{"id":4131,"date":"2023-05-16T10:30:08","date_gmt":"2023-05-16T10:30:08","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4131"},"modified":"2023-05-16T13:24:56","modified_gmt":"2023-05-16T13:24:56","slug":"diversidade-na-educacao-superior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4131","title":{"rendered":"Diversidade na educa\u00e7\u00e3o superior"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #808080;\">Como a introdu\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de cotas e as a\u00e7\u00f5es afirmativas modificaram as rela\u00e7\u00f5es no interior das universidades?\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A partir dos anos 1990, houve uma forte expans\u00e3o do ensino superior no Brasil, alimentada pela cria\u00e7\u00e3o de universidades e dos institutos federais, especialmente no interior. Ao mesmo tempo, houve um processo de democratiza\u00e7\u00e3o no acesso \u00e0s universidades, alicer\u00e7ado em pol\u00edticas p\u00fablicas para inclus\u00e3o de alunos vindos da escola p\u00fablica, de negros e pardos. Isso mudou o perfil dos estudantes que habitualmente frequentavam o ensino superior no Brasil.<\/p>\n<p>Se no in\u00edcio dos anos 1990, oito entre 10 alunos eram brancos, hoje essa propor\u00e7\u00e3o caiu para seis entre 10 estudantes. Segundo o\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.semesp.org.br\/mapa\/\"><em><span style=\"color: #800000;\">Mapa do Ensino Superior no Brasil<\/span> <span style=\"color: #800000;\">2022<\/span><\/em><\/a><\/strong><em>,\u00a0<\/em>elaborado pelo\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.semesp.org.br\/\"><span style=\"color: #800000;\">Instituto Semesp<\/span><\/a><\/strong>, a Lei de Cotas resultou em um aumento de alunos negros nas universidades: entre 2013 e 2020, a rede privada registrou um aumento de 1,4 ponto percentual e a rede p\u00fablica de 2,3 pontos percentuais.\u00a0\u201cSe a gente pega a d\u00e9cada de 1990, mais ou menos, a gente tinha menos de 30% de pretos e pardos matriculados em cursos de gradua\u00e7\u00e3o. Hoje a gente tem quase metade de todo o ensino superior. Se a gente for para as universidades p\u00fablicas, estaduais e federais, esse percentual sobre para 52%\u201d, aponta Luiz Augusto Campos, professor do Instituto de Estudos Sociais e Pol\u00edticos (IESP) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).<\/p>\n<p>Entre as pol\u00edticas de inclus\u00e3o no ensino superior, a Lei de Cotas certamente foi a que teve um dos maiores impactos na mudan\u00e7a do perfil do estudante j\u00e1 em seu primeiro ano de implanta\u00e7\u00e3o, em 2013.\u00a0\u201cEm 2012 a gente ainda tinha a universidade como um espa\u00e7o elitizado, branco. Um espa\u00e7o ainda exclusivamente voltado para um segmento da popula\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Debora Jeffrey, professora do Departamento de Pol\u00edticas, Administra\u00e7\u00e3o e Sistemas Educacionais (DEPASE) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Segundo a professora, a Lei de Cotas foi fundamental para essa mudan\u00e7a, mas \u00e9 preciso ir al\u00e9m. \u201cTemos a necessidade de se pensar uma politica nacional de a\u00e7\u00f5es afirmativas. Porque a Lei de Cotas \u00e9 apenas a porta de entrada\u201d, diz.<\/p>\n<p>A diversidade na universidade contribui para a diversidade na ci\u00eancia, incentivando a inova\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento. Um grupo diversificado de pessoas trabalhando juntas pode apresentar mais ideias com diferentes pontos de vista, beneficiando a sociedade como um todo. \u201cEssa entrada abriu o horizonte para novas discuss\u00f5es. Por exemplo a quest\u00e3o de g\u00eanero, a quest\u00e3o da viol\u00eancia contra a mulher, a quest\u00e3o da invisibilidade \u2013 s\u00f3 a diversidade traz para dentro da universidade. Isso vai ampliando os olhares, suscitando debates e, a partir disso, a sociedade come\u00e7a a ter um outro olhar sobre si mesma&#8221;, explica Altaci Rubim, professora e pesquisadora do Instituto de Letras (IL) da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) e do Projeto Nova Cartografia Social da Amaz\u00f4nia (PNCSA\/UEA). \u201cA universidade ao abrir portas para a diversidade, todos ganham. Porque s\u00e3o olhares diferentes sobre o mesmo objeto&#8221;, termina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Assista ao v\u00eddeo em:<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Diversidade na educa\u00e7\u00e3o superior\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/M0TwWaAf7hs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Como a introdu\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de cotas e as a\u00e7\u00f5es afirmativas modificaram&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":4132,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[5],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4131"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4131"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4131\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4135,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4131\/revisions\/4135"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4132"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4131"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4131"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4131"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}