{"id":4055,"date":"2023-04-26T06:30:42","date_gmt":"2023-04-26T06:30:42","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4055"},"modified":"2023-04-25T19:07:04","modified_gmt":"2023-04-25T19:07:04","slug":"oito-mitos-sobre-um-mundo-com-oito-bilhoes-de-pessoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4055","title":{"rendered":"Oito mitos sobre um mundo com oito bilh\u00f5es de pessoas"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"novo-relatorio-da-onu-explica-algumas-suposicoes-e-avalia-o-futuro-da-sociedade-apos-o-mundo-alcancar-a-marca-de-oito-bilhoes-de-habitantes\"><span style=\"color: #808080;\">Novo relat\u00f3rio da ONU explica algumas suposi\u00e7\u00f5es e avalia o futuro da sociedade ap\u00f3s o mundo alcan\u00e7ar a marca de oito bilh\u00f5es de habitantes.<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No \u00faltimo ano, a popula\u00e7\u00e3o mundial chegou a oito bilh\u00f5es de pessoas. Com o marco, apareceram questionamentos: o que isso significa? Quais s\u00e3o as implica\u00e7\u00f5es para as vidas, direitos, sa\u00fade e filhos futuros de todas essas pessoas?<\/p>\n<p>An\u00e1lises temerosas apontam que o mundo est\u00e1 pr\u00f3ximo de um colapso, a migra\u00e7\u00e3o est\u00e1 fora de controle, n\u00e3o haver\u00e1 cuidado ideal para os idosos, e muitos querem controlar o n\u00famero de gesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"fatos-e-mitos\"><strong>Fatos e mitos<\/strong><\/h4>\n<p>O relat\u00f3rio do <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/brazil.unfpa.org\/pt-br\">Fundo de Popula\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas<\/a> <\/strong><\/span>(Unfpa) sobre o <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.un-ilibrary.org\/content\/books\/9789210027137\">Estado da Popula\u00e7\u00e3o Mundial<\/a><\/strong> <\/span>busca responder o que \u00e9 fato e o que \u00e9 mito. Al\u00e9m disso, os especialistas analisam o que esses n\u00fameros podem representar para o futuro da popula\u00e7\u00e3o global.<\/p>\n<p>O documento mostra que muitas pessoas, hoje ainda, n\u00e3o conseguem atingir seus objetivos reprodutivos. Na avalia\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia, os corpos das mulheres n\u00e3o devem ser \u201cmantidos cativos\u201d de escolhas feitas por governos ou qualquer outra pessoa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, eles afirmam que o planejamento familiar n\u00e3o deve ser uma ferramenta para alcan\u00e7ar metas populacionais, mas uma ferramenta para empoderar os indiv\u00edduos. Confira os mitos mais repetidos sobre o aumento populacionais e as explica\u00e7\u00f5es do Unfpa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"mito-1-ha-muitas-pessoas-nascendo\"><strong>Mito 1: H\u00e1 muitas pessoas nascendo<\/strong><\/h4>\n<p>Cat\u00e1strofes clim\u00e1ticas, conflitos intermin\u00e1veis, fome crescente, pandemias, instabilidade econ\u00f4mica. As causas dessas crises s\u00e3o m\u00faltiplas e se sobrep\u00f5em. Mas, para alguns, \u00e9 natural apontar o dedo para as taxas de fertilidade: a popula\u00e7\u00e3o mundial \u00e9 muito grande e os recursos s\u00e3o insuficientes.<\/p>\n<p>Para o Unfpa, o marco de oito bilh\u00f5es \u00e9 sinal de progresso humano. Isso significa que mais rec\u00e9m-nascidos est\u00e3o sobrevivendo, mais crian\u00e7as est\u00e3o indo para a escola, recebendo cuidados de sa\u00fade e chegando \u00e0 idade adulta.<\/p>\n<p>As pessoas, hoje, vivem quase 10 anos a mais do que em 1990 e as mudan\u00e7as nas taxas de fertilidade n\u00e3o devem alterar a atual trajet\u00f3ria de crescimento de nossa popula\u00e7\u00e3o. Segundo o Unfpa, se observarmos, a taxa de crescimento populacional est\u00e1 diminuindo significativamente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"mito-2-nao-ha-pessoas-suficientes-nascendo\"><strong>Mito 2: N\u00e3o h\u00e1 pessoas suficientes nascendo<\/strong><\/h4>\n<p>Desde a d\u00e9cada de 1950, o n\u00famero m\u00e9dio de filhos que as mulheres t\u00eam globalmente caiu mais da metade, de 5 para 2,3. Dois ter\u00e7os da popula\u00e7\u00e3o mundial vivem em lugares com taxas de fertilidade abaixo do n\u00edvel de reposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Unfpa explica que isso n\u00e3o \u00e9 um sinal de que a popula\u00e7\u00e3o global est\u00e1 em risco ou que os n\u00e3o ter\u00e1 recursos de servi\u00e7o social suficiente para os idosos. Segundo a ag\u00eancia, isso aponta que os indiv\u00edduos est\u00e3o cada vez mais aut\u00f4nomos sobre suas pr\u00f3prias vidas reprodutivas. O Unfpa ressalta que todas as popula\u00e7\u00f5es est\u00e3o envelhecendo, o que \u00e9 um resultado positivo do aumento em longevidade.<\/p>\n<p>A queda das taxas de fertilidade n\u00e3o precisa, necessariamente, resultar em redu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o como um todo. Segundo a ag\u00eancia, muitos pa\u00edses experimentaram uma queda nas taxas populacionais desde a d\u00e9cada de 1970, mas ainda cresceram devido \u00e0 migra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"mito-3-essas-sao-questoes-demograficas-nao-questoes-de-genero\"><strong>Mito 3: Essas s\u00e3o quest\u00f5es demogr\u00e1ficas, n\u00e3o quest\u00f5es de g\u00eanero<\/strong><\/h4>\n<p>O Unfpa avalia que atualmente os indiv\u00edduos est\u00e3o nascendo em um mundo de desigualdade de g\u00eanero profunda. Embora a entidade afirme que a reprodu\u00e7\u00e3o humana deveria ser uma escolha, dados mostram o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio destaca que cerca de 44% das mulheres com parceiros s\u00e3o incapazes de exercer autonomia corporal. Elas n\u00e3o s\u00e3o possuem liberdade para tomar suas pr\u00f3prias decis\u00f5es sobre seus cuidados de sa\u00fade, contracep\u00e7\u00e3o e se devem ou n\u00e3o ter rela\u00e7\u00f5es sexuais.<\/p>\n<p>O Unfpa ressalta que quase metade de todas as gesta\u00e7\u00f5es s\u00e3o indesejadas e cerca de 500 mil nascimentos todos os anos s\u00e3o de gesta\u00e7\u00f5es entre meninas de 10 a 14 anos.<\/p>\n<p>No entanto, quando confrontados com mudan\u00e7as ou preocupa\u00e7\u00f5es populacionais, muitas vezes, vemos a ret\u00f3rica e os formuladores de pol\u00edticas se voltarem para as taxas de fertilidade como uma solu\u00e7\u00e3o preferencial.<\/p>\n<p>J\u00e1 propostas que consideram desejos de fertilidade de mulheres e meninas n\u00e3o s\u00e3o avaliadas com frequ\u00eancia suficiente, aponta o Unfpa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"mito-4-taxa-de-fertilidade-total-ideal-e-de-21-filhos-por-mulher\"><strong>Mito 4: Taxa de fertilidade total ideal \u00e9 de 2,1 filhos por mulher<\/strong><\/h4>\n<p>A taxa de 2,1 filhos por mulher \u00e9 apresentada como o n\u00edvel de fertilidade de reposi\u00e7\u00e3o, ou seja, a taxa m\u00e9dia necess\u00e1ria para substituir uma popula\u00e7\u00e3o ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Segundo o Unfpa, embora a informa\u00e7\u00e3o seja geralmente verdadeira, o n\u00famero n\u00e3o pode ser tratado como um padr\u00e3o-ouro e uma meta para muitas pol\u00edticas de fertilidade.<\/p>\n<p>Isso porque, 2,1 \u00e9 a taxa m\u00e9dia de substitui\u00e7\u00e3o para pa\u00edses com taxas de mortalidade infantil muito baixas e taxas naturais de sexo ao nascimento, n\u00e3o pa\u00edses com taxas de mortalidade mais altas ou taxas de sexo distorcidas.<\/p>\n<p>O \u00edndice tamb\u00e9m n\u00e3o considera as mudan\u00e7as na idade das mulheres no parto e o impacto da migra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para o Unfpa, \u00e9 uma meta enganosa e inating\u00edvel. N\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para acreditar que uma taxa de fertilidade de 2,1 resultar\u00e1 nos mais altos n\u00edveis de bem-estar e prosperidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"mito-5-ter-filhos-e-irresponsavel-em-um-mundo-de-catastrofes-climaticas\"><strong>Mito 5: Ter filhos \u00e9 irrespons\u00e1vel em um mundo de cat\u00e1strofes clim\u00e1ticas<\/strong><\/h4>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do Unfpa, essa afirma\u00e7\u00e3o sugere que as mulheres em pa\u00edses com altas taxas de fertilidade s\u00e3o respons\u00e1veis pela crise clim\u00e1tica. Na verdade, elas foram as que menos contribu\u00edram para o aquecimento global e os que mais sofrem com seus impactos.<\/p>\n<p>A ag\u00eancia explica que os 10% mais ricos da popula\u00e7\u00e3o humana s\u00e3o respons\u00e1veis por metade de todas as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa. E eles tendem a viver em pa\u00edses com taxas de fertilidade mais baixas.<\/p>\n<p>Com essas estat\u00edsticas, o Unfpa analisa que reduzir as taxas de fertilidade n\u00e3o resolver\u00e1 a crise clim\u00e1tica. O que contribuiria \u00e9 trazer os n\u00edveis de consumo para patamares mais sustent\u00e1veis, reduzir as desigualdades e investir em fontes de energia mais limpas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"mito-6-precisamos-estabilizar-as-taxas-populacionais\"><strong>Mito 6: Precisamos estabilizar as taxas populacionais<\/strong><\/h4>\n<p>Essa cren\u00e7a cont\u00e9m a suposi\u00e7\u00e3o de que certas taxas populacionais s\u00e3o boas ou ruins.<\/p>\n<p>Mas o Unfpa destaca que n\u00e3o existe um n\u00famero perfeito de pessoas, nem devemos indicar o n\u00famero de filhos que cada mulher deve ter. A hist\u00f3ria tem mostrado os danos que esse tipo de pensamento pode causar, como a eugenia e o genoc\u00eddio.<\/p>\n<p>A comunidade internacional hoje rejeita firmemente os esfor\u00e7os de controle populacional, mas ainda h\u00e1 um interesse significativo em influenciar as taxas de fertilidade.<\/p>\n<p>As Na\u00e7\u00f5es Unidas pesquisaram as atitudes dos governos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a populacional na \u00faltima d\u00e9cada. Uma descoberta do relat\u00f3rio \u00e9 um aumento acentuado no n\u00famero de pa\u00edses que adotam pol\u00edticas com a inten\u00e7\u00e3o de aumentar, diminuir ou manter as taxas de fertilidade de seus cidad\u00e3os.<\/p>\n<p>Estas n\u00e3o s\u00e3o necessariamente pol\u00edticas coercivas, podendo ser positivas, por exemplo, se aumentarem o acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade. Mas, em geral, o Unfpa avalia que os esfor\u00e7os para influenciar a fertilidade est\u00e3o correlacionados com um desempenho inferior em medidas de democracia e liberdade humana.<\/p>\n<p>Para o Unfpa, o ponto principal \u00e9 que todo indiv\u00edduo tem o direito humano fundamental de escolher, livre e responsavelmente, o n\u00famero e o espa\u00e7amento de seus filhos.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"mito-7-temos-que-focar-nas-taxas-de-fertilidade-porque-nao-temos-dados-sobre-o-que-as-mulheres-querem\"><strong>Mito 7: Temos que focar nas taxas de fertilidade porque n\u00e3o temos dados sobre o que as mulheres querem<\/strong><\/h4>\n<p>Preocupa\u00e7\u00f5es com a popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o repetidamente enquadradas como quest\u00f5es sobre fertilidade ou taxas de natalidade. Os especialistas geralmente se preocupam com o fato de que dados sobre a inten\u00e7\u00e3o de fertilidade n\u00e3o s\u00e3o confi\u00e1veis.<\/p>\n<p>Embora possam variar, deixar de buscar informa\u00e7\u00f5es sobre o que as mulheres e outros grupos marginalizados precisam e querem, abre as portas para danos e viola\u00e7\u00f5es de direitos, avalia o Unfpa.<\/p>\n<p>Os apelos para aumentar ou diminuir as taxas de fertilidade costumam ser ouvidos como esfor\u00e7os para controlar a fertilidade das mulheres e n\u00e3o como inten\u00e7\u00f5es de garantir o controle das pr\u00f3prias mulheres e meninas sobre suas escolhas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"mito-8-direitos-e-escolhas-sao-otimos-em-teoria-mas-inacessiveis-na-realidade\"><strong>Mito 8: Direitos e escolhas s\u00e3o \u00f3timos em teoria, mas inacess\u00edveis na realidade<\/strong><\/h4>\n<p>O Unfpa alerta que deixar de apoiar os direitos reprodutivos sempre acarreta custos, que s\u00e3o desproporcionalmente arcados, pelas mulheres e popula\u00e7\u00f5es mais marginalizadas.<\/p>\n<p>Segundo a ag\u00eancia, devem ser fornecidos uma gama completa de servi\u00e7os de sa\u00fade reprodutiva, desde contracep\u00e7\u00e3o at\u00e9 parto seguro e cuidados de infertilidade.<\/p>\n<p>Para o Unfpa, os corpos das mulheres n\u00e3o devem ser ref\u00e9ns de escolhas feitas por governos ou outros indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>O planejamento familiar n\u00e3o deve ser uma ferramenta para alcan\u00e7ar metas populacionais, mas uma ferramenta para empoderar os indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #808080;\"><em>Com informa\u00e7\u00f5es da <a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/news.un.org\/\">ONU News<\/a><\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-foto-por-gemma-chua-tran-unsplash-com\">Capa: Foto por <a class=\"N2odk RZQOk eziW_ cl4O9 KHq0c\" href=\"https:\/\/unsplash.com\/pt-br\/@gemmachuatran\">Gemma Chua-Tran<\/a> | Unsplash.com<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Novo relat\u00f3rio da ONU explica algumas suposi\u00e7\u00f5es e avalia o futuro da&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":4056,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4055"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4055"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4055\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4058,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4055\/revisions\/4058"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4056"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4055"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4055"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4055"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}