{"id":4334,"date":"2023-06-28T07:30:17","date_gmt":"2023-06-28T07:30:17","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4334"},"modified":"2023-06-27T19:16:46","modified_gmt":"2023-06-27T19:16:46","slug":"as-florestas-tropicais-continuam-a-ser-derrubadas-ou-queimadas-em-um-ritmo-alarmante-apesar-das-promessas-feitas-nas-cupulas-climaticas-da-onu-para-eliminar-o-problema-ate-2030-sugere-uma-analise-gl","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4334","title":{"rendered":"Perda de floresta prim\u00e1ria tropical aumentou 10% entre  2021 e 2022"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"perda-de-41-milhoes-de-hectares-resultou-em-27-gigatoneladas-de-emissoes-de-dioxido-de-carbono\"><span style=\"color: #808080;\">Perda de 4,1 milh\u00f5es de hectares resultou em 2,7 gigatoneladas de emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As florestas tropicais continuam a ser derrubadas ou queimadas em um ritmo alarmante, apesar das promessas feitas nas c\u00fapulas clim\u00e1ticas da ONU para eliminar o problema at\u00e9 2030, sugere uma an\u00e1lise global. As maiores perdas ocorrem no Brasil, na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo (RDC) e na Bol\u00edvia \u2013 lar das maiores e mais significativas florestas tropicais do mundo, segundo os dados de perda de cobertura de \u00e1rvores da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"Universidade%20de%20Maryland\">Universidade de Maryland<\/a><\/strong> <\/span>em 2022, apresentados pelo <span style=\"color: #800000;\"><strong><em><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.googleadservices.com\/pagead\/aclk?sa=L&amp;ai=DChcSEwiGt8nPlOT_AhXVfG8EHSC8BBMYABAAGgJqZg&amp;ohost=www.google.com&amp;cid=CAESauD22hNrNIb-vmaFE3LcWtYKNgezt-vLn5EkyfpFJ6DCaTp9na3ipqbnWQ8ggGmSQcjA4z7AZgBVrbgXP2a0n6PCraBFQnGRY2NHdP8e4IO_4I3H47UChu1-DY0rQMAl0M2HkHAzeKVErww&amp;sig=AOD64_3a-OMQ3ebq5NckzsxisoPKVwg6_w&amp;q&amp;adurl&amp;ved=2ahUKEwjC67jPlOT_AhUZrJUCHZL_AVwQ0Qx6BAgJEAE\">World Resources Institute\u2019s (WRI)<\/a><\/em><\/strong><\/span><em> Global Forest Watch<\/em>.<\/p>\n<p>Os novos dados mostram que em 2022 os tr\u00f3picos perderam 4,1 milh\u00f5es de hectares (10,1 milh\u00f5es de acres) de floresta tropical prim\u00e1ria \u2013 uma \u00e1rea aproximadamente do tamanho da Su\u00ed\u00e7a \u2013 a uma taxa equivalente a 11 campos de futebol por minuto. Isso representa um aumento de 10% em rela\u00e7\u00e3o a 2021 e resultou em 2,7 gigatoneladas de emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono \u2013 equivalente \u00e0s emiss\u00f5es anuais de combust\u00edveis f\u00f3sseis da \u00cdndia, segundo a an\u00e1lise.<\/p>\n<p>Na confer\u00eancia do clima COP26 da ONU em Glasgow em 2021, 145 pa\u00edses se comprometeram a interromper e reverter o desmatamento at\u00e9 2030, enquanto na COP27 de novembro passado no Egito, 27 pa\u00edses se uniram para acelerar as a\u00e7\u00f5es em dire\u00e7\u00e3o a essas promessas. No entanto, o WRI diz que as metas n\u00e3o ser\u00e3o alcan\u00e7adas na trajet\u00f3ria atual, com decl\u00ednios na perda de florestas n\u00e3o se concretizando.<\/p>\n<p>As florestas abrigam mais de 80% das esp\u00e9cies terrestres de animais, plantas e insetos e fornecem abrigo, empregos e seguran\u00e7a para as comunidades que as habitam, diz a ONU. E estima-se que a perda e os danos florestais causem cerca de 10% do aquecimento global. A perda de florestas \u00e9 vista como uma quest\u00e3o fundamental no combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, pois o carbono \u00e9 removido do ar pelas florestas vivas e emitido quando as \u00e1rvores s\u00e3o derrubadas ou degradadas. No Brasil, a taxa de perda de florestas prim\u00e1rias aumentou 15% de 2021 a 2022, principalmente na Amaz\u00f4nia. A perda geral do pa\u00eds representou mais de 40% do total global.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"incendios-e-exploracao-madeireira\"><strong>Inc\u00eandios e explora\u00e7\u00e3o madeireira<\/strong><\/h4>\n<p>Mas o desmatamento \u00e9 apenas parte do problema. As \u00e1reas degradadas, por exemplo, por inc\u00eandios e extra\u00e7\u00e3o seletiva de madeira, s\u00e3o ainda mais comuns do que aquelas que est\u00e3o sendo desmatadas. No Brasil, h\u00e1 uma combina\u00e7\u00e3o de fatores que impulsionam o desmatamento e a degrada\u00e7\u00e3o, como o garimpo ilegal e a grilagem de terras. O recorde de desmatamento da Amaz\u00f4nia foi registrado no ano passado, com uma \u00e1rea de mais de 941 km<sup>2<\/sup> devastada.<\/p>\n<p>Por outro lado, a Indon\u00e9sia conseguiu reduzir sua perda de floresta prim\u00e1ria mais do que qualquer outro pa\u00eds nos \u00faltimos anos, seguida pela Mal\u00e1sia, conforme o\u00a0<em>Global Forest Watch<\/em>. Interven\u00e7\u00f5es do governo e programas corporativos e comunit\u00e1rios permitiram que os dois pa\u00edses mantivessem suas taxas de perda de florestas prim\u00e1rias tropicais perto de n\u00edveis recordes.<\/p>\n<p><span style=\"color: #808080;\"><em>Com informa\u00e7\u00f5es de <a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/www.scidev.net\/\">SciDev.Net<\/a><\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Perda de 4,1 milh\u00f5es de hectares resultou em 2,7 gigatoneladas de emiss\u00f5es&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":3865,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4334"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4334"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4334\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4336,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4334\/revisions\/4336"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3865"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4334"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4334"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4334"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}