{"id":4418,"date":"2023-07-05T07:59:08","date_gmt":"2023-07-05T07:59:08","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4418"},"modified":"2023-10-16T12:32:27","modified_gmt":"2023-10-16T12:32:27","slug":"uma-aliada-invisivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4418","title":{"rendered":"Uma aliada invis\u00edvel"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"como-a-ciencia-basica-pode-ajudar-no-combate-as-noticias-falsas\"><span style=\"color: #808080;\">Como a Ci\u00eancia B\u00e1sica pode ajudar no combate \u00e0s not\u00edcias falsas<\/span><\/h4>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Quando se fala em negacionismo cient\u00edfico, logo pensamos no movimento antivacina ou ent\u00e3o na parcela da popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o acredita no colapso clim\u00e1tico. \u00c9 pouco prov\u00e1vel que a ci\u00eancia b\u00e1sica seja lembrada nesse debate, mas ela pode desempenhar um papel importante no enfrentamento da m\u00e1quina de desinforma\u00e7\u00e3o presente nas redes sociais e aplicativos de mensagens.<\/p>\n<p>A ci\u00eancia b\u00e1sica desperta pouco interesse de grandes ve\u00edculos jornal\u00edsticos e das m\u00eddias sociais mediadas por algoritmos, mais interessadas em not\u00edcias sobre as descobertas da ci\u00eancia aplicada. Em decorr\u00eancia da pouca visibilidade p\u00fablica, muitos acreditam que a ci\u00eancia b\u00e1sica seja menos relevante do que a ci\u00eancia aplicada, ou que n\u00e3o tenha a capacidade de causar impacto significativo em nossas vidas. Bruno Rezende Souza, neurocientista e professor do Departamento de Fisiologia e Biof\u00edsica da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/ufmg.br\/\"><strong>Universidade Federal de Minas Gerais<\/strong><\/a><\/span> (UFMG), explica que na realidade as duas est\u00e3o t\u00e3o conectadas a ponto de ser imposs\u00edvel falar dos avan\u00e7os da ci\u00eancia aplicada sem considerar as descobertas da ci\u00eancia b\u00e1sica que as precederam: \u201cSem ci\u00eancia b\u00e1sica, n\u00e3o existe ci\u00eancia aplicada. Durante a pandemia utilizamos a PCR (Rea\u00e7\u00e3o em Cadeia da Polimerase, tecnologia que consiste na amplifica\u00e7\u00e3o de uma regi\u00e3o espec\u00edfica de DNA) para testar se a pessoa estava infectada ou n\u00e3o. Uma das bases da PCR \u00e9 a enzima Taq polimerase, descoberta por cientistas que tinham a curiosidade em saber como bact\u00e9rias extrem\u00f3filas sobrevivem e se reproduzem em ambientes hostis.\u201d (Figura 1)<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-e-impossivel-falar-dos-avancos-da-ciencia-aplicada-sem-considerar-as-descobertas-da-ciencia-basica-que-as-precederam-foto-pressfoto-freepik-com-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-4420\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/CC-2E23-reportagem-Uma-aliada-invisi\u0301vel-figura1-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"334\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/CC-2E23-reportagem-Uma-aliada-invisi\u0301vel-figura1-300x200.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/CC-2E23-reportagem-Uma-aliada-invisi\u0301vel-figura1-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/CC-2E23-reportagem-Uma-aliada-invisi\u0301vel-figura1-768x513.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/CC-2E23-reportagem-Uma-aliada-invisi\u0301vel-figura1-1536x1026.jpg 1536w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/CC-2E23-reportagem-Uma-aliada-invisi\u0301vel-figura1-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/CC-2E23-reportagem-Uma-aliada-invisi\u0301vel-figura1-800x534.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/CC-2E23-reportagem-Uma-aliada-invisi\u0301vel-figura1-1160x774.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/CC-2E23-reportagem-Uma-aliada-invisi\u0301vel-figura1.jpg 1691w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. \u00c9 imposs\u00edvel falar dos avan\u00e7os da ci\u00eancia aplicada sem considerar as descobertas da ci\u00eancia b\u00e1sica que as precederam.<br \/>\n<\/strong>(Foto: Pressfoto\/ Freepik.com. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por n\u00e3o ter impacto imediato em nossas vidas, a ci\u00eancia b\u00e1sica vira alvo f\u00e1cil quando se trata de realizar cortes de financiamento no setor. Thaiane Moreira de Oliveira, professora do Departamento de Estudos Culturais e M\u00eddia da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.uff.br\/\"><strong>Universidade Federal Fluminense<\/strong><\/a> <\/span>(UFF), acredita que as redes sociais potencializam esse problema: \u201cVivemos hoje em um regime de visibilidade no qual temas de grande interesse p\u00fablico para a sociedade tendem a definir a aloca\u00e7\u00e3o de recursos de investimento em ci\u00eancia e tecnologia. A falta de visibilidade e, por consequ\u00eancia, de financiamento adequado \u00e0s ci\u00eancias b\u00e1sicas, podem limitar o progresso da pesquisa\u201d.<\/p>\n<p>O apagamento da ci\u00eancia b\u00e1sica no debate p\u00fablico n\u00e3o gera impactos negativos somente para comunidade cient\u00edfica, mas para toda a sociedade. Indiv\u00edduos que apresentam um n\u00edvel baixo de letramento cient\u00edfico s\u00e3o mais suscet\u00edveis a acreditar em not\u00edcias falsas. Glaucius Oliva, professor do Instituto de F\u00edsica da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www5.usp.br\/\"><strong>Universidade de S\u00e3o Paulo<\/strong><\/a><\/span> (USP) acredita que quanto mais cedo introduzirmos as crian\u00e7as aos fundamentos da ci\u00eancia b\u00e1sica, melhor: \u201cA ci\u00eancia b\u00e1sica, se ensinada precocemente e de forma participativa e l\u00fadica (\u2018m\u00e3o na massa\u2019) \u00e9 o principal instrumento para o letramento cient\u00edfico das pessoas, que certamente v\u00e3o adotar, por toda sua vida, a compreens\u00e3o da realidade baseada na evid\u00eancia dos fatos e no m\u00e9todo cient\u00edfico\u201d. O pesquisador aponta ainda que \u00e9 preciso esse esfor\u00e7o na inf\u00e2ncia, pois entre as crian\u00e7as e jovens o interesse pela ci\u00eancia b\u00e1sica \u00e9 o predominante, movido pela curiosidade explorat\u00f3ria t\u00edpica dessa fase. (Figura 2)<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-entre-as-criancas-e-jovens-o-interesse-pela-ciencia-basica-e-o-predominante-movido-pela-curiosidade-exploratoria-tipica-dessa-fasefoto-jardel-rodrigues-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-4422\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/CC-2E23-reportagem-Uma-aliada-invisi\u0301vel-figura2-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/CC-2E23-reportagem-Uma-aliada-invisi\u0301vel-figura2-300x200.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/CC-2E23-reportagem-Uma-aliada-invisi\u0301vel-figura2-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/CC-2E23-reportagem-Uma-aliada-invisi\u0301vel-figura2-768x512.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/CC-2E23-reportagem-Uma-aliada-invisi\u0301vel-figura2-1536x1023.jpg 1536w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/CC-2E23-reportagem-Uma-aliada-invisi\u0301vel-figura2-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/CC-2E23-reportagem-Uma-aliada-invisi\u0301vel-figura2-800x533.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/CC-2E23-reportagem-Uma-aliada-invisi\u0301vel-figura2-1160x773.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/CC-2E23-reportagem-Uma-aliada-invisi\u0301vel-figura2.jpg 1710w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2. Entre as crian\u00e7as e jovens o interesse pela ci\u00eancia b\u00e1sica \u00e9 o predominante, movido pela curiosidade explorat\u00f3ria t\u00edpica dessa fase<br \/>\n<\/strong>(Foto: Jardel Rodrigues. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No entanto, Souza alerta que a exposi\u00e7\u00e3o a not\u00edcias falsas pode gerar um ru\u00eddo no processo de aprendizagem de crian\u00e7as e jovens, que s\u00e3o bombardeadas cotidianamente com not\u00edcias falsas na internet: \u201cMuitos trabalhos demonstram que a primeira exposi\u00e7\u00e3o ao conhecimento \u00e9 a que geralmente fica, depois \u00e9 muito dif\u00edcil mudar. Por isso, dificilmente um sujeito muda de opini\u00e3o se recebe uma informa\u00e7\u00e3o falsa antes de um conte\u00fado acad\u00eamico. Vejo isso como um grande problema para professoras(es) do ensino fundamental e m\u00e9dio, pois al\u00e9m de ensinar o conte\u00fado cient\u00edfico, t\u00eam que desconstruir a desinforma\u00e7\u00e3o levada para a sala de aula\u201d.<\/p>\n<p>Mas talvez o maior desafio da ci\u00eancia b\u00e1sica seja interno. Katemari Rosa, professora do Instituto de F\u00edsica da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.ufba.br\/\"><strong>Universidade Federal da Bahia<\/strong><\/a><\/span> (UFBA), pondera que n\u00e3o basta s\u00f3 melhorar o acesso da popula\u00e7\u00e3o aos fundamentos da ci\u00eancia b\u00e1sica, \u00e9 preciso um esfor\u00e7o mais amplo no sentido de reestruturar e reparar defici\u00eancias hist\u00f3ricas do campo cient\u00edfico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-falta-de-visibilidade-e-por-consequencia-de-financiamento-adequado-as-ciencias-basicas-podem-limitar-o-progresso-da-pesquisa\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cA falta de visibilidade e, por consequ\u00eancia, de financiamento adequado \u00e0s ci\u00eancias b\u00e1sicas, podem limitar o progresso da pesquisa.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um dos principais problemas que afeta o campo \u00e9 o perfil socioecon\u00f4mico de quem faz ci\u00eancia hoje no Brasil. O acesso \u00e0s universidades ainda \u00e9 reservado a uma minoria privilegiada da popula\u00e7\u00e3o, e os esfor\u00e7os para democratizar a entrada e perman\u00eancia de estudantes e pesquisadores no ambiente acad\u00eamico trazem resultados lentos e graduais. Neste sentido, a comunidade cient\u00edfica ainda \u00e9 vista como um grupo social apartado da sociedade. \u201cO que a gente produz de conhecimento enquanto conhecimento cient\u00edfico, as verdades que a gente produz, as falas que a gente faz sobre ci\u00eancia acabam n\u00e3o reverberando, n\u00e3o interagindo com essa grande parte da popula\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma Rosa.<\/p>\n<p>Oliveira tamb\u00e9m acredita que o combate efetivo das not\u00edcias falsas passa pela amplia\u00e7\u00e3o do acesso da popula\u00e7\u00e3o ao ambiente acad\u00eamico: \u201cCombater esses movimentos e essas cren\u00e7as implica em investir em iniciativas que promovam o acesso ao conhecimento cient\u00edfico, sobretudo incentivando a participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o no pr\u00f3prio processo de produzir conhecimento cient\u00edfico\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-ciencia-basica-se-ensinada-precocemente-e-de-forma-participativa-e-ludica-mao-na-massa-e-o-principal-instrumento-para-o-letramento-cientifico-das-pessoas-que-certament\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\">\u201cA ci\u00eancia b\u00e1sica, se ensinada precocemente e de forma participativa e l\u00fadica (\u2018m\u00e3o na massa\u2019) \u00e9 o principal instrumento para o letramento cient\u00edfico das pessoas, que certamente v\u00e3o adotar, por toda sua vida, a compreens\u00e3o da realidade baseada na evid\u00eancia dos fatos e no m\u00e9todo cient\u00edfico.\u201d<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rosa acredita que, por ser elitizada, nossa comunidade cient\u00edfica produz uma comunica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica desconectada da realidade da maioria das pessoas. Isso impede que ela seja bem-recebida e compreendida. No polo oposto, temos os propagadores de not\u00edcias falsas, que dialogam com a popula\u00e7\u00e3o por meio da linguagem acess\u00edvel e da utiliza\u00e7\u00e3o de refer\u00eancias do seu cotidiano. &#8220;N\u00e3o adianta eu trazer a informa\u00e7\u00e3o certa sem erros cient\u00edficos e conceituais se eu n\u00e3o consigo me conectar com quem est\u00e1 recebendo essa mensagem. Essas conex\u00f5es s\u00e3o do n\u00edvel pessoal, das representa\u00e7\u00f5es sociais. Eu preciso me conectar com quem est\u00e1 recebendo essa mensagem. Esse distanciamento que existe acaba influenciando na propaga\u00e7\u00e3o do negacionismo cient\u00edfico. As not\u00edcias falsas tem um apelo de falar n\u00e3o s\u00f3 a linguagem da maioria da popula\u00e7\u00e3o mas tamb\u00e9m de falar acerca de suas viv\u00eancias\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Rosa lembra que a pr\u00f3pria comunidade cient\u00edfica, ao longo da sua hist\u00f3ria, praticou o negacionismo cient\u00edfico, sobretudo em algumas \u00e1reas da ci\u00eancia b\u00e1sica, como a F\u00edsica. Tais pr\u00e1ticas, chamadas hoje de \u201cepistemic\u00eddio\u201d, consistiam em negar, escamotear ou roubar conhecimentos produzidos por comunidades sociais vulner\u00e1veis. \u201cQuando a gente nega o conhecimento e as produ\u00e7\u00f5es das popula\u00e7\u00f5es negras ao longo da hist\u00f3ria (ou de popula\u00e7\u00f5es de outros grupos historicamente vulnerabilizados), estamos produzindo um negacionismo cient\u00edfico. Hoje existe uma preocupa\u00e7\u00e3o com a ci\u00eancia atual, mas a comunidade cient\u00edfica parece esquecer que ela mesma produz negacionismo em rela\u00e7\u00e3o a conhecimentos de determinados grupos historicamente vulner\u00e1veis e oprimidos\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"alterar-essa-imagem-da-ciencia-assumindo-que-ela-possui-suas-falhas-e-limitacoes-pode-posicionar-a-populacao-mais-perto-da-ciencia-e-mais-distante-das-noticias-falsas\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\">\u201cAlterar essa imagem da ci\u00eancia, assumindo que ela possui suas falhas e limita\u00e7\u00f5es, pode posicionar a popula\u00e7\u00e3o mais perto da ci\u00eancia e mais distante das not\u00edcias falsas.\u201d<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A pesquisadora acredita que a autocr\u00edtica pode trazer benef\u00edcios para a ci\u00eancia, sobretudo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 percep\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Para isso, \u00e9 preciso abandonar o discurso propagado pela pr\u00f3pria comunidade cient\u00edfica, que caracteriza a ci\u00eancia como uma verdade absoluta, superior e \u00e0 prova de falhas. Alterar essa imagem da ci\u00eancia, assumindo que ela possui suas falhas e limita\u00e7\u00f5es, pode posicionar a popula\u00e7\u00e3o mais perto da ci\u00eancia e mais distante das not\u00edcias falsas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-o-combate-efetivo-das-noticias-falsas-passa-pela-ampliacao-do-acesso-da-populacao-ao-ambiente-academicoimagem-de-rawpixel-com-no-freepik-reproducao\"><strong>Capa.<\/strong> <strong>O combate efetivo das not\u00edcias falsas passa pela amplia\u00e7\u00e3o do acesso da popula\u00e7\u00e3o ao ambiente acad\u00eamico<br \/>\n<\/strong>(Imagem de rawpixel.com no Freepik. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<hr \/>\n<h6 id=\"gomes-paula-uma-aliada-invisivel-como-a-ciencia-basica-pode-ajudar-no-combate-a-noticias-falsas-cienc-cult-online-2023-vol-75-n-2-citado-2023-10-16-pp-01-04-disponi\"><span style=\"color: #808080;\">GOMES, Paula.<span class=\"article-title\">\u00a0Uma aliada invis\u00edvel: como a Ci\u00eancia B\u00e1sica pode ajudar no combate a not\u00edcias falsas.<\/span><i>\u00a0Cienc. Cult.<\/i>\u00a0[online]. 2023, vol.75, n.2 [citado\u00a0 2023-10-16], pp.01-04. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/cienciaecultura.bvs.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252023000200013&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&gt;. ISSN 0009-6725.\u00a0 http:\/\/dx.doi.org\/10.5935\/2317-6660.20230029.<\/span><\/h6>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Como a Ci\u00eancia B\u00e1sica pode ajudar no combate \u00e0s not\u00edcias falsas \u00a0&hellip;\n","protected":false},"author":67,"featured_media":4423,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4418"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/67"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4418"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4418\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4925,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4418\/revisions\/4925"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4423"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4418"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4418"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4418"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}