{"id":4442,"date":"2023-07-07T10:35:14","date_gmt":"2023-07-07T10:35:14","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4442"},"modified":"2023-07-07T10:35:14","modified_gmt":"2023-07-07T10:35:14","slug":"reunioes-anuais-e-regionais-da-sbpc-foram-idealizadas-para-se-debater-politica-na-pratica-e-levar-ciencia-a-todo-o-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4442","title":{"rendered":"Reuni\u00f5es Anuais e Regionais da SBPC foram idealizadas para se debater pol\u00edtica na pr\u00e1tica e levar Ci\u00eancia a todo o Pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"quarta-reportagem-especial-sobre-os-75-anos-da-entidade-fala-da-importancia-dos-eventos-cientificos-na-historia-do-brasil-aniversario-de-fundacao-da-sbpc-e-neste-sabado-8-de-julho\"><span style=\"color: #808080;\">Quarta reportagem especial sobre os 75 anos da entidade fala da import\u00e2ncia dos eventos cient\u00edficos na hist\u00f3ria do Brasil. Anivers\u00e1rio de funda\u00e7\u00e3o da SBPC \u00e9 neste s\u00e1bado, 8 de julho<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando foi criada, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC) nasceu n\u00e3o s\u00f3 com o objetivo de defender a Ci\u00eancia, mas difundi-la tamb\u00e9m. Entretanto, l\u00e1 no final da d\u00e9cada de 1940, realizar esse objetivo era um desafio muito maior do podemos pensar em tempos atuais.<\/p>\n<p>Uma das primeiras ideias foi a cria\u00e7\u00e3o de uma publica\u00e7\u00e3o, uma revista que tratasse da ci\u00eancia como parte da cultura do Pa\u00eds \u2013 a Ci\u00eancia &amp; Cultura. Ao mesmo tempo, os fundadores da SBPC tamb\u00e9m idealizaram um espa\u00e7o para promover o debate cient\u00edfico. Assim, nasceram as Reuni\u00f5es Anuais, encontros pensados para reunir, al\u00e9m de cientistas, a sociedade civil e personalidades da pol\u00edtica nacional, com o objetivo de pensar, na pr\u00e1tica, os caminhos da ci\u00eancia brasileira e promover a aproxima\u00e7\u00e3o desses atores.<\/p>\n<p>\u201cUma met\u00e1fora poss\u00edvel para explicar as Reuni\u00f5es Anuais da SBPC, desde a primeira realizada em Campinas (SP), em 1949, \u00e9 compar\u00e1-las a uma grande orquestra\u201d, explica a jornalista e pesquisadora Fab\u00edola de Oliveira, na obra\u00a0<em>Ci\u00eancia para o Brasil<\/em>.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 como se, h\u00e1 mais de 70 anos, ap\u00f3s ensaiar diariamente durante todo o ano, essa orquestra realizasse a sua grande apresenta\u00e7\u00e3o. Os atores (organizadores e p\u00fablico) e a m\u00fasica (as atividades) foram mudando e se moldando aos momentos hist\u00f3ricos vividos pelo pa\u00eds. Milhares de cientistas, professores e sucessos da ci\u00eancia e da tecnologia de todo o Brasil t\u00eam se envolvido como espectadores, convidados e autores de trabalhos acad\u00eamicos de todas as \u00e1reas do conhecimento. Desde meados do s\u00e9culo passado, sob a batuta da SBPC, gera\u00e7\u00f5es se unem a essa orquestra de fazedores e apaixonados pela ci\u00eancia\u201d, conta a jornalista e ex-coordenadora do Departamento de Comunica\u00e7\u00e3o da entidade.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria das Reuni\u00f5es Anuais da SBPC come\u00e7a com um dos seus fundadores, Maur\u00edcio Rocha e Silva. Entre os anos de 1940 e 1946, Rocha e Silva passou temporadas de estudo nos Estados Unidos e na Inglaterra, e manteve contato com as entidades cient\u00edficas locais, como a Associa\u00e7\u00e3o Americana para o Progresso da Ci\u00eancia (AAAS) e a Associa\u00e7\u00e3o Brit\u00e2nica para o Progresso da Ci\u00eancia (BAAS), que realizavam seus encontros anuais, como complementa a pesquisadora Ana Maria Fernandes, no livro\u00a0<em>A constru\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia e a SBPC<\/em>:<\/p>\n<p>\u201cA SBPC estava seguindo os passos dessas associa\u00e7\u00f5es (AAAS e BAAS) atrav\u00e9s de publica\u00e7\u00f5es, reuni\u00f5es de populariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia, cursos intensivos, apresenta\u00e7\u00e3o de documentos ao governo, mas sobretudo atrav\u00e9s de suas reuni\u00f5es anuais em que se estabeleciam contatos entre cientistas de todas as disciplinas e, tamb\u00e9m, com o p\u00fablico geral. [Desde ent\u00e3o] a reuni\u00e3o anual j\u00e1 era considerada o mais importante instrumento dessas sociedades, e a SBPC se congratulava de ter realizado em outubro de 1949 a primeira reuni\u00e3o na Am\u00e9rica Latina integrando todos os campos cient\u00edficos.\u201d<\/p>\n<p>Para a secret\u00e1ria-geral da entidade, Claudia Linhares Sales, o que faz com que as Reuni\u00f5es Anuais se mantenham relevantes ap\u00f3s sete d\u00e9cadas e meia \u00e9 o fato de acompanhar as mudan\u00e7as do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cEu acho que essas reuni\u00f5es da SBPC foram construindo a identidade e a alma da entidade ao longo do tempo e, possivelmente, elas continuar\u00e3o desempenhando esse papel. A SBPC tem uma miss\u00e3o desde a sua cria\u00e7\u00e3o, mas essa miss\u00e3o ela vai se transformando. A SBPC de 75 anos atr\u00e1s talvez n\u00e3o tivesse a pauta do meio ambiente como pauta priorit\u00e1ria. E onde foi que surgiu essa pauta priorit\u00e1ria? Vem das sucessivas reuni\u00f5es, em que os temas v\u00e3o sendo trazidos, os grandes desafios e problemas brasileiros. O que se espera de uma Reuni\u00e3o Anual \u00e9 isso, que a gente se debruce sobre os problemas contempor\u00e2neos da nossa sociedade e consiga trazer debates, solu\u00e7\u00f5es, amadurecer ideias, nesse grande f\u00f3rum\u201d, declara.<\/p>\n<p>A primeira Reuni\u00e3o Anual da SBPC foi realizada na cidade de Campinas, dentro das salas do Instituto Agron\u00f4mico do Estado de S\u00e3o Paulo. A edi\u00e7\u00e3o de n\u00famero 75 est\u00e1 para acontecer em Curitiba, sediada na Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), entre os dias 23 e 29 de julho. Entre uma e outra, a SBPC n\u00e3o deixou de realizar o evento em nenhum ano sequer. Nem mesmo durante a pandemia de coronav\u00edrus, quando nos vimos obrigados a passar um longo per\u00edodo isolados. Seguindo \u00e0 risca as orienta\u00e7\u00f5es da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), a SBPC se adaptou e promoveu dois grandes eventos de forma virtual, a 72\u00aa e a 73\u00aa edi\u00e7\u00f5es, em 2020 e 2021.<\/p>\n<p>A RA, como \u00e9 carinhosamente chamada (alguns a chamam tamb\u00e9m, simplesmente, de SBPC), \u00e9 um evento itinerante e ocorre, a cada ano, em uma institui\u00e7\u00e3o de ensino \u2013 uma universidade, via de regra \u2013 diferente espalhada pelo Pa\u00eds. E existem muitas formas de se chegar a estas institui\u00e7\u00f5es, como detalha Sales:<\/p>\n<p>\u201cPor exemplo, a gente achou que fazer a reuni\u00e3o do ano passado, na UnB (Universidade de Bras\u00edlia), uma vez que era o Bicenten\u00e1rio da Independ\u00eancia do Pa\u00eds e o anivers\u00e1rio de 60 anos da institui\u00e7\u00e3o, era muito pertinente. E a\u00ed voc\u00ea pode perguntar, mas por que uma universidade vai se meter a organizar um evento dessa dimens\u00e3o? E a resposta \u00e9: por conta do legado, da hist\u00f3ria das Reuni\u00f5es Anuais.\u201d<\/p>\n<p>E a secret\u00e1ria-geral da SBPC n\u00e3o est\u00e1 exagerando, muitos fatos da hist\u00f3ria cient\u00edfica e pol\u00edtica do Pa\u00eds tiveram como palco as Reuni\u00f5es Anuais:<\/p>\n<ul>\n<li>A 25\u00aa Reuni\u00e3o Anual, em 1973, contou com a presen\u00e7a do m\u00e9dico polon\u00eas Albert Sabin. Ele foi o desenvolvedor da vacina oral contra a poliomielite e renunciou a patente de sua vacina, o que permitiu que a p\u00f3lio fosse praticamente erradicada em diversos pa\u00edses, como o Brasil. Sabin ainda produziu outras pesquisas importantes, especialmente sobre pneumonia, encefalite, c\u00e2ncer e dengue.<\/li>\n<li>Um ano depois, em 1974, na 26\u00aa Reuni\u00e3o Anual, o economista Celso Furtado ainda era cassado e perseguido pela ditadura militar. A lei de anistia ainda n\u00e3o existia e, mesmo correndo riscos, ele voltou ao Pa\u00eds ap\u00f3s um ex\u00edlio internacional para participar da RA, que foi em Recife (PE). Furtado viria a mais duas Reuni\u00f5es Anuais: a 31\u00aa, em 1979, e a 32\u00aa, 1980 \u2013 nesta \u00faltima, ele participou do debate \u201cCrise Econ\u00f4mica e Democracia \u2013 A Conjuntura Cr\u00edtica da Ci\u00eancia Econ\u00f4mica\u201d, junto aos professores Pedro Malan, Maria da Concei\u00e7\u00e3o Tavares e Francisco de Oliveira, e foi aplaudido por uma plateia de, aproximadamente, duas mil pessoas na concha ac\u00fastica da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.<\/li>\n<li>Ali\u00e1s, foi em uma Reuni\u00e3o Anual que a economista portuguesa Maria da Concei\u00e7\u00e3o Tavares decidiu se tornar cientista no Brasil. Foi na 8\u00aa RA, que ocorreu em 1956. L\u00e1, ela teve seu primeiro contato com a comunidade cient\u00edfica brasileira. Sufocada pela ditadura de Salazar em Portugal e encantada pelo campo cient\u00edfico de nosso pa\u00eds, ela decidiu ficar por aqui. Tavares tamb\u00e9m foi cassada na ditadura militar brasileira, se exilou, mas voltou ao pa\u00eds depois da anistia e contribuiu, por muitos anos, com a constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas econ\u00f4micas e sociais do Brasil.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na obra\u00a0<em>A constru\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia no Brasil e a SBPC<\/em>, Ana Maria Fernandes buscou contar a hist\u00f3ria da SBPC usando muitas das publica\u00e7\u00f5es que a entidade fez ao longo dos anos. Ela encontrou um depoimento do f\u00edsico Oscar Sala, presidente da entidade entre 1973 e 1979, falando das suas impress\u00f5es quando teve contato com as reuni\u00f5es que a SBPC realizava. O depoimento foi escrito e publicado em 1977:<\/p>\n<p><em>\u201cEu confesso a voc\u00eas que na primeira vez que eu presidi uma reuni\u00e3o daquelas, pensei: o que tem a ver um pesquisador, digamos, de geologia, querer dar palpite sobre um problema econ\u00f4mico do pa\u00eds? Numa primeira rea\u00e7\u00e3o, eu disse, eu, como cientista, s\u00f3 vou dar palpite naquilo de que eu realmente entendo. Mas percebi, \u00e0 medida que a reuni\u00e3o come\u00e7ou a se desenvolver, me dei conta que eu estava errado. Aqueles homens de sociedade, que tinham o direito de estar preocupados com os problemas do pa\u00eds, que estavam procurando fazer umas sugest\u00f5es. \u00c0s vezes s\u00e3o sugest\u00f5es muito boas, \u00e0s vezes s\u00e3o sugest\u00f5es est\u00fapidas. Mas eu acho que \u00e9 um direito do homem da ci\u00eancia, \u00e9 um sentimento que ele est\u00e1, hoje, tendo cada vez mais. A ci\u00eancia \u00e9 importante para a sociedade. Ent\u00e3o ele quer tamb\u00e9m participar. Ele sente uma responsabilidade, como cientista, perante a sociedade moderna. Ele precisa participar de tudo o que se passa nessa sociedade. E \u00e9 o que ele faz na SBPC.\u201d<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"debates-regionais\"><strong>Debates regionais<\/strong><\/h4>\n<p>Durante as Reuni\u00f5es Anuais, a SBPC come\u00e7ou a perceber que somente esses encontros n\u00e3o eram o suficiente para a difus\u00e3o da Ci\u00eancia: era necess\u00e1rio levar o formato das RAs a outras regi\u00f5es, mas de modo a colaborar com as comunidades locais e valorizar a ci\u00eancia desenvolvida regionalmente. Assim nasceram, em 1983, as Reuni\u00f5es Regionais, tamb\u00e9m chamadas de RRs.<\/p>\n<p>\u201cAs reuni\u00f5es anuais acontecem em centros urbanos que contam com universidades de grande porte, capazes de receber os milhares de participantes oriundos de todo o pa\u00eds. Como ent\u00e3o levar ao interior, sobretudo nas regi\u00f5es mais carentes do territ\u00f3rio brasileiro, as novidades da ci\u00eancia e do mundo acad\u00eamico? As Reuni\u00f5es Regionais buscam atender a essas demandas, principalmente em localidades do Norte e do Nordeste\u201d, explica a pesquisadora Fab\u00edola Oliveira, no livro\u00a0<em>Ci\u00eancia para o Brasil<\/em>.<\/p>\n<p>\u201cAssim, proporcionam amplos debates, com tem\u00e1ticas do cotidiano dos munic\u00edpios-sede, da regi\u00e3o e do Brasil, al\u00e9m de resgatar e dar visibilidade \u00e0s pesquisas e aos trabalhos desenvolvidos por alunos e professores locais\u201d, conta a pesquisadora. Ao todo, foram realizadas 47 edi\u00e7\u00f5es das RRs, que j\u00e1 passaram por todas as regi\u00f5es do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"memorias-de-aniversario\"><strong>Mem\u00f3rias de anivers\u00e1rio<\/strong><\/h4>\n<p>Esta reportagem \u00e9 parte de uma s\u00e9rie especial para os 75 anos da SBPC, que ser\u00e3o comemorados no pr\u00f3ximo s\u00e1bado, dia 8 de julho.<\/p>\n<p>Se quiser saber mais sobre as Reuni\u00f5es Anuais da SBPC, basta ouvir o epis\u00f3dio\u00a0<a href=\"http:\/\/www.jornaldaciencia.org.br\/surgimento-das-reunioes-anuais-da-sbpc-e-tema-de-novo-episodio-do-podcast-o-som-da-ciencia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201c<span style=\"color: #800000;\"><strong>Ci\u00eancia \u00e9 feita de debates<\/strong><\/span>\u201d<\/a>, do podcast O Som da Ci\u00eancia, uma produ\u00e7\u00e3o da equipe de comunica\u00e7\u00e3o da SBPC.<\/p>\n<p>A mat\u00e9ria tamb\u00e9m utilizou apura\u00e7\u00e3o do\u00a0<span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/portal.sbpcnet.org.br\/centro-de-memoria-da-sbpc-amelia-i-hamburger\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Centro de Mem\u00f3ria da SBPC<\/a><\/strong><\/span>\u00a0e trechos das obras\u00a0<a href=\"https:\/\/www.anpocs.com\/index.php\/publicacoes-sp-2056165036\/livros\/251-a-construcao-da-ciencia-no-brasil-e-a-sbpc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201c<span style=\"color: #800000;\"><strong>A constru\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia no Brasil e a SBPC<\/strong><\/span>\u201d<\/a>, de Ana Maria Fernandes, e \u201cCi\u00eancia para o Brasil: 70 anos da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia\u201d, organizado por Helena Nader, Vanderlan Bolzani e Jos\u00e9 Roberto Ferreira \u2013 este \u00faltimo est\u00e1<a href=\"http:\/\/portal.sbpcnet.org.br\/livro\/cienciaparaobrasil.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0<span style=\"color: #800000;\"><strong>dispon\u00edvel para download gratuito no site da SBP<\/strong><\/span>C<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.jornaldaciencia.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Jornal da Ci\u00eancia<\/em><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Quarta reportagem especial sobre os 75 anos da entidade fala da import\u00e2ncia&hellip;\n","protected":false},"author":11,"featured_media":4444,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4442"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4442"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4442\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4443,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4442\/revisions\/4443"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4444"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4442"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4442"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4442"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}