{"id":4112,"date":"2023-05-04T11:18:16","date_gmt":"2023-05-04T11:18:16","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4112"},"modified":"2025-11-25T11:42:21","modified_gmt":"2025-11-25T11:42:21","slug":"ampliar-vagas-e-aumentar-a-cobertura-geografica-da-oferta-ainda-e-insuficiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4112","title":{"rendered":"\u201cAmpliar vagas e aumentar a cobertura geogr\u00e1fica da oferta ainda \u00e9 insuficiente\u201d"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"confira-entrevista-com-naomar-monteiro-de-almeida-filho-professor-da-ufba-e-editor-do-novo-numero-da-ciencia-cultura\"><span style=\"color: #808080;\">Confira entrevista com Naomar Monteiro de Almeida Filho, professor da UFBA e editor do novo n\u00famero da Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Como superar a d\u00edvida hist\u00f3rica da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica para construir um ensino superior inclusivo e de qualidade? Os desafios s\u00e3o muitos \u2013 e enormes, segundo Naomar Monteiro de Almeida Filho, professor de epidemiologia no Instituto de Sa\u00fade Coletiva da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.ufba.br\/\">Universidade Federal da Bahia<\/a><\/strong><\/span> (UFBA) e editor desse n\u00famero da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a><\/strong><\/span>. Para o pesquisador, as universidades federais t\u00eam o desafio de se alinhar com a sociedade real, reduzindo sua depend\u00eancia da forma\u00e7\u00e3o profissional elitizante, que serve \u00e0s elites do pa\u00eds. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m precisam participar decisivamente do desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico, num projeto de pa\u00eds com consci\u00eancia global, responsabilidade ecossocial e justi\u00e7a social. Esse seria o in\u00edcio para \u201cresgatar a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica desse buraco sem fundo que perpetua o Brasil como uma das sociedades mais desiguais, economicamente e injustas politicamente do mundo\u201d, afirma. Ex-reitor da UFBA (2002-2010), idealizador da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/ufsb.edu.br\/\">Universidade Federal do Sul da Bahia<\/a><\/strong><\/span> (UFSB) e titular da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/www.iea.usp.br\/pesquisa\/catedras-e-convenios\/catedra-de-educacao-basica\">C\u00e1tedra Alfredo Bosi de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica<\/a><\/strong><\/span> no Instituto de Estudos Avan\u00e7ados da<span style=\"color: #800000;\"><strong> <a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www5.usp.br\/\">Universidade de S\u00e3o Paulo<\/a><\/strong><\/span> (IEA-USP), Almeida afirma que a expans\u00e3o universit\u00e1ria foi importante, por\u00e9m insuficiente, e que \u00e9 preciso voltar a expandir, mas com planejamento e investimentos institucionais para a transforma\u00e7\u00e3o dos modelos pedag\u00f3gicos e das arquiteturas curriculares. <\/em><\/p>\n<p><em>Confira a entrevista completa!<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ci\u00eancia &amp; Cultura &#8211; O que a experi\u00eancia da pandemia ensinou acerca de sa\u00fade p\u00fablica ao mundo? O Brasil \u00e9 capaz de compreender essa li\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Naomar Monteiro de Almeida Filho<\/strong> &#8211; A pandemia da covid-19 foi uma cat\u00e1strofe de propor\u00e7\u00f5es planet\u00e1rias que for\u00e7ou a humanidade a rever v\u00e1rios temas essenciais para nossa sobreviv\u00eancia como esp\u00e9cie. Creio que o principal desses temas foi o pr\u00f3prio conceito de sa\u00fade p\u00fablica. Muitos pa\u00edses, inclusive o Brasil, lidaram com a pandemia como se a sa\u00fade das pessoas fosse uma mat\u00e9ria de foro \u00edntimo, uma quest\u00e3o individual, cada um deveria cuidar de si e dos seus familiares e amigos. O pr\u00f3prio conceito de sociedade foi posto em quest\u00e3o e, mais ainda, a no\u00e7\u00e3o do Estado como instrumento para garantia de direitos, principalmente, no caso, o direito \u00e0 vida e \u00e0 sa\u00fade. O Brasil, ou melhor, o governo federal daquele momento, foi incapaz de compreender essa quest\u00e3o, que agora nos parece simples, quase \u00f3bvia: uma pandemia foi, \u00e9 e continuar\u00e1 sendo um problema de sa\u00fade coletiva. E sua solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria a mera soma de a\u00e7\u00f5es pessoais de indiv\u00edduos acometidos pela coronavirose. Nem o advento das vacinas \u2013 que foi um extraordin\u00e1rio feito da ci\u00eancia ocidental \u2013 foi capaz de impactar imediatamente, haja vista a resist\u00eancia do negacionistas, em praticamente todo o mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"como-essa-apropriacao-tecnologica-ja-era-desigual-entre-o-setor-publico-e-o-setor-privado-de-ensino-essa-desigualdade-se-ampliou-e-se-aprofundou-reforcando-as-iniquidades-sociais-na-educaca\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\">\u201cComo essa apropria\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica j\u00e1 era desigual entre o setor p\u00fablico e o setor privado de ensino, essa desigualdade se ampliou e se aprofundou, refor\u00e7ando as iniquidades sociais na Educa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/span><\/em><\/h4>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; Como a pandemia transformou a educa\u00e7\u00e3o e o papel do professor?<\/strong><\/p>\n<p><strong>NMAF &#8211; <\/strong>Na eclos\u00e3o da pandemia, a principal estrat\u00e9gia imediatamente dispon\u00edvel para controlar o r\u00e1pido cont\u00e1gio foi a redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica da mobilidade e a promo\u00e7\u00e3o ou imposi\u00e7\u00e3o do distanciamento f\u00edsico. Isso fez com que, na maioria dos pa\u00edses, a primeira rea\u00e7\u00e3o foi suprimir atividades agregadoras, como as aulas nas escolas e universidades. Onde j\u00e1 havia uma infraestrutura telem\u00e1tica satisfat\u00f3ria, foi inevit\u00e1vel o recurso aos meios digitais, na verdade, j\u00e1 aplicados como complemento aos processos pedag\u00f3gicos em ambientes educacionais socioeconomicamente privilegiados. Como essa apropria\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica j\u00e1 era desigual entre o setor p\u00fablico e o setor privado de ensino, essa desigualdade se ampliou e se aprofundou, refor\u00e7ando as iniquidades sociais na Educa\u00e7\u00e3o, certamente o principal problema nacional desde sempre em sua hist\u00f3ria. Isso se aplica tamb\u00e9m ao pessoal docente capaz de operar os sistemas e manejar os processos de ensino-aprendizagem mediados por tecnologias digitais. As escolas privadas usaram sua flexibilidade gerencial para, por um lado, capacitar seus quadros para continuar usando ou passar a empregar metodologias pedag\u00f3gicas mediadas por tecnologias (que entre n\u00f3s se denomina, na minha opini\u00e3o com enorme equ\u00edvoco, como Ensino \u00e0 Dist\u00e2ncia). Por outro lado, o setor privado p\u00f4de selecionar docentes e gestores capazes de utilizar as tecnologias emergentes e, consequentemente, descartar aqueles e aquelas que n\u00e3o se adaptaram aos novos modelos.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; A expans\u00e3o vivida pelas universidades p\u00fablicas brasileiras, com aumento do n\u00famero de vagas e cria\u00e7\u00e3o de novos\u00a0<em>campi<\/em>\u00a0e cursos, de fato representou um vetor de democratiza\u00e7\u00e3o do ensino superior no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p><strong>NMAF &#8211;<\/strong> Foi sem d\u00favida um primeiro movimento, necess\u00e1rio e fundamental. Por\u00e9m, na minha opini\u00e3o, ampliar vagas e aumentar a cobertura geogr\u00e1fica da oferta de vagas ainda \u00e9 insuficiente. Primeiro, porque isso se deu numa escala ainda insatisfat\u00f3ria face ao aumento brutal de uma demanda historicamente reprimida. Segundo, porque foi um aumento de \u201cmais do mesmo\u201d, sem investimentos institucionais decisivos na transforma\u00e7\u00e3o dos modelos pedag\u00f3gicos e das arquiteturas curriculares. Ent\u00e3o se ampliou a demodiversidade, com democratiza\u00e7\u00e3o quantitativa, mesmo que ainda com problemas de efetividade, sem resolver temas de perman\u00eancia e evas\u00e3o, e pouco se avan\u00e7ou na epistemodiversidade, sem inova\u00e7\u00f5es mais decisivas na dire\u00e7\u00e3o de transformar a velha institui\u00e7\u00e3o reprodutora das iniquidades e formadoras dos herdeiros, no sentido de Bourdieu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"as-cotas-trouxeram-para-dentro-das-universidades-publicas-contingentes-representativos-do-fundamentalismo-religioso-e-do-conservadorismo-cultural-inclusive-no-plano-moral-e-comportamental\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\">\u201cAs cotas trouxeram para dentro das universidades p\u00fablicas contingentes representativos do fundamentalismo religioso e do conservadorismo cultural, inclusive no plano moral e comportamental.\u201d<\/span><\/em><\/h4>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; Como a introdu\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de cotas e as a\u00e7\u00f5es afirmativas modificaram as rela\u00e7\u00f5es no interior das universidades?<\/strong><\/p>\n<p><strong>NMAF &#8211; <\/strong>Realmente a entrada dos primeiros membros de fam\u00edlias pobres em cursos considerados de elite trouxe para dentro das institui\u00e7\u00f5es elementos que podemos considerar como perturbadores de uma certa ordem que se mantinha desde o Imp\u00e9rio. De cara, revelou um racismo institucional que todos negam, tra\u00e7os demonstrativos da colonialidade de nossa forma\u00e7\u00e3o social, principalmente porque continuamos tendo pretos e pardos desproporcionalmente representados nesses grupos sociais pobres no Brasil. Isso sem falar em verdadeiras minorias culturais, como ind\u00edgenas, quilombolas e popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas. Ent\u00e3o, em muitos lugares, a segrega\u00e7\u00e3o se revela dentro da institui\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, as cotas trouxeram para dentro das universidades p\u00fablicas contingentes representativos do fundamentalismo religioso e do conservadorismo cultural, inclusive no plano moral e comportamental.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; Como os cortes de bolsas e redu\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento das institui\u00e7\u00f5es federais afetaram as pesquisas feitas no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p><strong>NMAF &#8211; <\/strong>Um horror! Foi um enorme desmonte, culminando todo um per\u00edodo de ataques e amea\u00e7as \u00e0s universidades p\u00fablicas brasileiras, que felizmente parece pertencer a um passado superado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"somente-programas-robustos-e-efetivos-de-permanencia-podem-reduzir-a-evasao\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\">\u201cSomente programas robustos e efetivos de perman\u00eancia podem reduzir a evas\u00e3o.\u201d<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; Voc\u00ea acredita que o Ensino Superior pode mudar para melhor sem que o Ensino B\u00e1sico tamb\u00e9m se transforme?<\/strong><\/p>\n<p><strong>NMAF &#8211; <\/strong>Certamente, mas n\u00e3o seria o ideal. Isso pode significar uma tend\u00eancia ainda vigente na universidade p\u00fablica brasileira, o fato de se rejeitar uma vis\u00e3o sist\u00eamica da educa\u00e7\u00e3o. Por outro lado, o discurso de que somente se deve transformar a universidade quando todo o sistema p\u00fablico de educa\u00e7\u00e3o for recriado tem sido usado como uma ret\u00f3rica conservadora, paralisante at\u00e9. Durante o REUNI (Programa de Apoio a Planos de Reestrutura\u00e7\u00e3o e Expans\u00e3o das Universidades Federais), nos anos \u00e1ureos do segundo governo Lula, muitos segmentos da universidade foram omissos e se furtaram a participar da amplia\u00e7\u00e3o de vagas com o discurso de que s\u00f3 se poderia aumentar a oferta ap\u00f3s garantir a qualidade do ensino, melhorar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho docente, equipar as instala\u00e7\u00f5es&#8230;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; Por que os \u00edndices de evas\u00e3o nas universidades brasileiras s\u00e3o t\u00e3o altos? Que medidas poderiam ser tomadas para mudar isso?<\/strong><\/p>\n<p><strong>NMAF &#8211; <\/strong>Por v\u00e1rios motivos. O principal motivo, na minha opini\u00e3o, \u00e9 essa estrutura curricular extremamente r\u00edgida, pr\u00e9-programada, em que todas as escolhas s\u00e3o antecipadas, onde mudar \u00e9 praticamente proibido. Os curr\u00edculos dos cursos universit\u00e1rios s\u00e3o pautados pela forma\u00e7\u00e3o disciplinar, profissionalizante, com pouco espa\u00e7o para a experimenta\u00e7\u00e3o e a criatividade. Mas h\u00e1 motivos de gest\u00e3o, tamb\u00e9m. O sistema de gest\u00e3o acad\u00eamica que exercitamos nas universidades p\u00fablicas \u00e9 muito burocratizado, regido por regras e normas destinadas a proteger os gestores dos \u00f3rg\u00e3os de controle e da permanente amea\u00e7a de judicializa\u00e7\u00e3o. Em terceiro lugar, temos tudo isso regulado e controlado pelos interesses e conveni\u00eancia do corpo docente e de dirigentes, com reduzida participa\u00e7\u00e3o social efetiva na governan\u00e7a institucional. A\u00ed, a decis\u00e3o de, por exemplo, fechar cursos que n\u00e3o t\u00eam mais demanda e de abrir outros programas inovadores tornados relevantes pela transforma\u00e7\u00e3o social, \u00e9 uma decis\u00e3o que n\u00e3o deveria ser tomada internamente, por aqueles que entraram na universidade para ensinar aquela mat\u00e9ria naquele curso espec\u00edfico. Frente ao grande pano de fundo das necessidades dos que entraram na universidade vindos de fam\u00edlias e grupos sociais vulnerabilizados, somente programas robustos e efetivos de perman\u00eancia podem reduzir a evas\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; Quais desafios est\u00e3o colocados para as universidades p\u00fablicas brasileiras na pr\u00f3xima d\u00e9cada?<\/strong><\/p>\n<p><strong>NMAF &#8211; <\/strong>Enormes desafios. Me vem \u00e0 mente de imediato o desafio de se alinhar com a sociedade real, reduzindo sua depend\u00eancia da forma\u00e7\u00e3o profissional elitizante, que serve \u00e0s elites do pa\u00eds. Isso significa superar um falso discurso de m\u00e9rito. Outro desafio ser\u00e1 participar decisivamente do desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico, num projeto de pa\u00eds com consci\u00eancia planet\u00e1ria, responsabilidade ecossocial e justi\u00e7a social. Isso nos leva ao mais fundamental desses desafios: como superar a d\u00edvida hist\u00f3rica da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica? N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que nossas universidades p\u00fablicas continuem formando docentes para sua pr\u00f3pria reprodu\u00e7\u00e3o e para refor\u00e7ar o setor privado de ensino b\u00e1sico, perpetuando ciclos de pervers\u00e3o social. Defendo que as universidades p\u00fablicas brasileiras deveriam fazer um mutir\u00e3o urgente para mudar decisivamente esse panorama, num verdadeiro regime de colabora\u00e7\u00e3o com todas as inst\u00e2ncias e \u00f3rg\u00e3os de governo e com as for\u00e7as vivas da sociedade. O que aconteceria se todos e todas que entrassem nas universidades p\u00fablicas tivessem que, antes de passar para os cursos imperiais e para as forma\u00e7\u00f5es profissionais de seus projetos pessoais e familiares, tivessem primeiro que se formar como professores para contribuir com a erradica\u00e7\u00e3o do analfabetismo, com a grande crise do ensino m\u00e9dio e com a moderniza\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos de ensino-aprendizagem na escola p\u00fablica? Ent\u00e3o ter\u00edamos o maior programa de extens\u00e3o universit\u00e1ria da Hist\u00f3ria: resgatar a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica desse buraco sem fundo que perpetua o Brasil como uma das sociedades mais desiguais, economicamente e injustas politicamente do mundo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Confira entrevista com Naomar Monteiro de Almeida Filho, professor da UFBA e&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":4691,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2,864],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4112"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4112"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4112\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4114,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4112\/revisions\/4114"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4691"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4112"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4112"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4112"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}