{"id":3910,"date":"2023-04-06T11:15:24","date_gmt":"2023-04-06T11:15:24","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=3910"},"modified":"2025-11-25T11:42:31","modified_gmt":"2025-11-25T11:42:31","slug":"precisamos-ter-mais-universidades-publicas-e-mais-vagas-com-mais-estrutura-defende-soraya-smaili","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=3910","title":{"rendered":"\u201cPrecisamos ter mais universidades p\u00fablicas e mais vagas, com mais estrutura\u201d, defende Soraya Smaili"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"confira-entrevista-com-a-professora-da-unifesp-e-editora-do-novo-numero-da-ciencia-cultura\"><span style=\"color: #808080;\">Confira entrevista com a professora da Unifesp e editora do novo n\u00famero da Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A expans\u00e3o vivida pelas universidades p\u00fablicas brasileiras h\u00e1 cerca de 20 anos foi fundamental para o avan\u00e7o da ci\u00eancia e para a democratiza\u00e7\u00e3o do ensino superior no Brasil. Mas ela precisa avan\u00e7ar, com a cria\u00e7\u00e3o de mais universidades e mais vagas \u2013 por\u00e9m com mais estrutura. \u00c9 o que defende Soraya Smaili, professora do Departamento de Farmacologia da Escola Paulista de Medicina da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.unifesp.br\/\">Universidade Federal de S\u00e3o Paulo<\/a><\/strong> <\/span>(Unifesp), coordenadora do <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/souciencia.unifesp.br\/\">Centro de Estudos Sociedade Universidade e Ci\u00eancia (SoU_Ci\u00eancia)<\/a><\/strong><\/span> e do projeto Ci\u00eancia na Sa\u00fade junto ao <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.grupomulheresdobrasil.org.br\/\">Grupo Mulheres do Brasil<\/a><\/strong>.<\/span> A pesquisadora enfatiza que \u00e9 urgente dar mais oportunidades aos jovens brasileiros, mas afirma que antes \u00e9 preciso um planejamento para poder fornecer um ensino de qualidade. Os jovens, ali\u00e1s, \u00e9 uma quest\u00e3o que a toca particularmente. Para Smaili, eles s\u00e3o nosso futuro, por\u00e9m nos \u00faltimos anos ficaram totalmente vulner\u00e1veis. \u201cEles n\u00e3o t\u00eam acesso a quase nada, e o pouco acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o que possuem \u00e9 de baixa qualidade\u201d, alerta. Em entrevista exclusiva para o <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?cat=2\">Blog Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a><\/strong><\/span>, Smaili, que tamb\u00e9m \u00e9 editora do novo n\u00famero da revista Ci\u00eancia &amp; Cultura <strong>\u2013 <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">A Universidade do Futuro no Brasil<\/a><\/span><\/strong> \u2013 tamb\u00e9m fala dos desafios enfrentados pelas universidades nos \u00faltimos anos e de seu papel fundamental como local de resist\u00eancia para que a sociedade n\u00e3o caia no obscurantismo. <\/em><\/p>\n<p><em>Confira a entrevista completa!<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ci\u00eancia &amp; Cultura &#8211; Qual o papel das universidades frente aos ataques ao sistema democr\u00e1tico? <\/strong><\/p>\n<p><strong>Soraya Smaili &#8211; <\/strong>A universidade foi importante antes, no momento da ditadura de 64, e tamb\u00e9m nos momentos atuais que vivemos. N\u00e3o vivemos uma ditadura militar, mas experimentamos um processo de extremismo, com muita rela\u00e7\u00e3o com o pensamento de extrema-direita fascista e uma forte repress\u00e3o do pensamento livre. E qual o papel da universidade nesse contexto? Primeiro, \u00e9 resistir. A universidade, que tem autonomia de pensamento, \u00e9 essencial para que a sociedade n\u00e3o caia no obscurantismo profundo. Ent\u00e3o nesse per\u00edodo essa resist\u00eancia firme e muito aguerrida foi fundamental para que n\u00f3s n\u00e3o ca\u00edssemos nesse buraco de onde nunca mais conseguir\u00edamos sair. O segundo \u00e9 articular, fortalecer pensamentos que permitam o debate de ideias, que permitam um espa\u00e7o aberto e livre para que as pessoas possam exercitar sua liberdade de express\u00e3o, sua vontade de produzir conhecimento. Esses dois pontos s\u00e3o centrais: a resist\u00eancia e a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento para o bem-estar da sociedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-universidade-que-tem-autonomia-de-pensamento-e-essencial-para-que-a-sociedade-nao-caia-no-obscurantismo-profundo\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\">\u201cA universidade, que tem autonomia de pensamento, \u00e9 essencial para que a sociedade n\u00e3o caia no obscurantismo profundo.\u201d<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; Como esse ambiente de repress\u00e3o do pensamento livre acabou afetando o ambiente acad\u00eamico e at\u00e9 mesmo a pesquisa em geral?<\/strong><\/p>\n<p><strong>SS &#8211; <\/strong>N\u00f3s vivemos um clima de terror. Al\u00e9m do fato de que muitos de n\u00f3s dentro das universidades termos sido perseguidos, n\u00f3s vivemos num ambiente de medo, ao ponto das pessoas terem muita d\u00favida em se manifestar, em trazer novas ideias, e at\u00e9 mesmo em fazer estudos sobre temas que pudessem gerar desconfian\u00e7a por parte do governo anterior. Foi um per\u00edodo em que houve repress\u00e3o de fato e um ambiente repressor, que produziu danos muito s\u00e9rios para n\u00f3s. Diferente da ditadura, quando voc\u00ea sabia quem era o opressor, nesse caso a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais difusa e os ataques vieram de muitos campos e setores diferentes e nos cercaram de diversos lados: corte or\u00e7ament\u00e1rio, m\u00eddias sociais, etc. Ent\u00e3o tudo isso junto criou essa situa\u00e7\u00e3o de grande dificuldade n\u00e3o s\u00f3 para as universidades, mas para todas as institui\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o do conhecimento. Muitos pesquisadores acabaram deixando o pa\u00eds. Mas muito resistiram, e para esses que resistiram, o efeito psicol\u00f3gico, f\u00edsico e mental foi muito grande. Ent\u00e3o hoje n\u00f3s temos um grande n\u00famero de pessoas em nossas universidades, entre estudantes, t\u00e9cnicos e professores, com problemas de sa\u00fade mental. E isso \u00e9 um reflexo da sociedade. A sociedade tamb\u00e9m est\u00e1 assim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"se-tivessemos-hoje-aquele-universidade-de-15-anos-atras-talvez-nao-tivessemos-tido-a-mesma-resistencia-e-a-mesma-capacidade-de-suportar-a-crise-como-nos-tivemos-agora\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\">\u201cSe tiv\u00e9ssemos hoje aquele universidade de 15 anos atr\u00e1s, talvez n\u00e3o tiv\u00e9ssemos tido a mesma resist\u00eancia e a mesma capacidade de suportar a crise como n\u00f3s tivemos agora.\u201d<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C \u2013 De que forma isso afetou a sociedade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>SS \u2013 <\/strong>Os efeitos n\u00f3s j\u00e1 estamos sentido. Na sociedade, a falta de estrutura para o atendimento das pessoas mais necessitadas, os jovens de classes sociais mais vulner\u00e1veis sem emprego, comida, ou seguran\u00e7a \u2013 e isso se reflete na busca pelo Enem (Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio) e pelos vestibulares. Tanto a busca pelo Enem quanto a entrada nas universidades ca\u00edram significativamente nos \u00faltimos anos. Tamb\u00e9m na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o tivemos um n\u00famero bem menor de teses defendidas. Isso mostra o quanto os jovens foram afetados. Tudo isso \u00e9 consequ\u00eancia das a\u00e7\u00f5es de repress\u00e3o, do cerceamento da liberdade de express\u00e3o e de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento, do ambiente hostil para a comunica\u00e7\u00e3o, do negacionismo que ganhou grande campo e foi at\u00e9 mesmo estimulado. N\u00f3s ainda vamos ter que lidar com isso\u00a0por muito tempo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"essas-politicas-nao-so-ajudaram-a-resistencia-como-fizeram-bem-para-a-propria-universidade-que-se-tornou-mais-diversa-mais-humana-e-mais-rica\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\">\u201cEssas politicas n\u00e3o s\u00f3 ajudaram a resist\u00eancia como fizeram bem para a pr\u00f3pria universidade, que se tornou mais diversa, mais humana e mais rica\u201d.<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C \u2013 A expans\u00e3o vivida pelas universidades p\u00fablicas brasileiras, com aumento do n\u00famero de vagas e cria\u00e7\u00e3o de novos campi e cursos, contribuiu para a democratiza\u00e7\u00e3o do ensino superior no Brasil \u2013 e para que ela se tornasse esse espa\u00e7o de resist\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>SS \u2013<\/strong> A universidade avan\u00e7ou muito. \u00c9 uma universidade bem diferente daquela de 15 anos atr\u00e1s. A universidade p\u00fablica brasileira deu esse grande passo \u2013 principalmente as federais. Mas precisamos voltar a crescer. Precisamos ter mais universidades p\u00fablicas, mais vagas, mais estrutura. Porque o ensino privado cresceu muito. Isso n\u00e3o significa que n\u00f3s queremos substituir uma pela outra, mas tamb\u00e9m n\u00e3o podemos permitir um crescimento sem estrutura, sem planejamento, sem qualidade. \u00c9 preciso dar mais oportunidades para os jovens, mas n\u00e3o basta apenas criar mais vagas. \u00c9 preciso criar todo um arcabou\u00e7o pol\u00edtico para proteger os nossos jovens, porque eles est\u00e3o completamente vulner\u00e1veis. Eles n\u00e3o t\u00eam acesso a quase nada, e o pouco acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o que possuem \u00e9 de baixa qualidade. N\u00f3s ainda somos muito pouco eficientes na entrega de informa\u00e7\u00e3o de boa qualidade e de forma\u00e7\u00e3o de boa qualidade para nossos jovens. E dessa forma nossos jovens ficam \u00e0 merc\u00ea dos \u201cTikToks\u201d da vida, dos grupos negacionistas, etc. Porque eles bombardeiam dia e noite a cabe\u00e7a desses meninos que n\u00e3o tem preparo para resistir a isso, para se defender. Ent\u00e3o precisamos ter pol\u00edticas p\u00fablicas, com o Estado atuando fortemente em todos os n\u00edveis, n\u00e3o s\u00f3 oferecendo mais universidades, mas tamb\u00e9m fornecendo mais empregos, menos fome, mais seguran\u00e7a. Recentemente n\u00f3s do <strong><a href=\"https:\/\/souciencia.unifesp.br\/\"><span style=\"color: #800000;\">SOU_Ci\u00eancia<\/span><\/a><\/strong> fizemos uma <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/souciencia.unifesp.br\/images\/PDfs\/info_fome_pobreza.pdf\">pesquisa<\/a> <\/strong><\/span>com esses jovens e perguntamos qual era sua maior preocupa\u00e7\u00e3o. E a maior preocupa\u00e7\u00e3o dos nossos jovens \u00e9 a pobreza, a segunda \u00e9 o emprego, a terceira \u00e9 a viol\u00eancia, a quarta s\u00e3o as drogas, e a quinta \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o. Eu estou enfatizando aqui os jovens, porque eles s\u00e3o o nosso futuro. Ent\u00e3o se n\u00e3o tivermos um arcabou\u00e7o que proteja e que possibilite que nossos jovens pensem menos nessas quatro coisas, ent\u00e3o eles v\u00e3o se preocupar com o que realmente deveriam estar preocupados nessa idade, que \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o. A\u00ed os jovens v\u00e3o procurar o Enem, v\u00e3o querer entrar na universidade, v\u00e3o ter uma perspectiva diferente. Porque hoje o problema \u00e9 que uma grande parcela n\u00e3o est\u00e1 nem tentando. E precisamos entender porque eles nem est\u00e3o tentando, apesar da exist\u00eancia de programas como o Enem, o Sisu (<span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/sisu.mec.gov.br\/\">Sistema de Sele\u00e7\u00e3o Unificada<\/a><\/strong><\/span>), a Universidade Gratuita. Ent\u00e3o essa \u00e9 uma pergunta importante.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>C&amp;C \u2013 Apesar desse cen\u00e1rio \u201csombrio\u201d, ainda temos experi\u00eancias positivas, como as pol\u00edticas de a\u00e7\u00f5es afirmativas que v\u00eam tornando as universidades mais inclusivas. Como a introdu\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de cotas e as a\u00e7\u00f5es afirmativas modificaram as rela\u00e7\u00f5es no interior das universidades e como elas se refletem na sociedade? <\/strong><\/p>\n<p><strong>SS \u2013<\/strong> O fato de n\u00f3s termos tido nos anos anteriores ao \u00faltimo governo pol\u00edticas de inclus\u00e3o, a\u00e7\u00f5es afirmativas, pol\u00edticas de cotas para negros e ind\u00edgenas, cotas de escola p\u00fablica, e mais recentemente muitas universidades adotando cotas na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e concursos adotando cotas para t\u00e9cnicos e para docentes, isso \u00e9 uma verdadeira conquista e um grande avan\u00e7o. Ent\u00e3o nossas universidades mudaram, o perfil socioecon\u00f4mico dos nossos alunos mudou. Hoje voc\u00ea tem mais de 70% de estudantes vindo de classes sociais mais baixas. Se tiv\u00e9ssemos hoje aquela universidade de 15 anos atr\u00e1s, talvez n\u00e3o tiv\u00e9ssemos tido a mesma resist\u00eancia e a mesma capacidade de suportar a crise como n\u00f3s tivemos agora. Porque n\u00f3s sabemos que uma parte das classes sociais mais elevadas apoiavam o \u00faltimo governo. Ent\u00e3o talvez tiv\u00e9ssemos uma resist\u00eancia menor e uma destrui\u00e7\u00e3o maior. Assim, eu acredito que essas politicas n\u00e3o s\u00f3 ajudaram a resist\u00eancia como fizeram bem para a pr\u00f3pria universidade, que se tornou mais diversa, mais humana e mais rica com saberes diferentes e hist\u00f3rias diversas, n\u00e3o apenas de um determinado grupo da sociedade. Isso torna a universidade mais rica e mais conectada com a sociedade, porque ela representa a sociedade, n\u00e3o \u00e9 uma coisa a parte. \u00c9 certamente uma vit\u00f3ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Confira entrevista com a professora da Unifesp e editora do novo n\u00famero&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":4698,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2,864],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3910"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3910"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3910\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3913,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3910\/revisions\/3913"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4698"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3910"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3910"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3910"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}