00e9cies invasoras est\u00e3o afetando a biodiversidade marinha no Brasil, na Col\u00f4mbia e&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":3716,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3715"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3715"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3715\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3717,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3715\/revisions\/3717"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3716"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3715"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3715"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3715"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}