{"id":4539,"date":"2023-08-17T07:30:12","date_gmt":"2023-08-17T07:30:12","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4539"},"modified":"2023-08-07T12:55:57","modified_gmt":"2023-08-07T12:55:57","slug":"oppenheimer-no-brasil-em-1953-e-1961-a-ciencia-o-ensino-e-as-armas-atomicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4539","title":{"rendered":"Oppenheimer no Brasil em 1953 e 1961: a ci\u00eancia, o ensino e as armas at\u00f4micas"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"fisico-norte-americano-famoso-por-sua-participacao-na-criacao-da-primeira-bomba-atomica-visitou-o-pais-duas-vezes\"><span style=\"color: #808080;\">F\u00edsico norte-americano famoso por sua participa\u00e7\u00e3o na cria\u00e7\u00e3o da primeira bomba at\u00f4mica visitou o pa\u00eds duas vezes<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O f\u00edsico norte-americano Julius Robert Oppenheimer (1904-1967), famoso pela sua atua\u00e7\u00e3o como diretor do Laborat\u00f3rio Cient\u00edfico de Los Alamos, no Projeto Manhattan, que conduziu \u00e0 produ\u00e7\u00e3o da primeira bomba at\u00f4mica, esteve por duas vezes no Brasil. Atualmente sua trajet\u00f3ria est\u00e1 sendo vista em telas de cinema de todo o mundo e amplamente discutidos os aspectos pol\u00edticos, cient\u00edficos e \u00e9ticos de sua atua\u00e7\u00e3o, bem como o seu contexto. Oppenheimer esteve no Brasil, em 1953, a convite do <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/mcti\/pt-br\/composicao\/rede-mcti\/conselho-nacional-de-desenvolvimento-cientifico-e-tecnologico\">Conselho Nacional de Pesquisas<\/a><\/strong><\/span> (CNPq), que havia sido criado dois anos antes. Ele estava, ent\u00e3o, no auge de sua fama e ainda n\u00e3o havia sido perseguido politicamente e destitu\u00eddo de suas fun\u00e7\u00f5es em altas comiss\u00f5es do governo norte-americano, o que se daria no ano seguinte. Retornou ao Brasil em 1961, em viagem patrocinada pela <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.oas.org\/pt\/\">Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos<\/a><\/strong><\/span> (OEA), ap\u00f3s a tormenta pol\u00edtica que o atingiu e quatro anos antes de seu falecimento.<\/p>\n<p>Em 25 de junho de 1953, Oppenheimer (Opie) desembarcou no Rio de Janeiro, com sua esposa Katherine (Kitty) e seus dois filhos, Peter e Katherine (Toni), ent\u00e3o com 12 e 9 anos, respectivamente (Figuras 1 e 2). A perman\u00eancia deles se estendeu at\u00e9 o dia 01 de agosto, quando retornaram aos Estados Unidos. A maior parte do tempo, esteve no Rio de Janeiro (RJ), mas visitou tamb\u00e9m S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (SP), S\u00e3o Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Ouro Preto (MG). Sua visita foi amplamente coberta pela m\u00eddia brasileira, com centenas de not\u00edcias, muitas fotos e diversas entrevistas. No mesmo dia de sua chegada ao Rio, foi recepcionado no CNPq e, nos dias seguintes, participou de discuss\u00f5es e semin\u00e1rios no <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/cbpf\/pt-br\">Centro Brasileiro de Pesquisas F\u00edsicas<\/a><\/strong><\/span> (CBPF), deu entrevistas e visitou o Instituto de Biof\u00edsica e o Instituo Nacional de Tecnologia (INT).<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-julius-robert-oppenheimer-desembarcou-com-sua-familia-no-brasil-pela-primeira-vez-em-25-de-junho-de-1953-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-4541\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig1-300x194.jpeg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"258\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig1-300x194.jpeg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig1-1024x662.jpeg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig1-768x496.jpeg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig1-18x12.jpeg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig1-800x517.jpeg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig1-1160x749.jpeg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig1.jpeg 1249w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. Julius Robert Oppenheimer desembarcou com sua fam\u00edlia no Brasil pela primeira vez em 25 de junho de 1953.<\/strong><br \/>\n(Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<h6 id=\"figura-2-documento-de-oppenheimer-para-entrada-no-brasil-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-4543\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig2-300x183.jpeg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"243\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig2-300x183.jpeg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig2-1024x623.jpeg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig2-768x468.jpeg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig2-18x12.jpeg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig2-800x487.jpeg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig2-1160x706.jpeg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig2.jpeg 1191w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2. Documento de Oppenheimer para entrada no Brasil.<br \/>\n<\/strong>(Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O CNPq, que patrocinou a viagem, estava em um processo de fortalecimento institucional e de implanta\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de apoio \u00e0 ci\u00eancia no Brasil. Para isso, em seus primeiros anos, convidou grandes e experientes cientistas internacionais para proporcionar aos pesquisadores brasileiros maior interc\u00e2mbio internacional, especialmente na \u00e1rea da f\u00edsica at\u00f4mica. No ano anterior, por exemplo, havia convidado o pr\u00eamio Nobel de F\u00edsica, Isidor Isaac Rabi. Oppenheimer era certamente um dos f\u00edsicos de maior express\u00e3o e prest\u00edgio cient\u00edfico e pol\u00edtico naquele momento e aqui veio para realizar semin\u00e1rios e confer\u00eancias sobre os temas de sua especialidade e expertise. Havia, na \u00e9poca, grande interesse internacional e local no desenvolvimento das pesquisas no dom\u00ednio at\u00f4mico e nuclear.<\/p>\n<p>Em sua primeira entrevista no Brasil, em 25 de junho de 1953, Oppenheimer elogiou os jovens cientistas brasileiros e afirmou conhecer pessoalmente v\u00e1rios deles, a quem considerou excelentes pesquisadores. Sobre o desenvolvimento da bomba at\u00f4mica na URSS, disse: \u201cInfelizmente temos que acreditar que os russos possuem bons t\u00e9cnicos de energia at\u00f4mica, entre os quais v\u00e1rios de nacionalidade alem\u00e3, o que nos leva a supor que l\u00e1 tamb\u00e9m j\u00e1 exista a bomba at\u00f4mica\u201d. J\u00e1 se sabia que elas haviam sido desenvolvidas e testadas na URSS. Oppenheimer estimou, em uma resposta, que o custo de produ\u00e7\u00e3o da primeira bomba at\u00f4mica fora de cerca de US $1 milh\u00e3o, e fez uma suposi\u00e7\u00e3o acanhada sobre a industrializa\u00e7\u00e3o da energia at\u00f4mica: avaliou que se levaria ainda uns vinte anos para tal uso comercial. No entanto, j\u00e1 em junho de 1954 foi constru\u00edda a primeira central nuclear, conectada \u00e0 rede el\u00e9trica, em Obninsk (URSS). A segunda central em escala comercial seria a de Calder Hall, em Sellafield (UK), em outubro de 1956, e a terceira em Shippingport (EUA) em 1957.<\/p>\n<p>Entre os dias 6 e 12 de julho de 1953, Oppenheimer esteve no Estado de S\u00e3o Paulo, acompanhado pelo presidente (em exerc\u00edcio) do CNPq, Orlando Rangel, e por seu diretor cient\u00edfico Joaquim da Costa Ribeiro. Visitou inicialmente o Centro T\u00e9cnico de Aeron\u00e1utica, em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos. Em S\u00e3o Paulo, a partir do dia 7, foi \u00e0 <strong><a href=\"USP\"><span style=\"color: #800000;\">Universidade de S\u00e3o Paulo<\/span><\/a><\/strong> (USP), visitando o Laborat\u00f3rio de F\u00edsica Nuclear, o Instituto de Eletrot\u00e9cnica, a Escola Polit\u00e9cnica e o Departamento de F\u00edsica da Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas (FFLCH), al\u00e9m de ir ao Instituto de Pesquisas Tecnol\u00f3gicas (IPT), ao Instituto Butantan e de dar uma entrevista coletiva. No Instituo de F\u00edsica da USP, participou de um semin\u00e1rio e no Instituto de Engenheiros fez a palestra \u201cO Progresso da Ci\u00eancia\u201d. Naquele final de semana visitou uma fazenda de caf\u00e9 entre Limeira e Campinas.<\/p>\n<p>Em sua entrevista \u00e0 m\u00eddia paulista (Figura 3), Oppenheimer mencionou os tr\u00eas pa\u00edses j\u00e1 possuidores da bomba at\u00f4mica: Estados Unidos, Reino Unido e URSS (esta, sem confirma\u00e7\u00f5es maiores, afirmou, j\u00e1 teria explodido quatro bombas experimentais e teria outras em estoque para um eventual terceira guerra). Enfatizou, em seguida, a import\u00e2ncia da energia at\u00f4mica para fins pac\u00edficos, assunto que o interessava mais, destacando aplica\u00e7\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o de medicamentos e de fertilizantes e apontando o poss\u00edvel aproveitamento da energia t\u00e9rmica, gerada em reatores e usinas at\u00f4micas, cuja dificuldade maior seria o alto custo e a complexidade dos equipamentos. Sobre a interdi\u00e7\u00e3o de armas at\u00f4micas \u2013 nos Estados Unidos defendia a posi\u00e7\u00e3o do n\u00e3o desenvolvimento da bomba de hidrog\u00eanio \u2013 disse: \u201cSou homem de paz. Acredito na paz, a para isso as armas n\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rias. E, como eu, h\u00e1 muita gente razo\u00e1vel que n\u00e3o precisa de metralhadoras, g\u00e1s asfixiante ou armas at\u00f4micas para bem viver. Nessa gente, confio\u201d. N\u00e3o quis responder a uma pergunta sobre o casal Rosenfeld, que havia sido eletrocutado nos Estados Unidos sob a acusa\u00e7\u00e3o de espionagem at\u00f4mica.<\/p>\n<h6 id=\"figura-3-entrevista-de-oppenheimer-para-jornal-de-sao-pauloreproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-4544\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig3-204x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"272\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig3-204x300.jpeg 204w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig3-697x1024.jpeg 697w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig3-8x12.jpeg 8w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig3.jpeg 716w\" sizes=\"(max-width: 272px) 100vw, 272px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 3. Entrevista de Oppenheimer para jornal de S\u00e3o Paulo<\/strong><br \/>\n(Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em entrevista posterior, destacou as importantes pesquisas que, a seu ver, estavam sendo realizadas nos laborat\u00f3rios da USP. Citou explicitamente os laborat\u00f3rios de Marcelo Damy e de Oscar Sala, no terreno experimental, e os trabalhos de alto n\u00edvel do grupo de f\u00edsica te\u00f3rica, afirmando: \u201cem cada um desses lugares h\u00e1 coisas novas e desconhecidas e um programa demonstrando grande maturidade de imagina\u00e7\u00e3o\u201d. Elogiou tamb\u00e9m outras institui\u00e7\u00f5es de pesquisa locais. Insistiu que se deve dar a maior aten\u00e7\u00e3o ao progresso da pesquisa cient\u00edfica, em particular apoiando os jovens pesquisadores, e que o Brasil se encontrava na vanguarda da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Sobre Cesar Lattes, comentou: \u201c\u00c9 um grande homem e um grande patriota. Conhe\u00e7o-o h\u00e1 longos anos, e as descobertas que fez e as que certamente far\u00e1 futuramente o colocam em posi\u00e7\u00e3o privilegiada no mundo da pesquisa nuclear. \u00c9 um mo\u00e7o que honra o Brasil e est\u00e1 fazendo muito por sua p\u00e1tria. Poderia estar trabalhando em qualquer pa\u00eds do mundo, mas, \u00e0s muitas ofertas que recebeu, preferiu ficar em sua terra e treinar um grupo de cientistas para que o Brasil, em futuro pr\u00f3ximo, tenha as reservas humanas necess\u00e1rias para seu progresso no campo da pesquisa nuclear.\u201d<\/p>\n<p>De volta ao Rio, fez uma comunica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica na <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/www.abc.org.br\/\">Academia Brasileira de Ci\u00eancias<\/a><\/strong><\/span> (ABC), no dia 14, uma confer\u00eancia na Escola T\u00e9cnica do Ex\u00e9rcito (\u201cO Progresso da Ci\u00eancia\u201d), no dia 16, e participou de semin\u00e1rios no CBPF, nos dias 17 e 18 de julho. No dia 20\/7 foi a Belo Horizonte (MG), onde visitou o Instituto de Pesquisas Radioativas (IPR), e fez palestra na Escola de Engenharia da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/ufmg.br\/\">Universidade Federal de Minas Gerais<\/a><\/strong><\/span> (UFMG), no dia 23, com o mesmo tema de S\u00e3o Paulo. No final de semana visitou Ouro Preto (MG). No retorno ao Rio de Janeiro, fez confer\u00eancia no CNPq, no dia 29, na qual debateu a relev\u00e2ncia da pesquisa cient\u00edfica, enfatizou a import\u00e2ncia da forma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e da renova\u00e7\u00e3o do ensino superior (Figura 4).<\/p>\n<h6 id=\"figura-4-conferencia-de-oppenheimer-no-cnpq-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-4545\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig4-300x175.jpeg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"234\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig4-300x175.jpeg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig4-1024x599.jpeg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig4-768x449.jpeg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig4-1536x898.jpeg 1536w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig4-18x12.jpeg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig4-800x468.jpeg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig4-1160x678.jpeg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig4.jpeg 1844w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 4. Confer\u00eancia de Oppenheimer no CNPq.<\/strong><br \/>\n(Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na recep\u00e7\u00e3o realizada pela ABC, em 14 de julho, com a presen\u00e7a de cerca de 50 acad\u00eamicos e convidados, inclusive Katherine Oppenheimer, o f\u00edsico norte-americano foi saudado por Jos\u00e9 Leite Lopes, que destacou suas importantes contribui\u00e7\u00f5es para a f\u00edsica e, tamb\u00e9m, o seu papel como professor universit\u00e1rio na forma\u00e7\u00e3o da escola norte-americana de f\u00edsicos. Oppenheimer agradeceu \u00e0 sauda\u00e7\u00e3o e exprimiu sua satisfa\u00e7\u00e3o em ser recebido pela ABC, que conhecia de longa data, \u00e0 dist\u00e2ncia, acompanhando os trabalhos publicados nos seus Anais. Em seguida fez a sua comunica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica: \u201cMegalomorfos\u201d. Prop\u00f4s este nome para designar as part\u00edculas pesadas, que haviam sido recentemente descobertas, inst\u00e1veis, e que se desintegravam em outras part\u00edculas de massa menor e mais energia, sob a forma de f\u00f3tons ou neutrinos. Segundo ele, as propriedades dessas part\u00edculas eram ainda pouco conhecidas e ignorava-se a raz\u00e3o profunda de sua exist\u00eancia e as interconex\u00f5es existentes entre elas. Falou sobre a descoberta e as propriedades dessas part\u00edculas pesadas: o n\u00eautron, os m\u00e9sons \u201cmi\u201d e \u201cpi\u201d, as chamadas part\u00edculas V, e aquelas designadas por \u201ctau\u201d, \u201cxi\u201d e \u201ckapa\u201d. Acrescentou que pretendia apresentar estas ideias, com maior profundidade, em semin\u00e1rios no CBPF. A designa\u00e7\u00e3o, proposta por Oppenheimer, de part\u00edculas megalomorfas, n\u00e3o sobreviveu ao tempo. \u00c9 interessante destacar que, nessa sess\u00e3o da ABC, Sergio Mascarenhas, ent\u00e3o um pesquisador iniciante do grupo de Costa Ribeiro, fez a apresenta\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o: \u201cInterpreta\u00e7\u00e3o do efeito Costa Ribeiro pela teoria da colis\u00e3o molecular\u201d, que foi comentada por Costa Ribeiro, Peter Weyl e Oppenheimer.<\/p>\n<p>Em sua \u00faltima confer\u00eancia, no CNPq em 28 de julho, Oppenheimer apresentou um balan\u00e7o positivo e otimista sobre as institui\u00e7\u00f5es de pesquisa que visitara em algumas cidades brasileiras, enalteceu bastante a atua\u00e7\u00e3o do CNPq e abordou tr\u00eas assuntos principais: as diversas responsabilidades que deveria ter um \u00f3rg\u00e3o como o CNPq, que era ao mesmo tempo, uma ag\u00eancia de fomento e uma comiss\u00e3o de energia at\u00f4mica; a import\u00e2ncia e a situa\u00e7\u00e3o do sistema educacional no Brasil e a quest\u00e3o espec\u00edfica da energia at\u00f4mica. No final, respondeu a v\u00e1rias perguntas dos conselheiros do CNPq. O conte\u00fado integral de tal confer\u00eancia encontra-se nas Atas da reuni\u00e3o do CD do CNPq. Uma interessante s\u00edntese dela foi apresentada por Costa Ribeiro, alguns dias depois, no programa \u201cPensando no Brasil\u201d, que o CNPq fazia na R\u00e1dio MEC. Ao falar sobre a necessidade de renova\u00e7\u00e3o educacional, Costa Ribeiro reproduziu a fala de Oppenheimer: \u201cEm ci\u00eancia, aquele que ensina bem \u00e9 o que traz para as suas aulas o esp\u00edrito de sua pr\u00f3pria pesquisa \u2013 nem todo bom cientista \u00e9 um bom Professor, mas at\u00e9 hoje n\u00e3o encontrei nenhum bom Professor que n\u00e3o fosse um bom cientista \u2013 uma pessoa ativa na ci\u00eancia, que poder\u00e1 n\u00e3o estar fazendo coisas que interessem profundamente a todo mundo, mas pelo menos coisas em que ele est\u00e1 profundamente interessado. A melhor maneira de ensinar a ci\u00eancia \u00e9 ensin\u00e1-la sob forma de a\u00e7\u00e3o, fazendo recuar a obscuridade, criando situa\u00e7\u00f5es de perplexidade e resolvendo-as respondendo aos paradoxos por solu\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas. O ensino da ci\u00eancia n\u00e3o deve ser uma coisa morta, e acabada, mas deve antes ser considerado um uma forma de a\u00e7\u00e3o e como uma forma de aventura.\u201d<\/p>\n<p>No dia 01 de agosto, Oppenheimer deu sua \u00faltima entrevista coletiva \u00e0 imprensa e, neste mesmo dia, deixou o pa\u00eds. Nela, al\u00e9m de elogiar cientistas e institui\u00e7\u00f5es locais, salientou a import\u00e2ncia do desenvolvimento do ensino de f\u00edsica no Brasil, a necessidade de se atrair jovens para a ci\u00eancia. Destacou, e isto foi manchete em jornais, que na pesquisa cient\u00edfica residiria o futuro do Brasil. Inquirido pelo rep\u00f3rter do Correio da Manh\u00e3, relutou um pouco, mas terminou por comentar sobre sua vertente po\u00e9tica e refez\/improvisou um poema de sua lavra (Figura 5).<\/p>\n<h6 id=\"figura-5-oppenheimer-no-jornal-correio-da-manha-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-4546\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig5-300x150.jpeg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig5-300x150.jpeg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig5-1024x512.jpeg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig5-768x384.jpeg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig5-18x9.jpeg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig5-800x400.jpeg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig5-1160x580.jpeg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig5.jpeg 1261w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 5. Oppenheimer no jornal Correio da Manh\u00e3.<\/strong><br \/>\n(Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O retorno de Oppenheimer ao Brasil se deu em 1961, sob o patroc\u00ednio do Programa da C\u00e1tedras da OEA em articula\u00e7\u00e3o com o CBPF e a Universidade do Brasil. Est\u00e1 por ser investigado o interesse deste organismo, quase sempre sob controle estrito dos Estados Unidos, em patrocinar a vinda de Oppenheimer, bem como analisados os recados que ele aqui deixou junto \u00e0s autoridades locais e ao p\u00fablico, al\u00e9m dos importantes alertas pacifistas. Foi uma visita bem mais curta, na qual permaneceu no Rio de Janeiro entre 17 e 22 de setembro de 1961. Fez semin\u00e1rios no CBPF, e visitou novamente o Instituto de Biof\u00edsica. No dia 20 de julho fez palestra, seguida de debate, no Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM), no qual destacou que a ci\u00eancia e a tecnologia constituem o maior poder de uma na\u00e7\u00e3o e manifestou a esperan\u00e7a de que o Brasil n\u00e3o desenvolvesse as \u201cfant\u00e1sticas\u201d armas modernas nem se preocupasse com o lan\u00e7amento de sat\u00e9lites com as mesmas finalidades (Figura 6). Afirmou ainda: \u201c\u00c9 minha esperan\u00e7a que as for\u00e7as armadas deste pa\u00eds ter\u00e3o como fun\u00e7\u00e3o m\u00e1xima manter o crescimento ordenado e criativo do pa\u00eds, seu desenvolvimento, seu senso de justi\u00e7a, sua liberdade, suas tradi\u00e7\u00f5es.\u201d (Confira essa palestra <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/lm.facebook.com\/l.php?u=https%3A%2F%2Fwww.marinha.mil.br%2Fagenciadenoticias%2Fciencia-e-tecnologia-o-maior-poder-de-uma-nacao%3Ffbclid%3DIwAR1CTgAVRY2NFqu9szd7QU9356Q0EuSkHHqH48IxbRlCkmDObe-pmeh4pO4&amp;h=AT0CswJuT5UB-Xf73niOywvPicgAMrvQQEsgvKV2gXAQUJhHPyrcwSXzspt82dqVdjabZrRSX0QTAgJZTiWqomCHErC2H8ggndmAqPcAs_fiFKEYpC8-NhsriWlLXCa5UthIK2jvSyKv1K3_JExxqGSZvDIb\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>aqui<\/strong><\/a><\/span>). Oppenheimer foi tamb\u00e9m condecorado pelo governo brasileiro com a Ordem do Cruzeiro do Sul, no grau de Comendador (Figura 7). Nesse mesmo dia, 20 de setembro, foi homenageado com uma sess\u00e3o extraordin\u00e1ria da ABC, \u00e0 qual comparecerem cerca de 150 acad\u00eamicos e convidados. Ali fez a confer\u00eancia \u201cReflex\u00f5es sobre cultura e ci\u00eancia\u201d, cujo conte\u00fado foi publicado no Jornal do Commercio (outubro de 1961) e, no ano seguinte, na revista <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia e Cultura<\/a><\/strong><\/span> da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/portal.sbpcnet.org.br\/\">Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia<\/a><\/strong><\/span> (SBPC) [vol. 14, n. 2, 1962, p. 87 a 94].<\/p>\n<h6 id=\"figura-6-palestra-de-oppenheimer-seguida-de-debate-no-instituto-de-pesquisas-da-marinha-ipqm-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-4551\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig6-300x198.jpeg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig6-300x198.jpeg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig6-1024x676.jpeg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig6-768x507.jpeg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig6-18x12.jpeg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig6-800x528.jpeg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig6-1160x765.jpeg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig6.jpeg 1373w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 6. Palestra de Oppenheimer, seguida de debate, no Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM).<\/strong><br \/>\n(Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<h6 id=\"figura-7-condecoracao-de-oppenheimer-pelo-governo-brasileiro-com-a-ordem-do-cruzeiro-do-sul-no-grau-de-comendador-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-4547\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig7-300x239.jpeg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"318\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig7-300x239.jpeg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig7-1024x815.jpeg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig7-768x611.jpeg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig7-15x12.jpeg 15w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig7-800x636.jpeg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig7-1160x923.jpeg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig7.jpeg 1203w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 7. Condecora\u00e7\u00e3o de Oppenheimer pelo governo brasileiro com a Ordem do Cruzeiro do Sul, no grau de Comendador.<\/strong><br \/>\n(Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em um texto sobre Oppenheimer, escrito muitos anos ap\u00f3s o seu falecimento, Leite Lopes assim descreveu esta visita; \u201cEm 1963 [de fato, 1961], foi convidado pela Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos para, na qualidade de Professor Visitante, entrar em contato e realizar semin\u00e1rios em institui\u00e7\u00f5es de f\u00edsica na Am\u00e9rica Latina. No Brasil, Oppenheimer escolheu ser visitante no Centro Brasileiro de Pesquisas F\u00edsicas, do qual tinha eu a honra de ser, no momento, Diretor Cient\u00edfico. Al\u00e9m de um semin\u00e1rio sobre a teoria de relatividade geral, Oppenheimer manteve conversa\u00e7\u00f5es com homens de ci\u00eancia e de governo, visitou institui\u00e7\u00f5es mostrando sempre grande interesse pelas nossas realiza\u00e7\u00f5es e percebendo de imediato as nossas dificuldades. Informado sobre os planos que ent\u00e3o v\u00e1rios cientistas e intelectuais formul\u00e1vamos para a implanta\u00e7\u00e3o de uma universidade nova e moderna na cidade de Bras\u00edlia, fez quest\u00e3o de obter audi\u00eancia com o Ministro da Educa\u00e7\u00e3o para manifestar-lhe sua opini\u00e3o e o peso de seu prest\u00edgio para que fosse levado a cabo o projeto e para que fossem convenientemente amparadas as institui\u00e7\u00f5es de pesquisa do Brasil. Recebeu, na oportunidade, das m\u00e3os do Ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, San Tiago Dantas, a medalha Cruzeiro do Sul.\u201d<\/p>\n<p>Oppenheimer foi tamb\u00e9m recepcionado no CNPq, no dia 21 de julho e, na ocasi\u00e3o, fez uma breve alocu\u00e7\u00e3o na qual, como relatado pela m\u00eddia, afirmou que o Brasil deve dar prioridade ao desenvolvimento e aperfei\u00e7oamento de pessoas de talento e que as realiza\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas, no terreno da energia at\u00f4mica, deveriam ter prioridade relativamente menor, com a exce\u00e7\u00e3o \u00fanica da explora\u00e7\u00e3o das mat\u00e9rias-primas, que seria de import\u00e2ncia fundamental para se saber com o que se poder\u00e1 contar no futuro. A cobertura da imprensa local a esta segunda visita de Oppenheimer, especialmente do Rio de Janeiro, foi novamente intensa. Em sua entrevista coletiva, no final de sua viagem, repetiu diversos pontos j\u00e1 mencionados nas suas interven\u00e7\u00f5es no CNPq e no IPqM e defendeu enfaticamente o uso pac\u00edfico da energia at\u00f4mica.<\/p>\n<h6 id=\"figura-8-mensagem-de-oppenheimer-durante-visita-ao-brasil-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-4548\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig8-165x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"219\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig8-165x300.jpeg 165w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig8-562x1024.jpeg 562w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig8-7x12.jpeg 7w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/fig8.jpeg 618w\" sizes=\"(max-width: 219px) 100vw, 219px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 8. Mensagem de Oppenheimer durante visita ao Brasil.<\/strong><br \/>\n(Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio atual, a mensagem de Oppenheimer, recorrente nas duas visitas ao Brasil, continua v\u00e1lida e relevante: uma guerra at\u00f4mica significar\u00e1 o exterm\u00ednio da humanidade (Figura 8). Que n\u00e3o se concretize.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"F\u00edsico norte-americano famoso por sua participa\u00e7\u00e3o na cria\u00e7\u00e3o da primeira bomba at\u00f4mica&hellip;\n","protected":false},"author":20,"featured_media":4549,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4539"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4539"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4539\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4542,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4539\/revisions\/4542"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4549"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4539"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4539"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4539"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}