{"id":4048,"date":"2023-04-20T10:57:34","date_gmt":"2023-04-20T10:57:34","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4048"},"modified":"2025-11-25T11:42:27","modified_gmt":"2025-11-25T11:42:27","slug":"a-imensa-biodiversidade-brasileira-e-um-laboratorio-incrivel-para-realizar-pesquisa-de-vanguarda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4048","title":{"rendered":"\u201cA imensa biodiversidade brasileira \u00e9 um laborat\u00f3rio incr\u00edvel para realizar pesquisa de vanguarda\u201d"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"confira-entrevista-com-vanderlan-bolzani-professora-da-unesp-e-membro-do-conselho-da-sbpc\"><span style=\"color: #808080;\">Confira entrevista com Vanderlan Bolzani, professora da Unesp e membro do Conselho da SBPC <\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>O Brasil conta com uma das maiores biodiversidades do mundo, distribu\u00eddas em seis biomas distintos. Essa enorme diversidade biol\u00f3gica constitui uma biblioteca de produtos naturais fant\u00e1stica, com muita diversidade qu\u00edmica ainda inexplorada. Apesar de toda essa riqueza, poucos s\u00e3o os exemplos de sucesso de produtos naturais provenientes da biodiversidade brasileira que chegaram ao mercado nacional e mundial de f\u00e1rmacos. Isso \u00e9 o que aponta Vanderlan Bolzani, professora do Instituto de Qu\u00edmica da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.unesp.br\/\">Universidade Estadual Paulista<\/a><\/strong> <\/span>(Unesp) em Araraquara, presidente da <strong><a href=\"Academia%20de%20Ci%25C3%25AAncias%20do%20Estado%20de%20S%25C3%25A3o%20Paulo\"><span style=\"color: #800000;\">Academia de Ci\u00eancias do Estado de S\u00e3o Paulo<\/span><\/a><\/strong> (ACIESP), coordenadora do <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/inct-bionat.iq.unesp.br\/\">Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia em Biodiversidade e Produtos Naturais<\/a><\/strong><\/span> (INCT-BioNat)\u00a0e membro do Conselho da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"Sociedade%20Brasileira%20para%20o%20Progresso%20da%20Ci%25C3%25AAncia\">Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia<\/a><\/strong> <\/span>(SBPC). Cientista premiada dentro e fora do Brasil por seus relevantes trabalhos em qu\u00edmica de produtos naturais e incentivadora da divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica para um p\u00fablico mais amplo,\u00a0Bolzani foi respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o do <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/portal.sbpcnet.org.br\/premio-carolina-bori-cienciamulher\/\">Pr\u00eamio SBPC Carolina Bori para mulheres e meninas na ci\u00eancia<\/a><\/strong><\/span>, defendendo uma maior diversidade e participa\u00e7\u00e3o feminina na ci\u00eancia. Em entrevista exclusiva para o\u00a0<span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?cat=2\">Blog Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a><\/strong><\/span>, a pesquisadora tamb\u00e9m fala sobre a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o de qualidade para todos para o enfrentamento das desigualdades e da explora\u00e7\u00e3o do universo molecular da nossa biodiversidade para evitar a devasta\u00e7\u00e3o dos nossos biomas.<\/em><\/p>\n<p><em>Confira a entrevista completa!<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ci\u00eancia &amp; Cultura &#8211; Qual \u00e9 o cen\u00e1rio da pesquisa em produtos naturais no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Vanderlan Bolzani &#8211; <\/strong>Produtos naturais do Brasil \u00e9 uma \u00e1rea com tradi\u00e7\u00e3o, pelos cientistas que iniciaram a fitoqu\u00edmica moderna no Brasil. O professor Otto Richard Gottlieb \u00e9 um desses destacados cientistas, \u00fanico qu\u00edmico brasileiro indicado para Pr\u00eamio Nobel de Qu\u00edmica pelo Professor Roald Hoffmann, Nobel de Qu\u00edmica em 1981. Otto era tamb\u00e9m um excelente professor e disseminou a import\u00e2ncia de se conhecer os produtos naturais da nossa biodiversidade para entend\u00ea-los e assim criar mecanismos de defesa para a sua preserva\u00e7\u00e3o. Sendo uma \u00e1rea de conhecimento multi e transdisciplinar, a fitoqu\u00edmica mundial atual tem uma base robusta nas ferramentas moleculares (metabol\u00f4mica, prote\u00f4mica, transcript\u00f4mica), diferente das pesquisas do passado, em que se objetiva isolar e identificar estruturas complexas e in\u00e9ditas. Mas mesmo com os enormes avan\u00e7os na \u00e1rea, em especial devido ao n\u00famero de jovens talentos, n\u00e3o \u00e9 trivial \u201csurfar\u201d no sofisticado universo molecular da natureza, para avan\u00e7ar na biologia sint\u00e9tica, t\u00e3o propalada. A imensa biodiversidade brasileira \u00e9 um laborat\u00f3rio incr\u00edvel para realizar pesquisa de vanguarda, especialmente no campo da ecologia qu\u00edmica, onde s\u00e3o poucos os grupos se dedicam e esta \u00e1rea fascinante, praticamente inexplorada. Outro dado a se destacar \u00e9 que com a imensa riqueza qu\u00edmica e biol\u00f3gica distribu\u00eddos em seis biomas, poucos s\u00e3o os exemplos de sucesso de produtos naturais provenientes da biodiversidade brasileira que chegaram ao mercado nacional e mundial de f\u00e1rmacos. Um desses exemplos de muito sucesso \u2013 e que o pa\u00eds n\u00e3o det\u00e9m a propriedade \u2013 foi a descoberta do captopril (Captoten\u00ae), uma pesquisa engenhosa de qu\u00edmica medicinal sobre a bradicinina, um pept\u00eddeo isolado do veneno de <em>Bothrops jararaca <\/em>(jararaca)<em>, <\/em>pesquisa do professor Sergio Ferreira, nos anos 1970. Este pept\u00eddeo \u00e9 um inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA), respons\u00e1vel pela convers\u00e3o de angiotensina I em angiotensina II durante a passagem pela circula\u00e7\u00e3o pulmonar, o que a torna um importante alvo para o tratamento da hipertens\u00e3o. Mais recentemente, em 2005, o lan\u00e7amento do primeiro fitoter\u00e1pico completamente desenvolvido no Brasil, o Acheflan (do Laborat\u00f3rio Farmac\u00eautico ACH\u00c9), \u00e9 uma mistura certificada <em>a<\/em>-humuleno e <em>b<\/em>-cariofileno, da esp\u00e9cie <em>Cordia verben\u00e1cea <\/em>(conhecida como erva baleeira)<em>, <\/em>sendo um antiinflamat\u00f3rio completamente desenvolvido no Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"o-pais-conta-com-uma-das-maiores-biodiversidades-do-mundo-distribuidas-em-seis-biomas-distintos-alguns-desses-genuinos-com-enorme-diversidade-biologica-que-se-traduz-em-uma-biblioteca-de-p\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\">\u201cO pa\u00eds conta com uma das maiores biodiversidades do mundo, distribu\u00eddas em seis biomas distintos, alguns desses genu\u00ednos, com enorme diversidade biol\u00f3gica que se traduz em uma biblioteca de produtos naturais fant\u00e1stica.\u201d<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; Como essa pesquisa pode contribuir para o desenvolvimento cient\u00edfico \u2013 e econ\u00f4mico \u2013 do pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p><strong>VB &#8211; <\/strong>O pa\u00eds conta com uma das maiores biodiversidades do mundo, distribu\u00eddas em seis biomas distintos (Amaz\u00f4nia, Mata Atl\u00e2ntica, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampa), alguns desses genu\u00ednos, com enorme diversidade biol\u00f3gica, o que representa uma biblioteca de produtos naturais fant\u00e1stica, traduzida em diversidade qu\u00edmica (modelos moleculares) muitos in\u00e9ditos, ainda inexplorados. Isso significa um enorme potencial a ser explorado como f\u00e1rmacos e medicamentos, cosm\u00e9ticos, fragr\u00e2ncias, agroqu\u00edmicos, etc., de grande valor econ\u00f4mico para o pa\u00eds. A explora\u00e7\u00e3o racional da nossa imensa biodiversidade n\u00e3o \u00e9 trivial, exige um ambiente de alta tecnologia e uma pol\u00edtica de estado dedicada ao \u201cgarimpo molecular\u201d de valor agregado desta imensa biodiversidade! \u00c9 um desafio enorme, mas no qual \u00e9 essencial investir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; O pa\u00eds possui uma biodiversidade extremamente rica. Como explorar toda essa riqueza sem prejudicar a natureza?<\/strong><\/p>\n<p><strong>VB &#8211;<\/strong> O Brasil \u00e9 a na\u00e7\u00e3o com uma das maiores biodiversidade do mundo e assumiu um compromisso com este t\u00edtulo, sendo o primeiro pa\u00eds a assinar a Conven\u00e7\u00e3o sobre Diversidade Biol\u00f3gica em 1992. Com uma \u00e1rea de 8.511.996 km\u00b2 e uma costa mar\u00edtima de 7.491 km\u00b2, o territ\u00f3rio brasileiro possui seis biomas terrestres, al\u00e9m de tr\u00eas ecossistemas marinhos e doze regi\u00f5es hidrogr\u00e1ficas principais, segundo o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MMA). Duas dessas \u00e1reas, a Floresta Atl\u00e2ntica e o Cerrado s\u00e3o consideradas <em>hotspots<\/em> de biodiversidade, devido \u00e0 perda de diversidade biol\u00f3gica acelerada que a urbaniza\u00e7\u00e3o, a agricultura e a pecu\u00e1ria ocasionaram. S\u00e3o \u00e1reas onde v\u00e1rias esp\u00e9cies est\u00e3o amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o num futuro pr\u00f3ximo, j\u00e1 que cont\u00eam apenas 0,5% das cerca de 300.000 esp\u00e9cies de plantas catalogadas e conhecidas no mundo como end\u00eamicas para estes ambientes. Explorar o universo molecular da nossa rica biodiversidade \u00e9 o \u00fanico caminho para evitar a devasta\u00e7\u00e3o assustadora dos nossos seis biomas e, assim, evitar a extin\u00e7\u00e3o e a perda desta imensa biblioteca molecular ainda muito pouco estudada. \u00c9, portanto, n\u00e3o apenas de grande import\u00e2ncia econ\u00f4mica, mas de grande relev\u00e2ncia sobre o conhecimento multidisciplinar desse imenso laborat\u00f3rio biomolecular. \u00c9 vital para a defesa, equil\u00edbrio, regula\u00e7\u00e3o, intera\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies nos ecossistemas; sem comentar ainda a import\u00e2ncia para o equil\u00edbrio do clima.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"explorar-o-universo-molecular-da-nossa-rica-biodiversidade-e-o-unico-caminho-para-evitar-a-devastacao-assustadora-dos-nossos-seis-biomas-e-assim-evitar-a-extincao-e-a-perda-desta-imensa-bibl\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\">\u201cExplorar o universo molecular da nossa rica biodiversidade \u00e9 o \u00fanico caminho para evitar a devasta\u00e7\u00e3o assustadora dos nossos seis biomas e assim, evitar a extin\u00e7\u00e3o e a perda desta imensa biblioteca molecular ainda muito pouco estudada.\u201d<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; \u00c9 poss\u00edvel envolver os povos origin\u00e1rios e as popula\u00e7\u00f5es do campo e da floresta nessas pesquisas? Como podem contribuir?<\/strong><\/p>\n<p><strong>VB &#8211; <\/strong>Sim. Os povos origin\u00e1rios s\u00e3o grandes conhecedores de seus habitats e pode colaborar de forma fant\u00e1stica, especialmente pelo conhecimento tradicional de esp\u00e9cies utilizadas com muita propriedade. \u00c9 tamb\u00e9m uma maneira valorizar o fant\u00e1stico conhecimento das esp\u00e9cies antes que sejam extintas. O desmatamento descontrolado, hoje objetivo dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel(ODS) 2030 da ONU, \u00e9 uma quest\u00e3o universal! Conter a extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies da biodiversidade do planeta Terra se traduz na sustentabilidade para as futuras gera\u00e7\u00f5es!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; No ano passo, a SBPC lan\u00e7ou o Grupo de Trabalho Mulheres Cientistas, que coordena. Por que \u00e9 importante envolver mais mulheres na ci\u00eancia, e quais os principais desafios enfrentados por elas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>VB &#8211; <\/strong>Foi importante a SBPC ter criado um Grupo de Trabalho Mulheres Cientistas. No entanto, com a pandemia e outros problemas de ordem conjuntural, o grupo se reuniu pouco e n\u00e3o tivemos ou n\u00e3o conseguimos ainda alcan\u00e7ar os objetivos idealizados! Ap\u00f3s estar envolvida em v\u00e1rias atividades sobre mulheres na ci\u00eancia, pouco fizemos na SBPC no sentido de minimizar os desafios enfrentados. Tive v\u00e1rios problemas pessoais neste tempo, o que n\u00e3o justifica em hip\u00f3tese alguma as a\u00e7\u00f5es t\u00edmidas. Mesmo assim, me sinto feliz por ter sido respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/portal.sbpcnet.org.br\/premio-carolina-bori-cienciamulher\/\">Pr\u00eamio SBPC Carolina Bori para mulheres e meninas na ci\u00eancia<\/a><\/strong><\/span>. A SBPC, uma sociedade cient\u00edfica t\u00e3o importante para a educa\u00e7\u00e3o, ci\u00eancia e tecnologia nacional, n\u00e3o tinha nenhum pr\u00eamio dedicados a mulher at\u00e9 a data da cria\u00e7\u00e3o desta importante premia\u00e7\u00e3o em 2019. \u00c9 uma quest\u00e3o cultural e n\u00e3o se muda uma cultura milenar a curto ou m\u00e9dio prazo. O pa\u00eds at\u00e9 tem dados estat\u00edsticos que mostram um equil\u00edbrio de g\u00eanero envolvendo meninas no ensino m\u00e9dio, fundamental, universit\u00e1rio, p\u00f3s-doutorado, em muitas \u00e1reas da ci\u00eancia, no in\u00edcio das carreiras profissionais. A distor\u00e7\u00e3o come\u00e7a na ascens\u00e3o profissional em todas as \u00e1reas, at\u00e9 naquelas onde h\u00e1 predomin\u00e2ncia de mulheres! Quantas mulheres foram ou s\u00e3o reitoras? Ou presidente do <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/www.cnpq.br\/\">Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico<\/a><\/strong><\/span> (CNPq)? Da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/fapesp.br\/\">Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo<\/a><\/strong> <\/span>(Fapesp)? De grandes grupos empresariais? Pesquisadoras com bolsa produtividade n\u00edvel 1A do CNPq? E por a\u00ed vai. Muitas mulheres nem percebem mais ao alcan\u00e7arem o topo das carreiras, n\u00e3o incentivam ou contribuem para a mudan\u00e7a que todos almejam! Estamos avan\u00e7ando. Luciana Santos, engenheira el\u00e9trica pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e ex-governadora de Pernambuco, foi nomeada a primeira mulher Ministra da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o do Brasil na atual gest\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"a-ciencia-e-uma-palavra-feminina-e-o-caminho-mais-objetivo-e-curto-para-homens-e-mulheres-construirem-um-mundo-fascinante-para-unidos-descobrirem-os-segredos-do-mundo\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\">\u201cA ci\u00eancia \u00e9 uma palavra feminina e o caminho mais objetivo e curto para homens e mulheres constru\u00edrem um mundo fascinante para unidos descobrirem os segredos do mundo.\u201d<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; <\/strong><strong>Al\u00e9m das mulheres, tamb\u00e9m \u00e9 importante envolver os jovens na ci\u00eancia, buscando incentiv\u00e1-los na carreira cient\u00edfica. Como fazer isso?<\/strong><\/p>\n<p><strong>VB &#8211; <\/strong>Sim. Criar uma cultura de estado onde em todas as escolas, p\u00fablicas e privadas, desde o ensino fundamental, terem v\u00e1rias atividades que possibilitem as meninas e os meninos criarem a cultura da uni\u00e3o de g\u00eaneros. A ci\u00eancia \u00e9 uma palavra feminina e o caminho mais objetivo e curto para homens e mulheres constru\u00edrem um mundo fascinante para unidos descobrirem os segredos do mundo! Quando perceberem que ambos s\u00e3o respons\u00e1veis pela desconstru\u00e7\u00e3o de uma cultura machista milenar, certamente encontrar\u00e3o os caminhos para um mundo almejado para os descendentes. Isto passa pela desmistifica\u00e7\u00e3o de que as ditas \u201cci\u00eancias duras \u2013 do Ingl\u00eas <em>hard sciences, ou Science, Technology, Engineering, and Mathematics (STEMS)<\/em>\u201d s\u00e3o \u00e1reas que exigem capacidade cerebral e, portanto, mais afeita ao g\u00eanero masculino! Sou otimista e acredito que possamos ver um mundo sem discrimina\u00e7\u00e3o intelectual de g\u00eanero. Para tanto, \u00e9 necess\u00e1rio que do ensino fundamental ao ensino universit\u00e1rio, em todos os cantos e recantos deste Brasil continental, sejam criadas pol\u00edticas de estado dirigidas a igualdade de g\u00eanero.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; <\/strong><strong>Quais os desafios de se fazer ci\u00eancia no Brasil hoje \u2013 e por que \u00e9 importante enfrent\u00e1-los?<\/strong><\/p>\n<p><strong>VB &#8211; <\/strong>S\u00e3o muitos os fatores, por\u00e9m o mais urgente \u00e9 possibilitar excelente educa\u00e7\u00e3o para todos os brasileiros. Sem escolas excelentes para todos, \u00e9 imposs\u00edvel imaginar um pa\u00eds melhor, mais humano e justo. Educa\u00e7\u00e3o excelente exclui um enorme contingente de brasileiros, especialmente depois de um per\u00edodo em que os investimentos para ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o ficaram muito aqu\u00e9m do que um pa\u00eds continental como o Brasil, cora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mico da Am\u00e9rica do Sul, almeja para est\u00e1 entre as sociedades do conhecimento.<\/p>\n<hr \/>\n<h5 id=\"saiba-mais\">Saiba mais<\/h5>\n<p>Leia poesia de Vanderlan Bolzani:<\/p>\n<p><span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4046\">Sem medo de envelhecer<\/a><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Confira entrevista com Vanderlan Bolzani, professora da Unesp e membro do Conselho&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":4694,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2,864],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4048"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4048"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4048\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4051,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4048\/revisions\/4051"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4694"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4048"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4048"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4048"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}